Introdução
Os algoritmos de seleção lonal são algoritmos esto ásti os baseados em sistemas
imunológi os arti iais (do inglês Arti ial Immunology System, ou AIS). Um modelo
bási o do fun ionamento do sistema imunológi o, que serve de base para o fun iona-
mento deste algoritmo,ébrevementedes rito abaixo.
O Sistema Imunológi o
Em um modelo simpli ado, o sistema imunológi oé omposto basi amente por 3
tiposde élulas: ma rófagos, élulas-
B
e élulas-T
(Fig. 3.2). Oma rófagofazpartedo sistemaimunológi oinatodoindivíduoeformaaprimeiralinhadedefesadoorganismo.Elefago ita os invasores. Entretanto,somenteissonão é su ientepara proteção, pois
algunsinvasores seaproveitam deste fato: vírus, por exemplo,se utilizamdos re ursos
de ma rófagospara riarem ópiasde si mesmos.
Portanto, esquemas adi ionais de proteção devem atuar. Os linfó itos, élulas-
B
e élulas-T
, formam a segunda linha de defesa. As élulas-T
são apazes de examinar o queoma rófago omeuedere onhe eragentesestranhos. Casoumagenteestranhosejaidenti adopela élula-
T
,estaa ionaas élulas-B
,queproduzemanti orposespe í os paraoagenteinvasor. Essesanti orpossão apazesdeseligaradeterminadasproteínasna superfí ie do agente invasor, denominadas antígenos. Antígenos om anti orpos
ligados a ele podem ser ingeridos pelos ma rófagos. Dessa forma é ombatida uma
infe çãono sistemaimunológi o.
Os algoritmos baseados em sistemas imunológi os arti iais, apesar de re entes
( er a de dez anos), têm re ebido ada vez mais atenção. As referên ias (Dasgupta ,
1999; de Castro and Timis, 2002; Dasgupta etal., 2003) apresentam uma visão geral
de algoritmos baseados em sistemas imunológi os arti iais. Estes algoritmostêm ap-
resentado resultados promissores, e vêm sendo apli adosemáreas omo:
•
Segurançade omputadores (Dasgupta and Gonzalez, 2002);•
Navegaçãode robs(Mi helan and VonZuben ,2002);•
Dete çãode falhasemsistemas de distribuição (Huang, 2002);•
Otimizaçãoem geral(de Castroand Timis, 2002);•
Otimizaçãode dispositivosmagnéti os (Campeloet al., 2005).PSfrag repla ements
ma rófago
antígeno élulas-B
élulas-T
Figura3.2: Células dosistema imunológi o
Algoritmo
Aestrutura bási adoAlgoritmodeSeleçãoClonaléapresentada abaixo. Osaspe -
tosmais importantes desta estrutura são dis utidos na seqüen ia.
Estrutura Bási a doAlgoritmo de Seleção Clonal
1:
pop0
←
gerar população(N)
; 2:f0
←
avaliar(pop0)
;3:
f it0
←
al ular tness(f0)
; 4:conv ←
false;5:
iter ← 1
;6: while
conv =
falsedo8: for
i ← 1
até round(b · N)
do 9:pop
i
iter← popiiter−1
;10:
f
i
iter
← fiter−1i
; 11:Nc
i
←
roundβ · N
i
; 12: forj ← 1
atéNc
i
do 13:cl ←
lone(pop
i
iter)
; 14:α = γ · e
−f iti
iter−1
; 15:cl ←
mutação(cl, α)
; 16:fcl
←
avaliar(cl)
; 17: iffcl
< f
i
iter
then 18:pop
i
iter← cl
; 19:f
i
iter
← fcl
; 20: endif 21: endfor 22: endfor23: for
i ←
round(b · N) + 1
atéN
do 24:pop
i
iter←
gerar indivíduo;25:
f
i
iter
←
avaliar(pop
i
iter)
; 26: endfor 27: if onvergiu then 28:conv ←
true ; 29: else30:
f ititer
←
al ulartness(fiter)
; 31:iter ← iter + 1
;32: endif
Parâmetros de Entrada:
Quatroparâmetros devemser denidos à priori,para exe ução doClonal:
• N
- Tamanhoda população: Inteiro;• b
- Taxade seleção: Real,0 < b ≤ 1
;• β
- Taxa de lonagem do melhorindivíduo: Real,0 < β ≤ 1
;• γ
- Raiode mutaçãobase.População:
As mesmas ara terísti as des ritas para a população do GA também são válidas
para o algoritmo de Seleção Clonal. No entanto, em problemas reais, geralmente é
utilizadaa odi açãorealumavezqueestealgoritmorequeradeniçãodeumamétri a
noespaço de genótipos.
Avaliação da População e Atribuição da Fitness:
Os indivíduos dapopulação são avaliados através da função objetivo do problema.
Diferentemente do GA, não há seleção esto ásti a no Clonal, o que dispensa a ne es-
sidade de ontrole da pressão seletiva. No Clonal, a tness é apli ada no ontrole do
raiode mutação de algoritmo: espera-se uma bus a lo alem torno dos melhores indi-
víduos eumabus a globalemtorno dos indivíduosmenosaptos. Após aordenaçãoda
população, atness dos indivíduos édenida por:
f iti
= 1 −
r
N − 1
(3.2)Onde:
r
éum inteiro que deneo ranking doindivíduoi
, que variade0
(melhorindivíduo)eSeleção:
A seleção no Clonal é ontrolada pelo parâmetro
b
que determina qual a por en- tagem dos melhores indivíduos devem permane er na população. Osb · N
melhores indivíduossão mantidosnapopulação,esãoposteriormentesubmetidosà lonagem. Orestante dos indivíduos são des artados, e substituídos por novos indivíduos, gerados
aleatoriamente. A seleção do algoritmo Clonal não pressiona a população para uma
regiãodo espaço,uma vez que não gera ópias dos melhoresindivíduos. A inserçãode
novos indivíduos aleatórios tem omo objetivo inserir onstantemente diversidade na
população, e eventualmente al ançaráreas ainda não exploradaspelo algoritmo.
Clonagem:
A lonagem, juntamente om a mutação, onstitui o prin ipal pro esso de diferen-
iação do algoritmo Clonal. A taxa de lonagem utilizada é propor ional à tness, o
queintensi a a bus a emtorno dos melhores indivíduos. Essa abordagemé oerente,
uma vez que é razoável assumir que as melhores soluções en ontradas até um dado
momento estejam mais próximas das melhores soluções al ançáveis para o problema.
Apósoordenamentodassoluções,dene-se onúmerode lonesde adaindivíduo
i
por:Nci
=
roundβ · N
i
(3.3)
Como exemplo, em uma população de 50indivíduos, om
β = 0, 7
, ter-se-ão35 lones domelhorindivíduo, 18do segundo, 12do ter eiro, 9 doquarto e assim pordiante.Mutação:
Emimplementaçõesreais, os lones são geralmentedenidos por:
C∗
= C + ζ
(3.4)onde:
C∗
C
é o lone aser mutado;ζ
é uma pertubação aleatória de módulo|ζ| ≈ RU
· γ · e
−f itC
;
RU
éuma variável aleatóriauniforme.De (3.4),per ebe-se outra ara terísti ainteressante destealgoritmo: emtornodos
melhoresindivíduos a bus a tem aráter lo al, enquanto que,em torno dos indivíduos
om menor tness a bus a tem aráter global. A Eq. (3.4) ressalta outro aspe to: a
ne essidade da denição de uma métri a no espaço de ódigos e a possibilidade de se
obterpontosaleatóriosà dadas distân ias, tendo em ontaa métri adenida.
Mapeamento de Sub-ótimos:
As ara terísti asdoAlgoritmoClonal onferemaomesmoumapropriedadeinteres-
sante: o mapeamentoe manutenção de soluções sub-ótimas juntamente om a melhor
soluçãoen ontrada. Esse aspe to sedeve prin ipalmente atrês aspe tos:
•
Aseleção doalgoritmonão exer e pressãoglobal seletivasobre a população;•
Oalgoritmonão utiliza operadores de interpolação ( omo ruzamento);•
Aestrutura de mutação, om taxas de lonagem e raiosde mutaçãoadaptativos, favore e orenamentode ada soluçãoisoladamente(seleção global).Estes aspe tos tornam este algoritmo uma ferramenta apli ável em problemas em que
existeumagrandesensibilidadequantoàsvariáveisdede isãoouemproblemasemque
sedesejatratarin ertezas( omoserádis utidonaSe .5.3). Éimportantedesta arque
é possível adaptar um algoritmo genéti o para realizar este mapeamento, eliminando
a pressão seletiva (
s = 1
) e utilizando apenas operadores de mutação. No entanto, a estruturadoClonal, on eitualmentepensadaparaestes asos,semostraimediatamenteadequadapara estes tipos de problemas.
Convergên ia: