• Sonuç bulunamadı

BÖLÜM 3: CHRISTINE NÖSTLINGER’İN ÇOCUK KİTAPLARI VE

3.2. Kitap ve Çeviri İncelemesi

3.2.2. Kaynak Metin 2: Mini feiert Geburtstag

Neste modelo (Figura 2) estão incluídas todas as variáveis identificadas na teoria e nos estudos de caso para compor cada construto. Estão incluídas oito variáveis latentes, das quais cinco variáveis, no modelo estrutural 1a, são exógenas (GRI) e três variáveis são endógenas

(competência, desempenho financeiro e desempenho operacional). O construto competência é também uma variável exógena, mas como em uma parte do modelo ela se caracteriza como variável endógena, como regra, ela será considerada endógena. (KLEIN, 1995).

No total foram inicialmente selecionadas 26 variáveis observáveis. A média dos indicadores deste modelo é de 3,23 indicadores por construto, não havendo construto com menos de 3 indicadores, com o máximo sendo de 6 indicadores. Hair Jr. et al., (2009) sugerem o uso de mais de três indicadores por construto como adequado para a identificação estatística. Já para Rigdon (1998), um modelo não deve conter mais de 20 variáveis, pois um número grande de medidores dificulta a obtenção de bons ajustes. O modelo inicial desta pesquisa é apresentado na Figura 3. GRI COMPET DESEMP FINANCEIRO Q1 ORINT HABMKT INOVIN OMKIN Q13.1 Q12.6 Q12.5 Q11.1 Q11.2 Q11.3 Q15.1 Q15.2 Q15.3 Q15.4 Q11.4 Q11.5 Q11.6 Q11.7 Q11.8 Q11.9 Q11.11 e1 1 e15.3 1 e15.4 1 e11.4 1 e11.5 e11.6 e11.7 e11.8 e11.9 e11.11 e12.6 e12.4 e12.5 e15.1 1 1e15.2 e11.1 1 e11.2 1 e11.3 1 1 Q7 e7 Q10.1 e10.1 eorint dhab einovin 1 eomkin 1 ecomp 1 edesemp 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1

Figura 3 - Modelo inicial

Fonte: dados da pesquisa (2010)

Q3 eE3.1 Q6 eE6.1 Q2 eE6.1

Os desenhos do modelo reconhecidos pelo software AMOS utilizados são conceituados da seguinte forma: os retângulos representam as variáveis observadas; as elipses representam as variáveis latentes ou os erros; uma seta reta com uma única ponta indica o caminho ou a relação de causa entre as duas variáveis. Para a representação causal a seta é da esquerda para a direita, e quando a relação é reflexiva a seta é da direita para a esquerda.

O GRI e Desempenho são construtos de primeira ordem com uma representação reflexiva. Já Competência é um construto de segunda ordem com uma representação reflexiva, tanto na segunda como na primeira ordem. Construtos de segunda ordem correspondem a construtos que influenciam suas variáveis e são influenciadas por um construto principal. Os construtos iniciais são denominados de construtos de primeira ordem, ao passo que o outro construto, que está associado aos construtos de primeira ordem, é chamado de construto de segunda ordem. A relação entre os construtos se dá por uma representação causal.

O desempenho operacional não está demonstrado no modelo inicial, porquanto se supõe que esse construto foi mensurado separadamente, considerando que o restante do modelo continuaria idêntico.

Não somente o modelo de mensuração inicial foi testado nesta tese, mas também foram avaliados modelos concorrentes. Sabendo que o teste estatístico associado aos modelos de equações estruturais é um teste de aproximação ou de medidas de ajustes (fit measures), é interessante demonstrar que o grau das medidas de ajustes do modelo inicial deve ser comparado com modelos alternativos ou concorrentes, como sugerem Hair Jr. et al. (2009) e como utilizou Carneiro (2007) em sua tese de doutorado. Pode-se assim identificar os diferentes tipos de efeitos de um construto sobre o outro e/ou de variáveis sobre os construtos.

As associações estruturais entre todas as variáveis do modelo são estimadas e comparadas com aquelas verificadas na amostra. O modelo estará mais ajustado ou consistente quanto menor a discrepância entre esses valores, ou seja, quanto mais as premissas e relações estimadas pelas relações do modelo se aproximarem das relações apresentadas pelos dados amostrais.

Como todo modelo de regressão, existem parâmetros desconhecidos e que precisam ser estimados a partir da amostra observada. Mas quando se utiliza as equações estruturais, o problema de estimação é mais complexo que em outras técnicas devido à presença de variáveis latentes, ou seja, as variáveis não observáveis diretamente. (MINGOTI, 2005). De acordo com Hair Jr. et al., (2009), os métodos estatísticos mais comumente utilizados na estimação de parâmetros são os da máxima verossimilhança (MLE), mínimos quadrados ordinários e mínimos quadrados parciais. Nesta tese, a estimação de máxima verossimilhança foi utilizada. Esta estimação MLE é um procedimento que melhora, por iterações, as estimativas de parâmetros para minimizar uma função de ajuste especificada. A MLE é mais eficiente e sem vieses quando a suposição de normalidade multivariada é atendida.

Alguns trabalhos na área dos negócios internacionais utilizaram a técnica de equações estruturais para comprovar seus resultados. Lages e Montgomery (2001) elaboraram um modelo estrutural composto por variáveis latentes para analisar o impacto de programas de auxílio às exportações no crescimento do desempenho da empresa, medido pelo lucro, valor e volume das exportações; Dhanaraj e Beamish (2003) apresentaram um modelo estrutural em que os construtos são variáveis latentes, como o desempenho das exportações, que foi mensurado pelo lucro, pela parcela do mercado e pelo crescimento da empresa. Carneiro (2007) modelou o desempenho econômico da exportação como uma estrutura reflexiva multidimensional de primeira ordem, divididos em três dimensões constituintes e cada uma delas indicada por diversas variáveis. Albuquerque (2008) testou seus construtos de desempenho, políticas públicas, capacidades dinâmicas, recursos, entre outros, em variáveis reflexivas e causais, mas ao final dos testes estatísticos o autor constatou que o melhor ajuste seria dado pelas relações reflexivas.

5 RESULTADOS

Neste capítulo apresentam-se os resultados obtidos neste estudo. Inicialmente, realiza-se uma apresentação das características das PMEs no Brasil, sua mensuração e o contexto em que estão inseridas. No item subsequente, três estudos de casos de PMEs brasileiras são expostos, com intuito de evidenciar os resultados obtidos na etapa qualitativa, seguido do perfil das empresas pesquisadas na fase quantitativa da tese, analisando as empresas exportadoras e as empresas que possuem IDE. Por fim, são apresentados os modelos estatísticos indicando a se as hipóteses desta tese foram ou não confirmadas.

A primeira empresa entrevistada possui lojas próprias no exterior e franquias, e já teve parcerias com empresas chinesas para a produção dos produtos e posterior exportação para o Brasil. No entanto, em decorrência das mudanças cambiais e da necessidade de atender o público brasileiro mais de perto, e de forma mais proativa, deixou de fabricar na China e passou a produzir no Brasil. É uma empresa familiar.

A segunda empresa entrevistada se internacionalizou somente via franquias. É também uma empresa familiar, e no início do processo de internacionalização possuía 180 funcionários. Por esse motivo, decidiu-se por sua manutenção na pesquisa.

A terceira empresa, considerada pequena, é somente exportadora, atuando basicamente nos países do MERCOSUL. Decidiu-se consultar uma empresa desse tipo para verificar as diferenças potenciais entre elas.

Na segunda parte dos resultados apresenta-se o perfil das empresas pesquisadas, realizando as análises estatísticas passo a passo para testar as hipóteses.