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Katılımcıların Hedonik Açlıklarına Etki Ettiği Düşünülen Faktörlerin Tek ve Çok Değişkenli İkili Lojistik Regresyon Analizleri İle İncelenmes

3. GEREÇ VE YÖNTEM

4.20. Katılımcıların Hedonik Açlıklarına Etki Ettiği Düşünülen Faktörlerin Tek ve Çok Değişkenli İkili Lojistik Regresyon Analizleri İle İncelenmes

258 BALEEIRO, Aliomar. Direito Tributário Brasileiro. 11a, edição. São Paulo: RT, 1998.

p. 587.

259 Art. 60, §4º, Constituição de 1988.

260 CARRAZZA, Roque Antonio. Curso de Direito Constitucional Tributário. São Paulo: Malheiros,

federativos possam tomar parte de uma determinada gama de atribuições, contribuindo para a manutenção do sistema. União, Estados e Municípios têm suas atribuições demarcadas pela Constituição Federal e estabelecem entre si relações que não têm a marca da hierarquia, mas a do desempenho por legitimação próprias das funções constitucionalmente assinaladas.256

Logo, é de vital importância ao Federalismo que os Estados-membros, a partir de uma regra de repartição de competências, possam participar ativamente, através de suas atribuições constitucionais, regulando a vida local, de acordo com as especificidades de cada região, sobre a qual se entornará um ente chamado Estado-membro da Federação.

Conforme expressa o art. 1º da Constituição Federal de 1988, o Brasil é uma República Federativa. Federação, portanto, traduz a forma de organização de Estado, o modo como se reparte o poder político no âmbito do território, e tem por pressuposto a descentralização política.

Daí resulta, segundo fórmula clássica, a existência de duas ordens jurídicas: a federal, titularizada pela União, e a federada (ou estadual), na qual cada Estado- membro exerce sua autonomia, isto é, sua capacidade de auto-organização, auto- governo e auto-administração nos limites definidos na Constituição. No caso brasileiro, reconhece-se, ainda, um terceiro nível de poder, representado pelos Municípios, igualmente investidos de autonomia pela Carta de 1988 (arts. 18, 29 e 30). 257

Do ponto de vista jurídico, como pontificou Hans Kelsen, o federalismo apresenta-se como uma descentralização jurídica, tanto estática, quanto dinâmica. A descentralização estática representa a convivência, em um mesmo Estado, de ordens jurídicas locais ou regionais, que, no seu todo, compõem a ordem jurídica nacional. Diz-se apenas estática em razão de as ordens jurídicas parciais (locais ou regionais) emanarem do poder central. É mera descentralização quanto ao âmbito de validade territorial da norma, não enseja descentralização do poder, podendo

256 BARROSO, Luís Roberto. Temas de direito constitucional. 2ª ed. Rio de Janeiro: Renovar, 2002.

p 397-8.

257 BARROSO, Luís Roberto. Temas de direito constitucional. 2ª ed. Rio de Janeiro: Renovar, 2002.

(executivo, legislativo e judiciário) e exercer desembaraçadamente todos aqueles poderes que decorrem da natureza mesma do sistema federativo, não podem ultrapassar os limites estabelecidos na Constituição Federal.253

Isto é, embora sejam relativamente independentes no que diz respeito à sua organização estrutural, ligam-se, vertiginosamente, aos preceitos instituídos no âmbito do Estado-total, demonstrando que a autonomia federativa expressa uma liberdade não-soberana.

Do mesmo modo, a autonomia atribuída aos entes federativos deve prever lastro financeiro que lhes consinta operar nas áreas demarcadas pela Constituição. Destarte, é necessário que a lei fundamental contemple sistema tributário mediante o qual se permita que tais entidades aufiram renda própria, fator necessário para garantir a relativa independência de que gozam no regime federativo. Poderá haver, nesses termos, a previsão de repasses de recursos provindos de outra esfera federativa, mas esses repasses não podem ser de tal dimensão que submeta a entidade destinatária à total dependência da pessoa repassadora. Repasses são (ou, pelo menos, devem ser) fontes auxiliares de recursos, mas a fonte primária deve ser realmente aquela que se origine dos tributos de sua competência.254

Doutra banda, através da participação, os Estados-membros passam a ser parte no processo de elaboração da vontade política válida para toda a organização federal. Eles passam a intervir com voz ativa nas deliberações de conjunto, colaborando sobremaneira na formação da estrutura institucional da Federação. São partes tanto na criação quanto no exercício da “substância mesma da soberania”, traços estes que bastam já para torná-los completamente distintos das províncias ou coletividades simplesmente descentralizadas que compõem o Estado unitário.255

Sendo assim, além do reconhecimento de autonomia às entidades estatais – isto é, de capacidade de autodeterminação dentro do espaço estabelecido pela Constituição – a idéia de Federação envolve, ainda, um outro conceito fundamental, que é o de repartição de competências, o qual possibilita que todos os entes

253 BONAVIDES, Paulo. Ciência Política. 10ª edição, São Paulo: Malheiros, 2000, p. 181.

254 CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de Direito Administrativo. Rio de Janeiro: Lumen

Iuris, 2007. p. 409.

judiciário federal; i) competência tributária da União e dos Estados, observada a particularização dos tributos de cada um deles.250

Contudo, essas características, que servem para identificar o Estado Federal, podem não ser encontradas, no seu conjunto, na totalidade das formas reais de Estado Federal. A ausência de características poderá significar, conforme ensina Raul Machado Horta, a falta de amadurecimento da experiência federal, a resistência de tradições que dificultam a implementação de um federalismo racionalizado. A atuação desses fatores negativos, quando não removidos no texto da Constituição, dará lugar a um federalismo incompleto, a um federalismo não autêntico, sem que essa deficiência possa acarretar a rejeição do respectivo Estado no conjunto dos Estados Federais. A inclusão, em atenção ao preenchimento de requisitos parciais, será sempre acompanhada do registro identificador da ocorrência de modalidade do federalismo incompleto.251

Assim, os que buscam um conceito definitivo, universal e inalterável de Federação supõem, erroneamente, que ela, aqui e alhures, tem forma única, geométrica, recortada de acordo com um molde inflexível. Para estes, os Estados só são federados quando se ajustam, como verdadeiras luvas, aos ‘arquétipos eternos’, cujas origens e contornos lutam por precisar. Mas, normalmente, são os Estados Unidos da América do Norte tomados pelos estudiosos como exemplo consumado de Federação252, em que soberanias internas convivem com uma soberania unificadora. No caso do Brasil, em que se considera a existência de federação, não existem soberanias internas, mas sim autonomias, e somente uma soberania, que mantém sob seu jugo os demais entes federados.

Pode-se sintetizar, portanto, o sistema federalista, a partir de seus dois traços fundamentais: (i) a autonomia; e (ii) a participação.

A autonomia revela a ligação umbilical das unidades federadas. Ao mesmo tempo em que podem estas livremente estatuir uma ordem constitucional própria, estabelecer a competência dos três poderes que habitualmente integram o Estado

250 HORTA, Raul Machado. Direito Constitucional. 2ª edição, Belo Horizonte: Del Rey, 1999, p. 483. 251 HORTA, Raul Machado. Direito Constitucional. 2ª edição, Belo Horizonte: Del Rey, 1999, p. 483. 252 CARRAZZA, Roque Antonio. Curso de Direito Constitucional Tributário. São Paulo: Malheiros,

demasiadamente forte no plano interno, a ponto de pôr em risco as liberdades dos cidadãos que o integram.247

Para Hauriou, no federalismo, há diversidade de leis e várias soberanias secundárias, sob uma soberania comum, enquanto para Jellinek, a essência do Estado Federal está na autonomia dos seus entes, salvaguardada pela Constituição das unidades federadas. Por sua vez, Kelsen, com sua visão formalista do Direito, distingue o Estado Federal dos demais pela existência, nele, de três ordens jurídicas: duas parciais (a União e as unidades federadas) e uma global (a da Constituição que as domina, delimitando-lhes a competência e encarregando um órgão de fazê-la cumprir).248

De acordo com Konrad Hesse, o Estado Federal se traduz em uma união de várias organizações estatais e ordens jurídicas, e, precisamente, aquelas dos “Estados-membros”, e aquelas do “estado total”, em que estado-total e Estados- membros são coordenados mutuamente na forma que as competências estatais entre eles são repartidas, que aos Estados-membros, por meio de um órgão especial, são concedidas determinadas possibilidades de influência sobre o estado- total, ao estado-total determinadas possibilidades de influência sobre os Estados- membros e que uma certa homogeneidade das ordens do estado-total e dos Estados-membros é produzida e garantida.249

De seu turno, Raul Machado Horta traça as características de um Estado Federal, demonstrando a importância da existência concomitante de todas elas em um Estado Federal que o mesmo considera completo ou “maduro”, a saber: a) indissolubilidade do vínculo federativo; b) pluralidade dos entes constitutivos; c) soberania da União; d) autonomia constitucional e federativa dos Estados; e) repartição constitucional das competências; f) intervenção federal nos Estados; g) iniciativa dos poderes estaduais para propor alteração na Constituição Federal; h) poder judiciário estadual distinto em sua organização e competência do poder

247MACHADO SEGUNDO, Hugo de Brito. Contribuições e Federalismo. São Paulo: Dialética, 2006.

p. 24

248 CARRAZZA, Roque Antonio. Curso de Direito Constitucional Tributário. São Paulo: Malheiros,

2006. p. 124.

249 HESSE, Konrad. Elementos de Direito Constitucional da República Federal da Alemanha.

Tradução da 20ª edição alemã por Luís Afonso Heck, Porto Alegre: Sérgio Antônio Fabris Editor, 1998, p. 178/179.

Portanto, embora não se possa esmiuçar a substância do federalismo, pode- se adotar como traço marcante a existência de união de entes, conforme nos lança o sentido do vocábulo em sua versão na língua latina. Pontes de Miranda243 observa que o conceito de federalismo não é de conteúdo certo, pois não é categoria jurídica, como ‘usufruto’, ‘hipoteca’ e ‘imposto’, tendo em vista que ele toma contornos próprios adaptados às peculiaridades de cada Estado que adote o sistema federal244.

Pode-se, ainda, asseverar, que o traço essencial da Federação repousa na participação direta e indireta dos Estados-membros na formação da vontade federal, ou seja, na composição dos órgãos federais e na elaboração de suas decisões.245

Com efeito, esta forma de Estado surgiu empiricamente, evoluiu ao longo do tempo, ostenta alguns atributos comuns em todas as épocas e em todos os lugares nos quais é ou foi adotada, mas apresenta igualmente uma série de outros atributos que variam em função de uma infinidade de fatores. Daí a importância de se verificar, inicialmente, as causas que motivaram a criação da forma Federativa de Estado, e as finalidades com ela pretendidas. O federalismo surgiu num contexto de reconhecimento do indivíduo e de valorização dos seus direitos, no qual se perceba a necessidade de se limitar, e, sobretudo, de se legitimar e racionalizar o exercício do poder estatal.246

O ideal federativo está profundamente conexo com a conservação da unidade nacional, congregada à contenção do poder do Estado, através de uma divisão vertical interna. Essa divisão tem a grande vantagem de não enfraquecer o Estado, notadamente no plano internacional, e ao mesmo tempo não o tornar

243 Apud Hugo de Brito Machado Segundo. Contribuições e Federalismo. São Paulo: Dialética, 2006.

p. 23-24.

244 É o que afirma, com outros termos, Schäffer, para quem “each federal system is a case of its own”.

Apud Hugo de Brito Machado Segundo. Contribuições e Federalismo. São Paulo: Dialética, 2006. p. 23-24.

245 CARRAZZA, Roque Antonio. Curso de Direito Constitucional Tributário. São Paulo: Malheiros,

2006. p. 137.

246MACHADO SEGUNDO, Hugo de Brito. Contribuições e Federalismo. São Paulo: Dialética, 2006. p.

V Repartição e Destinação das Receitas oriundas da CIDE- Combustíveis e o Cumprimento de sua Finalidade Constitucional

1 Repartição das Receitas oriundas da CIDE- Combustíveis e o Princípio do Federalismo Cooperativo na Constituição de 1988