2. KURAMSAL TEMELLER VE KAYNAK TARAMALARI
2.4. Açık ve YeĢil Alanlarda Drenaj
2.4.5. Kaynak Taramaları
Strengths and Difficulties Questionnaire – SDQ
O SDQ é uma medida breve e útil para a triagem de portadores de psicopatologia, aplicável a população de 4 a 16 anos. Publicado em 1997, encontra- se disponível em mais de 40 idiomas, incluindo o português. Contém um total de 25
itens divididos em cinco subescalas, com cinco itens em cada uma: problemas emocionais, hiperatividade, relacionamento, conduta e comportamento pró-social. Cada item pode ser respondido como “Falso”, “Mais ou menos verdadeiro” ou “Verdadeiro”, recebendo uma pontuação de zero a dois pontos, gerando um total de até 10 pontos em cada subescala. As pontuações nas subescalas de hiperatividade, problemas emocionais, problemas de conduta e dificuldades de relacionamento são adicionadas obtendo-se uma pontuação final de dificuldades de 0 a 40 pontos. A pontuação da escala pró-social não se incorpora na pontuação do total de dificuldades, já que a ausência de comportamento pró-social é diferente conceitualmente da presença de dificuldades psicológicas.
O SDQ possui versões para pais, professores e jovens sendo considerado como um bom preditor para os serviços de saúde mental. O algoritmo preditivo que combina estas as três versões está disponível na Internet. O mesmo está sendo validado para uso em países desenvolvidos e em desenvolvimento (GOODMAN et allis, 2000).
A versão do SDQ em português está sendo validada e comparada com dados obtidos em entrevistas psiquiátricas em amostras de clínicas privadas e comunitárias (FLEITLICH et allis; 2000). No Brasil, foi considerado útil na avaliação preliminar para o rastreio de possíveis transtornos psiquiátricos na infância por CURY e GOLFETO (2003) em um estudo em Ribeirão Preto, São Paulo. FLEITLICH & GOODMAN (2001) o aplicaram para pesquisa de fatores de risco sociais para saúde mental em um estudo epidemiológico brasileiro. Foi também utilizado por ALVIM (2005) para avaliação de adolescentes asmáticos em Belo Horizonte.
para pais e outra para professores, que avalia o comprometimento causado pelos sintomas, sua cronicidade e sua interferência na vida diária. Sua pontuação varia de 0 a 10 na versão para os pais.
No presente estudo, aplicamos a versão para pais (P4-16) com o objetivo de identificar pacientes com possibilidades de doenças psiquiátricas e caracterizar a amostra quanto à prevalência de problemas emocionais ou comportamentais no sentido amplo (inclui transtornos emocionais, comportamentais, hiperatividade, etc.). Conforme citado por FLEITLICH et allis (2000), a versão para os pais foi validada em comparação ao Child Behaviour Checklist – CBCL (ACHENBACH,19917) por GOODMAN e SCOTT (1999)8, que é o instrumento mundialmente mais utilizado para a avaliação psicológica de crianças e adolescentes (DUARTE et allis; 2000). No estudo de validação, os resultados de entrevistas psiquiátricas correlacionaram-se melhor com as pontuações do SDQ do que com as pontuações do CBCL. O SDQ foi equivalente ao CBLC na maioria dos aspectos (problemas internalizados e externalizados) e melhor na detecção de problemas de déficit de atenção e hiperatividade. As pontuações obtidas com ambos os questionários mostraram uma alta correlação (dificuldades totais: 0,87; problemas de conduta: 0,84; sintomas emocionais: 0,74; hiperatividade: 0,71).
No presente estudo, analisamos as pontuações nas subescalas de hiperatividade, problemas emocionais, problemas de conduta, dificuldades de relacionamento, a pontuação total de dificuldades e a pontuação no suplemento impacto. Não foram analisadas as pontuações na subescala de comportamento pró- social, uma vez que procuramos avaliar dificuldades psicológicas.
7
ACHENBACH T.M. Manual for the Child Behavior Checklist / 4-18 and 1991 profile. Brurlington, VT: University of Vernont Department of Psychiatry.
8
GOODMAN, R.; SCOTT, S. Comparing the Strengths and Difficulties Questionnaire and the Child Behavior Checklist is small beautiful? Journal of Abnormal Child Psychology, 27: 17-24, 1999.
Para a classificação dos indivíduos da amostra como tendo ou não possibilidades de problemas de saúde mental, utilizamos pontos de corte referidos na literatura (FLEITLICH et allis, 2000), onde as bandas provisionais foram escolhidas para que pelo menos 80% das crianças ou adolescentes na comunidade sejam normais, 10% limítrofes e 10% anormais (QUADRO 1). No Brasil os pontos de corte utilizados por CURY & GOLFETO (2003) foram similares aos do Reino Unido (FLEITLICH et allis, 2000).
Conforme orientação dos autores da Escala, em um estudo onde a amostra seja de alto risco, onde os falsos positivos não são a maior preocupação, os “casos” podem ser identificados pela pontuação alta ou limítrofe em uma das quatro subescalas de dificuldades. Em um estudo em que a amostra seja de baixo risco, onde o mais importante é reduzir a taxa de falsos positivos, os “casos” podem ser identificados através de pontuação alta em uma das quatro escalas de dificuldades.
Assim, na nossa amostra identificamos os “casos” após a análise inicial do SDQ, ou seja, após o conhecimento da prevalência de alterações nas diversas subescalas do SDQ para a população atual.
QUADRO 1 - Bandas provisionais para o SDQ, segundo FLEITLICH et allis (2000)
Pontuação Normal Limítrofe Anormal
Total de Dificuldades 0 - 13 14 -16 17 - 40 Sintomas Emocionais 0 - 3 4 5 - 10 Problemas de Conduta 0 - 2 3 4 - 10
Hiperatividade 0 - 5 6 7 - 10
Relacionamento com os colegas 0 - 2 3 4 - 10
Não foi objetivo do estudo atual, firmar diagnósticos de psicopatias, já que a definição de desordens psiquiátricas somente em termos de sintomas resulta em implausibilidade com altas taxas de casos, onde a maioria não leva a prejuízo social, possivelmente não necessitando de tratamento e não correspondendo ao que os clínicos reconheceriam como “casos” (GOODMAN et allis; 2000).
O DSM-IV e a versão para pesquisa do CID-10 definem a maioria das desordens em termos de impacto, assim como de sintomas. Estudos prévios com o SDQ (GOODMAN, 1999) mostraram que a avaliação do impacto foi um melhor guia para os casos psiquiátricos do que a avaliação dos sintomas e sugerem a combinação de escores de impacto e sintomas.
Uma limitação do atual estudo é a utilização de apenas um tipo de respondedor (pais). Existem várias razões para se colher informações de múltiplos informantes na obtenção do diagnóstico de uma psicopatia. Primeiro, a hiperatividade e o Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade podem ser diagnosticados somente se os sintomas estão presentes em dois ou mais ambientes, usualmente casa e escola. Segundo, outros problemas podem ser situacionais, ou seja, o problema pode estar presente na escola, mas não em casa e vice-versa. O auto-relato de jovens, ao descrever temores ou atividades anti-sociais que escondem de adultos, seria uma terceira fonte de informações valorosa (GOODMAN et allis; 2000). A combinação dos dados obtidos das três classes de informantes aumentaria a capacidade de detectar uma possível psicopatia (FLEITLICH et allis, 2000). Por estas razões, e ainda pelo fato de não haver estudos com o SDQ no pré-operatório de crianças e adolescentes, as hipóteses diagnósticas de possíveis doenças de saúde mental encontradas neste estudo devem ser olhadas com restrições.
4.7.2 Escala de eventos estressantes de vida de Coddington para crianças,