8.2. Elde Edilen Biyogazın Kojenerasyonlu Sistemle Değerlendirilmesi 98
8.2.3. Kojenerasyon sisteminin verim ve maliyet hesaplaması…
Influenciado pelo direito norte-americano, o sistema de controle de constitucionalidade na Argentina é classificado como jurisdicional e difuso, de forma que todos os órgãos judiciais da República Argentina possuem competência para declarar eventual inconstitucionalidade de um ato normativo, sejam órgãos jurisdicionais provinciais ou nacionais130-131.
No ápice da estrutura judicial argentina se encontra a Corte Suprema132, que detém a última palavra em termos de controle de constitucionalidade, sendo que o fundamento da função revisora da Corte sobre as decisões dos juízes e tribunais inferiores se encontra nos artigos 31 e 116 da Constituição da Nação Argentina, que asseguram a primazia das disposições constitucionais e das leis federais sobre os demais atos e normas.
De acordo com o texto constitucional argentino, o controle de constitucionalidade pode ser realizado originariamente pela Corte, “en todos los asuntos concernentes a
128 Op. Cit., p. 221-245.
129 Para Lawrence Baum (A Suprema Corte Americana), a Suprema Corte é política e não teria como não ser,
pois, sendo órgão do Estado, pertence à estrutura política. Além disso, embora os justices não se envolvam em atividades partidárias, não raras as vezes foram ativistas políticos.
130 Palacio, Lino Enrique. El Recurso Extraordinario Federal - Teoria y Tecnica. 2. ed. Buenos Aires:
Abeledo-Perrot, 1997, p. 15; e Valdez, Mirta Beatriz; Monza, Nelson Omar. Recurso extraordinario federal. p. 410.
131 Cumpre esclarecer que o principal estatuto procesual argentino corresponde ao Código Procesal Civil y Comercial de la Nación, que tem aplicação nas causas de competência da Justiça Federal e na Capital Federal. Todavia, cada província tem competência para estabelecer sua própria legislação processual, de modo que na Argentina vigoram diversos códigos de processo civil.
132 A organização judiciária argentina é bastante complexa, composta pela Justiça Federal, Justiças Locais
provinciais, aqui se incluindo a estrutura judiciária da cidade autônoma de Buenos Aires, e Justiça Nacional, com jurisdição apenas no Distrito Federal. Quanto à organização provincial, além da competência recursal relativa ao duplo grau de jurisdição, também se verifica a existência de um Tribunal Superior de Justiça ou Suprema Corte. A Corte Suprema da Nação corresponde ao órgão de cúpula do Poder Judiciário.
embajadores, ministros y cónsules extranjeros, y en los que alguna provincia fuese parte”
(artigo 117 da Constituição), ou pela via recursal, destacando-se o recurso extraordinário federal, nas hipóteses previstas no artigo 14 da Lei nº 48, de 25 de agosto de 1863 (questão federal), de sentencia arbitraria e gravedad institucional, sendo estas duas últimas de criação pretoriana133.
O artigo 14 da Lei nº 48 permite a interposição de recurso extraordinário federal contra as decisões definitivas proferidas pelos tribunais superiores das províncias, com a finalidade de manter a ordem hierárquica estabelecida no artigo 31 da Constituição (supremacia do bloco de constitucionalidade sobre o restante das normas argentinas)134.
E, da mesma forma que o recurso extraordinário previsto no artigo 102 da Constituição brasileira, o recurso extraordinário federal argentino corresponde a um meio de impugnação destinado a reformar, total ou parcialmente, uma decisão judicial ainda não transitada em julgado, ou seja, dentro do mesmo processo em que proferida a decisão recorrida, razão pela qual a doutrina argentina se posiciona em favor de sua natureza recursal135. De acordo com a definição de Esteban Ymaz e Ricardo E. Rey, trata-se de “una
apelación excepcional que tiene por objeto el mantenimiento de la supremacía constitucional”136.
Ademais, quanto à sua admissibilidade, a doutrina portenha menciona diversos requisitos necessários para o conhecimento do recurso extraordinario federal, pela existência de uma questão federal (Lei nº 48/1863), classificando-os em comuns e próprios137.
São requisitos comuns: (i) intervenção prévia de um tribunal de justiça do qual emane a decisão recorrida; (ii) que se trate de uma questão jurisdicional; (iii) um gravame atual em desfavor do recorrente; e (iv) persistência dos requisitos no momento da decisão138. Importante salientar que as questões federais suscitadas devem ser concretas, ou
133 Valdez, Mirta Beatriz; Monza, Nelson Omar. Recurso extraordinario federal. p. 415.
134 “Artículo 31. Esta Constitución, las leyes de la Nación que en su consecuencia se dicten por el Congreso y
los tratados con las potencias extranjeras son la ley suprema de la Nación; y las autoridades de cada provincia están obligadas a conformarse a ellas, no obstante cualquiera disposición en contrario que contengan las leyes o constituciones provinciales, salvo para la provincia de Buenos Aires, los tratados ratificados después del Pacto de 11 de noviembre de 1859”.
135 Por todos, ver Lino Enrique Palacio, El recurso extraordinario federal, p. 21. 136 El recurso extraordinario.
137 Mirta Beatriz Valdez e Nelson Omar Monza esclarecem que os requisitos comuns são aqueles necessários
para todo recurso de apelação judicial (Recurso extraordinario federal, p. 418).
seja, não podem se referir a situações hipotéticas, abstratas ou mesmo futuras139, sendo que a atualidade do gravame deve persistir até o momento de julgamento do recurso pela Corte. Por outro lado, os seguintes requisitos são denominados de próprios, por se referirem especificamente ao recurso extraordinário federal: (i) existência de questão federal que verse sobre questões de direito; (ii) relação direta e imediata com o mérito da lide; (iii) que a decisão recorrida seja contrária ao direito federal invocado pelas partes; (iv) que o recurso tenha sido interposto contra uma sentença definitiva, que coloca fim à demanda; e (v) que tenha havido o esgotamento das instâncias inferiores.
Entende-se que o pressuposto da questão federal está presente nos casos em que se mostra necessário interpretar normas ou atos de natureza federal, ou resolver conflitos entre a Constituição e outras normas ou atos de autoridades nacionais ou locais140, conforme as situações descritas nos incisos do artigo 14 da Lei nº 48, tendo-se por escopo proteger o regime federal de governo:
Art. 14. – Una vez radicado un juicio ante los Tribunales de Provincia, será sentenciado y fenecido en la jurisdicción provincial, y sólo podrá apelarse a la Corte Suprema de las sentencias definitivas pronunciadas por los tribunales superiores de provincia en los casos siguientes:
1° Cuando en el pleito se haya puesto en cuestión la validez de un Tratado, de una ley del Congreso, o de una autoridad ejercida en nombre de la Nación y la decisión haya sido contra su validez. 2° Cuando la validez de una ley, decreto o autoridad de Provincia se haya puesto en cuestión bajo la pretensión de ser repugnante a la Constitución Nacional, a los Tratados o leyes del Congreso, y la decisión haya sido en favor de la validez de la ley o autoridad de provincia.
3° Cuando la inteligencia de alguna cláusula de la Constitución, o de un Tratado o ley del Congreso, o una comisión ejercida en nombre de la autoridad nacional haya sido cuestionada y la decisión sea contra la validez del título, derecho; privilegio o exención que se funda en dicha cláusula y sea materia de litigio. Portanto, à Corte Suprema compete a última palavra não apenas sobre o texto da Constituição, mas também acerca da interpretação da legislação federal extraconstitucional, editada pelo Congresso Nacional, e de tratados internacionais.
139 Mirta Beatriz Valdez e Nelson Omar Monza, Recurso extraordinário federal, p. 429-430.
140 Neste ponto, cumpre mencionar o artigo 121 da Constituição Nacional Argentina, prevendo que as
províncias conservam todo o poder que não foi delegado pela própria Constituição Nacional ao Governo federal. Deste modo, existe uma legislação provincial ao lado da legislação federal, sendo que a Cidade Autônoma de Buenos Aires possui sua própria Constituição e corresponde a um tertium genus na estrutura federal argentina.
Em regra, a questão federal deve ser apresentada pelas partes, na primeira oportunidade que o procedimento permitir, ou seja, geralmente na petição inicial, reconvenção ou contestação. Neste sentido, há obrigação dos órgãos jurisdicionais apreciar todas as questões apresentadas, sob pena de configurar uma sentença arbitraria, havendo a possibilidade de se interpor o recurso extraordinário com fundamento nesta omissão141.