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3. MATERYAL VE YÖNTEM

3.3. YÖNTEM

3.2.2. Kimyasal Analizler

O APB surgiu como resposta às inquietações do mundo empresarial relacionadas com as práticas contábeis.

De acordo com Hendriksen & Van Breda (1999, p.61), em 1959 o CAP fracassou em assuntos contemporâneos, como leasing, fusão de empresas, entre outros, e foi substituído pelo APB.

Segundo Ebrero & Lopez (1992, p. 59):

O Comitê Executivo do AICPA outogou-lhe uma ‘responsabilidade primária’ para estabelecer normas profissionais na área de contabilidade financeira (financial accounting and reporting). O APB tinha autoridade para emitir pronunciamentos próprios e a responsabilidade, por meio de seu presidente, de revisar todas as declarações sobre financial accounting and reporting que fossem publicadas por qualquer comitê do AICPA. (Tradução livre)

Para a contabilidade representou dois passos importantes. Em primeiro lugar, os pronunciamentos eram respaldados por um grupo de pesquisa e, em segundo lugar, qualquer publicação obrigatoriamente seria revisada pelo APB.

O objetivo do APB era elaborar princípios contábeis geralmente aceitos, limitar as áreas de divergência em termos de prática apropriada e conduzir a discussão de questões controvertidas. Seus pronunciamentos oficiais deveriam basear-se em estudos aprofundados realizados pela ARD.

Durante sua existência, o APB emitiu 31 APB Opinions (Accounting Principles Board Opinion) – (Anexo VIII), 15 ARS (Accounting Research Studies) – (Anexo IX) - e 4 APB Statements – (Anexo X). Os Statements eram recomendações e as Opinions eram as declarações formais.

Os primeiros pronunciamentos do APB tinham como objetivo a solução de algumas controvérsias não solucionadas pelo CAP. Em novembro de 1962, foi emitido o primeiro pronunciamento, Interpretative Opinion, que visava explicar a aplicação do ARB no 44 (revisado), que tratava do Income Tax Allocation, apresentando a depreciação pelo método do saldo decrescente.

No momento em que a contabilidade começava a buscar a construção de um referencial teórico que resultasse, conseqüentemente, na emissão de procedimentos consistentes, o país entrava num período de grande turbulência. Era os anos 60, época das revoltas jovens com a pregação da contra-cultura, dos hippies, dos embalos dos Beatles, de Elvis Presley. No meio desse cenário, assume a presidência John F. Kennedy (1961).

Na tentativa de impulsionar os investimentos em ativos produtivos, o governo criou um incentivo fiscal. Os investimentos nesses ativos poderiam ter uma redução em torno de 7% do custo do ativo quando o mesmo entrasse em serviço. O desafio para o APB era definir o procedimento adequado para sua contabilização. Foram colocados dois métodos em discussão, o primeiro seria uma dedução no mesmo ano do investimento, ou seja, ocorreria uma redução no imposto a pagar, esse método é conhecido como Flow-

Through method; o segundo método seria um diferimento, ou seja, a redução ocorreria ao longo da vida útil do ativo, esse método é conhecido como deferral method.

O APB, após muitas discussões, optou pelo método de diferimento e emitiu, em dezembro de 1962, seu segundo parecer, Accounting for the Investment Tax Credit. O próprio Instituto estava dividido quanto ao método que deveria ser aplicado. O receio era que as empresas não obedecessem à determinação do APB.

A SEC não concordou com o pronunciamento e em 16 de janeiro de 1963 emitiu o ASR 96, Accounting for the Investment Credit Provided in the Revenue Act of 1962, que permitiu o uso alternativo.

O pronunciamento da SEC colocou em dúvida a autoridade do APB relativa à emissão de normas contábeis. Um ano depois, o APB emitiu o pronunciamento de no 04, Accounting for the Investiment Credit, seguindo o mesmo caminho da SEC, permitindo o uso de qualquer um dos métodos. Esse tema voltou à discussão em 1967 quando o APB emitiu a Opinion 11, Accounting for Income Taxes. Voltando a defender o diferimento do benefício. O assunto só teve um desfecho quando a Receita Federal resolveu incluir na Lei Fiscal de 1971 um dispositivo referente ao registro contábil do benefício fiscal. Segundo Hendriksen & Van Breda (1999, p.62), a Lei Fiscal deteminava que:

Nenhum contribuinte será obrigado a utilizar qualquer método de contabilização do crédito para fins de elaboração de demonstrações financeiras sujeitas à jurisdição de qualquer órgão do governo federal, ou de relatório a esse órgão.

Na tentativa de se estabelecer uma parceira, o APB buscou apoio da SEC, da Financial Executives Institute – FEI, da Financial Analysts Federation – FAF. O objetivo das reuniões era a emissão de pronunciamentos mais consistentes.

Como recomendação do APB, o AICPA passou a exigir a partir de 1965 que os demonstrativos contábeis deveriam ser ajustados aos princípios contábeis geralmente aceitos e aos pronunciamentos do APB. Se algumas empresas adotassem procedimento divergente deveriam explicar através de notas explicativas.

O APB continuou emitindo pronunciamentos abordando diversos temas específicos. Entre eles, a contabilização de Leasing, 07, 1962; de Plano de Pensão, 08, 1966; Ativos Intangíves, 17, 1970. Esses pronunciamentos geraram muitas controvérsias.

Em 1970, o APB emitiu um Statement de grande contribuição para o estudo da teoria da contabilidade, tratava-se do Basic concepts and accounting principles underlying

financial statements of business enterpises, era o 4o statement. Na declaração, o APB procurou elucidar alguns questionamentos relativos ao conceito de contabilidade, a existência ou não de fatores ambientais que envolvem a contabilidade, os tipos e informações que podem ser considerados úteis para divulgação por parte da contabilidade e quais são objetivos da contabilidade.

Ilustração: 04 - Pronunciamento número 4 do APB 1. Objetivos

1. A. Gerais

1.B. Qualitativos

Fornecer informação confiável sobre recursos e obrigações econômicas e alterações desses recursos e obrigações; ajudar a estimar o potencial de geração de lucro de uma empresa.

Relevância; facilidade de compreensão; possibilidade de

verificação; neutralidade; oportunidade; comparabilidade; inteireza.

2. Aspectos básicos Entidade contábil; empresa em funcionamento;

mensuração de recursos e obrigações econômicas; períodos de tempo; mensuração em termos monetários; regime de competência; preço de troca; aproximação; julgamento; informação financeira para uso genérico; demonstrações financeiras relacionadas; substância acima de forma; materiedade.

3. Elementos básicos Ativos; passivos; patrimônio líquido; receita; despesa; lucro líquido. 1. Princípios: 4A. Gerais 4B. Convenções Modificadoras 4C. Operacionais Amplos 4D. Detalhados

Registro inicial de ativos e passivos; realização de receitas; reconhecimento de despesa; causa e efeito, alocação sistemática e racional, reconhecimento imediato; undade de medida.

Conservadorismo; ênfase no lucro; aplicação de julgamentos

Seleção; análise; mensuração; classificação; registro; sumarização; ajuste; comunicação.

Regras encontradas na prática Fonte: Hendriksen & Van Breda (1999, p. 81)

Os pronunciamentos emitidos pelo APB geraram críticas, e conseqüentemente dúvidas sobre a autoridade do órgão na emissão de procedimentos contábeis. Devido a

esses problemas o AICPA, em dezembro de 1970, sob a presidência de Marshall M. Armstrong, reuniu-se para analisar os diversos questionamentos. O resultado da reunião saiu em abril de 1971, foram criados dois grupos de trabalhos que deveriam apresentar relatórios ao AICPA. Segundo Hendriksen & Van Breda (1999, p. 63): “Um deles exploraria os meios pelos quais os princípios contábeis deveriam ser estabelecidos. O outro revelaria os objetivos das demonstrações financeiras.”

O primeiro grupo, denominado de Study Group on the Establisment Accounting Principles, tinha como objetivo o estabelecimento de princípios contábeis e teve como presidente Francis Wheat que já tinha sido presidente da SEC.

Em março de 1972, o grupo Wheat apresentou seu relatório conclusivo com as seguintes recomendações:

1. Criação da Financial Accounting Foundation – FAF, entidade privada independente;

2. Dissolução do APB;

3. Criação do Financial Accounting Standards Board – FASB, sendo seus membros designados pela FAF; e

4. Criação da Financial Standards Advisory Council – FASAC, que funcionaria como um órgão assessor do FASB. (Tradução livre)

O relatório foi aprovado e entrou em vigor em 1o de julho de 1973.

O segundo grupo, denominado de Study Group Objectives, teve como presidente Robert M. Trueblood.

O grupo tinha como objetivo resolver algumas questões relativas às informações contábeis. As questões básicas eram: Quais são as informações que deveriam fazer parte dos demonstrativos? Qual o método de mensuração que deve ser aplicado? O grupo procurou responder a essas questões tendo como ponto de partida o pronunciamento no 04 do APB (Ebrero & Lopez, 1992, p. 71).

O Relatório Trueblood foi usado e apefeiçoado pelo FASB através do SFAC 01, Objectives of Financial Reporting by Business Enterprises, para estabelecer os objetivos da divulgação financeira, consequentemente os objetivos da contabilidade.

Benzer Belgeler