3.3. VERĠ ANALĠZĠ
3.3.1. Katılımcıların Demografik Özellikleri
O Projeto Político Pedagógico da Escola de E.E.I.E.F. 08 de Março está orientado pela Política educacional vigente, sobretudo, pelos planos Nacional, Estadual e Municipal de educação, com orientações do Ministério da Educação – MEC, Secretaria da Educação Básica do Ceará – SEDUC, Coordenadoria Regional de Desenvolvimento da Educação – CREDE 18/ Crato-CE, Secretaria Municipal da Educação e na contribuição de renomadas/os teóricas/os, tais como Ilma Passos Alencastro Veigas, Moacir Gadotti, Levi Vygotsky, Henri Wallon e Piaget, assim consta no Projeto Político Pedagógico da escola. Respaldado na Resolução 451/2014 do Conselho Estadual de Educação / CEE – CE, em consonância com o disposto na Constituição Federal, Artigo 206 a 208, Inciso IV, Lei nº. 9.394, de 20 de dezembro de 1996, em conformidade a Lei nº. 8.069/90, Estatuto da Criança e do Adolescente e na Lei nº 12.796/2013.
Segundo o PPP (2018) da escola, o processo de ensino e aprendizagem remete a uma constante busca na melhoria da qualidade da educação e todas/os as/os que fazem a
E.E.I.E.F. 08 de Março acreditam que essa educação se faz através das/os suas/eus principais atores/atrizes: alunas/os, pais/mães, professoras/es, funcionários, gestores e toda a comunidade escolar participando ativamente do processo de construção da escola, desde a intenção pedagógica, do seu fazer educativo até a definição dos papéis de todas/os as/os envolvidas/os. A LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação – lei nº 9.394/96) traz no Título II inciso VIII do artigo 3º nos seus princípios gerais, a “gestão democrática do ensino público, na forma dessa lei e da legislação dos sistemas de ensino”, configurando desde aí a escola pública como espaço de participação e de decisão de todas/os que a compõe.
Nesse aspecto, mais uma vez, a LDB no Título IV artigo 14 inciso I e II, garante a participação dos profissionais da educação bem como da comunidade escolar em um documento chamado Projeto Político Pedagógico. De acordo com Moacir Gagotti, “O Projeto Político Pedagógico é o plano global da instituição”, (...) “é um instrumento teórico- metodológico para a intervenção e para a mudança da realidade” (2002, p. 15). Percebendo esse ponto como fundamental, é que foi construído o Projeto Político Pedagógico da supracitada escola, tendo no presente documento todo o delineamento do retrato que se deve ter e do que se quer construir. Segundo Veiga (2001, p. 56), “esse é um documento que tem força significativa e norteia o trabalho pedagógico da escola”.
Para tanto, o PPP (2018) da escola 08 de Março considera que a participação dos profissionais da educação e da comunidade escolar, é fundamental para que esse não seja apenas um documento burocrático e sem funcionalidade, mas vivenciado por todas/os as/os envolvidas/os no processo educativo da escola. E a construção incide de forma coletiva, possibilitando a todos os segmentos escolares espaço para a discussão e definição de que tipo de escola se quer, que tipo de cidadãos querem formar e que tipo de sociedade querem construir para transformar realidades, possibilitando, assim, a construção de uma escola que favoreça a todas/os as/os envolvidas/os um espaço de cidadania plena.
Conforme o PPP (2018), a missão da escola é assegurar um ensino de qualidade, garantindo o acesso e a permanência das/os alunas/os na escola, formando cidadãos críticos capazes de agir na transformação da sociedade. Para tanto, a escola entende que precisa promover uma educação de qualidade, na qual o alunado seja visto em todas as suas dimensões, participando da construção do conhecimento, tornando-se cidadão na sociedade. Por esse e outros motivos, o trabalho incide de forma criativa e inovadora, respeitando toda a comunidade escolar e buscando fomentar a construção de uma consciência de desenvolvimento sustentável que se faz através do trabalho em equipe, respeitando a
dignidade e os direitos de cada pessoa dentro da escola, ademais, incentivando a solidariedade, a cooperação e a criatividade.
De acordo com PPP (2018), percebe-se que o currículo é um conjunto de ações que cooperam para a formação humana em suas múltiplas dimensões. Quando se fala em currículo, refere-se ao complexo processo sociocultural que fez da escola um dos mais importantes meios de compreensão e aquisição dos conhecimentos produzidos pela humanidade. Neste sentido, a escola prioriza os conteúdos de forma interdisciplinar, adequando-os à realidade da/o aluna/o no contexto sociocultural, provocando aprendizagem significativa, desenvolvendo atitudes, valores e habilidades.
A escola, na tentativa de cumprir a regulamentação da Lei Federal Nº 10.639/2003, que alterou a Lei Nº 9.394/96 com o advento das Diretrizes Curriculares Nacionais Para Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana em seu artigo 26-A, busca, sob o auxílio do projeto Memórias de Baobá, epistemologias e metodologias pedagógicas para o ensino da história e da cultura africana e afro-brasileira, assim como o entendimento da participação da população negra na formação da brasilidade, na constituição da nossa sociedade, enfatizando a cosmovisão africana no continente africano e no âmbito das manifestações de suas e seus descendentes na diáspora.
Busquei, através de um recorte do regimento do PPP da escola, centrar meu olhar nas reflexões suscitadas para a Lei nº 10.639 nas orientações do Projeto Político Pedagógico da escola 08 de Março. Certamente não está delineado o regimento completo do documento e nem é propósito dessa reflexão sua exposição. Procurei salientar, exclusivamente, a preocupação da escola em acelerar a implementação da legislação em vigor para as Relações Raciais na ambiência escolar, mesmo diante dos desafios e dificuldades postas adiante, o que não impediu de movimentar a citada lei e suscitar enraizamentos que mexeram com a dinâmica da escola, conforme apontados no capítulo a seguir.
3 PROJETO MEMÓRIAS DE BAOBÁ: MEMÓRIAS AFRICANAS NA ESCOLA, NA