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2005 2018 1.3.Katıldığı gruplarda aldığı roller ile rollerin

Com relação ao ano de 2000, encontramos, nas atas das reuniões, uma grande quantidade de atividades e melhorias no Museu que foram idealizadas e, muitas vezes, realizadas. Contudo, após termos contato com a quantidade de projetos de extensão desenvolvidos, nos questionamos se houve uma continuidade desses projetos dentro do MCC, ou seja, esses projetos serviram para movimentar as estruturas expositivas do Setor de Exposição? Houve alguma mudança significativa na expografia? Houve algum processo que estreitasse os laços entre o Museu e a Sociedade?

75 É necessário acrescentarmos que, em 1999, houve mudança na reitoria da UFRN. O

professor Ótom Anselmo de Oliveira assume o mandato de Reitor e o professor Willington Germano assume a Pró-reitoria de Extensão e os projetos do MCC encontram ressonância na nova administração central da UFRN.

76 Criada em 1985, a Fundação Vitae investiu maciçamente no patrimônio nacional ao financiar

obras, aquisição de equipamento e formação de pessoal. A Fundação fechou em 2006.

77 De acordo com a portaria nº 007/98-MCC, de 02 de outubro de 1998. 78 Professora do Departamento de Paleontologia do MCC, ainda em atividade. 79 De acordo com a portaria nº 016/99-MCC, de 22 de novembro de 1999.

Sobre essa questão, na entrevista realizada com o professor Claude Luiz, também ex-diretor e ex-vice-diretor do MCC, foi apontado como um dos principais problemas do MCC a falta de coesão entre os departamentos. Segundo o professor, os projetos eram desenvolvidos de forma muito independente e individualista, ou seja, as pesquisas eram realizadas, mas não voltavam para o Museu, não havia um registro do que fora feito. Portanto, era impossível o Setor de Exposição do MCC registrar novos trabalhos, movimentar as exposições e produzir novos conhecimentos. Provavelmente, o professor Claude Luiz não estava se referindo a todos os departamentos ou a todas as pesquisas.

Na reunião posterior ao evento do Dia Internacional dos Museus, ocorrido no mês de maio, percebeu-se que a resposta da comunidade não foi das mais positivas, principalmente dos órgãos oficiais ligados à área. Naquele momento, segundo a professora Wani Pereira, “a visibilidade externa do MCC ainda é limitada, porém pouco a pouco o MCC está reconquistando a sua importância”. Já para o professor Claude Luiz, apesar dos esforços para a popularização do MCC, ainda persistem as dificuldades para tal intento, até mesmo no âmbito da UFRN.80

Entre os anos de 2000 e 2005, diferentes projetos são concretizados e novas comissões formadas. Em 2000, após a realização de um diagnóstico dos museus da UFRN, é criada a “Comissão de Museus da UFRN”. O antigo Conselho de Curadoria foi extinto. A Comissão elaborou sugestões para a implantação de uma política que reestruturasse e revitalizasse os museus, respeitando suas singularidades e restaurando suas potencialidades. Dessas sugestões, destaca-se a recomendação, em caráter de urgência, da implantação de uma Assessoria Técnica que direcionasse uma política museológica para as instituições. Portanto, em agosto de 2001 é elaborado um Plano de Ação e um Projeto de Assessoria à Comissão com duração de dois anos (2001-2002). Compondo a equipe da Assessoria, estavam os museólogos Ana Maria Gantois (MAE/UFBA) e Raul Lody (CNFCP/IPHAN e Fundação Pierre Verger), cujas recomendações foram incorporadas ao Plano Diretor do MCC.

80 De acordo com a ata da Reunião da Congregação dos professores do MCC, realizada no dia

A Comissão foi de grande importância para os museus da UFRN – que naquele momento eram: Museu Câmara Cascudo, Museu do Mar Onofre Lopes, Museu de Anatomia Comparada e Museu de Seridó, este último localizado na cidade de Caicó –, pois conseguiu uni-los por um momento e elaborar um plano de trabalho para os mesmos, articulado-os com a UFRN.

Em 2002, tentou-se realizar o II Encontro Nacional de Museus Universitários (ENMU), que aconteceria no MCC, mas, por motivos financeiros, ele só pôde ser concretizado no ano seguinte. Apesar do MCC tentar uma parceria com o Estado, não houve condições para que o ENMU pudesse ser realizado.

Figura 21. Biblioteca “Veríssimo de Melo”, 2008. Foto nossa.

A revitalização do Setor de Exposição é novamente apontada como necessidade urgente, sendo citadas as salas da Arqueologia e da Paleontologia – macro-fósseis – que eram praticamente as mesmas desde a sua criação. Há uma urgente necessidade em reformar a estrutura metálica do setor de exposição e o problema do cupim persiste: a descupinização da coleção afro e da canoa de pesca é colocada em pauta.

É em 2000 que se dá início às obras de construção da Reserva Técnica, que teve 40% do seu custo total financiado pela Fundação VITAE e os 60 %

restantes pela UFRN. A construção da Reserva Técnica é de grande importância para o MCC.

Figura 22. Sala de higienização da Reserva Técnica, 2008. Foto nossa.

Naquele ano também foi iniciado o projeto de pesquisa “Santeiros e Devoções do RN”, o qual, dois anos mais tarde, resultou na reorganização e revitalização da sala homônima, a qual faz parte da ala de Antropologia Cultural, que também foi toda reestruturada. A partir desse projeto, o MCC inaugurou a aquisição de acervo sob a forma de comodato.81 No mesmo período, aconteceu o primeiro módulo do curso “Conservação e Acondicionamento de Acervos Museológicos”, com carga horária de 20 horas, ministrado pelo museólogo e conservador José Roberto G. dos Santos, do Museu Edison Carneiro - FUNARTE/RJ.

Em 2001, foi registrado outro choque de opiniões entre os professores. De um lado, os que acreditavam que o Museu desempenhava um papel relevante, já que realizava bons projetos em parceria com a Pró-reitoria de Extensão. De outro lado, professores, inclusive o próprio diretor da casa, professor Jerônimo Rafael Medeiros, que não viam muitas melhorias no Museu e começavam a se desencantar da sua missão.

81 Forma de aquisição de acervo em que o colecionador não perde nem a posse nem a

Para o professor Claude Luiz, naquele momento, “a situação dos museus da UFRN é de extrema gravidade sem perspectivas sequer razoáveis de solução, até o presente momento, seja individual ou coletivamente”.82 A professora Wani Pereira discordava: não poderia falar em nome dos outros museus, mas, no que dizia respeito ao MCC no período de 1988-2001, era possível “enumerar projetos relevantes como o I Curso de Atualização em Museologia, o Ciclo de Estudos ‘Museu, Educação e Patrimônio’, o projeto ‘Equipamento da reserva’ e outros em desenvolvimento na área de pesquisa e extensão. Todos, salvo o da Reserva Técnica, com recursos da UFRN”.83

Para além das divergências de opiniões, alguns projetos de resistência foram fundamentais naquele momento. O projeto de extensão “Museu, Educação e Patrimônio”, sob a coordenação da professora Wani Pereira, teve a duração de dois anos, de 2000 a 2002. Esse projeto propunha a divulgação de uma nova visão do patrimônio em interface com a educação e se desdobrou em outros projetos e atividades de caráter lúdico, artístico e cultural, como, por exemplo, a peça teatral “Uma farsa no boi?!”, apresentada pela Trotamundos Companhia de Arte, na qual dois personagens do auto popular do Boi de Reis discutiam a questão do patrimônio imaterial.

Esse momento foi de grande relevância para a história do MCC. Na mesma época em que o espetáculo “Uma farsa no boi?!” era criado, a partir de um projeto dentro da base de pesquisa “Cultura, Política e Educação” da UFRN, o Museu estava elaborando o projeto de extensão “Patrimônio na Rua”, que já era fruto do projeto “Museu, Educação e Patrimônio”, e que buscava agregar um grupo de pessoas em torno dele. Dessa forma, a Trotamundos Cia. de Arte, que também surgiu naquele momento, foi convidada para conhecer o projeto e fortalecer a parceria com a base de pesquisa.

O essencial dessa parceria é que a Trotamundos desenvolve suas pesquisas e seus espetáculos sobre a cultura popular e busca, em suas apresentações, tratar da temática do patrimônio imaterial. Isso resultou em um “convênio” de cinco anos (2000-2005). A companhia de arte se instalou no espaço que fica atrás do MCC e lá realizavam montagem de espetáculos,

82 Segundo ofício n° 03/01 do dia 21 de setembro de 2001.

83 De acordo com o documento apresentado à Congregação de professores do MCC na reunião

do dia 03 de outubro de 200, em resposta aos ofícios n° 067/2001-MCC, de 28/set/2001; n° 03/01, de 21/set/2001 e n° 21/DA/MCC de 26/set/2001.

confecção de bonecos, ensaios e todas as suas atividades. A Trotamundos criou mais dois espetáculos naquela fase, os dois inspirados nas questões do patrimônio e da cultura popular. Um deles, o “Coivarins”, está em cartaz até hoje. E o Museu ganhou uma atividade lúdico artística que atendia aos visitantes de forma interativa e que, com base no teatro, levava sua mensagem para o público. Para além do espaço do MCC, a Companhia também realizava um trabalho educativo nas escolas e nas praças da cidade e para todos esses lugares levava o nome do Museu.

Figura 23. Trotamundos Cia de Arte realizando espetáculo nos fundos do MCC, s/d.

Foto de Teotônio Roque.

Segundo os coordenadores da Trotamundos, Ana Celina e Beto Vieira, havia muita receptividade do público, inclusive pessoas que nunca haviam visitado o MCC, após assistir ao espetáculo, voltavam para visitar as exposições. “Foi um momento em que o Museu esteve muito vivo”.84 Para eles, o projeto mudou o olhar do visitante para o MCC: ele deixou de ser um lugar de coisas velhas para ser um museu vivo, que despertava o interesse das pessoas.

O projeto da Companhia era construir o “Teatro da Mata”85 no espaço onde ela foi instalada e continuar como atividade de pesquisa e extensão da UFRN e do MCC. Contudo, em 2005, o espaço foi cedido para o Núcleo de Educação para a Ciência – NEC/UFRN e lá foi construído o Parque da Ciência, inaugurado em outubro de 2008.

Figura 24. Terreno nos fundos do MCC, 2008. Foto nossa.

Outro grupo que “ocupou” o MCC a partir do projeto “Picadeiro Potiguar” (2002), inserido no projeto “Museu, Educação e Patrimônio”, foi o Circo Teatro Cara Melada. A proposta incluía um espetáculo-aula para os alunos das escolas da rede pública e privada, no qual os alunos conheciam a origem do circo e sua trajetória até a aparição do elemento cômico, reforçando a valorização desse patrimônio cultural. Além disso, foi oferecida uma oficina permanente de arte circense, com duração de trinta e dois dias, aberta a todo o público interessado.

Ainda em 2001, foram realizados os cursos “Organização de Reservas Técnicas”, com carga horária de 20 horas, ministrado pelo museólogo João Luiz Domingues Barbosa, do IPHAN/RJ, e “Conservação e Acondicionamento de Acervos Museológicos – módulo II”, com carga horária de 20 horas,

85 O nome refere-se às espécies de plantas originárias da Mata Atlântica que existem no

ministrado por José Roberto G. dos Santos. No campus universitário, aconteceu o II Encontro Nacional de Museus, uma realização do MCC/PROEx/UFRN, em parceria com o Fórum Permanente de Museus Universitários – FPMU/UFBA.

Devemos acrescentar que, naquele ano, constatamos que a última reunião da Congregação aconteceu no dia 3 de outubro. A reunião seguinte só se realizaria em 15 de março de 2002!86 Esse fato pode ter sido fruto da greve universitária que ocorreu em 2001 e nos alerta para um outro problema dos museus universitários do Brasil – a greve nas universidades.

Em 2002, o MCC passou a abrir nos fins de semana, mudança autorizada pelo então Reitor, Ótom Anselmo de Oliveira. A entrada do MCC, naquele momento, custava dois reais, valor que permanece até o momento atual. Acrescentamos que projetos do MCC são inscritos na Lei Municipal de Incentivo à Cultura e parcerias com a Companhia de Água e Esgotos do RN (CAERN) e a Fundação Norte-rio-grandense de Pesquisa e Cultura (FUNPEC) são firmadas, mas não obtivemos maiores informações sobre essas últimas notícias nos documentos pesquisados.

As obras da Reserva Técnica são concluídas e é realizado o módulo III do curso “Conservação preventiva, organização e acondicionamento de acervos”. O novo folder do MCC ficou pronto, mas, para que o mesmo fosse impresso, era preciso encontrar um patrocinador.

Em 2002, teve início o projeto de pesquisa e extensão “Dadi: a face feminina do teatro de bonecos no RN” (2002 - 2004), que surgiu a partir da pesquisa realizada no projeto “Santeiros e Devoções do RN”, quando foi encontrada no estado a primeira mulher “calungueira”, isto é, que trabalha com a arte de confeccionar bonecos de pano.87 No Rio Grande do Norte, a genealogia dos “mamulengueiros” aponta esta tradição como masculina. A partir desse projeto, muitas ações aconteceram na UFRN e no MCC, como, por exemplo, a Oficina de Bonecos ministrada por Dona Dadi na VIII Feira de Ciência, Tecnologia e Cultura – CIENTEC/UFRN. A oficina revelou um novo artista, servidor da UFRN, lotado no MCC, que adotou o codinome de “Raul dos Mamulengos”.

86 De acordo com o registro das atas das Reuniões da Congregação de professores do MCC. 87 Maria Iêda de Medeiros, conhecida por Dona Dadi, vive na cidade de Carnaúba dos Dantas –

Figura 25. Placa de inauguração da Reserva Técnica, 2008. Foto nossa.

Naquele ano foram realizadas duas exposições. A primeira, “Itinerário e Tributo a Cascudo”, sob coordenação da professora Wani Pereira, Raul Lody e Hélio de Oliveira, foi dividida em dois módulos “Uma Câmara vê Cascudo” e “Memória e História do Instituto de Antropologia e Museu Câmara Cascudo”. Com o objetivo de apresentar o projeto “Revitalização e Intervenção do Museu Câmara Cascudo”, a exposição percorreu um circuito itinerante: CIENTEC (2002), MCC (2002), Memorial Câmara Cascudo (2003) e Biblioteca Central Zila Mamede (2004). A outra, denominada “Cronobiologia: Ritmos da Vida”, deu início à parceria entre o MCC e o Departamento de Fisiologia – Centro de Ciências da Saúde/UFRN.

Em 2003, o MCC aproximou-se do departamento de História da UFRN, visando desenvolver trabalhos em conjunto, através do encaminhamento dos alunos de história para a realização das monografias de conclusão de curso, dentro das linhas de pesquisa do Museu.88 Foi também pensada uma política e 88 Até 2008, três monografias do curso de graduação em História da UFRN tiveram como

temática o MCC e suas linhas de pesquisa: PEREIRA, Maria das Graças Cavalcanti. Arte e

singularidade da calungueira Dadi: história, memória e tradição no teatro de bonecos. Natal, 2005; VALE, Nelson Aderaldo Olsen Maia do. A construção do patrimônio potiguar e o museu: estudo de caso do Museu Câmara Cascudo. Natal, 2007; SILVA, Aline Gurgel. Instituto de

estágio para esses alunos, tanto pelo trabalho voluntário quanto pelo estágio remunerado.

O MCC também estreitou laços com diversos departamentos da UFRN, como o Centro de Biociências e o Departamento de Geologia, através de disciplinas inseridas na grade curricular dos cursos e projetos de extensão. A vinda do professor Nelson Marques, da USP, ampliou a perspectiva para a contratação de outros professores visitantes.89 O professor visitante seria cedido à UFRN e prestaria serviços ao MCC através do Grupo de Divulgação Científica da UFRN.90

Segundo a professora Iracema Miranda da Silveira91, o MCC, naquele momento, apesar dos problemas e dificuldades enfrentadas, se destacava e era respeitado pela comunidade acadêmica pelas atividades nele desenvolvidas.

A preocupação dos docentes do MCC era de não deixar suas atividades pararem. Era preciso complementar a Reserva Técnica com os equipamentos necessários para a realização da Oficina de Conservação e Restauro. Constituía uma extrema preocupação salvar o acervo do Museu. Dessa forma, houve a paralisação no MCC por duas semanas para que fosse realizada a limpeza e recuperação do acervo exposto e de sua infra-estrutura. Com a parte interna apresentável, ficava faltando a pintura externa, sobre o que foi sugerido que usassem uma cor forte para “chamar a atenção” para o MCC.92

Em 2003, também houve o curso de extensão para treinamento de guias que iriam estagiar no Museu e é instalada a home page do MCC.

Mais uma vez, a Congregação reivindica a mudança do estatuto do Museu, através da proposta do Plano Diretor do MCC para a nova Reitoria.93 O objetivo era que a Coordenação de Museus da UFRN – baseada no modelo da USP, que possuía quatro museus universitários e uma Coordenação de Museus – fosse vinculada à Reitoria (na USP a Coordenação era vinculada à Pró-Reitoria de Extensão e Cultura), para que dependesse diretamente da

89 De acordo com a ata da reunião da Congregação realizada no dia 1 de abril de 2003.

90 Desde 2003, chama-se Núcleo de Comunicação em Cultura, Ciência e Tecnologia (NUDICT)

e faz parte da estrutura administrativa do MCC.

91 Professora do Departamento de Estudos Ambientais do MCC, ainda em atividade.

92 De acordo com a ata da Reunião da Congregação de Professores do MCC, realizada no dia

1 de abril de 2003.

93 Naquele ano, terminou o mandato de Reitor de Ótom Anselmo de Oliveira e começou outro

política administrativa da UFRN e para que pudesse lotar docentes.94 Contudo, naquele ano, devido às dificuldades de realização de suas propostas, a Comissão se dissolveu.

Foram, então, levadas ao Reitor as seguintes reivindicações: a contratação de um restaurador, a ampliação do número de bolsas auxílio- estágio, a lotação de mão-de-obra, e a realização da obra de infra-estrutura da tubulação da Reserva Técnica para instalação dos dispositivos anti-incêndio e alarme contra intrusão e roubo. Segundo o diretor do MCC, o Reitor se mostrou receptivo às solicitações, mas lembrou-lhe da escassez dos recursos financeiros, o que dificultava o atendimento das solicitações. Em 2003, a UFRN passava por um momento de crise financeira; era, portanto, necessária a contenção de despesas, através do racionamento de material, água, energia e telefone.95

Em 2004, o Centro de Pesquisas da Petrobrás (CENPES)/ PETROBRÁS patrocinou o projeto “Bacia Potiguar”, do Departamento de Estudos Ambientais do MCC, que passou a receber um percentual de 0,6 do montante do projeto, num total de R$ 12.000 (doze mil reais).96

Também naquele ano, a professora Maria de Fátima C. F. dos Santos foi convidada para participar da Rede Nacional de Pesquisa Científica em Paleontologia. A partir desse convite surgiu a possibilidade de instalação de uma sala de vídeo-conferência, aparelhada com computador, televisão, etc., que seriam cedidos, por comodato, à instituição que participasse da rede, além de bolsas-estágio. Caso fosse concretizada a parceria, seria de muito valor para o Museu. Em 2006, o convênio foi aprovado e o MCC recebeu equipamento para a sala de tele-conferência, três computadores, máquina fotográfica, equipamento de escritório, mas, segundo tivemos conhecimento, a sala nunca funcionou para as vídeo-conferências.

Ainda em 2005, o item “discussão e sugestões sobre a museografia do Setor de Exposição”97 foi abordado nas reuniões da Congregação. Dessa vez, ficou acertado entre os professores a elaboração de uma planilha para a

94 De acordo com a ata da reunião da Congregação, realizada no dia 1 de abril de 2003. 95 De acordo com a ata da reunião da Congregação, realizada no dia 24 de junho de 2003. 96 De acordo com a ata da reunião da Congregação, realizada no dia 30 de abril de 2004. 97 De acordo com a ata da Reunião da Congregação de Professores do MCC, realizada no dia

atualização museográfica, baseada nas sugestões apresentadas pelos mesmos.

Foto 26. Antiga exposição de cerâmica portuguesa, s/d. Foto do arquivo do MCC.

Mais uma vez, constatamos que, da última reunião da Congregação em 2005 à primeira reunião em 2006, passaram-se praticamente seis meses de intervalo. Contudo, não sabemos se esse fato foi fruto da greve nas universidades federais, que ocorreu no final de 2005.

Cabe salientar que os professores que participavam das reuniões da Congregação e encaminhavam propostas, projetos de extensão, ou seja, aqueles que estavam buscando as mudanças e a própria sobrevivência do MCC, eram sempre os mesmos – o grupo que acreditava no Museu.

O MCC sempre foi administrado e gerido de dentro. Ali, a Congregação de professores decidia que medidas tomar, as medidas eram votadas e o diretor acatava ou não. Entretanto, nunca houve um plano de gestão a ser desenvolvido, um verdadeiro plano museológico que desse conta de todos os aspectos do museu. Isto nos ficou claro durante a pesquisa. Essa dificuldade nos parece proveniente na indefinição do MCC com relação à UFRN: como conseqüência da Reforma Universitária, o fato de ele ter assumido, desde o final da década de setenta, a posição de órgão suplementar dificultou muito o