2. KENTSEL KARAR ÜRETME SÜRECİ VE GÜÇ İLİŞKİLERİ
2.2. Kentsel Politika Kavramı ve Yaklaşımları
2.2.2. Kentsel Politika Yaklaşımları
2.2.2.6. Kentsel Rejim Kuramı
2.2.2.6.2. Kentsel Rejim Tipolojileri
2.1.2.1 Entrevistas
Para uma investigação mais efetiva no cotidiano da instituição estudada, será necessário ouvir a voz e observar alguns membros da comunidade acadêmica, por meio de entrevista e observação livre.
Sendo bastante utilizada nas pesquisas qualitativas, a técnica da entrevista proporciona a detenção de informações acerca da situação vivenciada pelos entrevistados. Segundo Triviños (2007, p. 117), “[...] esta parte de certos questionamentos básicos e oferece um amplo campo de interrogativas que vão surgindo, fruto das respostas do entrevistado”.
Parafraseando May (2004), as entrevistas elucidam em repertório rico de biografias, experiências e opiniões, valores, anseios, atitudes e sentimentos das pessoas. Permitem a interação entre pesquisador e o visitado sobre o objeto em estudo, possibilitando o registro das experiências das pessoas entrevistadas que se apresentam como fonte de informação.
As entrevistas, portanto, têm como fundamentos os métodos que geram e mantém conversações com pessoas acerca de um tema específico ou um leque de temas, e as interpretações que os pesquisadores fazem dos dados produzidos.
Enquanto uma técnica que facilita a produção de dados, a entrevista foi bastante adequada para obter informações dos participantes deste estudo. Significou um momento de
ouvir a voz de pessoas que mais estão interessadas pelo processo de inclusão no Ensino Superior. Afinal, o que sabem, sentem, crêem, esperam ou desejam, gostariam que acontecesse a respeito do processo inclusivo na instituição, merece ser considerado e valorizado para a real inclusão. As entrevistas permitiram uma interatividade com o grupo de profissionais envolvidos com o processo educacional e o entrevistado (LUDKE; ANDRÉ, 1986).
No que se refere ao tipo de entrevista utilizada durante o processo investigativo, para obter respostas aos nossos questionamentos, optamos pelo tipo semi estruturado porque é recomendado para estudos exploratórios, com vistas a conhecer realidades pouco conhecidas pelo pesquisador, ou então, nas palavras de Gil (1999, p. 119), “[...] oferecer visão aproximativa do problema pesquisado”.
Portanto, as entrevistas semi estruturadas realizadas junto aos estudantes e aos docentes foram instrumentos que construiram dados que foram utilizados e deram oportunidade de estudo sobre o acesso e a permanência de estudantes com deficiência na UFRN.
Neste tipo de entrevista são oferecidas as possibilidades possíveis para que o entrevistado utilize a sua liberdade, autonomia e espontaneidade necessárias, contribuindo para o enriquecimento da investigação. Podemos utilizar uma parte da entrevista semi estruturada como padrão, para fins de identificação dos participantes da pesquisa. Em outra parte o respondente explicita sobre os questionamentos, de acordo com seus próprios termos. Triviños (2007, p. 146) diz que:
Podemos entender por entrevista semi estruturada, em geral, aquela que parte de certos questionamentos básicos, apoiados em teorias e hipóteses, que interessam à pesquisa, e que, em seguida, oferecem amplo campo de interrogativas, fruto de novas hipóteses que vão surgindo à medida que se recebem as respostas do informante. Dessa maneira, o informante, seguindo espontaneamente a linha de seu pensamento e de suas experiências dentro do foco principal colocado pelo investigador, começa a participar na elaboração do conteúdo da pesquisa.
Compreendemos que a entrevista semi estruturada tem como uma de suas características a elaboração prévia de um roteiro, que “[...] terá como função principal auxiliar o pesquisador a conduzir a entrevista para o objetivo pretendido” (MANZINI, 2003, p 13).
É importante que o roteiro a ser utilizado tenha como foco os objetivos do trabalho investigativo com interrogativas complementares, tendo como apoio as informações dos
participantes, e assim, auxiliar na organização das informações antes e no momento da entrevista. Ainda Manzini (2003, p. 13) nos diz que:
[...] se por um lado a organização dos conceitos poderá ser analisada previamente no roteiro, por outro, o roteiro poderá garantir o não esquecimento de algum item ou pergunta no momento em que a entrevista transcorre. Baseado nessa forma de conceber um roteiro para entrevista, podemos interpretar que o roteiro pode auxiliar, parcialmente, na organização da interação social no momento da entrevista.
Podemos perceber, nas idéias de Manzini (2003), que o roteiro não só auxilia a organização do pesquisador na e durante sua entrevista, mas também auxilia, de forma indireta, a organização do pensamento da pessoa entrevistada, fazendo fluir as informações mais precisas.
2.1.2.2 Observação Livre
A observação é definida por muitos autores como técnica de coleta de dados e que privilegia a pesquisa qualitativa, que “nada mais é que o uso dos sentidos com vistas a adquirir os conhecimentos necessários para o cotidiano” (GIL, 1999, p.110). Na observação livre, segundo Richardson (1999, p.260):
O investigador não toma parte nos conhecimentos objeto de estudo como se fosse membro do grupo observado, mas apenas atua como espectador atento. Baseado nos objetivos da pesquisa, e por meio de seu roteiro de observação, ele procura ver e registrar o máximo de ocorrências que interessa ao seu trabalho.
A grande importância da observação livre é que o observador observa, de maneira espontânea, os fatos que ocorrerão e a este, também, poderá ser atribuído o papel de espectador.
Podemos apontar como objetivos da observação: sugerir diferentes metodologias de trabalho; levantar novos problemas; indicar determinados objetivos para o problema, entre outros.
Utilizamos, portanto, a técnica de observação livre, que consistiu em vivenciar mais de perto a participação dos estudantes na ação pedagógica e estudantil, diante das condições oferecidas pela UFRN.
Este momento foi efetivado por meio da ação de observar, num período de dois meses, a instituição em estudo, durante os momentos em que os estudantes com deficiência estavam em suas relações interpessoais e/ ou atividades acadêmicas, junto aos docentes e a outros estudantes de sala.
Segundo Ludke e André (1986, p. 26) este momento “[...] possibilita um contado pessoal e estreito do pesquisador com o fenômeno pesquisado”. Parafraseando Gil (1999), a observação livre permite avançar diante das primeiras constatações dos fatos.