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4. TÜRKİYE’DE KENTİÇİ ULAŞIM

4.3. Kentiçi Ulaşımda Mevzuat ve Kurumsal Yapılanma

Como escreveu Giddens (1991, p.82), "a extensão global das instituições da modernidade seria impossível não fosse pela concentração de conhecimento que é representada pelas notícias". No mundo atual, o jornalismo tornou-se espaço público dos discursos particulares em todos os campos da atividade humana e a informação uma necessidade estratégica.

porque noticiar se tornou a mais eficaz forma de agir no mundo e com ele interagir, as relações com a imprensa passaram a constituir preocupação prioritária na estratégia das instituições, tanto as empresariais quanto as governamentais, para as interações com a sociedade- à qual se ligam, hoje, mais por teias comunicativas do que por atividades ou ações de materialidade objetiva. (Chaparro, 2002, p.33)

No Brasil, a partir da redemocratização na década de 1980, empresas e organizações viram na imprensa a capacidade para comunicar-se com os diversos segmentos da sociedade, obtendo assim, uma imagem positiva de credibilidade. Para isso, investiram na criação de assessorias de imprensa formadas por jornalistas que, a princípio, conhecem e dominam as características da imprensa e são capazes de estabelecer o contato necessário entre fontes geradoras de conteúdo informativo e jornalistas a procura de informações noticiáveis.

No papel de 'ponte' entre a instituição e os veículos, os assessores de imprensa apóiam-se no conhecimento que detêm sobre o funcionamento da mídia para encontrar oportunidades de promover a empresa, procurando equilibrar o atendimento ao interesse público e às necessidades organizacionais de divulgação.

(Monteiro, 2002, p.154)

A relação dos assessores de imprensa com as redações de grandes veículos faz parte das estratégias para o fortalecimento da imagem das instituições perante a opinião pública. A abertura desse novo mercado de trabalho fez com que muitos jornalistas se tornassem assessores competentes justamente por conhecerem bem os veículos,

dominarem a cultura jornalística e serem capazes de estabelecer um bom relacionamento com os colegas da imprensa.

Por outro lado, repórteres e editores passaram a contar com as assessorias como geradoras de informações de interesse público e facilitadores de contato com as fontes especializadas. Chaparro (apud

Duarte, 2002) defende que como atividade jornalística, a assessoria de imprensa deve assumir as funções, os critérios e os valores do jornalismo, não apenas os técnicos, mas também os éticos.

A experiência dos assessores em redação e nos princípios éticos e técnicos do jornalismo ajudou a estabelecer padrões de comportamento esperados de ambos os lados, com enfoque na veracidade da informação e no interesse público. Além disso, a atividade de assessoria de imprensa tem seu controle feito nas redações -como um filtro-, e a competência do assessor é testada diariamente com base em regras não escritas. Se não conseguir manter a credibilidade, seu capital pessoal de relacionamento ficará comprometido. (Duarte, 2002, p.95)

Espera-se, portanto, que os assessores ajam como intermediários qualificados para estabelecer a aproximação eficiente entre fontes de informações e imprensa. Na prática, muitas empresas buscam essa qualificação em jornalistas que viveram a experiência das redações, levando para as assessorias uma rede de contatos e a cultura profissional incorporada, fazendo com que possa compartilhar com os colegas das empresas de comunicação normas aceitas pela categoria. Entre essas normas está a convicção de que a informação produzida pelas assessorias é assumidamente posicionada e deve ser submetida a filtros e questionamentos no tratamento dado a ela nas redações. Entretanto, é de esperar que o posicionamento em favor das fontes não signifique o oferecimento de informações inverídicas ou tendenciosas. Essa é uma questão ética que, como afirma Duarte, não invalida a prática da assessoria de imprensa como atividade jornalística.

Ainda segundo Duarte (2002) são funções do assessor de imprensa:

ƒ Estabelecer aproximação eficiente entre fontes de informação e imprensa;

ƒ Fornecer informações confiáveis;

ƒ Facilitar o acesso dos jornalistas às fontes;

ƒ Orientar as fontes na compreensão sobre as características da imprensa, bem como sobre as vantagens e necessidades de um relacionamento transparente com os meios de comunicação. Duarte (2002, p.90), ressalta ainda que "o salto de qualidade nas assessorias ocorre particularmente pela presença de profissionais com experiência em redações e disposição para estimular o diálogo".

A elaboração de sugestões de pautas sobre C&T com critérios jornalísticos parece óbvia quando se pensa que tanto os assessores que elaboram releases nas instituições, quanto os profissionais que os

recebem nas redações são jornalistas com a mesma formação. Mas não é o que parece ocorrer na prática de algumas instituições, particularmente nas instituições públicas de pesquisa fora das grandes cidades onde o mercado de trabalho é mais estreito e exigente. Já foi demonstrado que empresas privadas preferem contratar assessores vindos de redações justamente pela experiência acumulada e pela rede de relações. Nas instituições públicas nem sempre é assim.

Por diversas razões, nas assessorias das universidades federais ainda é comum encontrar profissionais de outras áreas ou sem formação superior exercendo funções de assessores de imprensa. Além da exigência de formação em jornalismo ser relativamente recente, as universidades federais passaram quase toda a década de 1990 sem contratar funcionários públicos, no caso, jornalistas profissionais. O serviço público também não costuma estimular a reciclagem profissional. Os salários não são convidativos para jornalistas com experiência em redação e, como a demanda por comunicação tem crescido, profissionais sem formação na área acabam exercendo a função de jornalistas. O sindicato dos jornalistas de Minas Gerais registra, inclusive, casos de profissionais sem formação de nível superior exercendo a função de assessores de imprensa.

2.2. As assessorias de imprensa nas Universidades Públicas

Benzer Belgeler