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5. DENEY DÜZENEĞĠ VE HAZIRLIĞI

5.1 Deneyler ve Ölçümler

5.1.6 KarbonatlaĢma Deneyi

As atividades, os espaços e as brincadeiras possibilitadas às 16 crianças estão circunscritas a uma rede de interações e significados sobre o cuidado e a educação das crianças de 0 a 3 anos do campo. Nessas significações, são pontuadas semelhanças e diferenças entre o cuidado e a educação das crianças do campo e das crianças da cidade.

Das 14 mulheres entrevistadas, somente uma não discrimina a diferença entre cuidar e educar no campo ou na cidade:

A minha filha é ciumenta, mas tem que dar limite. Ela nasceu prematura, então, teve tudo o que ela queria, ela tinha. A criança tem que ser bem mandada. Eu não sinto diferença da criança da cidade com a criança do campo. (Mariana, mãe de menina de 2 anos). 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9

10 Avô e Avó Crianças vizinhas mais velhas

Irmão (S) e/ou Irmã (s) Pais

Primo (s) e Prima (s) Sobrinho (s) e/ou Sobrinha (s)

As outras 13 mulheres apresentam significações do cuidado e da educação gerais para as crianças de 0 a 3 anos e outras específicas para as que moram no contexto do campo. Sobre as compreensões gerais, as responsáveis pelas crianças acreditam ser importante na educação e no cuidado da criança:

Respeito ao próximo. A educação é obrigação, tanto com as pessoas aqui de dentro quanto com as de fora. A gente vai longe com educação e respeito. (Teresa, mãe de menina de 2 anos e 8 meses).

Ele não deve fazer o que quer, fazer o que a gente quer. Eu acho muito feio menino que dá birra. É muito difícil ter filho. (Letícia, mãe de menina de 1 ano e 11 meses).

A criança tem que ser bem mandada. (Mariana, mãe de menina de 2 anos).

Educação é muito importante. Menino mal educado é feio demais. (Sofia, mãe de dois meninos de 1 ano e 5 meses, e 3 anos e 3 meses).

É crescer humilde, tem que estudar, ser compreensivo. Ajudar qualquer pessoa. Eu gosto de estudar, ele vai também. (Anamaria, mãe de menino de 23 dias).

Além disso, há as mães que consideram que a faixa etária de 0 a 3 anos é uma fase própria em que as crianças estão começando a entender o que é certo e o que é errado, assim como a sentir o que está em sua volta, como as compreensões a seguir:

Dá educação o que é certo e errado. Eu acho que eles já entendem (Débora, mãe de dois meninos um de 2 anos e outro de 3 anos).

Eu acho muito importante. É a fase em que tudo o que você ensinar a criança está começando a entender, a sentir... (Paula, madrinha de menina de 10 meses).

Ele não vê a gente fazendo coisa errada, não vê discussão. (Isabella, mãe de menino de 2 anos).

A relação e o foco na alimentação da criança são considerados elementos concretos para o seu bem estar, como pode ser visualizado, a seguir:

A criança ser bem cuidada, bem alimentada, ter atenção, carinho, saúde (...). (Karina, mãe de menina de 3 meses). A importância é a alimentação, o bem estar da criança. (Joaquina, mãe de menino de 2 anos).

As significações sobre a importância do cuidado e da educação da criança de 0 a 3 anos do campo estão circunscritas às concepções do que estas mulheres compreendem sobre os comportamentos adequados para uma criança e o que ela precisa para seu bem estar. No entanto, tais significações estão atreladas a uma concepção de campo e o que ele proporciona no cuidado e na educação de seus filhos:

Eu acho melhor do que na cidade, é mais saudável, come verdura, fruta, a alimentação, não tem poluição. Meu filho que mora na cidade só come bolacha. (Karina, mãe de menina de 3 meses).

Roça tem mais saúde. Inalação mais de uma vez por dia. Se não está atacado. Assiste TV, fica no quintal. É livre. As crianças da cidade não ficavam na rua. (Sofia, mãe de dois meninos de 1 ano e 5 meses, e 3 anos e 3 meses).

Atenção. Cuida bem porque é sofrido aqui, é muita poeira. Crianças têm mais saúde no campo. Na cidade, as crianças ficam muito doentes. (Maiara, mãe de menina de 7 meses). Quase não fica doente. (Letícia, mãe de menina de 1 ano e 11 meses).

A vida no campo é vista como uma possibilidade da criança desenvolver-se ao ter contato com a terra, com a natureza e com os animais, configurando um desenvolvimento mais saudável.

Ainda, segundo as participantes, a participação da Família no dia a dia do campo é planejada e organizada de forma a possibilitar à criança aprender a valorizar o campo como um contexto específico de desenvolvimento.

Procura voltar mais para o campo. Ensinar ele a amar mais o campo, cuidar dos lixos, dos animais... Se jogar tem que catar. Cultivar isso neles para que quando eles crescerem, não vão para a cidade. (Débora, mãe de dois meninos um de 2 anos e outro de 3 anos).

Valorizar o campo por estar aqui. (Débora, mãe de dois meninos um de 2 anos e outro de 3 anos).

Ele sabe respeitar uma plantinha. A criança pega gosto por isso aqui. Ele aprende a cuidar de uma planta. (Teresa, mãe de menina de 2 anos e 8 meses).

Brincar, porque na hora que brinca é que desenvolve. Não adianta prender, ter que ir pra terra. (Pamela, mãe de menino de 1 ano e 2 meses).

Para as participantes, tendo seu cuidado e sua educação atrelados a esses elementos específicos do campo, a criança poderá valorizá-lo, em detrimento da cidade, assim como reconhecer a luta de seus pais pela terra.

A criança do campo vai saber se virar aqui no campo. Eu quero que ele cresça sem menosprezar as crianças da cidade. Ele vai ter liberdade de participar das coisas. A educação [escolar] aqui não é ligada à formação do campo, consciência política, participação política. Eu prefiro que ele viva aqui, ele vai crescer com todo mundo, falando oi para todo mundo, andar a cavalo. (Anamaria, mãe de menino de 23 dias).

É a fase mais importante da criança aprender a gostar do campo, porque senão, cresce e vai para a cidade, e acaba que a gente brigou [pela terra] à toa. (Paula, madrinha de menina de 10 meses).

No cuidado, o campo requer cuidado com os bichos. Na educação, agora é fase dela aprender a brincar. A criança é menos fresca. Na roça, vai lidando com a terra, entendendo que é instrumento de trabalho. A criança é mais resistente. (Cristina, mãe de menina de 1 ano e 4 meses).

A liberdade proporcionada pela vida no campo também merece seus cuidados diante da tranquilidade que este apresenta.

Viso muito a segurança, questão de bichos, cobra, o que come. Ao mesmo tempo que aparenta ser um lugar tranquilo, tem seus perigos. (Helen, mãe de menino de 2 anos).

Tomar cuidado para não machucar, perigoso bicho por causa da roça. (Isabella, mãe de menino de 2 anos).

As significações sobre o cuidado e a educação da criança pequena do campo perpassam a organização do dia a dia de cada uma. Para tanto, serão apresentadas as nuanças do cotidiano das 16 crianças, como forma de exemplificar como se dá o dia a dia dessas crianças.

Benzer Belgeler