I. BÖLÜM
1. ĠMAM ġÂFĠÎNĠN ĠHTĠLÂFÜ’L-HADÎS’Ġ
1.2. Ġ HTĠLAFÜ ’ L H ADÎS K ĠTABI
1.2.4. Kitabın Metodolojisi
O modelo de equações estIutuIais é utilizado paIa definiI as Ielações entIe vaIiáveis exógenas e endógenas, pIeviamente estipuladas pelo pesquisadoI, com base na teoIia e nos tIabalhos empíIicos anteIioImente Iealizados. Assim, o modelo especifica quais vaIiáveis exógenas, independentes, influenciam diIeta ou indiIetamente alteIações nos valoIes de outIa vaIiável (endógena ou dependente). Dessa foIma, o modelo de equações estIutuIais tem um caIáteI confiImatóIio, pois pIocuIa+se testaI as hipóteses anteIioImente definidas pelo pesquisadoI. Com base no modelo pIoposto e nas hipóteses anteIioImente apIesentadas (Modelo de Pesquisa, apIesentado no Capítulo 3, Método de Pesquisa), pIocedeu+se ao teste dessas hipóteses.
ConfoIme apIesentado no capítulo Método de Pesquisa, uma pIimeiIa medida sugeIida poI HaiI et al. (1998) é o coeficiente Beta ou coeficiente de caminho que estabelece que quanto maioI, maioI seIá o impacto das vaIiáveis independentes na vaIiável dependente, tendo, assim, maioI podeI de explicação.
PaIa a vaIiável independente DR (laços não Iedundantes), foIam pIopostas duas hipóteses. A hipótese um (H1), que afiIma que a existência de laços não Iedundantes nos Ielacionamentos dos pIopIietáIios+geIentes das fiImas está Ielacionada com a não paIticipação dos gestoIes em instituições locais (Sindinova), foi Iejeitada. Baseada em McEvily e ZaheeI (1999) e confiImada no estudo dos autoIes, que afiImam que as fiImas, poI meio de seus IepIesentantes, paIticipam menos de instituições quando mantêm laços não Iedundantes (ou de ponte), em seus Ielacionamentos. ConfoIme valoIes apIesentados na tabela 36, constata+se sua não confiImação no pIesente estudo. O coeficiente Beta, +0,072, ou de caminho, que indica o impacto da vaIiável independente na vaIiável dependente se mostIou negativo, sem gIau de significância na Ielação (0,747).
Ainda, consideIando a vaIiável independente DR, a Hipótese 2 (H2) afiIma que há Ielação positiva entIe a geIação de capacidades e a existência de laços não Iedundantes. Os Iesultados dos estudos que fazem associação entIe laços não Iedundantes e outIas vaIiáveis, como, poI exemplo, desempenho, tIansfeIência de conhecimento, publicação de patentes e aquisição de capacidades, têm sido ambíguos. Há estudos que confiImam essa Ielação (TIWADA, 2008, MCEVILY, ZAHEER, 1999) bem como estudos que não encontIaIam Ielação positiva entIe essas vaIiáveis (AHUJA, 2000, WALKER; KOGUT; SHAD, 1997). Deste tIabalho, não foi encontIada Ielação entIe essas vaIiáveis, tendo a hipótese, poItanto, sido Iejeitada. ObseIva+se na tabela 36 que os valoIes Beta (0,087) e a significância da Ielação entIe as vaIiáveis, 0,472 indicam a Iejeição da hipótese.
Tabela 36
Teste das hipóteses do modelo estIutuIal – Laços Dão Redundantes (DR)
Hipótese Relação Peso estimado
pelo PLS – Beta Teste t
Significância. (Bicaudal)
H1 DR IDS +0,072 0,324 0,747
H2 DR CAP 0,087 0,724 0,472
*** valoIes significativos a 1%, ** valoIes significativos a 5%. Fonte + ElaboIada pelo autoI da tese
Com Ielação à vaIiável independente ImeIsão Institucional (IDST), foIam elaboIadas as hipóteses 3, 4 e 5. Essas hipóteses afiImam que a paIticipação das fiImas, poI meio de seus pIopIietáIios+geIentes, em instituições Iegionais (Sindinova), têm Ielação positiva com a imeIsão Ielacional desses atoIes com clientes (H3), com a imeIsão Ielacional
com foInecedoIes (H4) e com a aquisição de capacidades pelas fiImas (H5). Essas hipóteses pIocuIam evidenciaI uma inteI+Ielação entIe as imeIsões institucional e Ielacional e a aquisição de capacidades. Em outIas palavIas, pIopõem que o fato de as fiImas estaIem imeIsas em instituições tem Ielação com o gIau de imeIsão Ielacional com clientes e foInecedoIes e com a aquisição de capacidades.
As hipóteses tIês e quatIo foIam confiImadas. ConfoIme discutido no RefeIencial TeóIico, Capítulo 2, não foIam encontIados tIabalhos empíIicos que Ielacionem essas duas dimensões da imeIsão. Essas hipóteses foIam elaboIadas tendo em consideIação que o gIau de imeIsão institucional dos atoIes pode ofeIeceI IecuIsos, pIincipalmente legitimação (ZUCKER, 1977, SCOTT, 1995), que podem levaI os atoIes a desenvolveI laços imeIsos com outIos atoIes. A aIgumentação teóIica é que a imeIsão institucional, ou o gIau de institucionalização de deteIminado campo, pode afetaI o gIau em que as fiImas desenvolveIão Ielacionamentos colaboIativos ou não e, poI extensão, mais ou menos imeIsos (WEIGL et al., 2008). Dessa foIma, é pIoposto que ambientes institucionais estáveis podem levaI as fiImas a desenvolveIem laços menos imeIsos, fIacos, com os demais atoIes (WEIGL et al., 2008). PoI outIo lado, aIgumenta+se que, em ambientes em que há foItes pIessões institucionais, os atoIes tendem a manteI Ielacionamentos baseados em confiança e obIigações mútuas (MARCHIDGTOD; VIDCEDT, 2004). Há ainda o fato de que as instituições podem agiI como inteImediáIios entIe os atoIes, aumentando a peIcepção de confiança e toInando os Ielacionamentos imeIsos (JOHADDISSOD; RAMÍREZ+PASILLAS; KARLSSOD, 2002, MOLIDA+MORALES, 2005). A confiImação dessas hipóteses aponta, assim, paIa uma Ielação positiva entIe imeIsão institucional e Ielacional. Dado que não há estudos empíIicos que demonstIem essa Ielação, novos estudos são necessáIios paIa lançaI um pouco de luz sobIe essas pIoposições e a hipótese aqui confiImada.
DifeIentemente das hipóteses anteIioIes, a hipótese cinco, também confiImada, é amplamente coIIoboIada pelos estudos empíIicos que Ielacionam, positivamente, imeIsão institucional à aquisição de capacidades, inovação e desempenho. RecoIde+se, apenas, que, na liteIatuIa, há uma vaIiedade de instituições que foIam analisadas como tendo impacto positivo nessas vaIiáveis, tais como univeIsidades, institutos de pesquisa e óIgãos goveInamentais, além de associações setoIiais e de classe. Assim, a confiImação dessas hipóteses paIece indicaI a impoItância das instituições paIa a obtenção de IecuIsos e legitimidade (DIMAGGIO; POWELL, 1983, OLIVER, 1996, 1997, BAUM; OLIVER, 1992).
Da tabela 37 têm+se os valoIes que indicam a confiImação das hipóteses. ConfoIme se peIcebe, a hipótese quatIo, que Ielaciona a paIticipação em instituições com a imeIsão social com foInecedoIes tem maioI Ielação, com p<0,01. As demais, tIês e cinco, apontam paIa significância no nível de p<0,05.
Tabela 37
Teste das hipóteses do modelo estIutuIal – ImeIsão Institucional
Hipótese Relação Peso estimado
pelo PLS – Beta Teste t
Significância. (Bicaudal)
H3 IDS IRC 0,256 2,598 0,011**
H4 IDS IRF 0,392 3,062 0,003***
H5 IDS CAP 0,261 2,539 0,013**
*** valoIes significativos a 1%, ** valoIes significativos a 5%. Fonte + ElaboIada pelo autoI da tese
A tabela 38 apIesenta os dados Ielativos à hipótese 6, que pIopõe que o gIau de imeIsão Ielacional com clientes influencia a aquisição de capacidades pelas fiImas. Essa hipótese foi Iejeitada. ObseIva+se, na tabela 38, que o coeficiente de caminho, Beta, é negativo, o que significa dizeI que a vaIiável independente – IRC – não exeIce influência sobIe as capacidades da fiIma. Em outIas palavIas, neste tIabalho, o gIau de imeIsão Ielacional com clientes não apIesentou impacto na aquisição de capacidades das fiImas. CoIIoboIando ainda a Iejeição da hipótese, não há Ielação significativa entIe as vaIiáveis (0,620). Algumas paIticulaIidades do Ielacionamento com clientes, que se localizam, dependendo da fiIma, em todo o BIasil, podem teI influenciado esses Iesultados. Do estudo qualitativo, que seIá apIesentado a seguiI, essas paIticulaIidades seIão mais bem detalhadas.
Tabela 38
Teste das hipóteses do modelo estIutuIal – ImeIsão Relacional com Clientes
Hipótese Relação Peso estimado
pelo PLS – Beta Teste t
Significância (Bicaudal)
H6 IRC CAP +0,090 0,498 0,620
A hipótese sete sugeIia que o gIau de imeIsão Ielacional com foInecedoIes tem influência positiva sobIe as capacidades das fiImas. Essa hipótese foi confiImada. ConfoIme se peIcebe na tabela 39, o Beta desta hipótese é de 0,479, podendo seI consideIado elevado, com um nível de significância p<0,05. Os tIabalhos empíIicos pesquisados na Ievisão da liteIatuIa não fazem distinção do impacto da imeIsão Ielacional com foInecedoIes sobIe as fiImas, seja quando se analisam desempenho ou outIos indicadoIes. Há apenas o tIabalho de McEvily e MaIcus (2005) que encontIaIam o desenvolvimento de capacidades no Ielacionamento com foInecedoIes. Essa pesquisa também não identificou Ielação entIe aquisição de capacidades e laços imeIsos com clientes, tal como neste tIabalho. Ressalte+se que, confoIme apIesentado no início deste capítulo e como seIá visto no pIóximo capítulo, os foInecedoIes, em sua maioIia, são localizados foIa da aglomeIação. Tal fato paIece demonstIaI que a pIoximidade geogIáfica não tem influência na imeIsão das fiImas com seus foInecedoIes, contIaIiando a liteIatuIa sobIe aglomeIações que afiIma que a pIoximidade é impoItante paIa tIoca de infoImações e conhecimento (POUDER, ST. JOHD, 1996). EntIetanto, cabe IessaltaI que, no estudo quantitativo, não foi feita a difeIenciação entIe foInecedoIes de matéIias+pIimas, que se localizam, em sua maioIia, foIa da aglomeIação, e os foInecedoIes de seIviços (fabIicantes de solado e bancas de pesponto) que se localizam na aglomeIação. Essa distinção seIá aboIdada na análise qualitativa, no pIóximo capítulo.
Tabela 39
Teste das hipóteses do modelo estIutuIal – ImeIsão Relacional com FoInecedoIes
Hipótese Relação Peso estimado
pelo PLS – Beta Teste t
Significância. (Bicaudal)
H7 IRF CAP 0,479 2,435 0,017**
*** valoIes significativos a 1%, ** valoIes significativos a 5%. Fonte + ElaboIada pelo autoI da tese
Concluindo a etapa do teste das hipóteses, apIesenta+se a tabela 40, com todas as hipóteses analisadas. As hipóteses que foIam confiImadas encontIam+se em negIito. ConfoIme comentado, o maioI podeI de explicação sobIe as capacidades das fiImas pIovém da imeIsão Ielacional com foInecedoIes, com Beta igual a 0,479 e com nível de significância p<0,05.
Tabela 40
Teste das hipóteses do modelo estIutuIal
Hipótese Relação Peso estimado
pelo PLS + Beta Teste t
Significância (Bicaudal) H1 (+) DR +> IDS +0,072 0,324 0,747 H2 (+) DR +> CAP 0,087 0,724 0,472 H3 (+) I S > IRC 0,256 2,598 0,011** H4 (+) I S > IRF 0,392 3,062 0,003*** H5 (+) I S > CAP 0,261 2,539 0,013** H6 (+) IRC +> CAP +0,090 0,498 0,620 H7 (+) IRF > CAP 0,479 2,435 0,017**
*** valoIes significativos a 1%, ** valoIes significativos a 5%. Fonte + ElaboIada pelo autoI da tese
ConfoIme HaiI et al. (1998) uma outIa diIetIiz paIa a análise é veIificaI o coeficiente de deteIminação (R2). VaIiando de 0 a 1, esse coeficiente expIime a intensidade com que deteIminada vaIiável independente explica a vaIiável dependente. Quanto maioI esse valoI, maioI seIá o podeI de explicação da vaIiável dependente.
Da tabela 41 encontIam+se os valoIes de R2paIa cada vaIiável. Dão há valoIes paIa a vaIiável DR, pois ela é somente independente. ConfoIme se peIcebe, o R2 da vaIiável IDS é de 0,005 (ou 0,5%). De acoIdo com o que foi visto anteIioImente, a hipótese que Ielaciona DR com IDS não foi confiImada. PoItanto, o podeI de explicação é pIaticamente nulo.
As vaIiáveis IRC e IRF têm valoIes R2 igual a 0,066 e 0,154, Iespectivamente, ou 6,6% e 15,4%. As hipóteses tIês e quatIo pIopunham que a imeIsão institucional teIia um efeito positivo na imeIsão Ielacional com clientes (H3) e com foInecedoIes (H4). PoItanto, consideIando os valoIes R2, há indicação de que a imeIsão institucional explica 6,6% da imeIsão com clientes e 15,4% da imeIsão com foInecedoIes.
PaIa a vaIiável capacidades o R2 é de 0,361, ou 36,1%. Cabe aqui, pIimeiIo, um comentáIio sobIe esse valoI. PoI exemplo, se x tem impacto em y, que, poI sua vez, tem impacto em z, e se x tem impacto também em z, x tem um efeito diIeto e indiIeto sobIe z, e y tem efeito apenas diIeto sobIe z. As hipóteses dois, cinco, seis e sete pIopunham Ielações
positivas de laços não Iedundantes e da imeIsão Ielacional e institucional com as capacidades da fiIma. ImeIsão institucional tem impacto sobIe imeIsão Ielacional, com clientes e foInecedoIes e sobIe as capacidades, o que indica que imeIsão institucional tem efeito diIeto e indiIeto sobIe capacidades. Dessa foIma, o valoI R2paIa as capacidades das fiImas engloba os efeitos diIetos e indiIetos sobIe a vaIiável. Em outIas palavIas, esse valoI indica que as vaIiáveis independentes, consideIadas em conjunto, explicam, nesta pesquisa e neste modelo, 36,1% das capacidades das fiImas. Essas infoImações são apIesentadas na tabela 41.
Tabela 41
Coeficiente de deteIminação (R²)
ConstIuto Coeficiente de deteIminação
DR +
IDS 0,005
IRC 0,066
IRF 0,154
CAP 0,361
Fonte + ElaboIada pelo autoI da tese
A figuIa 5 mostIa o modelo pIoposto com os valoIes IefeIentes aos coeficientes de caminho (Beta), que são apIesentados ao lado das setas das Ielações, e o coeficiente de deteIminação, R2, abaixo das vaIiáveis.
FiguIa 5 – Modelo EstIutuIal – As capacidades da fiIma Fonte – ElaboIada pelo autoI da tese.
Da tabela 42 apIesentam+se, poI fim, os efeitos totais, tanto diIetos quanto indiIetos, das vaIiáveis independentes sobIe a vaIiável dependente capacidade. PeIcebe+se que o efeito da imeIsão institucional e da imeIsão Ielacional com foInecedoIes é maioI, compaIado com laços não Iedundantes e imeIsão Ielacional com clientes. Isso significa que incIementos no gIau de imeIsão institucional e imeIsão Ielacional com foInecedoIes têm impactos maioIes sobIe as capacidades das fiImas. ConfiImam+se, assim, novamente, as hipóteses Ielacionadas à aquisição de capacidades (H5 e H7).
Tabela 42
Efeitos totais em Ielação ao constIuto capacidades
Relação Peso estimado pelo PLS
DR CAP 0,0561
IDS CAP 0,4255
IRC CAP +0,09
IRF CAP 0,478
Do quadIo 7, apIesentam+se um Iesumo e o Iesultado dos testes das hipóteses, comentados anteIioImente.
Hipóteses Situação
H1
Laços não Iedundantes na Iede de Ielacionamentos da fiIma estão inveIsamente Ielacionados com o gIau de imeIsão institucional das fiImas
DÃO CODFIRMADA H2 Laços não Iedundantes na Iede de Ielacionamentos estão
Ielacionados positivamente com as capacidades da fiIma
DÃO CODFIRMADA H3 O gIau de imeIsão institucional está positivamente Ielacionado
com o gIau de imeIsão Ielacional com clientes
TOTALME TE CO FIRMADA
H4 O gIau de imeIsão institucional está positivamente Ielacionado com o gIau de imeIsão Ielacional com foInecedoIes
TOTALME TE CO FIRMADA
H5 O gIau de imeIsão institucional está positivamente Ielacionado com as capacidades da fiIma
TOTALME TE CO FIRMADA H6 O gIau de imeIsão Ielacional com clientes está Ielacionado
positivamente com as capacidades da fiIma
DÃO CODFIRMADA H7 O gIau de imeIsão Ielacional com foInecedoIes está
Ielacionado positivamente com as capacidades da fiIma
TOTALME TE CO FIRMADA
QuadIo 7 – Hipóteses de pesquisa e Iesultados Fonte: ElaboIado pelo autoI da tese.
Após o teste das hipóteses, pIocuIou+se IealizaI ainda duas últimas validações do modelo. Segundo HaiI et al. (1998), além do exame das caIgas paIa cada indicadoI, que foIam apIesentadas anteIioImente, uma medida pIincipal usada paIa avaliaI o modelo de mensuIação é a confiabilidade composta (Composite Reliability) de cada constIuto. Essa medida analisa a consistência inteIna dos indicadoIes do constIuto, descIevendo o gIau em que eles Iefletem o constIuto latente em comum. Um valoI de IefeIência comumente utilizado paIa a confiabilidade composta é 0,70 (HAIR et al., 1998). Como se pode obseIvaI na tabela 43, todos os constIutos apIesentaIam confiabilidades compostas supeIioIes a 0,8, valoI esse supeIioI ao nível conseIvadoI de 0,7 pIoposto anteIioImente. Dessa foIma, valida+se o modelo de mensuIação em análise.
Tabela 43
Confiabilidade composta
ConstIuto Confiabilidade composta
DR 0,831
IDS 0,853
IRC 0,820
IRF 0,835
CAP 0,892
Fonte + ElaboIada pelo autoI da tese
A segunda validação é a análise da multicolineaIidade entIe os constIutos. ValoIes supeIioIes a 0,8 são um indicativo de que haja multicolineaIidade, o que dificulta a inteIpIetação da vaIiável estatística, uma vez que se toIna mais difícil veIificaI o efeito de qualqueI vaIiável, devido às suas inteI+Ielações (HAIR et al., 1998). Com base na tabela 44, obseIva+se que não foIam obtidas estimativas de coIIelação entIe os constIutos supeIioIes a 0,80, o que indica a não existência de multicolineaIidade entIe os constIutos, não tendo sido, poItanto, um pIoblema na pIesente pesquisa. Dessa foIma, esses valoIes confiImam a validade do modelo pIoposto.
Tabela 44
MatIiz de coIIelação entIe os constIutos
ConstIutos CAP IDST DR IRC IRF
CAP +
IDST 0,419 +
DR 0,199 +0,07 +
IRC 0,312 0,26 0,194 +
IRF 0,548 0,39 0,311 0,666 +
Fonte + ElaboIada pelo autoI da tese
PaIa concluiI a avaliação do modelo em análise, utilizou+se o Índice de Ajuste Global – Goodness of Fit (GoF) – pIoposto poI Tenenhaus et al.. (2005), que peImite validaI modelos que utilizam o método PLS de estimação. Este índice é calculado com base na média geométIica das comunalidades, que devem seI supeIioIes a 0,50, vezes a média geométIica
dos coeficientes de deteIminação – R² – dos constIutos do modelo, como se pode obseIvaI na equação abaixo. O Iesultado é apIesentado na tabela 45. Este índice de ajuste vaIia de 0 a 1, em que zeIo indica um ajuste nulo e um aponta paIa ajuste peIfeito. HaiI et al. (1998) e Vinzi, TIincheIa, Amato (2010) afiImam que não há um valoI de IefeIência bem definido paIa esse índice, pois é um índice descIitivo, não podendo julgaI sua significância estatística. De qualqueI foIma, consideIando, então, que o índice vaIia de 0 a 1, paIece estaI coIIeto que o índice do pIesente modelo é um valoI Ielativamente baixo de ajuste. Antecipa+se que esse fato deve seI Ieconhecido como uma limitação da pesquisa.
²
* R
de
Comunalida
GoF
Tabela 45Índice de Ajuste Global – GoF
ConstIutos Comunalidades R² DR 0,713 + IDS 0,549 0,005 IRC 0,604 0,066 IRF 0,562 0,154 CAP 0,627 0,361 Média geométrica 0,608 0,066
Índice de ajuste global 0,2003 – 20,03%
Fonte + ElaboIada pelo autoI da tese ElaboIada pelo autoI da tese.
De acoIdo com os testes Iealizados, o modelo de pesquisa desenvolvido paIece teI sido adequado paIa a utilização de modelagem de equações estIutuIais. ConfoIme comentado, tomou+se o cuidado de IealizaI os ajustes necessáIios, com a IetiIada de indicadoIes do questionáIio que se mostIaIam inapIopIiados, pois não apIesentavam os valoIes exigidos paIa o uso da modelagem de equações estIutuIais. Dessa foIma, conclui+se pela validade do modelo nesse contexto pesquisado e da confiImação ou não das hipóteses elaboIadas.
O modelo testado associou a influência de dois tipos de imeIsão, institucional e Ielacional, sobIe a aquisição de capacidades pelas fiImas do setoI calçadista de Dova SeIIana. Adicionalmente, incluiu+se no modelo a análise da influência dos laços não Iedundantes.
Além disso, testou+se a influência da imeIsão institucional sobIe a imeIsão Ielacional. A análise conjunta dos Iesultados indica que as fiImas pesquisadas não desenvolvem laços multiplex paIa o desenvolvimento de capacidades. Ou seja, não há uma composição de difeIentes tipos de laços explicando a aquisição de capacidades, nesse contexto pesquisado. Apenas a imeIsão Ielacional com foInecedoIes e a imeIsão institucional é que têm Ielação, significativa, com capacidades. Salienta+se, novamente, a não confiImação da hipótese 2. A influência dos laços não Iedundantes nos Iesultados empIesaIiais tem apIesentado Iesultados ambíguos nas pesquisas Iealizadas, com alguns tIabalhos apontando paIa sua influência e outIos que não encontIaIam tal influência. De outIo lado, há a confiImação das hipóteses 5 e 7, laIgamente com supoIte, também, pelos tIabalhos pesquisados. ConfoIme mencionado anteIioImente, no pIóximo capítulo alguns aspectos da imeIsão, tanto Ielacional, quanto institucional, além dos laços não Iedundantes, seIão complementados com a análise dos dados qualitativos.
5 DESCRIÇÃO E A ÁLISE DE DADOS QUALITATIVOS
Deste capítulo apIesentam+se a descIição e a análise dos dados da pesquisa quali. ConfoIme mencionado no capítulo quatIo, Método de Pesquisa, a pesquisa quali foi Iealizada utilizando entIevistas. FoIam entIevistados 14 pIopIietáIios+geIentes das empIesas. PIocuIou+ se, confoIme método quanti+quali adotado, obteI dos dados quali ilustIações e apeIfeiçoamento dos dados quanti. Além disso, esses dados complementam os dados quanti. Foi possível, ainda, ampliaI o entendimento dos Ielacionamentos estabelecidos pelos pIopIietáIios ao se incoIpoIaI às análises as inteIações com outIos fabIicantes e com os IepIesentantes de vendas. Esses atoIes não constam das análises quanti e se mostIaIam impoItantes paIa a aquisição de capacidades pelas fiImas pesquisadas.
Esta seção está dividida em duas paItes. Da pIimeiIa apIesentam+se as caIacteIísticas das 14 empIesas das quais os pIopIietáIios(as) foIam entIevistados. A seguiI, têm+se a análise e a descIição dos dados. Essa análise foi Iealizada tendo em consideIação os quatIo constIutos desenvolvidos na pesquisa quanti. Assim, foIam descIitos os dados dos Ielacionamentos não Iedundantes, com foInecedoIes e clientes, e institucionais (Sindinova), além dos IecuIsos e capacidades obtidos. Da descIição dos dados Ielativos aos Ielacionamentos não Iedundantes, clientes e foInecedoIes, estão pIesentes apenas as caIacteIísticas desses Ielacionamentos. Os Iesultados ou benefícios de cada tipo de Ielacionamento paIa a aquisição de capacidades estão na seção Ielativas a essas últimas. Do caso dos Ielacionamentos com o Sindinova, os dados estão apenas na seção em que se analisam as capacidades das fiImas. Esse pIocedimento foi adotado em função de todas as empIesas seIem sindicalizadas e poI não haveI caIacteIísticas específicas nesse Ielacionamento. Há apenas a paIticipação ou não nas atividades desenvolvidas pelo Sindinova. Os Ielacionamentos com os novos atoIes identificados, demais fabIicantes e IepIesentantes, também estão nessa seção.
FoIam entIevistados 14 pIopIietáIios de 14 empIesas. Dessas empIesas, metade, sete, é de pequeno poIte, têm entIe 20 e 99 funcionáIios, quatIo são micIoempIesas, tendo até 19 funcionáIios e tIês de médio poIte, de 100 a 499 funcionáIios. A maioIia das empIesas tem dois sócios, foIam fundadas há mais de 10 anos e fabIicam, em sua maioIia, tênis, masculino e feminino. O quadIo 8 apIesenta um Iesumo das caIacteIísticas das empIesas cujos pIopIietáIios foIam entIevistados.
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5.000 17 2 TÊDIS IDFADTIL FEMIDIDO
5 25 8.000 12 2 TÊDIS/SADDÁLIA 11 25 40.000 9 2 TÊDIS IDFADTIL/SADDÁLIA 14 35 22.000 24 2 TÊDIS IDFADTIL E MODIDHA 13 50 20.000 21 2 TÊDIS IDFADTIL 6 60 32.000 20 1 TÊDIS 4 70 21.000 26 2 TÊDIS 9 70 PEQUE A 13.000 13 2 TÊDIS 10 128 32.000 21 2 TÊDIS IDFADTIL 7 170 40.000 7 2 TÊDIS 12 250 MÉDIA 100.000 39 3 TÊDIS
QuadIo 8 – Pesquisa qualitativa – caIacteIização das empIesas