4. KİŞİSEL VERİLERİN SİLİNMESİ, YOK EDİLMESİ VEYA
4.2. Kişisel Veri Saklama ve İmha Politikası
As políticas públicas propriamente ditas iniciam-se com a Revolução Soviética em 1917, consolidam-se e ampliam-se significativamente com a crise de 1929, a partir das ações do governo Franklin Delano Roosevelt. Ao dedicar-se às causas públicas, passou o Estado a desenvolver ações mais amplas e sistemáticas. Os programas passaram a existir em busca da melhoria para a extensão rural e outros setores, após a Segunda Grande Guerra Mundial, quando o Estado americano passou a gastar muito mais com saúde, nutrição. Foi o final da década de 1950, a fase inicial das avaliações em programas sociais e de ampliação desses programas, especialmente aqueles do governo federal na década de 1960, nos Estados Unidos6. Em meados da década de 1960, com o aparecimento de movimentos negros como o Black Power e os Panteras Negras, que consistiam no chamamento da sociedade negra por igualdade racial, que se desencadeou um pleito pela dignidade racial, igualdade econômica, autossuficiência política e libertação da autoridade branca do país, como razão inicial do movimento que trouxe para essa discussão o então presidente John F. Kennedy. Esse momento tornou-se quase uma celebração das conquistas do movimento negro e o governo passou a desenvolver uma série de programas visando politicamente o esvaziamento do movimento, entre esses a criação de empregos, que em sua maioria não obtiveram sucesso, nem tampouco vigência a contento.
O primeiro texto trabalhado como literatura de avaliação de políticas públicas no Brasil foi o de Olavo Brasil (1978), seguido por outro momento relevante com cadernos do Núcleo de Estudos de Políticas Públicas (NEPP) da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) a partir do ano de 1984. Esse programa trouxe textos não apenas do campo da avaliação, mas das políticas públicas no geral, proporcionando uma melhor base e fundamentação teórica para estudos e pesquisas de avaliação e das políticas públicas no Brasil.
Nesse sentido, pode-se observar que nos últimos anos o papel da avaliação tem se constituído com maior importância, especialmente na educação, como
6 Palestra sobre a "avaliação em educação" proferida pelo Prof. Dr. Lincoln Moraes de Souza, na
também em outros que integram o Estado, estendendo-se a vários domínios da produção social das políticas públicas. Embora se desenvolvendo desde o final do século XIX, objetivando práticas seletivas e classificatórias, a avaliação atinge níveis de grande complexidade a partir da segunda metade do século XX, sendo, portanto, considerada em desenvolvimento.
Assim, do início do século XX a meados da década de 1960, predominou a avaliação de aprendizagem, embora até os dias atuais esta ainda seja a mais frequentemente utilizada em muitos países. Na década de 1930, observava-se a ocorrência da mensuração ampliada com novos instrumentos, especialmente com os estudos de Tyler (1976) (testes, escalas de atitudes, questionários) ligados à consecução dos currículos. Ainda vigora a identificação entre avaliação e medição por meio de testes de aprendizagem, predominando a perspectiva tecnológica no sentido da verificação de provas de medidas e de rendimento visando as classificações e instituições educacionais como empresas.
Na década de 1990, com as chamadas reformas, privatizações e as desregulamentações, além da dificuldade financeira dos governos referentes aos financiadores externos, introduziram-se sistematicamente as avaliações, tanto por parte do Banco Mundial (BM) quanto do Fundo Monetário Internacional (FMI). Essas instituições, e, principalmente outros setores da sociedade, começaram a questionar a necessidade de transparência das ações governamentais. No caso do BM, predomina nessa avaliação o que se denominou como lógica do mercado ou gerencialismo, com o uso de padrões empresarias no planejamento das ações por parte do Estado, sendo o mais comum, metodologicamente, a ênfase nos procedimentos quantitativos e aparentemente neutros.
O enfoque de Tyler (1976) ficou conhecido como avaliação por objetivos, começando a vigorar a avaliação de currículos a partir da década de 1950 nos Estados Unidos, ordenando as atividades, criando uma disciplina específica. Apenas na década de 1960, e como reação à abordagem quantitativa e crítica ao positivismo, foi iniciada a avaliação qualitativa (SAUL, 2006).
Segundo Afonso (2005), nos anos de 1980, os governos conservadores e neoliberais passaram a se interessar pela avaliação no que tange ao Estado assumir a lógica do mercado ao enfatizar produtos e resultados, bem como adotar o gerencialismo como concepção de avaliação com ideologia neoliberal. Isso fez com que o Estado passasse a ser uma espécie de empresa privada de controle sobre as
ações operacionalizadas. A partir do início dos anos de 1990, especialmente nos países anglo-saxônicos, a avaliação estava ligada a uma espécie de gestão produtivista do sistema educativo relacionada ao mercado educacional/ consumidores da educação.
Por um lado, percebe-se que foi a partir da avaliação em educação que se originou uma literatura para a avaliação em políticas públicas, tendo Scriven (1967) como um dos autores que mais contribuiu para uma melhor definição da literatura. Enfatizou a diferenciação entre avaliação formativa e somativa, sendo que aos poucos essa concepção foi incorporada à avaliação de políticas públicas e associada, respectivamente, à avaliação de processo e de impacto.
Por outro lado, a literatura sobre avaliação em políticas públicas contribuiu para a avaliação em educação pelo fato de o estudo das políticas públicas ser um campo e a avaliação um subcampo no qual algumas disciplinas são fundamentais, principalmente a ciência política. Além dessa disciplina, a partir da década de 1960 foram incorporadas à avaliação em educação e trouxeram contribuições a economia, a teoria das organizações, a antropologia e a sociologia, sendo, pois, consideradas do campo da avaliação das políticas públicas e norteadoras também da educação.
Atualmente a avaliação ganha um sentido público e, em muitos casos, torna- se uma espécie de questão de Estado/controle, dadas as competências mínimas exigidas pela legislação e considerando a educação com enfoque gerencial, daí termos gestão por objetivos ou metas, custo-benefício e a medição do planejado, criando-se conflito entre epistemologias positivistas e naturalistas.