12 KASIM 2017 PAZAR
DERSDEM Prof Dr Mustafa Özcan
9. SINIF KİMYA DERSİNDE; ÖĞRENCİLERİN PERFORMANS NOTLARININ ÜRÜN ODAKLI DEĞERLENDİRİLMESİNDE FARKLI BİR
O componente adulto apresentou uma Densidade Total Absoluta estimada em 1429 Ind./ha, ocupando uma área basal de 33,97m², equivalente a uma Dominância Total Absoluta de mesmo valor, uma vez que a área amostral é de 1 ha. Para o componente regenerante, o valor estimado para a Densidade Total absoluta foi de 30.320 Ind./ha. Este valor é intermediário às áreas paulistas estudadas por Souza (2008) (23.040 em Campos do Jordão e 36.080 Ind./ha em Barra do Chapéu).
Souza (2008) cita valores maiores para o estrato superior (1921 Ind./ha e 53,6 m²/ha em Campos do Jordão,SP ; 2062 Ind./ha e 40,5 m²/ha em Barra do Chapéu, SP). A diferença em termos de área basal deve-se sobretudo à maior contribuição de Araucaria angustifolia em ambas as áreas (79 Ind./ha, 12,9 m²/ha em Campos do Jordão; 111 Ind./ha, 6,4 m²/ha em Barra do Chapéu; contra apenas 9 Ind./ha e 2,1 m²/ha em Itaberá) e de Podocarpus lambertii em Campos do Jordão (53 Ind./ha, 17,7 m²/ha; espécie não amostrada em Itaberá). A diferença em densidade pode ser explicada, entre outros fatores, pela freqüência de áreas perturbadas (clareiras) observadas ao longo da área amostral, muitas delas ocupadas agressivamente por bambus, formando densas touceiras que inibem a regeneração das espécies lenhosas. A abundância de bambus pode ser devido à abertura de grande número de clareiras durante a época de dispersão destas espécies, por ocasião de tempestades (ventos fortes, descargas elétricas), ataque massivo de herbívoros e/ou patógenos em conseqüência de um desequilíbrio ambiental (ainda que efêmero), entre outros. O elevado número de indivíduos mortos em pé leva a crer que novas áreas serão perturbadas num futuro próximo, podendo danificar ou até mesmo matar árvores adultas vizinhas em ocasião da queda dos indivíduos de maior porte, sobretudo aquelas com copas entrelaçadas por cipós lenhosos; reduzindo a densidade do estrato superior, ao menos temporariamente.
As 10 espécies de maior destaque na comunidade em termos de VI, incluindo a categoria “mortas”, são apresentadas na Figura 8, para ambos os componentes. Destas, apenas Araucaria angustifolia apresenta algum grau de ameaça (já descrito). Para o
estrato superior, estas espécies acumulam 40,18% e 43,16% da densidade e dominância relativa, respectivamente; assim como 36,98% do Valor de Importância total, o que demonstra baixa dominância de espécies neste componente, ou seja, maior heterogeneidade horizontal. Já entre os regenerantes estas concentram 60,16% e 58,18% da densidade relativa e do Valor de Importância total, respectivamente; apresentando desta forma maior dominância de espécies, ou seja, maior homogeneidade horizontal.
Entre as 10 espécies de maior VI no componente adulto, apenas Sorocea bonplandii (Falsa-espinheira-santa) também se destaca entre os regenerantes. A espécie foi a mais abundante e com distribuição horizontal mais ampla entre os adultos, ocorrendo em 44 das 50 parcelas. Entre os regenerantes obteve 13,46% de densidade relativa, sendo a segunda espécie mais representativa deste componente. Trata-se de uma arvoreta (6 a 12 metros de altura) umbrófila, perenifólia, de interesse farmacológico, ocorrendo rotineiramente em estágios sucessionais avançados em formações da Mata Atlântica (RUSCHEL et al., 2006). Esta espécie está apresentando bom desempenho regenerativo na área e tende a imprimir um caráter fisionômico no sub-bosque e sub-dossel, mantendo-se bem representada na comunidade.
As 10 espécies de maior VI no componente regenerante acumulam apenas 14,5% do VI entre os adultos. De forma inversa, as 10 espécies mais representativas entre os adultos (excetuando a categoria “mortas”) concentram 15,99% do VI entre os regenerantes. Logo, espera-se alterações florísticas, fisionômicas e estruturais pronunciadas na comunidade a longo prazo, haja visto que a dominância das espécies do estrato superior não está sendo reproduzida, ao menos em proporção similar, no estrato inferior; e vice-versa. Cabe ressaltar aqui a ausência de indivíduos de Araucaria angustifolia no componente regenerante, sendo observado um único indivíduo ao longo de 1ha de área amostral, cuja localização não fora contemplada pelo sorteio das sub- parcelas.
O destaque de Araucaria angustifolia entre os adultos deve-se sobretudo ao elevado porte de seus 9 indivíduos, chegando a alcançar 27 m de altura e 104,4 cm de diâmetro à altura do peito (DAP), cuja média para esta variável (46,4 cm) é superada apenas por Persea wildenovii (55,1 cm), amostrada com um único espécime. A espécie acumulou 6,3% da área basal da comunidade em apenas 0,6% do total de indivíduos. A ausência de indivíduos de Podocarpus lambertii (Pinheiro-bravo), o qual é um elemento
definidor da estrutura e fisionomia dos estágios sucessionais iniciais e médio da Floresta Ombrófila Mista, em ambos os componentes, parece refutar a hipótese levantada por Backes (1973), na qual a invasão das espécies típicas das Florestas tropicais do entorno substituiria gradativamente a Araucária, permanecendo apenas o Pinheiro-bravo.
O reduzido número de indivíduos adultos de Araucária, associado à sua ínfima regeneração natural na Estação, evidencia uma clara tendência de extinção local da espécie, descaracterizando a vegetação da unidade como Floresta Ombrófila Mista pela perda de sua espécie definidora. A espécie ocupou apenas o 7° posto em termos de VI, desconsiderando a categoria “mortas”, numa formação onde usualmente é a espécie dominante. Devido à sua auto-ecologia, que possui entre outros atributos, a oferta de um grande número de sementes em um intervalo relativamente curto de tempo (estratégia para superar a alta demanda de pinhões pela fauna silvestre, permitindo que uma fração não consumida possa germinar), bem como a baixa longevidade de suas sementes (não formam banco de sementes persistente); faz com que a abertura de clareiras fora da sua época de dispersão tenha baixa ou nenhuma probabilidade de colonização pela espécie. O avançado estágio sucessional da vegetação da unidade (indivíduos de grande porte de Cedro, Peroba-rosa, entre outros) compromete ainda mais a regeneração das Araucárias, pelo sombreamento denso provocado pelas espécies latifoliadas do dossel, bem como pela maior complexidade estrutural vertical; além da acirrada competição com as demais espécies lenhosas pioneiras e espécies de bambus pela colonização de áreas perturbadas. Cabe salientar que o tamanho reduzido de sua população, imersa numa paisagem fragmentada e drasticamente (intensamente) alterada, aumenta consideravelmente os riscos de depressão endogâmica, comprometendo a produção de sementes viáveis. A ausência de dispersores parece não comprometer a regeneração da espécie, uma vez que não foram observados indivíduos regenerantes no raio de projeção da copa das matrizes (25m). Uma hipótese mais coerente com as condições constatadas em campo seria justamente o inverso, ou seja, a baixa oferta de sementes em razão da pequena densidade populacional não estaria suprindo a demanda pela fauna, inviabilizando a regeneração das Araucárias e a manutenção das espécies animais dependentes exclusivamente dos pinhões durante a época de produção.
O corte seletivo e abusivo de indivíduos da espécie, impulsionado pela qualidade e valor comercial de sua madeira, em épocas pretéritas à criação da Unidade certamente pode ter contribuído para o atual comprometimento da sustentabilidade de sua
população; como sugere sua estrutura diamétrica (FIGURA 10). Podemos citar ainda como provável causa da debilitação populacional da espécie a coleta clandestina e indiscriminada de pinhões pela população local e visitantes, para posterior venda ou consumo próprio; comprometendo também a fauna silvestre dependente deste recurso.
4.5 – ESTRUTURA VERTICAL