Durumu 82 Üniversite Hastanesi 2.1341 0.4
5.1. Katılımcıların Gebelik ve Doğum Öyküler
A educação serve para nortear, a partir da tradição e da história, o comportamento e o pensamento (ARENDT et al., 1979). A escola deveria ser o local principal para o aprendizado de convivência, de negociação de interesses e que mostrasse aos alunos a quem se deve respeitar e como respeitar (KEHL, 2002). O conhecimento que o aluno, sujeito social e histórico, traz para a escola a partir da sua vivência deverá sempre ser valorizado (FREIRE,2005).
A escola pode ser ambiente propício para aquisição de competências sociais e pessoais e também de hábitos saudáveis, tais como boa alimentação, atividade física e o não-uso de SPA que poderão ser reforçados pelo grupo de pares (VERNAGLIA;
FLORES, 2015; TOMÉ; MATOS, 2012; VIEIRA et al., 2008; TOMCZYK; ISENSEE; HANEWINKEL, 2015). Como os adolescentes passam boa parte do seu dia no ambiente escolar, a inclusão na grade curricular de assuntos relacionados à saúde mental será uma importante estratégia de prevenção do sofrimento psíquico (WONG et al., 2014). Esse ambiente também é ideal para o desenvolvimento de ações preventivas primárias voltadas para os alunos que ainda não iniciaram o uso de SPA, assim como, para ações preventivas secundárias voltadas para os que já estão em uso a fim de reduzir problemas futuros (SANTOS,1997).
No geral os profissionais da educação delegam a profissionais externos à escola ações efetivas que solucionem o problema do uso de drogas entre seus alunos. Esses profissionais, geralmente da saúde ou da segurança, por não fazerem fazem parte do quadro de profissionais da escola não conseguirão dar a continuidade necessária que o tema exige. Dessa forma, os alunos ficam sem profissionais de referência dentro do ambiente escolar para discutir suas questões relacionadas ao uso de SPA (CRUZ, 2011; MARTINS,2006).
Em uma escola pública estadual de ensino médio de São José do Rio Preto-SP foi realizado um estudo que ofereceu um curso de formação continuada no local de trabalho para um grupo de professores a fim de capacitá-los para o desenvolvimento de pesquisas sobre o padrão de uso de álcool de seus alunos adolescentes, assim como, capacitá-los para a aplicação do BASICS. Houve índices significativos na redução de consumo de álcool pelos adolescentes que receberam o BASICS aplicado pelos professores. A vinculação já existente entre professor e aluno foi percebida como um facilitador para a realização da intervenção breve. Esse estudo demonstrou que é viável e efetivo formar profissionais da educação para pesquisa e para aplicação de intervenções breve em seus alunos. O autor sugere que o trabalho de intervenção deva começar nos últimos anos do ensino fundamental ou primeiro ano do ensino médio (CRUZ, 2011).
A escola não deverá ser a única instância responsável pela prevenção ao uso de SPA, devendo para isso, estabelecer parcerias com toda a sociedade (CABRERIZO; IOCCA, 2014). A estratégia Escolas Promotoras da Saúde com seu foco voltado para os atores coletivos, preservam, dessa forma, uma visão integral do adolescente não descolando-o do seu ambiente familiar, comunitário e social se mostra bem adequada. As ações devem estimular que os adolescentes adquiram conhecimento e desenvolvam habilidades para o
Capítulo 3. Caracterização da problemática 53
autocuidado e para que possam participar na construção de sua cidadania (VIEIRA et al., 2008). O ambiente escolar é adequado para aprendizagem de práticas saudáveis tais como mindfulness (RAWLETT; SCRANDIS,2015), Yoga (FISHBEIN et al., 2015), Tai
chi (WALL, 2005) e a dança (DUBERG et al.,2013; PHILIPSSON et al., 2013) que tem se mostrado importante para adolescentes em uso de SPA e, em especial, para as meninas. Em adolescentes o tabagismo, abuso de álcool, sexo seguro e alimentação saudável tem determinantes associados que podem ser modificáveis a partir de uma abordagem integrativa (WIEFFERINK et al., 2006). Em uma abordagem integrativa diferentes comportamentos poderão ser abordados conjuntamente. No entanto, uma abordagem assim só será possível se houver algum agrupamento de comportamentos relacionados à saúde que tenham alguns determinantes em comum (PETERS et al., 2015).
Em um estudo envolvendo 1107 alunos (graus 7 e 8) nos Países Baixos avaliou-se que haveria transferência de conhecimentos, habilidades e atitudes para outros domínios a partir de uma abordagem curricular inovadora sobre o tabagismo e sexo seguro. Houve efeitos tanto sobre os determinantes psicossociais e comportamentos nos domínios do tabagismo e sexo seguro, assim como, houve efeitos sobre os determinantes e comportamentos em outros domínios que não foram discutidos especificamente tais como: consumo de álcool e ingesta de frutas no café da manhã. Uma abordagem nesse modelo poderá ter mais efetividade em relação às abordagens separadas (PETERS et al., 2015).
O recurso da roda de conversa, por favorecer a livre circulação da fala, garante aos adolescentes uma boa troca de experiências no ambiente escolar. É importante que se considere as demandas dos adolescentes (TOMÉ; MATOS,2012), mas que sejam definidos alguns princípios norteadores baseados em informações corretas e honestas tais como:
• as drogas não são todas iguais;
• é necessário mostrar seus efeitos mais comuns e não os efeitos mais tenebrosos; • as pessoas têm diferentes graus de vulnerabilidade;
• as SPA estão cada vez mais perto de nós;
• os riscos de contaminação por outras doenças dependem da forma de uso das mesmas; • ser permitida não significa causar menos danos;
• a droga pode causar satisfação, prazer (VERNAGLIA; FLORES, 2015).
Um estudo encontrou que, em se tratando de informações sobre SPA, a família foi considerada a fonte mais impactante se comparada com a escola. Esse resultado convida à reflexão sobre a abordagem metodológica da escola e mostra também que a parceria preventiva entre escola e família possa ser a ideal. A escola entraria com as informações corretas que poderiam ser discutidas na cena familiar. Essa também seria uma forma de mostrar aos pais a importância que podem ter como agentes de saúde para seus filhos (SANCHEZ et al., 2010). Uma informação será considerada um fator protetor consistente se for transmitida de forma clara e honesta, não subestimando o raciocínio crítico do adolescente. É interessante também que se desconstrua as crenças relativas à temática a partir de informações honestas, garantindo assim que possam agir de forma mais consciente diante das pressões externas e internas (ZEITOUNE et al.,2012;VERNAGLIA; FLORES, 2015).
Os adultos, no papel de educadores, devem garantir que adolescentes estejam seguros quando fizerem suas escolhas sobre usar ou não uma determinada SPA. E para desempenhar esse importante papel na vida do adolescente será necessário se despir dos preconceitos e dos conceitos moralistas sobre o uso de SPA (VERNAGLIA; FLORES, 2015).
Para que programas educativos sejam atrativos aos adolescentes eles devem ser adequados às problemáticas identificadas por eles (TOMÉ; MATOS,2012) e que contem com a participação dos jovens na concepção e na execução das ações preventivas e de promoção da saúde (MOURA, 2015).
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4 Intervenções redutoras de danos
“Agora, um médico mais lúcido, mais esclarecido, que reconhecerá o direito à liberdade, o respeito à doença, ao comportamento do outro pode propor às pessoas que elas protejam sua vida de um modo mais eficaz ou que reduzam os riscos de danos decorrentes de algumas práticas. Não propor simplesmente a abstinência mas que cada um se proteja do melhor modo possível; proteger a vida sim; ajudar a reconhecer os riscos também, sem retirar de cada pessoa sua autonomia e sua liberdade de escolhas, de vida”. Antônio Nery Filho (MACRAE; TAVARES; RÊGO, 2009, p.295).