Uma discussão marcante desse período é o estudo da psique, que Vigotski considera vital para o estudo ampliado da complexidade do comportamento humano e da consciência. Mas, essa discussão tem antecedentes científicos históricos importantes que precisam ser levantados, para se compreender a análise que Vigotski empreende acerca das reações humanas frente ao meio.
Segundo Rubinstein (1979), Lomov (1989) e Rivière (2002), a teoria do reflexo de Ivan M. Sechenov (1829-1905) constitui um eixo entorno do qual se deu a luta entre o materialismo e o idealismo no começo da história da psicologia soviética. Desde que publicou seu trabalho sobre os reflexos do cérebro, em meados do século XIX, Sechenov teve grande ressonância social, dividindo opiniões e impactando o
desenvolvimento do pensamento psicológico na Rússia pré e pós-revolucionária, criando-se uma divisão entre idealistas e materialistas.
Ilustração 6 – Ivan M. Sechenov (1829-1905). Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/Ivan_Sechenov
González Rey (2011a, 2011b) aponta que uma tradição científica foi se formando e se consolidando na Rússia, entorno da história do reflexo e dos trabalhos de Sechenov.
Sob essa influência, V. Bechterev organizará em 1885 o primeiro laboratório de psicologia experimental da Rússia, na cidade de Kazan; e I. Pavlov desenvolverá a teoria dos reflexos condicionados (LOMOV, 1989).
Segundo Souza Junior, Lopes e Cirino (2011), para Sechenov, os processos psíquicos seriam componentes do arco-reflexo, e a análise da estimulação sensorial seria sua explicação. Ao desenvolver essa afirmação estabeleceu relações entre psique, consciência e influências sensoriais. Desse modo, “o conceito de reflexo veio sistematicamente entendido, pela primeira vez, como unidade de análise, não mais da fisiologia do movimento, mas do comportamento humano (e animal)” (PESSOTTI, 1976, p. 97, grifo do autor). Suas pesquisas levam em conta a consciência, na medida em que:
todos os atos psíquicos, sem exceção, complicados ou não por elementos de emoção (de que trataremos posteriormente) se desenvolvem através de reflexos. Por isso, todos os movimentos conscientes (usualmente denominados voluntários), na medida em que surgem de tais atos, são reflexos, no sentido restrito dessa palavra. (SECHENOV, 1863 apud HERRNSTEIN e BORING, 1971, p. 389)
Segundo Frolov (1961), Sechenov defendia que somente a fisiologia teria a chave para a análise científica dos fenômenos psíquicos, pois acreditava que todos os atos psíquicos tem lugar por meio de um reflexo. Nesse sentido, para ele, uma nova psicologia deveria se formar experimentalmente a partir do estudo da fisiologia do reflexo, visando compreender como estimulações externas influenciam o sistema nervoso central, ao ponto de se promover modificações nervosas importantes que governariam a atividade reflexa, incluindo a atividade reflexa superior.
Contudo, Frolov (1961) coloca que Sechenov não dispunha de um método experimental que o ajudasse em sua teoria. Essa lacuna é preenchida pela metodologia de investigação desenvolvida por Pavlov. De acordo com Pessotti (1976), o método de Pavlov envolvia tanto a decomposição analítica do comportamento reflexo, quanto o estudo do seu processo de síntese ou combinação em sistemas e relações funcionais (relação entre análise e síntese), realizadas pela complexidade do sistema nervoso. Esse processo explicaria as respostas comportamentais. Para realizar esses estudos, Pavlov empregou o método experimental, objetivo, com animais, baseando-se no exame do estímulo e da resposta, priorizando a observação metódica das reações reflexas e o registro dos seus aspectos fisiológicos.
Mas, para Vygotski (1925/1991c, p. 43), não são propriamente os reflexos que precisavam ser estudados, e sim o comportamento: seu mecanismo, sua composição, sua estrutura. Nessa discussão, entra o problema do estudo da psique.
Vygotski (1926/1991a) afirma que não se pode considerar o comportamento sem psique (Reflexologia) e tão pouco uma psique sem comportamento (psicologia introspectiva ou idealista), afirmando que “quando a reflexologia exclui os fenômenos psíquicos do círculo de suas investigações como algo que não é de sua competência,
atua de modo igual à psicologia idealista que estuda a psique prescindindo de tudo o mais, como um mundo fechado em si mesmo”13 (VYGOTSKI, 1926/1991a, p. 18).
Essa discussão de Vigotski se dá num contexto científico especial. Segundo Minick (2002), na década de 1920 foram se formando 3 principais correntes psicológicas na Rússia:
(1) um pequeno grupo sem influência, liderado por Chelpanov, que mantinha o foco tradicional sobre a consciência como o objeto da investigação psicológica; (2) um grupo muito maior e claramente dominante, liderado por Pavlov e Bekhterev, que repelia o estudo dos fenômenos subjetivos e definia a psicologia como a ciência do comportamento, dos reflexos ou da reação; e (3) um grupo liderado por Kornilov que advogava por uma síntese das duas outras perspectivas. (MINICK, 2002, p. 33).
Segundo Rivière (2002), Chelpanov foi representante da corrente idealista e espiritualista na psicologia soviética do período, editando, desde 1890, uma revista que era portavoz do idealismo na psicologia, defendendo o uso do método instrospectivo semelhante ao praticado pela escola de Wurzburg. Por outro lado, Pavlov e Bekhterev procuravam desenvolver o programa de Sechenov, partindo de dados objetivos. Kornilov, por sua vez, tratava de estudar as reações humanas em seu ambiente biossocial, de forma objetiva, propondo uma psicologia que denominou de Reactologia. Para Rivière (2002), Vigotski tentava chegar numa ciência que não tivesse nem as premissas idealistas e nem as restrições da reflexologia.
Vygotski (1926/1991c) se encaminha para o entendimento de uma nova psicologia da relação entre psique e comportamento, sendo a psique ligada às funções vitais do organismo.
A nova psicologia parte da ideia da indissolúvel ligação que une a psique com os restantes processos vitais do organismo, buscando o sentido, o significado e as leis de desenvolvimento psíquico precisamente na integração da psique no conjunto das demais funções vitais do organismo. O princípio explicativo fundamental básico que se põem em jogo, nesse caso, é a fundamentação biológica da psique. A psique é concebida mais como uma função do organismo, que compartilha com as demais funções uma característica mais
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“[...] cuando la reflexología excluye los fenómenos psíquicos del círculo de sus investigaciones como algo que no es competencia suya actúa igual que la psicologia idealista, que estudia la psique prescindiendo de todo lo demás, como a un mundo encerrado en sí mismo” (VYGOTSKI, 1924/1991d, p. 18).
importante e básica: como as outras funções do organismo, é uma adaptação biológica ao meio útil e vital”14. (VYGOTSKI, 1926/1991c, p. 151)
Vigotski examina essas questões à luz de exemplos de relação organismo/meio em que a psique assume um papel significativo no âmbito das reações.
Podemos falar de reações nas plantas, quando tendem para a luz; de reações nos animais, quando a mariposa voa para a luz de uma vela, ou quando o cão segrega saliva ao avistar a carne; de reações no homem quando, depois de escutar os elementos de um problema efetua uma série de cálculos para resolvê-lo15. (VYGOTSKI, 1926/1991c, p. 153)
Vygotski (1926/1991c, p. 151-153) se mostra interessado em mudanças do comportamento humano do tipo inteligente, que se constitue no âmbito da psique, no sentido lato, e que surgem no curso da experiência individual, envolvendo o conjunto de movimentos (reação) com o objetivo de adaptação e manutenção da vida. Para ele, essas mudanças comportamentais humanas se diferenciam da adaptação passiva dos animais.
Uma forma de Vigotski trabalhar essas questões é analisando os 3 mecanismos dos componentes da Reação numa dada situação, como mostrado a seguir.
Vygotski (1926/1991c, p. 153-154) comenta que resolver um problema
matemático, é uma reação do organismo aos elementos do meio que atuam sobre ele,
com base nos 3 componentes da reação (recepção, processamento, resposta). Estes componentes são constituídos pelos seguintes aspectos:
14“La nueva psicología parte de la idea de la indisoluble ligazón que une a psique con los restantes
procesos vitales del organismo, buscando el sentido, el significado y las leyes de desarrollo psíquico precisamente en la integración de la psique en el conjunto de las demás funciones vitales del organismo. El principio explicativo fundamental básico que se pone en juego en este caso es la fundamentación biológica de la psique. La psique es concebida como una función más del organismo que comparte con las demás funciones una característica más importante y básica: al igual que las otras funciones del organismo, es una adaptación biológica al médio útil y vital” (VYGOTSKI, 1926/1991c, p. 151).
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“Podemos hablar de reacciones en las plantas, cuando tienden hacia a luz; de reacciones en los animales, cuando la polilla vuela hacia la llama de la bujía o cuando el perro segrega saliva a la vista de la carne; de reacciones en el hombre cuando, tras escuchar los elementos de un problema efectúa una serie de cálculos para resolverlo” (VYGOTSKI, 1926/1991c, p. 153)
Ilustração 7 – Aspectos dos componentes da reação. Fonte: adaptado de Vygotski (1926/1991c, p. 153-154)
Vygotski (1926/1991c, p. 153) desenvolve o exemplo da resolução de um problema matemático, ajustando seus elementos aos aspectos acima mencionados, como um comportamento psíquico inteligente acontecendo numa reação completa.
Ilustração 8 – Aspectos de comportamento psíquico inteligente numa reação completa. Fonte: adaptado de Vygotski (1926/1991c, p. 153-154)
Os 3 aspectos acima, em conjunto, colocam o problema dentro da reação ativa inteligente do organismo sobre as influências do meio. Vygotski (1926/1991c) comenta que alguns desses componentes podem ser claramente perceptíveis, enquanto que outros, mais internos, são tão sutis ou imperceptíveis que até parecem não existir, sendo necessários procedimentos especiais para sua detecção ou observação.
Vigotski (1926/1991c) continua a análise da reação completa, comentando que os processos internos são os menos estudados, menos previsíveis e mais complexos. Porém, junto com o estudo das manifestações externas e mais perceptíveis, podem explicar o comportamento humano em sua complexidade e abrangência tanto intelectual quanto emocional: “em qualquer momento e condição, e por mais complexo que seja o
Primeiro Aspecto: excitantes externos são pontos de partida e estimulantes de reações. Segundo Aspecto: a excitação obtida provoca processos internos que estimulam o ato da resposta. Terceiro Aspecto: o produto dos processos internos é o próprio ato de resposta do organismo. Primeiro Aspecto: os elementos do problema, como vistos pelo homem.
Segundo Aspecto: os pensamentos processando os elementos do problema. Terceiro Aspecto: os cálculos produzidos pelo pensamento, escritos num papel.
comportamento do homem, este se rege e se estrutura na base de reações”16 (VYGOTSKI, 1926/1991c, p. 154).
Vigotski mostra uma forma de pensar acerca de tal complexidade interna. Ele toma como base que todo movimento do corpo se dá a partir de algo e para algo, ou seja, tem certa direção, orientação; e que essa é a forma mais básica de uma reação. Considera que a partir dessa forma básica, o homem desenvolveu uma multiplicidade de comportamentos mais complexos. Mas, considera que o indivíduo tem em seu organismo as marcas combinatórias dos sistemas de reflexos, e não somente uma linha de possibilidade de reação estímulo-resposta (VIGOTSKI, 1926/2003; VYGOTSKI, 1926/1991a, 1925/1991b).
Vigotski considera que ao indivíduo (organismo) cabe elaborar formas de trabalho executivo (motor) para responder às demandas externas que se traduzem em processos internos, e estes em produtos vistos numa forma de uma reação própria em função do estado do organismo. Esse esquema acontece no organismo na base de uma ligação indissolúvel entre o psíquico e o corporal, em que todo o organismo atua, resultando em produtos expressados numa ação, como por exemplo, o pensamento matemático da resolução de um problema escrito numa folha de papel (VIGOTSKI, 1926/2003; VYGOTSKI, 1926/1991a, 1925/1991b).
Mas, a reação completa pode assumir dimensões dramáticas na vida humana. Para abordar esse processo, adota o princípio da luta pela via motora final, do neurofisiologista inglês Charles S. Sherrington (1857-1952). Vigotski comenta esse princípio no livro Psicologia Pedagógica (VIGOTSKI, 1926/2003) e no texto A
consciência como problema da psicologia do comportamento (VYGOTSKI,
1925/1991b).
Segundo Herculano-Houzel (2013), Charles Sherrington foi quem denominou de Sinapse, em 1897, os espaços intercelulares entre os neurônios. Além dessa contribuição, esse autor comenta que:
Sherrington propôs em 1906, em um livro intitulado A Função Integradora do Sistema Nervoso, que séries de movimentos complexos como a locomoção surgiriam da coordenação de vários reflexos simples. E foi ainda mais longe: acreditava que a coordenação dos reflexos ao longo do tempo seria a base da
16“[...] en cualquier momento y condición y por muy complejo que sea el comportamiento del hombre,
solução do problema da unidade da mente. (HERCULANO-HOUZEL, 2013, p. 11, grifo do autor)
Com base na abordagem neurofisiológica de Sherrington, Vigotski acentua a questão da luta dos reflexos no comportamento humano.
Para compreender o mecanismo que torna possível a coordenação dos reflexos, temos de conhecer o princípio de luta pela via final, estabelecido pelo fisiologista inglês Sherrington. Sua ideia consiste em que a conduta racional só pode existir se houver certa regulação mútua dos diferentes reflexos; do contrário, o ser humano não seria um organismo integral com um único sistema de conduta, mas um conglomerado heterogênio de órgãos separados, com distintos reflexos completamente desconexos. (VIGOTSKI, 1926/2003, p. 64) O princípio da luta pela via final motora toma como base a observação de que, no sistema nervoso humano, existe um número muito maior de vias nervosas receptoras do que motoras (eferentes), de modo que cada neurônio motor pode estar conectado a muitos neurônios receptores ou a todos. Assim sendo, não existiria no organismo nenhum reflexo isolado ou independente, podendo surgir uma luta complexa pelo campo motor, cujo resultado dependeria de complexas condições internas e externas ao organismo (VIGOTSKI, 1926/2003). Considerando essas questões, Vigotski coloca o seguinte:
O acadêmico Pavlov compara o funcionamento de nosso sistema nervoso central ao trabalho de uma central telefônica, em que se fecha [forma] um número cada vez maior de novas conexões entre o ser humano e os elementos do mundo. Também será adequado comparar o sistema nervoso a uma porta estreita em um grande edifício ou teatro para a qual se precipita uma multidão de pessoas em pânico. Muitas perecem e algumas se salvam atravessando a porta, e a luta pela porta é muito parecida a essa luta pela via final que se trava sem cessar no organismo humano, que dá ao comportamento o trágico e dialético caráter de luta incessante entre o mundo e o ser humano e entre os diferentes elementos do mundo dentro do ser humano. (VIGOTSKI, 1926/2003, p. 65)
Devemos notar que Vigotski indica o caráter dialético da relação do homem com o mundo, e dos diferentes elementos do mundo dentro do organismo. Nessa altura, citamos a terceira característica ou traço que Vigotski distingue na nova psicologia:
A terceira característica é seu método dialético, que reconhece que os processos psíquicos se desenvolvem em uma vinculação indestrutível com todos os demais processos no organismo e que estão subordinados exatamente
às mesmas leis de desenvolvimento que regem tudo o que existe na natureza. (VIGOTSKI, 1926/2003, p. 40, grifo do autor)
Nessa discussão, Vigotski coloca que o meio social, que participa dessa complexa luta, também tem suas particularidades de natureza dialética:
O meio social contém uma imensa quantidade de aspectos e elementos muito diversos, que sempre estão em flagrante contradição e luta entre si. Não devemos conceber o ambiente como um todo estático, elementar e estável, mas como um processo dinâmico que se desenvolve dialeticamente. (VIGOTSKI, 19216/2003, p. 197)
Para Vigotski (1926/2003) este embate, ou correlação de forças, modifica-se a cada instante, na medida em que tudo nesse embate é fluido e mutável. Mas, Vigotski (1926/2003) comenta que nessa correlação de forças, não se tem somente a questão da luta pela via motora final. Têm-se também relações complexas entre os diferentes centros no sistema nervoso, pois, uma excitação dominante pode inibir todas as outras, ou desviar os reflexos para uma direção nova. Assim sendo, comenta que “o comportamento é, pois, um sistema de reações triunfantes”17 (VYGOTSKI, 1925/1991b, p. 47).
Vendo assim o comportamento humano como interação entre sistemas isolados (o organismo reage como um todo psíquico e corporal), e na repercussão de um sistema de reflexos em outros, faz a seguinte análise:
O uivo do lobo produz em mim, como excitante, os reflexos somáticos e mínimos de temor; a mudança da respisração, as batidas do coração, o tremor, a secura na garganta (reflexos) me fazem dizer ou pensar: “Tenho medo”. Aquí nos encontramos com a transmissão de um sistema a outros18. (VYGOTSKI,
1925/1991b, p. 49). E então, comenta:
Parece, portanto, que devemos compreender, antes de tudo, a própria consciência ou a conscientização por nossa parte dos atos e estados próprios como um sistema de mecanismos transmissores de uns reflexos a outros, que
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“El comportamiento es pues un sistema de reacciones triunfantes” (VYGOTSKI, 1925/1991b, p. 47). 18
“El aullido del lobo produce en mí como excitante los reflejos somáticos y mínimos de temor; el cambio de respiración, los latidos del corazón, el temblor, la sequedad en la garanta (reflejos) me hacen decir o pensar: ‘Tengo miedo’. Aquí nos encontramos con la transmissión de unos sistemas a otros” (VYGOTSKI, 1925/1991b, p. 49).
funciona perfeitamente em todo momento consciente.19. (VYGOTSKI, 1925/1991b, p. 49-50)
Sendo assim, afirma o seguinte: “em nossa opinião, o ato da consciência não é um reflexo, como tão pouco pode ser um excitante, mas que é um mecanismo de
transmissão de sistemas de reflexos”20 (VYGOTSKI, 1926/1991a, p. 10-11, grifo no
original).
As discussões acima mostradas apontam para referências importantes do pensamento de Vigotski, nesse período, em especial sua preocupação com o estudo da consciência humana. Essa preocupação é trabalhada por Vigotski no plano metodológico da investigação das reações, relacionando aspectos subjetivos e objetivos no estudo da psique no comportamento humano, que abordaremos a seguir.