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Hastaları Koruyan Yönetim ve Denetim Ağının Kurulması:

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4. Hastaları Koruyan Yönetim ve Denetim Ağının Kurulması:

As mudanças sociais, o aparecimento das novas tecnologias, o crescimento do conhecimento, a necessidade da aprendizagem contínua e as possibilidades da EAD implicam num debate mais amplo e profundo sobre o papel da universidade pública e gratuita no Brasil. Como afirmam Villardi, Oliveira e Gama (2001, p.32) a “...discussão sobre EAD não pode prescindir de uma outra discussão, prévia, sobre o papel da universidade pública – tal como a entendemos: gratuita, de qualidade e comprometida com ideais de justiça social – no cenário educacional contemporâneo.”

No Brasil a chegada da Família Real marca o início do ensino superior num período em que aconteceu a criação das primeiras escolas superiores profissionais (VAHL, 1980, p. 32). É nesse sentido que se pode afirmar que a Educação Superior no Brasil é um fenômeno relativamente recente. Embora países hispânicos da América Latina tenham universidades que datam do século XVI, somente no século XX é que vão aparecer as primeiras universidades no Brasil impulsionadas pela Lei Orgânica de Rivadávia Correia em 1911.

Malacarne (2007, p.73) se referindo à criação da primeira universidade no Brasil cita que:

“a primeira universidade formalmente constituída no Brasil foi a Universidade do Paraná, datada de 1912, criada pelo Governo do Estado. Apesar de ter sido temporariamente extinta pelo Decreto nº 11530 de 19/03/1915, continuou a funcionar normalmente. A Universidade do Rio de Janeiro, Decreto nº 14343 de 07/07/1920, é criada, na então sede do governo federal, sob nova legislação, como forma de reafirmar a liderança da capital da república nas questões importantes à nação. Só em 1931, porém, é criado o primeiro Estatuto das Universidades Brasileiras, Decreto nº 19851 de 11/04/1931. A Universidade de São Paulo é criada em 1934”.

Nota-se que os caminhos das universidades brasileiras são bem recentes e no início do século XX somente três estados contavam com essas instituições (Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo).

Na década de 1960 foi promulgada a primeira Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional LDBEN 4.024/61, havendo a necessidade de ampliação do ensino superior brasileiro. Mais recentemente, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN/96), destacou o papel das universidades, mostrando que estas “são instituições

pluridisciplinares de formação dos quadros profissionais de nível superior, de pesquisa, de extensão e de domínio e cultivo do saber humano” (Artigo 52).

A universidade brasileira já foi alvo de diferentes análises e críticas. Cunha (1980) qualificou-a como “temporã” e Lessa (1999), em uma análise mais recente, afirmou que ela teve uma gestação elefantíaca referindo-se ao fato de que já nos anos 30 Anísio Teixeira e o movimento da Escola Nova buscavam a construção de universidades integradas.

Lessa afirma ainda que a universidade brasileira tentou combinar o modelo francês com o paradigma humboldtiano na versão anglo-saxônica (um modelo utilitário e produtivista do conhecimento, organização departamental, montagem de um sistema de carreiras orientado para o mercado) sem apagar os vestígios da matriz ibérica.

O autor afirma que:

“a pesquisa como coluna vertebral do ensino superior na consagrada fórmula de Humboldt, ensaiada pela Universidade de Berlim na primeira metade do século XIX, somente foi implantada no Brasil nos anos 60. A simples reunião de faculdades e institutos em uma estrutura burocrática denominada Universidade, não estabelece o sistema de trocas e interações horizontais de saberes característico do ensino superior de ponta, não internaliza a pesquisa nem constitui a extensão” (p.161). Num período de grandes mudanças, em que a responsabilidade da universidade, relaciona-se à formação (ensino), à pesquisa, à extensão e ao domínio e cultivo do saber humano (LDBEN/96), é necessário que esta instituição amplie seus objetivos.

A universidade sempre teve um papel importante frente à sociedade brasileira, prestando relevantes serviços, no entanto no momento atual de crises, mudanças e a necessidade de aprendizagem contínua é necessária a ampliação de seu papel.

De acordo com Teixeira (2005, p.01):

As universidades, hoje em dia, deparam-se com uma crise tanto financeira quanto estrutural. A maioria delas são dependentes de financiamento público. Entretanto, os recursos para educação estão sendo cada vez menores devido a orçamentos minguados por parte do governo os quais não têm atendido a demanda cada vez mais crescente. Muitas vezes, o governo questiona o valor econômico da pesquisa acadêmica. Todavia, algumas companhias, principalmente nos centros mais avançados, estão pagando para utilizar resultados relevantes de pesquisa. Para lidar com tal situação, as universidades precisam atuar em duas frentes: uma requer uma reestruturação para permitir sobreviver com os parcos recursos existentes e outra que considere a re-orientação de seus programas. Além das questões levantadas anteriormente, as universidades têm se deparado com o número crescente de estudantes bem como têm sido pressionadas a oferecerem uma quantidade de vagas cada vez maior a fim de atender a demanda/pressão social.

Neste cenário, é necessário que a universidade reveja seus papeis, considerando

também as novas tecnologias. A questão da aprendizagem contínua (para toda a vida) sugere

para as universidades públicas e gratuitas uma ampliação, administrativa e pedagógica, de seu potencial criando novas formas de ensino, dentre elas, aquelas relacionadas à formação contínua de professores a distância.

Lessa (1999, p.165) afirma que:

“A interligação, em tempo real, de fluxos planetários de informação, com o dinamismo da telemática, a desterritorialização dos sistemas de produção e o manejo de informações, impõe novas determinações sobre o espaço, o território, a nação, logo, a Universidade. Esses fenômenos formam o pano de fundo de um novo domínio de criação, difusão e ambiência cultural. Os fluxos massivos de informação criam novas comunidades com os seus rituais de pertencimento e cultos de fidelidade. Com a base física de uma descomunal rede de computadores, utilizando idiomas próprios, articula-se de forma difusa uma comunidade cósmica sem referência a território. A produção cultural (alta-cultura, cultura de massa e cultura popular) e, potencialmente, novas relações de poder desenvolvem-se com a base técnica do ciberespaço. A virtualidade deste espaço força uma redefinição do papel da Universidade.”

As mudanças advindas das novas tecnologias de comunicação e informação alteram, por exemplo, a forma que a informação é estocada e acessada. Quando a isso Lessa (1999, p.165) afirma que:

“Houve uma multiplicação na escala de arquivo de informações. A facilidade de acesso instantâneo, a redução de barreiras às informações insinua a banalização do conhecimento. Ele estaria estocado, permanentemente atualizado e facilmente acessível a todos. O sonho iluminista da Enciclopédia teria se materializado. Se a Universidade pretendesse ser apenas o arquivo do saber, estaria tão superada quanto os mosteiros e os calígrafos com a chegada de Gutenberg. Dada a massa de informações, cada vez mais "ensinar a buscar" é perguntar e pesquisar no arquivo. Isto, obviamente, não cancela a ideia do ensinar como transmissão de conhecimento, porém reduz sua importância, ressaltando essa ideia metapedagógica de saber acessar o acervo ilimitado de informações disponíveis. Muitos agora a isto resumem o aprender a conhecer.“

O mesmo autor em relação ao ciberespaço e suas possibilidades afirma que ele vem afetando as relações sociais e as universidades podem utilizá-lo, considerando que ele é um meio de aprendizagem, no entanto, o grande projeto de ensino deve continuar sendo organizado pelas universidades.

“O ciberespaço ofuscou a Universidade, deslocando-a para uma zona de menor visibilidade social. Em primeiro lugar, o ciberespaço é fascinante por sua eficácia em induzir, por procedimentos artificiais, a fantasias. Facilita o distanciamento da realidade, pois multiplica formas de encantamento e de ilusão sedutoras e cômodas como refúgio. O sucesso do sexo virtual é ilustrativo. Pelos jogos interativos é

possível viver caleidoscópios de fantasia. Apertando o botão, e penetrando na virtualidade dos meios de comunicação, viaja-se para um espaço sedutor e fácil em relação ao mundo real. A imagem da Universidade é de um duro e lento exercício de acumulação de saber. É cinzenta em relação ao simples apertar do botão e ter à disposição milhares de mundos. O ciberespaço cria a ideia de plenitude do indivíduo no espaço virtual. O sujeito cognitivo exige a co-presença dos demais em um processo de trocas intercalado de pausas reflexivas para a criação do conhecimento. A co- presença é organizada; a pausa, indispensável. A virtualidade submerge o indivíduo em uma Torre de Babel. A interatividade em tempo real sugere a possibilidade de um debate, porém, é inerente, nesta possibilidade, a cacofonia, e sem pauta conduz a uma ilusão. A pausa não é desligar o computador, é processar criticamente o resultado de um debate. O antigo sábio isolado pode renascer ante o micro mas não é gerado por ele. (LESSA, 1999, p.165)

São múltiplas as possibilidades e as universidades poderão criar seus projetos pedagógicos para a formação contínua de professores de ciências por meio de EAD, com uma concepção educacional sólida, baseando seus espaços de formação em diferentes métodos de ensino.

As universidades públicas brasileiras ainda carecem da experiência em EAD, que estão mais presentes na iniciativa privada. São raros os cursos gratuitos, sem a utilização de muitos recursos, de baixo custo, construídos de forma simples e de sucesso comprovado em relação à aprendizagem dos alunos.

Acredita-se que quando essas experiências forem mais frequentes, por meio de cursos de propostas sólidas, as universidades poderão avançar em relação à formação contínua de professores a distância.