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Kiralanan Taşınmazın Diğer Sınırlı Ayni Haklara Konu Olması:

Kiralanan Taşınmaz Üzerinde Sonradan

C. Kira Sözleşmesinin Sınırlı Ayni Haklara Konu Olması

7. Kiralanan Taşınmazın Diğer Sınırlı Ayni Haklara Konu Olması:

A medida de ‘comportamento agonístico’ foi definida como o comportamento social relacionado com os comportamentos agressivos, bem como comportamentos submissos entre os animais (WELFARE QUALITY®, 2009). As ações agonísticas

avaliadas estão descritas no quadro 6.

Ações

comportamentais Descrição resumida

Cabeçada Interação envolvendo contato físico quando o agressor está empurrando o receptor com a testa, chifres ou base do chifre com um movimento forte; o receptor não desiste da sua posição atual

Deslocamento Quando há uma interação fisíca, incluindo a cabeçada ou qualquer outra parte do corpo com um movimento forte e, como resultado, o receptor desiste de sua posição

Perseguição Se após um contato físico o agressor faz um animal fugir, seguindo-o rapidamente

Combate Dois competidores vigorosamente empurrando a cabeça (testa, base do chifre e/ou chifres) un contra o outro ao plantar os pés no chão na 'posição sawbuck’

Perseguir para

levantar O agressor usa o contato físico forte (por exemplo, batendo, empurrando) contra um animal deitado, fazendo o receptor levantar Quadro 6 - Ações comportamentais agonísticas utilizadas para avaliação do comportamento agonístico, e suas respectivas descrições, de acordo com o protocolo Welfare Quality®

Nas observações comportamentais realizadas em seis propriedades rurais, no estado de São Paulo, percebeu-se que as frequências de cabeçadas e de deslocamentos por animal por hora foram muito abaixo da expectativa máxima indicada pelo protocolo europeu. De acordo com o Welfare Quality® (2009), a

expectativa máxima para a frequência de comportamentos agonísticos de vacas leiteiras em confinamento é de 5 comportamentos/animal/hora, sendo que 1,6 corresponde às cabeçadas e 3,4 aos deslocamentos (considera as ações de deslocamento, perseguição, combate e perseguição para levantar), conforme tabela 11.

Tabela 11 - Frequências de cabeçadas e deslocamentos, por vaca por hora, registradas em piquetes e em cocho linear localizado na sala de ordenha, em seis propriedades leiteiras no estado de São Paulo

WQ MAX

Propriedades leiteiras

1 2 3 4 4 5 6

Área total dos

piquetes (m²) - 2000 5000 800 30* 2500 60000 10000 Nº animais - 30 28 26 34 53 72 18 Nº de lotes - 1 1 2 1 2 2 1 Taxa lotação - 0,015 0,006 0,03 - 0,02 0,001 0,002 Cabeçadas 1,6 0,03 0 0,03 0,41 0 0,01 0 Deslocamentos 3,4 0,16 0,32 0,07 1,38 0,07 0,02 0

MAX – expectativa máxima é de 5 comport./vaca/hora, sendo 3,4 para deslocamentos e 1,6 para cabeçadas Cabeçadas – nº de cabeçadas/animal/hora

Deslocamentos – (nº de deslocamentos+perseguição+combate+persrguição para levantar)/animal/hora

- oferecimento de volumoso em cocho linear, localizado na sala de ordenha, após a ordenha

*metro linear de cocho

Atribuiu-se às baixas frequências de comportamentos agonísticos, as diferenças entre os sistemas de produção. Normalmente propriedades rurais europeias confinam seu gado em instalações, seja free-stall, loose housed e até mesmo tie-stall. Grupos de animais confinados dentro de instalações com espaço restrito apresentam altas taxas de comportamento agonístico. Em se tratando de propriedades com criação de bovinos em sistemas semiextensivo e extensivo, essas taxas reduzem, como observado na tabela 11, quando comparado os valores registrados nas propriedades com sistema de pastejo e os valores de máxima expectativa do WQ.

Além do mais, confrontando os valores encontrados para as situações nas quais os animais, após a ordenha, eram diretamente conduzidos para a área de pastejo (propriedades 1, 2, 3, 5 e 6) com aquela na qual os animais permaneceram na sala de ordenha e receberam volumoso e concentrado em cocho linear (propriedade 4’); percebeu-se que houve uma maior incidência desses comportamentos agonísticos no segundo caso.

Na segunda visita a essa mesma fazenda (propriedade 4), os animais foram avaliados somente após manejo para os piquetes. Observa-se, na tabela 11, que os comportamentos agonísticos registrados reduziram de 0,41 e 1,38 para 0 e 0,07, respectivamente (Figura 5).

(a) (b) Figura 5 - Observação do comportamento agonístico na mesma propriedade leiteira, em momentos

distintos: (a) observação realizada dentro da sala de ordenha, com os animais se alimentando em cocho, maior frequência de comportamentos agonísticos; (b) observação realizada após os animais serem manejados para a área de piquete, menor freqüência de comportamentos agonísticos

.

Outro ponto de grande importância, do ponto de vista prático, está relacionado ao tempo gasto na avaliação de uma propriedade por meio do protocolo europeu. A metodologia WQ para avaliar o critério expressão de comportamentos sociais (C9) preconizou uma amostragem comportamental contínua, em diferentes segmentos da instalação de confinamento, num tempo total de observação de 120 minutos, podendo dividir o galpão em até 12 segmentos de observações, com uma média de 30 vacas por segmento (Quadro 7).

Nº segmentos da instalação

Duração de observações (min)

Repetição das

observações Tempo total (min)

1 120 Não 120 2 30 Sim 120 3 20 Sim 120 4 15 Sim 120 5 12 Sim 120 6 10 Sim 120 8 15 Não 120 10 12 Não 120 12 10 Não 120

Quadro 7 - Número de segmentos, duração e repetições das observações, propostos pelo protocolo WQ para avaliar comportamento agonístico de bovinos, em sistema de confinamento

Desse modo, o tempo de duração aproximado para avaliar uma fazenda com 200 vacas lactantes através do Welfare Quality® é de oito horas (Tabela 8). Isto faz com que a metodologia proposta pelo WQ seja inviável, de modo prático, para os produtores ou gerentes rurais (Veissier et al., 2011).

Ponderando as questões relacionadas à baixa expressão de comportamentos agonísticos registrada em propriedades com sistema de pastejo, o

elevado tempo gasto com essas observações e o manejo adotado nesse sistema de produção, esse estudo propôs que a avaliação do comportamento agonístico seja realizada, por meio da amostragem contínua, somente nas áreas destinadas a pastagem, com um tempo total de observação de 60 minutos. As observações são iniciadas quando pelo menos 75% dos animais finalizaram o consumo de alimento no cocho.

Além disso, uma prática muito utilizada em sistemas de pastejo é a divisão de vacas lactantes em lotes distintos, de acordo com o período de lactação e/ou produtividade. Desse modo, ao invés da divisão da instalação de confinamento em segmentos, o que não se enquadra no sistema de criação estudado, adequou-se a metodologia para lotes de animais que são manejados para diferentes piquetes, conforme quadro 8. Em caso de grandes áreas de pasto, em que os bovinos têm grande área de dispersão, recomendou-se que a avaliação seja realizada por grupos de animais (média de 30 vacas), com tempo de observação divido proporcionalmente entre os grupos.

Nº lotes

(piquete) observações (min) Duração de Repetição das observações Tempo total (min)

1 60 Não 60 2 30 Não 60 3 20 Não 60 4 15 Não 60 5 12 Não 60 6 10 Não 60

Quadro 8 - Número de lotes, duração e repetição das observações para avaliar o comportamento agonístico de bovinos leiteiros, em sistema de pastejo

Para maior detalhamento da metodologia para mensuração do comportamento agonístico verificar item 4.1 do Anexo A e C.