Inspeção do cartucho de mola do sistema eletromecânico de travamento dos profundores contra rajadas.
CUMPRIMENTO:
O cumprimento deve ser efetuado conforme abaixo, a menos que já tenha sido cumprido nos últimos 30 dias anteriores à data de efetividade desta DA.
Sousa (a) Para as aeronaves que possuem instalado um sistema eletromecânico completo de travamento dos profundores contra rajadas, instalados na fábrica ou posteriormente através do cumprimento dos Boletins de Serviço Embraer Nos 145-27-0075, emissão original, ou 145-27- 0086, emissão original, ou suas revisões posteriores aprovadas pelo CTA, inspecione visualmente os cartuchos de mola do sistema eletromecânico de travamento contra rajadas dentro dos próximos 30 dias calendáricos após a data de efetividade desta DA para assegurar que a projeção da arruela de travamento se encaixa nos recessos do flange do cartucho. Caso haja sinais de movimento de desenroscamento do cartucho, substitua o conjunto do cartucho de mola antes do próximo vôo. Repita a inspeção em intervalos não superiores a 800 horas de operação.
(b) Para as aeronaves que possuam apenas a provisão para instalação do sistema eletromecânico de
travamento dos profundores contra rajadas, instalados na fábrica ou posteriormente através
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do cumprimento dos Boletins de Serviço Embraer Nºs 145-27-0075, emissão original, ou 145- 27-0086, emissão original, ou suas revisões posteriores aprovadas pelo CTA, e tenham instalados os cartuchos de mola P/N KPD2611, inspecione visualmente os cartuchos de mola do sistema eletromecânico de travamento contra rajadas dentro dos próximos 60 dias calendáricos após a data de efetividade desta DA para assegurar que a projeção da arruela de travamento se encaixa nos recessos do flange do cartucho. Caso haja sinais de movimento de desenroscamento do cartucho, substitua o conjunto de cartucho de mola antes do próximo vôo. Repita a inspeção em intervalos não superiores a 800 horas de operação.
NOTA: Para as aeronaves que tenham apenas a provisão para o sistema eletromecânico de travamento dos profundores contra rajadas, a remoção dos cartuchos de mola por ocasião da inspeção, para re-instalação posterior quando o sistema for ativado, elimina a necessidade das inspeções repetitivas.
Os procedimentos e especificações detalhados para o cumprimento desta DA estão descritos nos Boletins de Serviço Embraer Nºs 145-27-0098, emissão original, e 145LEG-27-0006, emissão original, ou em suas revisões posteriores aprovadas pelo CTA.
Registre a incorporação desta DA nos registros de manutenção alicáveis. CONTATO:
Para informações adicionais, contatar: Centro Técnico Aeroespacial - CTA
Instituto de Fomento e Coordenação Industrial - IFI Divisão de Homologação Aeronáutica - FDH
Praça Mal. Eduardo Gomes, 50 - Vila das Acácias - Caixa Postal 6001 Fax: (12) 3941-4766
12231-970 - São José dos Campos - SP, BRASIL. e-mail: [email protected]
Para aquisição, contatar:
Departamento de Aviação Civil - DAC Seção de Publicações do DAC (3OP-3) R. Santa Luzia, 651, 2º Mezanino, Centro Fax: (21) 3814-6929
20030-040 - Rio de Janeiro - RJ, BRASIL. e-mail: [email protected]
APROVAÇÃO:
CLÁUDIO PASSOS SIMÃO - Maj.-Eng.
Chefe da Divisão de Homologação Aeronáutica IFI/CTA
JOSÉ CARLOS ARGOLO - Cel.-Av.
Diretor do Instituto de Fomento e Coordenação Industrial - CTA
NOTA: Documento original assinado e arquivado no Registro Geral de Aeronavegabilidade
Sousa 3.3 BOLETIM DE SERVIÇO :
Os chamados Boletins de Serviço (BS) são documentos emitido pelo fabricante do produto aeronáutico (aeronave, motor, equipamento e componente), com o objetivo de corrigir falha ou mau funcionamento deste produto ou nele introduzir modificações e/ou aperfeiçoamentos ou, ainda, visando à implantação de ação de manutenção ou manutenção preventiva aditiva àquelas previstas no programa de manutenção básico do fabricante ou ainda obrigar a realização de inspeções específicas ou ainda alterar parâmetros operacionais de um aeronave , peça ou sistema.Assim :
3.3.1 CUMPRIMENTO DE UM BOLETIM DE SERVIÇO.
Um BS, mesmo classificado como "mandatório" pelo fabricante, somente terá caráter mandatório quando o DAC ou a autoridade aeronáutica do país de origem do produto aeronáutico emitir uma Diretriz de Aeronavegabilidade ou estabelecer no próprio Boletim de Serviço o seu caráter mandatório nesse caso sem obrigatoriamente emitir DA), ou quando incorporado por referência através de outro documento mandatório.
Os Boletins de Serviço emitidos pelo fabricante de um produto aeronáutico, somente terão caráter mandatório para cumprimento no Brasil se estiverem cobertos por uma Diretriz de Aeronavegabilidade, se estabelecido no próprio Boletim de Serviço, pela autoridade aeronáutica competente, o seu caráter mandatório, ou se incorporado por referência, através de outro documento mandatório. Uma exceção se faz nos casos dos Boletins de Serviço emitidos pelos fabricantes de produtos aeronáuticos que tratam do estabelecimento de limites de tempo calendárico, horário, ciclos ou qualquer outro referencial de controle de sistemas ou componentes, que neste caso terá cumprimento “mandatório”.
Deve-se esclarecer que, normalmente, o detalhamento da ação de manutenção mandatória não se encontra na própria DA e sim, por referência, em um Boletim de Serviço do fabricante do produto aeronáutico.
Devido à sistemática de emissão de uma DA, que pode incluir a emissão de uma NPR, um Boletim de Serviço, normalmente, é emitido antes da DA, e, por isso, pode ter sido classificado pelo fabricante como de caráter recomendado. Ou seja, se um Boletim de Serviço foi incorporado por referência em uma DA, a ação nele contida passa a ser mandatória, independente da classificação dada pelo fabricante (mandatório, recomendado, extremamente recomendado, etc.).
Entretanto, qualquer orientação em contrário contida no Boletim de Serviço não prevalece em relação ao estabelecido pela DA. Ou seja, se uma DA requer uma inspeção por líquido penetrante a cada 1500 horas de vôo de uma aeronave, onde a descrição para a realização da inspeção encontra-se, por referência, em um Boletim de Serviço que estabelece tal inspeção a cada 3000 horas de vôo da aeronave, a inspeção deve, então, ser realizada a cada 1500 horas de vôo de acordo com a DA. Desta forma, as informações contidas em uma DA sempre prevalecem, nos casos de conflito, sobre as informações contidas em documentos referenciados pela mesma.
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BS : Objetivo de sua publicação:
Corrigir falha ou mau funcionamento
Introduzir modificações e/ou aperfeiçoamentos
Implantação de ação de manutenção
Sousa