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A componente de Prática de Ensino Supervisionada decorreu ao longo do ano letivo 2011 - 2012 num contexto educativo da rede pública, o Jardim de Infância da Praceta, do Agrupamento de Escolas e Jardins de Infância nº 2 de Portalegre, situado numa área urbana da cidade de Portalegre.

O edifício funciona em instalações cedidas pelo Centro Infantil de São Lourenço, coexistindo nesse edifício com a creche desse mesmo Centro Infantil.

O coordenador do estabelecimento é um professor do 1.º ciclo do ensino básico, nomeado pelo respetivo Agrupamento. Porém, não estando presente no Jardim de Infância a tempo inteiro, quem assegura a gestão deste estabelecimento é uma das educadoras de infância aqui em exercício.

O horário normal de funcionamento do Jardim de Infância é das 8 horas até às 18 horas, estando a componente letiva a funcionar entre as 9 horas e as 12 horas e 30 minutos e as 14 horas e as 15 horas e 30 minutos.

A componente de apoio à família está distribuída em três períodos: manhã – das 8 horas às 9 horas; almoço – das 12 horas e 30 minutos às 14 horas; tarde – das 15 horas e 30 minutos às 18 horas, com o acolhimento das crianças na sala destinada à Componente de Apoio à Família (CAF), sendo esse serviço prestado por um animador sócio-educativo.

O horário do almoço decorre entre as 12 horas e 15 minutos e as 13 horas e é assegurado pelas próprias educadoras e pelas assistentes operacionais de cada sala.

Relativamente ao horário de funcionamento das instituições verifica-se a aplicação da Lei n.º 5/97 de 10 de Fevereiro, Lei-Quadro da Educação Pré-escolar, que segundo o artigo 12.º:

“1 - Os estabelecimentos de Educação Pré-escolar devem adoptar um horário adequado para o desenvolvimento das actividades pedagógicas, no qual se prevejam períodos específicos para actividades educativas, de animação e de apoio às famílias, tendo em conta as necessidades destas.

53 2 – O horário dos estabelecimentos deve igualmente adequar-se à possibilidade de neles serem servidas refeições às crianças.

3 – O horário de funcionamento do estabelecimento de Educação Pré- escolar é homologado pelo Ministério da Educação, sob proposta da direcção pedagógica, ouvidos os pais e encarregados de educação.”

No que concerne às normas de funcionamento do Jardim de Infância este orienta-se sobretudo pelo Regulamento Interno. Em articulação com este documento é elaborado o Projeto Educativo do Agrupamento, o Plano Anual de Atividades do Agrupamento, o Projeto Curricular de Escola, o Projeto Curricular de Grupo e o Projeto Individual da Criança que definem todas as atividades de acordo com as caraterísticas da população escolar.

A instituição possui diversas instalações: uma sala para movimento/ginásio, uma sala de acolhimento que corresponde às necessidades da Componente de Apoio à Família, uma cozinha, um refeitório, casas de banho para crianças e outra para adultos, e ainda uma sala de isolamento e um gabinete médico.

O Jardim de Infância possui ainda três salas de atividades, sendo que a sala 1 tem lotação máxima de vinte e cinco crianças e as salas 2 e 3 têm ambas vinte crianças, sendo todos os grupos organizados de forma heterogénea, com idades compreendidas entre os três e os cinco anos de idade.

Sessenta e cinco é o número total de crianças que frequentam o Jardim de Infância correspondendo também, ao número de crianças inscritas, não se encontrando nenhuma em lista de espera.

No que concerne ao número de crianças que frequentam cada sala deste jardim de infância diferencia de sala para sala, o que implica que o rácio por adulto/criança também difira. Na sala 1 o rácio é de 12,5 (vinte e cinco crianças e dois adultos) e nas salas 2 e 3 o cálculo é de 10 (vinte crianças e dois adultos).

As crianças participam nas atividades extra curriculares organizadas pela Associação de Pais, sendo os próprios a contribuírem financeiramente por mês com cinco euros para essas mesmas atividades.

Segundo o Decreto-Lei n.º 372/90 de 27 de Novembro,

“em cada estabelecimento, os pais e encarregados de educação podem organizar-se em Associação de Pais, com o objectivo de garantir os seus direitos e deveres enquanto primeiros e principais responsáveis pela educação dos filhos ou educandos, defendendo a liberdade de ensinar e de aprender, bem como promover a melhor qualidade de ensino.”

A avaliação das aprendizagens na Educação Pré-escolar: o portefólio das crianças

54 Parece-nos fundamental, abrir um parenteses para enaltecer e prestigiar o espaço exterior do estabelecimento educativo. Este confere às crianças segurança e muita alegria. Envolve toda a instituição e encontra-se limitado com o meio circundante com a presença de muros intransponíveis, impedindo as crianças de o transpor. Tem vários portões, mas o acesso à instituição faz-se apenas por um deles que facilita a entrada e saída, com uma tranca que permite a segurança das crianças. É um espaço amplo para brincar, estando rodeado por algumas árvores de grandes dimensões e outras de dimensões menores que ajudam a diminuir o calor com a sua sombra.

As crianças, nos últimos dias, desfrutaram do espaço exterior devido ao bom tempo que se fazia sentir. Observamos e constatamos que as crianças respiravam alegria e satisfação. E aqueles que são mais reservados na sala soltaram-se e brincaram sem qualquer preconceito.

A brincadeira tem imensos benefícios. Brincar é mais do que um momento de lazer. Brincar é fundamental para o desenvolvimento corporal, cognitivo, social e emocional da criança. “Quando as crianças brincam, elas resolvem problemas, fazem descobertas,

expressam-se de várias formas, utilizam informações e conhecimentos em contexto significativo” (Portugal, 2010, p. 88).

Através da brincadeira a criança melhora a sua motricidade, a memória, a atenção, a imaginação, a criatividade, o raciocínio, as competências linguísticas e estimula a criatividade. A brincadeira também a ensina a aprender como as coisas funcionam e como resolver problemas, a explorar o mundo, a construir o seu saber, a partilhar e a respeitar o outro, experimentando emoções como a alegria, a tristeza, o medo. É uma forma agradável de crescer. Mais importante do que tudo isto, é a criança ser feliz enquanto brinca, sejam elas brincadeiras imaginativas, manipulativas, artísticas, imitativas, exploratórias, físicas e/ou musicais.

Segundo Portugal (2010, p.88),

“o brincar, como Moyles e Adams (2001) afirmam, permite-lhes experienciar situações de aprendizagem que as mobilizam cognitiva, afectiva e socialmente; em situações e contextos de aprendizagem significativas e relevantes, de exploração activa, promotores de curiosidade, imaginação e criatividade; permite ainda experienciar situações abertas, de aprendizagem por ensaio e erro, sem medo de falhar. Sendo uma actividade escolhida livremente, responde às necessidades e interesses da criança e está associada ao prazer.”

O espaço exterior deve ser propício às aprendizagens das crianças, proporcionando quer momentos de brincadeira quer momentos intencionais. Tendo este espaço outras

55 potencialidades, as situações de aprendizagem têm lugar ao “ar livre”, e neste sentido a sua organização também tem de ser cuidadosamente pensada. Os equipamentos e materiais devem, tal como no espaço interior, ser diversificados e, acima de tudo, oferecer condições de segurança.

No jardim de infância, sendo esse espaço de tempo privilegiado para aprendizagens estruturantes e decisivas no desenvolvimento infantil, deve estimular o brincar, enquanto promotor da capacidade e potencialidade da criança, e o tempo para brincar deve ocupar também um lugar especial na prática pedagógica. “O espaço exterior do

estabelecimento da Educação Pré-escolar é igualmente um espaço educativo” (ME, 1997, p. 38).

Benzer Belgeler