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BÖLÜM 2: ÇOCUK EDEBİYATI VE ÇEVİRİ

2.4. Edebi Yazılarda Çeviri Bilimsel Bakış

A primeira fase desta pesquisa visa investigar a percepção das PMEs brasileiras em processo de internacionalização sobre o grau de internacionalização, as competências desenvolvidas e o desempenho das empresas.

A internacionalização tem sido estudada nos últimos 20 anos, sendo que para a PME a principal forma de internacionalização ainda é a exportação, mas as mudanças ocorridas no decorrer desses últimos 20 anos aportam à necessidade de identificar outros modos de internacionalização e, assim, verificar a evolução da internacionalização da PME brasileira.

Devido ao reduzido conhecimento sobre a internacionalização das PMEs além da exportação, a primeira fase deste estudo se caracteriza como exploratória no que se refere à estruturação do conhecimento. Nas situações em que o problema de pesquisa ainda é pouco compreendido

(GHAURI; GRONHAUG, 2005) ou escassamente discutido (SELLTIZ et al., 1976), o desenho exploratório é apropriado.

Quanto ao escopo, a primeira fase da pesquisa emprega o estudo de caso. Esta modalidade analisa um número limitado de eventos ou condições e procura entender como os processos ocorrem e se inter-relacionam. (EMORY, 1980). O estudo de caso é considerado uma estratégia de pesquisa que procura compreender a dinâmica de determinado contexto (EISENHARDT, 1989), podendo envolver um único ou vários casos analisados e diversos níveis de análise. (YIN, 1984; MARSCHAN-PIEKKARI; WELCH, 2004).

Nesta fase foram realizados estudos de casos de PMEs brasileiras que se internacionalizaram de forma mais complexa e via exportação. Foi realizado também um levantamento de dados secundários disponíveis nos institutos de pesquisa, Organismos Governamentais e/ou sites com informações sobre PME brasileira e seus processos de internacionalização. O protocolo de entrevistas (APÊNDICE B) foi elaborado em forma de um check list para que a conversa não fosse totalmente direcionada, mas que não se perdesse nenhum tema importante. No momento das entrevistas utilizaram-se as variáveis do IBC que se mostraram significativas para Knight e Kim (2009), para testá-las com os executivos. Sabe-se que o protocolo de entrevistas não se apresenta de forma estruturada e/ou fechada, mas no caso deste estudo esta fase também serviu como um pré-teste para a etapa quantitativa, na qual procurou-se verificar se as variáveis eram adequadas para elaborar o questionário final do construto competência. De acordo com Malhotra (2001), mesmo que o entrevistador tente seguir um esboço predeterminado, as perguntas e a ordem de sua formulação acabam sendo influenciadas pelas respostas do entrevistado.

A dimensão temporal empregada na primeira fase deste estudo é transversal. Isto significa que a investigação ocorre uma única vez (EMORY, 1980) e as variáveis são medidas simultaneamente. (GHAURI; GRONHAUG, 2005). Dessa forma, não se procura analisar a evolução de parâmetros ao longo do tempo, mas entender o comportamento de determinados parâmetros em um período específico. O modo de comunicação da coleta de dados adotado nesta fase da pesquisa é o interrogativo. Mediante questionamento, formularam-se questões sobre os assuntos desejados e obtiveram-se respostas obtidas por meio de entrevista pessoal.

No que diz respeito ao poder do pesquisador para alterar ou controlar as variáveis, esta fase do estudo se classifica como ex post facto. Esta modalidade é a mais comum nas pesquisas que abordam ciências sociais e negócios, sendo que o pesquisador não consegue controlar as variáveis porque os fatos já ocorrem ou porque elas realmente não podem ser controladas. (EMORY, 1980).

Portanto, os resultados dessa fase da pesquisa auxiliaram no ajuste das questões de investigação e no planejamento da fase quantitativa. A partir desses resultados, realizou-se uma nova revisão das teorias e foram incorporados novos autores que com vistas a corroborar os resultados apresentados na primeira fase.

Nesta fase da pesquisa adotou-se o critério da conveniência, que economiza recursos financeiros, tempo e esforços, mas pode comprometer as informações e a credibilidade. (MILES; HUBERMAN, 1994). Entretanto, alguns cuidados foram tomados: assegurou-se que a empresa se encontra em processo avançado de internacionalização e buscou-se também uma empresa exportadora de pequeno porte para verificar as diferenças mais significantes; que a empresa possuísse, no máximo, 200 funcionários no país de origem e que a empresa fosse brasileira de origem. Uma das empresas entrevistadas possui, atualmente, mais de 200 funcionários, mas quando iniciou seu processo de internacionalização possuía somente 180 funcionários diretos. O descrito acima está em conformidade com Simon (2003), que sugeriu o uso de tal procedimento quando se tratar de empresas que se internacionalizaram antes de participar de grandes grupos.

A partir desses dados, buscou-se a colaboração de empresas conhecidas pela pesquisadora para efetuar os estudos de casos e, no final, 3 empresas permitiram que a entrevista fosse realizada. Portanto, o critério de escolha da PME entrevistada foi o de acessibilidade, considerada por Malhotra (2001) como amostragem por conveniência, ou seja, uma técnica de amostragem não-probabilística que visa obter uma amostra de elementos convenientes, selecionados pelo entrevistador.

Os dados primários desta primeira fase do estudo foram coletados por meio de entrevistas pessoais, realizadas com os profissionais que possuem conhecimento suficiente sobre o processo de internacionalização da empresa pesquisada. Após revisão bibliográfica e

identificação dos construtos que compõem este estudo, formularam-se as questões do protocolo.

Este instrumento teve como objetivo, além de melhor estruturação do questionário, conhecer o processo de internacionalização de empresas brasileiras, identificando os atributos e as características que podem diferenciar a amostra deste estudo dos encontrados na revisão teórica. O levantamento de experiência com executivos e das empresas em processos de internacionalização se caracterizam por ser uma forma de coleta de dados que se dá em função dos objetivos da pesquisa e para possibilitar a adquisição de conhecimento sobre o tema, com vistas a identificar as variáveis importantes que influenciam no desempenho da PME. De acordo com Malhotra (2001), a diversidade de experiências possibilita descobrir motivações, atitudes e sensações subjacentes sobre um tópico, ou seja, a se ter uma visão ampla do tema e com diferentes pontos de vista sobre o problema. O autor ainda identifica que a principal utilidade das entrevistas é a pesquisa exploratória, que propicia a análise pessoal e o entendimento, gerando variáveis importantes para o desenvolvimento e continuidade da pesquisa.

Outra questão referente à entrevista em profundidade é o número de executivos a serem entrevistados. De acordo com alguns autores, como Dillon et al. (1994), Rossi e Slongo (1998) e Malhotra (2001), não há um número definido de entrevistas a serem feitas, o que deve orientar esta etapa é a qualidade das informações.

Antes mesmo de realizar as entrevistas no Brasil, realizaram-se três entrevistas (total de 5 horas) durante o período de doutorado sanduíche na França. Durante estas, além de testar as variáveis procurou-se conhecer outra realidade de PME internacionalizada.

Nas entrevistas realizadas na França as variáveis se mostraram adequadas e de fácil compreensão dos respondentes, mas foi necessário fazer alguns ajustes em cada uma das entrevistas para melhorar o instrumento. Os ajustes iniciais tiveram como propósito melhorar o entendimento de desempenho. Quando questionado diretamente sobre o desempenho da empresa após a internacionalização, os executivos somente respondiam melhorou ou piorou. Quando questionado acerca das expectativas futuras, os executivos respondiam “espero que melhore”, por exemplo. Assim, adequaram-se as questões de desempenho. Já para as questões de competência, os executivos consideraram-nas bastante cansativas, pois havia muitas

perguntas repetitivas. As entrevistas na França não serão aqui apresentadas, visto que o objetivo principal de sua aplicação foi verificar a aplicabilidade deste estudo e dos construtos.

No Brasil, as 3 entrevistas totalizaram cerca de 3 horas e esta fase foi muito importante para conhecer a realidade da PME brasileira internacionalizada e também testar as possíveis variáveis que formariam o modelo desta tese, ou seja, as variáveis observáveis que formaram os construtos de GRI, competência e de desempenho.

Tem-se consciência que para se ter uma visão mais ampla do cenário da internacionalização das PMEs brasileiras os executivos de muitas outras empresas deveriam ter sido entrevistados, mas o ponto de corte foi o tempo disponível para partir para a etapa quantitativa, que demandaria um período também considerável e a disponibilidade dos respondentes. Uma empresa de chocolates de Minas Gerais, que se internacionalizou por franquia e lojas próprias, foi contatada, mas a entrevista dependeria da vinda do diretor a São Paulo, como combinado com a doutoranda, mas até o momento isso ainda não ocorreu.

A preparação para a entrevista envolve a observação de alguns pontos, dentre os quais podem ser destacados: a análise do problema de pesquisa, a ciência de quais informações precisam ser obtidas do entrevistado e a identificação de quem poderá fornecer as informações desejadas (GHAURI; GRONHAUG, 2005), além das informações secundárias sobre a empresa, a fim de diminuir o tempo de entrevista e melhor utilizar o tempo para perguntas mais objetivas e que não estão disponíveis em fontes secundárias.

Considerando os aspectos acima abordados, a autora desta tese procedeu da seguinte maneira: a) explicou ao respondente tanto os objetivos da pesquisa e os potenciais benefícios que cada parte poderá auferir a partir dos resultados finais do estudo, com destaque para as possíveis contribuições acadêmicas e práticas, como os conceitos que englobam esta tese. b) Utilizou-se um roteiro semiestruturado, conforme apresentado no Apêndice B desta tese, para conduzir e assegurar a obtenção das informações essenciais ao estudo do caso; c) registrou-se o conteúdo da entrevista por meio de gravação, com concordância do entrevistado, para otimizar a discussão dos temas e assegurar que todas as informações relevantes fossem assimiladas; d) as entrevistas foram conduzidas com uma pessoa em cada empresa, sendo dois diretores gerais (sócios) e um diretor de mercado externo.

Os dados que auxiliaram a elaboração do questionário serão apresentados nos resultados qualitativos do capítulo 5 e também as informações dos mesmos executivos que auxiliaram no pré-teste do questionário.