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Katrak Kısımları

Belgede Katrakta Mermer Plak Kesimi (sayfa 13-18)

1. KATRAKLAR

1.3. Katrak Kısımları

A questão é por demais controvertida na doutrina, pois há quem se refira ainda ao chamado dano institucional em contraponto ao dano moral. Desenvolve-se a tese de que a pessoa jurídica, em especial a de direito público, por não ter um organismo biopsíquico, não tem direitos da personalidade, que são próprios da pessoa natural. De modo que, não podendo sentir os efeitos da lesão,

      

195 YOSHIDA, Consuelo Yatsuda – O Ministério Público e sua função institucional de defesa do

patrimônio público lesado ou ameaçado de lesão. Boletim dos procuradores da República 18 de

outubro de 1999. <www.anpr.org.br/boletim/boletim> Acesso em 20/3/2009

196 VIOLA, Rafael O papel da responsabilidade civil na tutela coletiva TEPEDINO, Gustavo; FACHIN, LUIZ EDSON (organizadores). Diálogos sobre Direito Civil vol 2 3 ed. Rio de Janeiro: Renovar, 2008 p. 395.

não sofre danos morais. A lesão ao patrimônio imaterial da pessoa jurídica acarretar- lhe-ia dano institucional.

Gustavo Tepedino critica a visão daqueles que querem ampliar os confins da responsabilidade civil ao não fazer distinção entre a pessoa natural e a jurídica como titulares dos direitos da personalidade, mesmo diante da opção constitucional em valorar diferentemente o dano patrimonial e o extrapatrimonial. Deixa claro que a lesão à reputação de uma empresa comercial atinge de modo direto ou indireto os seus resultados econômicos, em nada se assemelhando a chamada honra objetiva com os direitos da personalidade da pessoa humana. Isto porque há duas ordens valorativas no ordenamento jurídico: a das empresas, que visam o lucro e a da pessoa natural, cuja dignidade está no vértice da proteção constitucional.

Desse modo, a tutela da imagem assim como da honra objetiva da pessoa jurídica é valorada de modo diferente da pessoa natural, sendo que para esta, a imagem é atributo de fundamental importância até mesmo para a sua integridade psicofísica, pois atinge a sua dignidade, ferindo-a moralmente, arremata Gustavo Tepedino. 197

Mas a preocupação para com a pessoa jurídica – aquela de fins lucrativos – refere-se aos aspectos pecuniários desta, pois a lesão repercutirá na capacidade de auferir lucros, sendo pois espécie de dano material (e não moral).

Tepedino não descuida, contudo, da análise da questão quando o gravame atinge a pessoa jurídica sem fins lucrativos, a associações e as fundações. Aventa, então, a possibilidade da configuração de danos institucionais, que conceituou como “aqueles que, diferentemente dos danos patrimoniais ou morais, atingem a pessoa jurídica em sua credibilidade ou reputação, sendo extrapatrimoniais, posto informados pelos princípios norteadores da iniciativa econômica privada”. 198

      

197 TEPEDINO, Gustavo. Tutela da personalidade no ordenamento civil-constitucional brasileiro.

Temas de Direito Civil. 3 ed. Rio de Janeiro: Renovar, 2004. p. 55-56.

198 TEPEDINO, Gustavo. Tutela da personalidade no ordenamento civil-constitucional brasileiro.

Alerta que o intérprete deve estar atento, não podendo imaginar os direitos da personalidade e a reparação dos danos morais como categorias neutras. Há duas esferas axiológicas, sendo diversos os princípios e valores que inspiram a tutela da pessoa natural e a da pessoa jurídica.

De modo que se poderia acrescentar ao elenco de danos patrimoniais, morais e à imagem, mais uma categoria de dano: o dano institucional.

Durante protestos contra a intolerância sexual e racial ocorrida em 2003, no Parque Farroupilha, em Porto Alegre, os manifestantes – um grupo de punks – pintou uma suástica (símbolo nazista) em uma Bandeira do Brasil e ateou fogo, provocando a revolta dos freqüentadores do parque que partiram em defesa do símbolo brasileiro. Ouviram-se frases de indignação, como a de Eloir:

“Quando vi a bandeira queimando, senti como se eu mesmo estivesse sendo queimado. Fiquei muito indignado. Aquele é o símbolo do país. Aquilo foi um insulto à nação brasileira. É como se

queimassem o povo. (...) Eu me orgulho ao ver os jogadores brasileiros enrolados na bandeira

depois de uma vitória. Hoje, tive de me enrolar em uma bandeira queimada para mostrar o que estavam fazendo. Por isso, me emocionei tanto. Depois de tudo calmo, veio um rapaz punk e disse que era só um símbolo. Mas que queimem qualquer símbolo, menos a Bandeira Nacional. Sempre me indignei com estas coisas, como quando atacaram o relógio dos 500 anos. Sempre vou reagir. Sou uma pessoa preocupada com o país, com o povo. Participei das campanhas do agasalho e contra a fome. Sou patriota e ensinei isso a meu filho, que está estudando Direito para tentar fazer algo pelo país”. 199

Por certo, a reação de cada indivíduo será diferente quando aviltado um bem que compõe a esfera extrapatrimonial ou imaterial da pessoa jurídica. Como no exemplo acima, a Bandeira Nacional materializa a pátria, com toda a carga valorativa que o símbolo representa e, mesmo que não provoque na maioria dos       

199 Cf. <http://www.sjs.rs.gov.br/portal/principal.php?action=imp_noticias&cod_noticia=2920> Acesso em 07/07/06.

súditos brasileiros as mesmas “sensações”, a destruição do símbolo constitui crime. E o dano ao símbolo (bandeira, escudo, brasão, emblema, hino) – que agrega em si os valores imateriais da pessoa jurídica, em particular a pessoa jurídica de direito público - produz efeitos morais que podem ser objetivados, não havendo que se perquirir o que cada cidadão experimentou ao ver a queima da bandeira para se reconhecer os danos morais.

Os entes públicos, como por exemplo, os municípios, células importantíssimas da organização política, devem cultuar suas tradições. “O espírito cívico deve ser desenvolvido nos munícipes, fazendo-lhes presentes as glórias do passado, a indicar-lhes o caminho do futuro”. 200

Por isso, acompanha-se a conclusão de Carlos Alberto Bittar Filho, já que “o dano moral coletivo é a injusta lesão da esfera moral de uma dada comunidade, ou seja, é a violação antijurídica de um determinado círculo de valores coletivos”. 201

Alicerçando-se no exemplo da história, extrai-se da lição de Sólon o grande significado do dano perpetrado à sociedade: “Sólon, segundo refere Plutarco, já dizia que a cidade realmente civilizada é aquela em que todos os cidadãos sentem a injúria feita a um só e em que todos exigem sua reparação tão vivamente como aquele que a recebeu”. 202

Belgede Katrakta Mermer Plak Kesimi (sayfa 13-18)

Benzer Belgeler