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Belgede Norton 360TM. Ürün Kılavuzu (sayfa 104-112)

para captar a opinião, simplesmente para converter os cidadãos em eleitores potenciais e para que os partidos obtenham informação para ajustar sua publicidade. Nesse sentido, o problema não é a Internet, e sim o sistema político. [...] lá onde existe burocratização política e política estritamente midiática de representação cidadã, a Internet é simplesmente um quadro de anúncios. É preciso mudar a política para mudar a Internet e, então, o uso político da Internet pode converter-se em uma mudança da política em si mesma." (Castells, 2003: 279-280)

143 Em outras palavras, mais importante do que dar vazão às colocações a favor ou contra o uso de novas tecnologias para sofisticar a forma democrática de governo é buscar a entender a inserção destas tecnologias em cada sociedade, analisando a cultura específica e as estruturas pré-existentes, investigando de que modo são inauguradas, se são, novas modalidades e canais de comunicação politicamente eficazes.

144 Aqui um trecho de Malina para reforçar esta idéia: "Technologies do not just happen, however; according to Sclove, they are 'contingent social products' (Sclove, 1995). That is, one design is chosen over another and development is influenced by prevailing norms, beliefs and social structures. Whilst other designs are always possible, citizens are increasingly urged to use ICTs routinely billed as emancipatory. Those ICTs used ostensibly or emancipatory purposes can also support structures that represent anti-democratic formations. Development is dependent on which set of beliefs is most dominant." (Malina, 1999: 27). T.A.: "As tecnologias não apenas acontecem, entretanto; de acordo com Sclove, elas são 'produtos sociais contingentes' (Sclove, 1995). Ou seja, uma configuração é escolhida em vez de outra e o desenvolvimento é influenciado por normas prevalecentes, crenças e estruturas sociais. Enquanto outras configurações são sempre possíveis, os cidadãos são cada vez mais incitados a usar as tecnologias de comunicação e informação costumeiramente anunciadas como emancipatórias. Estas tecnologias de comunicação e informação usadas ostensivamente ou com objetivos emancipatórios podem ainda auxiliar estruturas que representam formações anti-democráticas. O desenvolvimento depende de qual quadro de crenças é o dominante."

Dentro do conjunto de trabalhos que têm como tema a relação entre

democracia e comunicação digital, pode-se diagnosticar a existência de uma sub-área

cujo foco é o tratamento de questões inerentes à adoção destas tecnologias pelos

Estados e suas instituições.

O governo eletrônico se relaciona sobretudo com o serviço prestado pelos

governos, local, estadual ou nacional, ou por outros Poderes (Legislativo e Judiciário)

aos cidadãos, como o fornecimento de informações sobre instituições ou o oferecimento

de espaço para debates e denúncias. O governo eletrônico compreende, assim, uma série

de processos, desde a relação da administração estatal com seus próprios "braços" até

chegar aos cidadãos, passando por empresas fornecedoras e demais atores sociais.

A democracia digital, conforme se discutiu, vai além da esfera administrativa

na qual está localizado o governo eletrônico). Obviamente, estas duas categorias,

democracia digital e governo eletrônico, estão muito próximas (a questão da

transparência ou accountability exigida dos governos por empresas e cidadãos, por

exemplo, é fundamental para se afirmar uma democracia forte), mas há de se marcar

essa diferença. O governo eletrônico pode ser considerado, então, um dos instrumentos

que convergem para a orquestra da ciberdemocracia.

A expectativa da maioria dos defensores das iniciativas de governo eletrônico é

de que, à parte o lado técnico, seja inaugurada uma nova fase no que se refere à

prestação de serviços, integrando instituições e não mais se relacionando com os

cidadãos apenas verticalmente, mas buscando parceiros. Pierre Lévy argumenta que:

"Dans la plupart des pays avancées, les initiatives se multiplient pour simplifier les procédures administratives, rendre les 'processus de production de la loi' plus transparents et rapprocher le gouvernement du citoyen au moyen d'Internet. La plupart des chambres législatives dans le monde offrent maintenant des services en ligne afin de rendre leur fonctionnement accessibble au plus grand nombre. [...] la mutation vient de la société, et nottament du marché et des entreprises. Une fois que l'on s'est habitué à l'efficacité, à la simplicité et à la transparence dans l'univers en croissance de l'économie de l'information, l'opacité, le cloisonnement et l'inefficacité des administrations publiques deviennent choquants. [...] La doctrine anglaise du e-gouvernement a le mérite d'être fort claire. Il s'agit tout simplement d'appliquer au service public les méthodes du e-business, qui ont fait leur preuvre en matière d'efficacité et de transparence accrue." (Lévy, 2002: 113-114)145

145 T.A.: "Na maior parte dos países avançados, as iniciativas se multiplicam para simplificar os procedimentos administrativos, tornar os 'processos de produção da lei' mais transparentes e aproximar o

A proposta brasileira de governo eletrônico se insere no contexto de reformas

do Estado, assunto em pauta há pelo menos três décadas mas que apenas nos últimos

anos vem se configurando como uma preocupação maior nos ambientes institucionais.

Existem iniciativas exemplares de facilitação da vida dos cidadãos com o uso das novas

tecnologias de comunicação: não mais se precisa, por exemplo, preencher inúmeras

páginas para entregar a declaração do imposto de renda ou esperar de pé em uma fila a

manhã inteira na tentativa de descobrir qual o formulário correto para solicitar

determinado benefício ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). Com as

ferramentas à mão e habilidades no manejo dos sítios governamentais, os documentos

são encontrados pelos próprios interessados.

De fato, são interessantes as funções sociais (não apenas propagandísticas) que

estes novos media podem exercer. No ano de 2003, foram entregues cerca de 16,5

milhões de declarações de imposto de renda de pessoa física via Internet no Brasil (entre

preenchimento online no próprio site da instituição ou através do download do

programa para posterior envio dos dados, também via Internet), o que corresponde a

95% dos contribuintes

146

. Em 2000 esse número era de 10,1 milhões

147

. Em 1997,

apenas 475 mil pessoas informaram seus rendimentos online. Esses dados demonstram

(a) os diferentes papéis sociais que as tecnologias de comunicação e informação podem

assumir (servir de meio de sociabilidade, de intermédio entre um jornal e seu leitor, de

acesso a produtos de outros lugares, de acesso à própria informação, dentre outros) e

que (b) o uso desta tecnologia pelo público brasileiro vem aumentando, não obstante a

dificuldade de aquisição dos equipamentos

148

. Cebrián admite, assim, a possibilidade de

aproximação entre governo e cidadãos a partir do uso de redes de computadores:

governo do cidadão por meio da Internet. A maior parte das casas legislativas no mundo oferece agora serviços online com o objetivo de fazer seu funcionamento acessível a um maior número [de cidadãos]. [...] a mutação vem da sociedade, destacadamente do mercado e das empresas. Uma vez que se esteja habituado à eficácia, à simplicidade e à transparência no universo crescente da economia da informação, a opacidade, o enclausuramento e a ineficiência das administrações públicas se tornam ofensivos. [...] A doutrina inglesa do governo eletrônico tem o mérito de ser bem clara. Trata-se de simplesmente aplicar aos serviços públicos os métodos do e-business, que tem se mostrado accrue em matéria de eficácia e transparência."

146 De acordo com notícia publicada em:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u13306.shtml (19/09/2003) 147 De acordo com a revista Isto É, edição nº 1647, ano de 2000.

148 Aqui se expõe a pertinente opinião de Postman adaptável ao assunto em questão, não no intuito de se desejar relativizar sempre os benefícios trazidos pela tecnologia (há facilitações, sem dúvida), mas com o objetivo de demonstrar as diversas perspectivas apreendidas durante a revisão bibliográfica: "Na verdade,

"As possibilidades [da rede] estendem-se muito além do comércio. O setor publico está sitiado no mundo inteiro. Os contribuintes de todas as partes querem um Estado maior e mais barato [...] Os programas governamentais podem distribuir-se eletronicamente pela

rede e, com isso, melhorar a qualidade e reduzir os custos. Pode-se facilitar o acesso à informação oficial e criar, assim, um governo mais aberto. Os departamentos virtuais podem combinar o trabalho de muitos organismos para oferecer aos cidadãos um canal de comunicação único. Pelas redes, pode-se acabar com a burocracia." (Cebrián, 1999: 17)

O

portal

do

governo

brasileiro

(www.governoeletronico.gov.br

ou

www.redegoverno.gov.br), por exemplo, tem o objetivo de centralizar desde

informações sobre conjuntura nacional (economia, política, cultura, defesa, turismo,

dentre outros temas)

149

até facilitar a emissão de documentos e busca de empregos.

Isso não obstante, há quem considere que, ao mesmo tempo em que dá a

impressão de descentralizar os serviços e desfavorecer uma burocracia existente na

administração estatal há décadas, a proposta de governo eletrônico, e nesse ponto não

apenas a brasileira, pode acabar facilitando, por parte do Estado, um controle mais

eficaz em relação ao uso que cada cidadão faz dos serviços disponíveis na rede. Ou seja,

algumas contribuições especulam sobre o fato de o governo eletrônico facilitar o

monitoramento da atividade dos cidadãos

150

, comprometendo sua privacidade à medida

em que eles precisam do auxílio de uma autarquia conectada.

a maioria das pessoas acredita que a tecnologia é uma amiga leal. Há duas razões para isso. Primeiro, a tecnologia é uma amiga. Torna a vida mais fácil, mais limpa e mais longa. Pode alguém pedir mais de um amigo? Segundo, por causa de seu relacionamento longo, íntimo e inevitável com a cultura, a tecnologia não convida a um exame rigoroso de suas próprias conseqüências. É o tipo de amigo que pede confiança e obediência, que a maioria das pessoas está inclinada a dar porque suas dádivas são verdadeiramente generosas. Mas, é claro, há o lado nebuloso desse amigo. Suas dádivas têm um pesado custo. Exposto nos termos mais dramáticos, pode-se fazer a acusação de que o crescimento descontrolado da tecnologia destrói as fontes vitais de nossa humanidade. Cria uma cultura sem uma base moral. Mina certos processos mentais e relações sociais que tornam a vida humana digna de ser vivida. Em suma, a tecnologia é tanto amiga como inimiga." (Postman, 1994: 12)

149 O governo brasileiro criou, em 2001, a Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação, responsável pela preparação do projeto do governo eletrônico no âmbito federal. Atualmente, estes endereços recebem mensalmente 35 milhões de acessos por mês.

150 André Lemos aborda a questão em seu livros de ensaios "Cultura das Redes" (2002): "Echelon é uma rede anglo-americana de espionagem internacional, podendo monitorar telefones, fax ou e-mail, em qualquer lugar do planeta. Estão envolvidos os membros de uma aliança UKUSA como o Canadá, a Austrália e a Nova Zelândia. Os EUA e a GB negam a existência da rede, mesmo que a BBC e intelectuais, políticos e ativistas tenham mostrado evidências do sistema. [...] Agora o FBI revela a existência de um devorador de e-mails, batizado com o singelo nome de Carnivore, um rápido sistema de interceptação de mensagens. O sistema pode monitorar milhões de e-mails por segundo e permite obter informações sobre práticas de consumo e navegação na Web. [...] Echelon e Carnivore mostram que a centralização de informações privadas em mãos de empresas e governos pode criar um panopticom eletrônico planetário, cujo centro de controle observa potencialmente qualquer usuário" (Lemos, 2002:

Há a possibilidade de vigiar o comportamento dos usuários, suas máquinas,

versões de navegadores, por quais páginas navegaram, se fizeram o download de algum

arquivo, quanto tempo permaneceram na página, dentre outros fatores de ordem técnica.

Por outro lado, este monitoramento pode ser visto beneficamente, ao permitir que o

Estado busque melhorar o serviço onde o site receber menos acessos ou direcionar a

atenção do usuário para um conteúdo específico através de estratégias de comunicação.

A segunda consideração sobre o tema tem relação com o tipo de serviço

oferecido. Dentre os sites mais visitados e propícios à manutenção, agora no que se

refere ao caso do governo brasileiro, estão o da Receita Federal, Departamentos de

Trânsito Estaduais, bancos, Previdência Social e a área de licitações para obras e demais

realizações governamentais. Ou seja, a intenção primordial no caso não seria de

fomentar a participação democrática, mas apenas de fazer evoluir uma máquina

administrativa menos onerosa e mais dinâmica, privilegiando as iniciativas

arrecadatórias.

Ao se dar preferência a uma visão de governo menos custoso, abre-se a

perspectiva de que as iniciativas de governo eletrônico não sejam mais do que

gerenciadores "high-tech" de tarefas, mostrando-se como ferramentas automatizadas de

licitações e demais compras, sem buscar abertura em relação à participação popular,

conforme postulam os modelos de democracia orientados pela idéia de soberania

popular (cf. Katz 2001).

As propostas mais ousadas visam tornar o ato de governar mais aberto às

disposições populares, não se administrando apenas para dentro dos gabinetes. A

inclusão de documentos antes inacessíveis, como declarações, licitações, atas de

reuniões, em alguma medida promovem o que a literatura sobre este tema, como

herança teórica da academia norte-americana, vem chamando de "governança", ou seja,

25-26). O jornalista José Arbex Júnior publicou uma matéria na revista Caros Amigos que ganhou repercussão por seu alerta. "Imagine um país cujo governo tivesse acesso a todos os dados eletronicamente registrados de sua vida privada: gastos com cartão de crédito, saques de dinheiro em caixas eletrônicos, históricos escolares, compras em supermercados, livros retirados em bibliotecas, sites visitados na Internet, números de telefone discados, registros de pedágios, fichas de vídeos alugados. [...] Não é ficção, mesmo que você tenha pensado em 1984, de George Orwell. O Departamento da Defesa dos Estados Unidos anunciou, no fim de 2002, um vasto programa estratégico, intitulado Conhecimento Total de Informações (TIA, Total Information Awareness), com o objetivo de permitir ao governo rastrear os movimentos dos 290 milhões de cidadãos estadunidenses, para "prevenir ataques terroristas". (Arbex Júnior, 2003.

a atitude, por parte das administrações, de tornar disponível ao cidadão-usuário as

informações sobre projetos e demais trâmites relativos à burocracia, permitindo que se

possa fiscalizar a atuação dos poderes constituídos

151

.

"Por Governança Eletrônica (e-Governance) entende-se a união dos cidadãos, pessoas-chave e representantes legais para participarem junto ao governo das comunidades por meios eletrônicos. Nesse sentido, governança eletrônica incorpora a democracia eletrônica. Por sua vez, a Prestação Eletrônica de Serviços volta-se para a garantia e a prestação de serviços do governo por meios eletrônicos." (Ferguson, 2002: 104)

Os projetos mais avançados buscam

152

não apenas uma melhora no ritmo de

trabalho e de produção dos escritórios governamentais (através de redes internas de

intercâmbio de informações e logística), mas também popularizam o acesso à rede

mundial de computadores (promovendo cursos de instrução, venda ou aluguel de

equipamentos, através também do oferecimento de terminais públicos ou de

financiamentos), fazendo questão de ouvir os cidadãos. Um exemplo se encontra no

recebimento de denúncias por parte da Previdência Social

153

.

De certa forma, essa adesão dos governos ao eletrônico pode ser vista como o

resultado de uma pressão da sociedade civil, exigindo transparência e facilidades, e de

setores comerciais, industriais e financeiros (que também exigem transparência para que

seus investimentos sejam seguros, desfrutando de agilidade por parte da burocracia)

154

.

151 As instituições governamentais oferecem diretamente um tipo de informação e os cidadãos podem buscar determinado conteúdo sem necessitar de mediadores, seletores de dados. Se a televisão não responde a demandas de informação da população, por não considerar de interesse jornalístico, a Internet serve como fonte de busca complementar. O site do Tribunal de Contas da União (www.tcu.gov.br), por exemplo, disponibiliza o Sistema de Fiscalização de Obras, onde é possível obter informações sobre etapas já concluídas de obras com participação de recursos federais, valor estimado, tempo de execução, fotografias das obras, agências financiadoras.

152 Os projetos mais bem sucedidos de governo eletrônico na verdade são diferentes iniciativas de um mesmo governo para atender a públicos e necessidades distintas. Nos Estados Unidos por exemplo, há sites dedicados à questão do idoso, que oferecem serviços na área de Seguridade Social (www.seniors.gov); a disponibilização de informações de utilidade pública, em Cingapura, encontra-se no endereço www.gov.sg; em Portugal, uma rede pública de informações aos cidadãos foi montada em www.infocid.pt, podendo ser citado, ainda neste país, um portal dedicado aos usuários mais jovens: http://juventude.gov.pt.

153 Endereço: www.previdenciasocial.gov.br/fale.asp

154 Aqui uma outra contribuição: "From the perspective of political economy, the provision of municipal information through the Web has public good characteristics in that it is relatively nonexcludable and nonrivalistic (Samuelson, 1954). Once it is posted, all have access to it (nonexcludability), and access by one user does not prevent use by another (nonrivalness). Thus, the creation of a Web site represents a decision by some agent, perhaps a political official, bureaucrat, or private entrepreneur, to supply a public good. Because nonexcludability permits free riders, theory predicts that the market (private, for-profit

De acordo com Moon (2002), a utilidade das novas tecnologias de

comunicação e informação para a administração pública acontece de dois modos:

internamente, através da coleta de dados, compartilhamento de recursos, organização

institucional e agilidade; e externamente, através de um relacionamento idealmente mais

próximo ao cidadão (no sentido de oferecer facilidades e absorver sugestões) e

possibilitar o acesso a informações antes confinadas a escritórios e demais órgãos da

burocracia

155

. É neste sentido que Moon tenta traçar uma tipologia de estágios de

governos eletrônicos adotados em diferentes localidades, mas se esquivando de admitir

uma linha evolutiva, um modelo a ser seguido.

"... there are various stages of e-government, which reflect the degree of technical sophistication and interaction with users: (1) simple information dissemination (one-way communication); (2) two way communication (request and responde); (3) service and finacial transactions; (4) integration (horizontal and vertical integration); (5) political participation [...] promotion of web-based political participation, in which government websites include online voting, online public forums, and online opinion surveys for more direct and wider interaction with the public. While the previous four stages are related to web-based public services in the administrative arena, the fifth stage highlights web-based political activites by citizens. It should be noted that the five stages are just a conceptual tool to examine the evolution of e-government. The adoption of e-government pratices may not follow a true linear progression." (Moon, 2002: 426-427)156

firms) will not supply municipal Web sites at a socially optimal level unless the public goods can be provided jointly with a private good." (Weare, Musso, Hale, 1999: 7). T.A.: "Da perspectiva da economia política, o fornecimento de informação municipal através da Web tem características benéficas, como o fato de não ser excludente e não ser rivalística (Samuelson, 1954) [o ano desta publicação foi confirmado nas referências do texto citado]. Uma vez postada, todos têm acesso à informação (não excludente), e o acesso por um usuário não impede o uso do material por outro (não rivalidade). Desta forma, a criação de um site Web representa a decisão por parte de algum agente, talvez um político eleito, um burocrata ou empreendedor privado, para suprir o bem público. Porque a não-excludência permite o trânsito livre, a teoria prevê que o mercado (privado, corporações em busca de lucro) não deverá suprir os sites web em um nível social aceitável a menos que os bens públicos possam ser providos juntamente com um bem privado."

155 Um exemplo de consulta aos cidadãos pela Internet pode ser encontrado no Canadá. Consulting Canadians (http://www.consultingcanadians.gc.ca) permite a participação dos cidadãos através de fóruns e fornecimento de material informativo sobre determinada questão, que pode ser encontrada por assunto ou ministério onde esteja sendo discutida. A proposta afirma que as sugestões e críticas dos cidãos são adicionadas ao relatório ministerial final, e é possível que os participantes, ao inserirem seus endereços de correio eletrônico, possam se manterem informados do trâmite. A Nova Zelândia disponibiliza um sistema semelhante de participação. http://www.govt.nz/en/participate.

156 T.A.: "Existem vários estágios de governo eletrônico, que refletem o grau de sofisticação técnica e interação com os usuários: (1) a disseminação simples da informação (comunicação em mão única); (2) comunicação em duas mãos (requisição e resposta); (3) transações financeiras e serviços; (4) integração (integração horizontal e vertical); (5) participação política [...] promoção da participação política via Web, na qual os sites dos governos incluem votações online, fóruns públicos online, e pesquisas de opinião

online no sentido de se aproximar de uma interação mais ampla com o público. Enquanto os quatro estágios anteriores são ligados aos serviços público oferecidos através da Web pela esfera administrativa,

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