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KATILIMCI BİLGİLERİ
Uma vez que esta pesquisa se propõe a analisar o desempenho linguístico nas quatro habilidades linguísticas dos professores de inglês em formação, torna-se necessário pensarmos em modelos validados de mensuração da acurácia, da complexidade e da fluência de suas produções orais e escritas.
Para a mensuração da acurácia, Foster e Skehan (1996, 1997) sugerem duas abordagens – uma baseada na porcentagem de orações livres de erros e outra no uso do vocabulário da língua alvo. Os autores classificam a primeira por seu caráter generalista que torna a mensuração da acurácia mais capaz de detectar diferenças em estudos experimentais. De acordo com essa abordagem, o número de orações sem erros é dividido pelo número total de orações independentes, unidades suboracionais e orações subordinadas, multiplicadas por cem. Vale a pena ressaltar a importância de se estabelecer uma unidade de análise linguística para que se estabeleçam criteriosamente os elementos analisados, ou seja, as orações e suas variações. A segunda abordagem proposta por Foster e Skehan (1997) atua mais especificamente como medida da acurácia gramatical. De acordo com ela, o número de erros lexicais é dividido pelo número total de palavras utilizadas no texto produzido, incluindo as disfluências. Os princípios dessa abordagem ancoram-se na ideia de que, se o aprendiz tem a habilidade de utilizar alguns traços gramaticais específicos, ele também será capaz de usar outros.
R. Ellis e Barkhuizen (2005; p.151) questionam essa abordagem de análise. Segundo eles, os aprendizes não adquirem traços gramaticais em uma ordem sequencial. Eles acreditam que a mensuração de traços gramaticais específicos, repercutidos no interesse do
aprendiz por um discurso caracterizado pela acurácia, é mais bem atingida através da porcentagem de orações livres de erros. Desta forma, R. Ellis e Barkhuizen (2005; p.152) sugerem que a mensuração da acurácia através do uso do vocabulário da língua alvo seja calculada em relação à principal unidade de análise ou em termos do número total de palavras no texto, excetuando-se as disfluências.
Para a mensuração da complexidade, Skehan e Foster (1996) sugerem a observação da quantidade de subordinações para se analisar a complexidade gramatical. Na análise das produções orais, o número total de orações separadas seria dividido pelo número total de unidades de análise (unidades AS), enquanto que as unidades de análise para a complexidade das produções escritas considerariam como unidades de análise as T-units22 propostas por Hunt (1965). Robinson (1995), para a análise da complexidade lexical, sugere o cálculo da proporção entre o número total de palavras diferentes usadas e o número total de palavras usadas no texto. Essa abordagem de mensuração da complexidade é importante, pois a produção dos aprendizes pode conter estruturas gramaticais relativamente simples, mas utilizando vocabulário mais amplo (ELLIS e BARKHUIZEN, 2005; p. 155).
As abordagens de análise de acurácia e complexidade mencionadas acima foram utilizadas nesta pesquisa por dois motivos. Primeiro, corroboramos com R. Ellis e Barkhuizen (2005) acerca da importância de se aplicar mais de um tipo de mensuração na avaliação da acurácia, da complexidade e da fluência. Segundo, cremos que a análise da acurácia apenas através de orações produzidas poderia excluir as produções dos alunos iniciantes que ainda estejam construindo as habilidades de falar e escrever e, por conta disso, utilizem muito mais palavras conectadas ao contexto por suas cargas semânticas do que orações completas. Portanto, a abordagem lexical nos permite observar algum grau de acurácia que eles possam apresentar através do uso de palavras que não estejam empregadas em orações.
Para a análise da fluência, Foster e Skehan (1999) sugerem a mensuração das variáveis temporais e dos fenômenos de hesitação. Temporalmente, a fluência seria analisada em termos da duração das pausas feitas pelo aprendiz em suas produções orais; ou seja, quanto menor a duração das pausas, maior a fluência. As pausas podem ser mensuradas
22Hunt (1965:21) propôs como unidade de análise da linguagem escrita o que ele chamou de “unidades mínimas
termináveis22”, pois elas seriam “mínimas em extensão e cada uma seria gramaticalmente capaz de terminar em uma letra maiúscula e um ponto final22”. Hunt utilizou a letra “T” da palavra “terminable” para batizar sua unidade de análise de T-unit, que corresponde a uma oração principal adicionada a quaisquer orações subordinadas que estejam ligadas a ela ou encaixadas nela. O cálculo para se obter a média de T-units utilizadas em um texto é feito através da divisão de todas as orações (subordinadas e principais) pelo número de T-units. Contudo, se o número de orações principais for igual ao de T-units, o divisor do cálculo passa a ser o número de orações principais.
individualmente ou através de uma média de todas as pausas cometidas de acordo com algum critério pré-estabelecido (por exemplo, 1 segundo de duração). Os fenômenos de hesitação analisados são: a) falsos inícios: enunciados que são abandonados antes de serem completados, podendo ou não serem seguidos de reformulação; b) reformulações: grupos frasais ou orações que são repetidos com alguma modificação sintática, morfológica ou em ordem de palavras; c) repetições: palavras, grupos frasais ou orações que são repetidos sem modificação sintática, morfológica ou em ordem de palavras; e d) substituições: itens lexicais que são substituídos imediatamente por outro. Esses itens são padronizados e expressos na análise em função de cada 100 palavras produzidas pelo aprendiz.
Este estudo, de cunho cognitivista, propõe a análise do desenvolvimento das habilidades orais e escritas de compreensão e produção de aprendizes de inglês como língua estrangeira, por quatro semestres letivos, objetivando averiguar tanto os processos de percepção e de produção que se tornam automatizados nesse período quanto a modalidade de ensino aprendizagem – presencial ou a distância – que oferece mais condições de prática e, assim, se torna mais propícia para que as habilidades controladas se tornem automáticas. Consequentemente, optamos por usar a Teoria do Processamento da Informação como principal arcabouço teórico, pois, à luz do Modelo ACT* de Anderson (1996), investigamos se houve diferença entre o desenvolvimento das produções de compreensão, orais e escritas, e o desenvolvimento das produções de formulação, orais e escritas, além de também termos analisado se o nível de desenvolvimento dessas produções é reflexo da modalidade de ensino aprendizagem ao qual os aprendizes são submetidos.
Portanto, sendo essa pesquisa uma avaliação do desenvolvimento das habilidades orais e escritas a partir das produções dos alunos (compreensão e formulação), o desempenho deles ao escutar, falar, ler e escrever foi analisado através de mensurações da acurácia, da complexidade e da fluência de suas produções orais e escritas, já que essas medidas são condições preponderantes para caracterização qualitativa do nível linguístico dos participantes.
Após situar este estudo dentro das perspectivas teóricas que o embasaram e ter definido as categorias de análise que são utilizadas na análise dos dados coletados, descrevemos no capítulo seguinte, a metodologia da pesquisa utilizada e desenvolvida que nos levou a atingir os objetivos propostos.
3. METODOLOGIA
Para realizar essa pesquisa que objetivou analisar a aprendizagem da língua inglesa por professores em formação nas modalidades de ensino presencial e a distância, a partir de uma avaliação qualiquantitativa de suas habilidades orais e escritas, optamos por um desenho de pesquisa que aliou o tratamento estatísticos dos dados numéricos coletados à descrição das características marcantes indicativas de desenvolvimento do novo idioma pelos participantes.
Esse capítulo detalha nossos procedimentos, primeiramente apresentando nossas escolhas acerca da natureza da pesquisa, que está situada na linha de pesquisa em Linguística Aplicada, por abranger o desenvolvimento das habilidades linguísticas em inglês como língua estrangeira em uso e inserida em um contexto social. O segundo ponto apresentado é a descrição dos participantes, em dois grupos de alunos que compõem esse estudo. Em seguida, no contexto de realização da pesquisa, descrevemos os dois cursos de Letras dos quais os participantes fazem parte. Finalizando o capítulo, apresentamos os procedimentos de coleta, instrumentos e análise de dados, momento em que descrevemos o questionário inicial aplicado com os alunos, as provas de proficiência em língua inglesa do TOEFL iBT e suas formas de correção e gradação dos resultados, assim como as maneiras de mensuração e análise das produções dos alunos em nível de fluência, acurácia e complexidade.