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2.5 Yaşam Dönemleri ve Kariyer Evreleri

2.5.2 Kariyer Evreleri

A primeira fase - a prévia - corresponde ao ato de preparar, planejar ou organizar estratégias que estimulem os trabalhadores a aprenderem a utilizar e a aplicar procedimentos, criando as condições favoráveis à aprendizagem. As convicções iniciais influenciam a aprendizagem dos sujeitos, pois a atividade preparatória ajuda a definir os objetivos e a construir um plano. A reflexão também está presente nesta fase, pois permite pensar sobre como e por que utilizar determinada estratégia e verificar se ela favorece a demanda. Em síntese, este é o momento de preparar o terreno para o aprender, que é influenciado pelas convicções que cada pessoa tem e pelos incentivos que recebe do contexto. O E1 ressalta: “sinto-me preocupada em como desenvolver e como avaliar o trabalho antes mesmo de iniciá- lo”, e o E2 expressa: “articulo atividades que possam fazer o trabalhador se envolver e avançar”.

Esta primeira fase apresenta a dimensão de natureza cognitiva e está relacionada com a metacognição, com a tomada de consciência pelo sujeito dos próprios processos cognitivos que conduzem à autoprodução. A reflexão metacognitiva é a capacidade que o indivíduo tem de se conhecer, de refletir sobre si mesmo e sobre suas possibilidades de ação, passando pelas dimensões cognitiva, motivacional, emocional e contextual (FLAVELL, 1979). O pedagogo utiliza sua metacognição para planejar e prever ações pelas quais os trabalhadores possam desenvolver suas competências cognitivas. Nos depoimentos, alguns dos entrevistados assim se expressam: “organizo estratégias que podem favorecer a formação e a aprendizagem no local e trabalho” (E2); “os participantes têm que pensar e organizar propostas de ação” (E3); “os trabalhadores trazem em sua bagagem conhecimentos e condições para mudar, mas precisam de reflexão, debate para que encaminhem propostas de mudanças” (E12). Salema (1997) sublinha que a metacognição é considera envolvente em todas as situações de ensino e de aprendizagem e que ela pode ser suscitada, estimulada através de procedimentos metodológicos ou da atuação, do estímulo do pedagogo-educador. No estimulo à cognição do

trabalhador, destaca-se, em primeiro lugar, a ação dos pedagogos em prever, pensar e articular, levando em consideração as necessidades emergidas do contexto, os saberes que os trabalhadores trazem e a possibilidade de reutilização destes saberes em situações de trabalho. A fala dos pedagogos entrevistados revela que o trabalhador não só compreende a necessidade que ele tem de aprender, como participa das formações oferecidas.

Na relação da fase prévia com a dimensão da cognição/metacognição, verifica-se o que o E13 explicita: “crio novas estratégias que ajudam na aprendizagem, faço questionamentos e planejamos estabelecendo metas, objetivos, estratégias, atividades que queremos realizar”. O pedagogo, pelo autoquestionamento, provoca a reflexão e exerce sua liderança para que o trabalhador corresponda e também utilize sua metacognição para organizar seu planejamento. A tomada de decisão é um processo intencional decorrente dos fatos analisados, que busca o saber fazer e o sucesso na ação planejada. Essa ação emerge da capacidade que o indivíduo tem de conhecer, refletir e tomar decisões na busca do alcance das metas propostas. Inclui a capacidade de implementar e de avaliar as estratégias necessárias para atuar em situações específicas. Segundo Veiga Simão (2004c, p. 48), “as estratégias dizem respeito às operações ou atividades mentais que facilitam e desenvolvem os diversos processos de aprendizagem” e que através delas pode-se processar, organizar, reter e recuperar o que precisa ser apreendido. A mesma autora realça que “cada vez mais planificamos, regulamos e avaliamos esses mesmos processos em função do objetivo traçado ou exigido pela especificidade da tarefa” (p. 48).

O planejamento é construído com uma intencionalidade – criar estratégias para envolver os trabalhadores na busca de qualificação, através de cursos de formação e treinamento, pensados para que eles desenvolvam as competências necessárias. Neste sentido, apresentam-se alguns indicadores: “oriento as pessoas a planejarem propostas a serem implementadas” (E1); “reunimos a equipe para investir na aprendizagem, no desenvolvimento de pessoas, organizamos e desenvolvemos o planejamento realizado” (E12); “o caráter deste trabalho é a formação, é a construção de estratégias que estimulem o trabalhador a se envolver nas aprendizagens, para isso, procuramos trabalhar estimulando a autonomia, evitando cair em um trabalho paternalista e de dependência” (E10).

Através da análise destes indicadores, percebe-se o investimento dos pedagogos na implementação do planejamento, na mobilização dos conhecimentos prévios dos trabalhadores. Só depois, avançam nas aprendizagens com o intuito de levá-los a resolver situações complexas e a participar de outras formações com maior grau de exigência. O E12 salienta que o planejamento serve “para orientar a ação, podendo a mesma ser

redimensionada, caso seja necessário, para isso, ouço as dificuldades trazidas e busco alternativas de ação”. A fala do E3 complementa: “coloco as questões principais que devem ser trabalhadas, mas faço a pessoa pensar sobre o problema; os trabalhadores planejam atividades para realizá-las”. Destes indicativos, depreendem-se algumas convicções pessoais sobre o significado do aprender e da articulação de planos e estratégias com a finalidade de resolver eficazmente tarefas assumidas. Os trabalhadores e o pedagogo definem os objetivos e as estratégias e escolhem como implementá-los em suas ações profissionais. Peixoto (1984) explica que os aspectos metacognitivos são os fatores de ordem interna responsáveis pela transferência19, com sucesso, das aprendizagens feitas pelo sujeito para outras situações. O mesmo autor sublinha que os sujeitos “passam mais tempo a planificar, a analisar e a classificar as soluções e que pensam aplicar aos problemas que lhes são dados” (p. 251). Estes sujeitos aprendem a melhor avaliar o valor intrínseco dos resultados obtidos e são capazes de pôr em prática procedimentos mais eficazes de autocorreção, do que os sujeitos que têm dificuldades em fazer transferências dos saberes aprendidos. Todos os treze entrevistados referendam a importância do planejamento, antecedido do levantamento das questões emergentes a serem trabalhadas.

Benzer Belgeler