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Kitlesel lezyonun içyapısının değerlendirilmesi; Kitlesel lezyonların farklı kontrastlanma alanları içermesi, kistik ve kalsifik alanların bulunması halinde lezyonlar

ÜÇÜNCÜ BÖLÜM

3. Kitlesel lezyonun içyapısının değerlendirilmesi; Kitlesel lezyonların farklı kontrastlanma alanları içermesi, kistik ve kalsifik alanların bulunması halinde lezyonlar

3.3.3.1 Lei 18.031, de 2009 – Política Estadual de Resíduos Sólidos

Conforme ilustrado na FIG. 5 e FIG. 6, a partir de 2005, a Política Estadual de Meio Ambiente no âmbito dos RSU, que vinha sendo desenvolvida em Minas Gerais, começava a sinalizar para a necessidade de uma reavaliação, haja vista uma tendência em não mais atingir as metas pactuadas pelo SISEMA com o Governo do Estado e com a sociedade. Entre 2009 e 2010, essa sinalização passou a ser uma realidade que culminou com o não atendimento às metas do Programa Minas Sem Lixões, em 2011.

Assim, em 13 de janeiro de 2009, foi publicada a Lei nº 18.031, regulamentada pelo Decreto Estadual nº 45.181/2009, que dispõe sobre a Política Estadual de Resíduos Sólidos, a qual representou um avanço na gestão de resíduos sólidos, em Minas Gerais, tendo como objetivos:

i. Estimular a gestão de resíduos sólidos no território do Estado, de forma a incentivar, fomentar e valorizar a não geração, a redução, a reutilização, o reaproveitamento, a reciclagem, a geração de energia, o tratamento e a disposição final adequada dos resíduos sólidos;

ii. Proteger e melhorar a qualidade do meio ambiente e preservar a saúde pública;

iii. Sensibilizar e conscientizar a população sobre a importância de sua participação na

gestão de resíduos sólidos;

v. Estimular soluções intermunicipais e regionais para a gestão integrada dos resíduos sólidos;

vi. Estimular a pesquisa e o desenvolvimento de novas tecnologias e processos

ambientalmente adequados para a gestão de resíduos sólidos.

Segundo o artigo 9º, para o alcance desses objetivos, cabe ao poder público fomentar, dentre outras coisas:

 A destinação dos resíduos sólidos de forma compatível com a preservação da saúde pública e a proteção ao meio ambiente;

 A adoção de soluções locais, ou regionais, no equacionamento de questões relativas ao acondicionamento, ao armazenamento, à coleta, ao transporte, ao tratamento e à destinação final de resíduos sólidos;

 O apoio técnico e financeiro aos municípios, na formulação e na implantação de seus Planos de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos.

No artigo 10, também foram definidos os instrumentos da Política, dentre eles:

 Planos de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, elaborados com base em padrões setoriais, com definição de metas e prazos;

 Planejamento regional integrado da gestão dos resíduos sólidos, nas microrregiões definidas por lei estadual.

Conforme destacado acima, a Lei 18.031 aponta para o consorciamento como uma forma de

empreender a Gestão Integrada de Resíduos Sólidos – GIRSU, assim como a DN COPAM nº

118/2008, ancorada pela Lei Federal 11.107/2005, de Consórcios Públicos e da Gestão Associada de Serviços Públicos e seu respectivo regulamento (Decreto 6.017/2007).

A Lei também prevê, através de sua regulamentação, Decreto nº 45.181, de setembro de 2009, o aumento do ICMS Ecológico para municípios consorciados. A Lei estabelece que os municípios consorciados para a gestão de resíduos receberão 10% a mais de ICMS Ecológico e os municípios sede de sistemas de disposição final, 20% a mais.

3.3.3.2 Plano de Regionalização para a Gestão Integrada de Resíduos Sólidos - PRGIRS

Diante desse cenário, Minas Gerais concluiu, em 2010, o Plano de Regionalização para Gestão Integrada de Resíduos Sólidos Urbanos, o qual define as melhores configurações municipais para a

adoção de soluções compartilhadas, denominadas Arranjos Territoriais Ótimos – ATO‘s.

O ATO é um arranjo de municípios baseado, exclusivamente, em critérios técnicos que influenciam o GIRSU, pensando na sustentabilidade regional. Difere-se de um consórcio, ainda que faça uma proposta de regionalização, pois não considera os fatores políticos.

Dada a complexidade para o estabelecimento dos ATO‘s, em função da existência de diferentes contextos políticos e socioeconômicos em Minas Gerais, foi necessário pensar uma unidade básica e menor de análise, para a reunião dos municípios. Essa unidade considerou a proximidade, a acessibilidade e a distância entre os municípios como fator primordial, de tal forma que os agrupamentos são conjuntos formados por municípios com uma distância referencial de 30 km, pela malha viária existente entre sedes municipais. Os agrupamentos foram organizados em um conjunto maior, o ATO, que levou em consideração as cidades polo, o equilíbrio socioeconômico do grupo e o ganho de escala, com a quantidade mínima referencial de 100.000 habitantes por ATO.

A partir dos critérios e premissas adotados, chegou-se a 285 agrupamentos que, somados, formam 51 ATO‘s para o Estado de Minas Gerais, conforme FIG. 7. O detalhamento dos municípios que compõem os agrupamentos e ATO‘ demonstrados na FIG. 7, poderão ser consultados no Anexo I deste trabalho.

FIGURA 7: Arranjos Territoriais Ótimos – ATO’s

Fonte: FEAM (2012).

Houve, também, um detalhamento maior para a bacia do Rio Francisco, respaldado na primeira etapa do Plano Preliminar de Regionalização para GIRS de Minas Gerais (PRE-RSU). Diferentemente da primeira versão do plano, que definiu critérios para a regionalização de todo o Estado a partir de dados secundários, nessa etapa, no diagnóstico, levantaram-se dados primários para os 189 municípios da Bacia do São Francisco (BSF), com exceção dos municípios que compunham a Região Metropolitana de Belo Horizonte.

3.3.3.3 Planos de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos – PGIRS

Em outubro de 2011, foi editada a DN COPAM nº 170, que estabelece prazos para o cadastro dos

Planos de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos – PGIRS, pelos municípios, no Estado. O PGIRS

Os referidos prazos foram estabelecidos considerando o número de habitantes do município (Censo

IBGE, 2010). Assim, o Estado foi dividido em três grupos de municípios – acima de 50.000

habitantes, entre 20.000 e 50.000 habitantes e inferior a 20.000 habitantes. Até setembro de 2012, os municípios com população acima de 50.000 habitantes terão elaborado e cadastrado seus respectivos PGIRS‘s, segundo determinação desta DN.

3.3.3.4 Plano Estadual de Coleta Seletiva

O Plano Estadual de Coleta Seletiva (PECS) foi instituído pela DN COPAM nº 172/2011, de forma alinhada com as diretrizes do Plano de Regionalização para Gestão Integrada de Resíduos Sólidos Urbanos de Minas Gerais e tem como princípio o estabelecimento de diretrizes e estratégias para incentivar e apoiar os serviços de coleta seletiva, nos municípios mineiros.

Esse Plano teve como premissas o incentivo à inclusão sócio-produtiva dos catadores de materiais recicláveis e o fortalecimento dos instrumentos determinados pelas políticas de resíduos sólidos. Ele contém diretrizes e critérios para a seleção dos municípios mineiros que receberão apoio do Estado, na implantação ou na ampliação dos serviços de coleta seletiva, a partir da escolha dos modelos mais adequados, definição de infraestrutura necessária e capacitação dos agentes municipais.

A lista de classificação dos municípios, em ordem decrescente de pontuação, será elaborada e divulgada, anualmente, pela FEAM, até 30 de junho e organizada em função dos grupos prioritários definidos no PECS.

3.3.3.5 Bolsa Reciclagem

Em 22 de novembro de 2011, foi sancionada a lei 19.823, que dispõe sobre a concessão de incentivo financeiro a catadores de materiais recicláveis. A Bolsa Reciclagem reconhece o valor dos serviços ambientais prestados pelas associações e cooperativas de catadores de materiais recicláveis e passará a remunerá-los por tonelada de material coletado e comercializado. A referida Lei foi regulamentada, segundo Decreto Estadual nº 45.975, de 4 de junho de 2012.

Por fim, resta mencionar que, a partir de 2012, dentro de um processo de evolução da política pública, o Estado passa a trabalhar com programas estruturadores e projetos estratégicos. Para a

temática Resíduos Sólidos, foi lançado o Projeto Estratégico intitulado ―Redução e Valorização de

Resíduos‖, no âmbito do Programa Estruturador ―Qualidade Ambiental‖, da Rede de Desenvolvimento Econômico Sustentável, incluídos no Plano Mineiro de Desenvolvimento

Integrado - PMDI (2012-2030). A FEAM coordena o Projeto Estratégico, contando com a parceria da FIP.

Os principais focos do projeto são: disposição adequada de resíduos, encerramento dos lixões, coleta seletiva com inclusão socio-produtiva dos catadores de materiais recicláveis, mobilização e sensibilização para a não geração de resíduos e o consorciamento de municípios, inclusive para viabilizar a disposição dos rejeitos e evitar a geração de futuros passivos ambientais.

Benzer Belgeler