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3. ULUSALCILIĞA KARġI TEPKĠLER

3.1. KarĢı Ulusalcı Tepki (PKK Örneği)

Conforme Yin (2005, p. 32) “o estudo de caso é uma investigação empírica que investiga um fenômeno contemporâneo dentro de seu contexto da vida real, especialmente quando os limites entre o fenômeno e o contexto não estão claramente definidos”. Essa técnica lida com questões explicativas, possibilitando lidar com o motivo pelo qual dado fenômeno ocorreu.

Quando se faz uma pesquisa com mais de um caso denomina-se esta pesquisa de estudo de casos múltiplos. Vale salientar que, “as evidências resultantes de casos múltiplos são consideradas mais convincentes, e o estudo global é visto, por conseguinte, como algo mais robusto.” (HERRIOTT; FIRESTONE apud Yin, 2005, p. 68). Esta pesquisa foi declarada desta forma, como um estudo de casos múltiplos porque envolve o estudo de seis casos de empresas previamente selecionadas.

A definição do número de casos a serem estudados conforme Eisenhardt (1989) deve variar entre quatro e dez casos. A razão, segundo a autora reside no fato de um estudo com menos de quatro casos dificultar a geração de uma teoria com relativa complexidade e por outro lado, um estudo que envolva mais de dez casos, dificulta o trabalho pelo volume e complexidade dos dados. O estudo de dois ou três casos seria muito próximo da replicação literal, dos fatos e informações provenientes da abordagem de um único caso. Por outro lado, um estudo com quatro a seis casos pode ser projetado para buscar padrões diferentes de replicações teóricas (Yin, 2005). Dessa forma, definiu-se por fazer um estudo com seis casos.

3.3.1 Seleção dos estudos de caso

De acordo com Yin (2005, p. 75) “qualquer utilização de projetos de casos múltiplos deve seguir uma lógica de replicação, e não de amostragem, e o pesquisador deve escolher cada caso cuidadosamente.” A seleção dos casos é um aspecto importante quando se pretende fazer um estudo de caso. Por isso, foram identificados critérios para a escolha das unidades pesquisadas de forma intencional, cuja definição foi embasada na sua contribuição para o atingimento do objetivo geral da pesquisa e do próprio objeto de pesquisa das PEBT’s. O Quadro 9 apresenta os critérios que as empresas a serem estudadas deveriam ter, bem como a justificativa por tê-los escolhido.

Quadro 9 - Características dos casos a serem estudados

As empresas que atenderam aos critérios acima e foram pesquisadas devido ao setor em que atua ser de base tecnológica são:

• Reason Tecnologia S.A – soluções tecnológicas para a transmissão de energia.

• Cebra Conversores Estáticos – fontes de alimentação e conversores estáticos especiais. • Reivax Automação e Controle – equipamentos para controle da geração de energia elétrica.

• Cianet Indústria e Comércio S.A.– soluções para o mercado de comunicação de dados digital.

• Directa Automação – automação da gestão dos processos em chão de fábrica. Características das

Empresas Justificativa

• Ser de Base Tecnológica, conforme conceito da ANPROTEC (2002).

• Esse tipo de empresa é o próprio objeto de estudo da pesquisa. Conceito: “[...] empreendimento que fundamenta sua atividade produtiva no desenvolvimento de novos produtos ou processos, baseado na aplicação sistemática de conhecimentos científicos e tecnológicos e utilização de técnicas avançadas ou pioneiras” (ANPROTEC, 2002).

• Ser empresa de pequeno porte conforme classificação BNDES (2002)

• Esse tipo de empresa é o próprio objeto de estudo da pesquisa. Receita operacional bruta, entre R$ 1,2 e R$ 10,5 milhões (BNDES (2002). Essa classificação é uma das mais utilizadas pois ela resulta em menores discrepâncias entre empresas quando se faz comparações, em relação a outras classificações como as baseadas por exemplo em número de funcionários.

• Ter no mínimo dez anos de atividade e apresentar crescimento no seu faturamento bruto anual no período entre 2000 e 2005. Sendo esses os critérios utilizados para definir que a empresa é de sucesso.

• Segundo estudo do SEBRAE (2004), as pequenas empresas com até 4 anos tem uma taxa de mortalidade de 59,9%. Estabeleceu-se o critério de 10 anos de vida porque buscou-se empresas que já tivessem ultrapassado no mínimo a fase da adolescência, conforme o ciclo de vida da organização de Adizes (1996). Com isso elas já teriam superado sua fase inicial de busca pela sobrevivência. Além disso, era necessário que elas apresentassem crescimento no seu faturamento bruto anual, entre 200 a 2005 para provar que estavam em expansão.

• Brasystem Informática – automação comercial.

O quadro 10 apresenta o ano de fundação e o faturamento bruto anual dessas empresas, demonstrando que elas cumpriram os critérios anteriormente estabelecidos para as unidades de pesquisa. Pode-se perceber, no quadro 10 que todas as empresas têm acima de 12 anos de atividade e a de maior longevidade está chegando a 19 anos. Todas, portanto, ultrapassaram os 10 primeiros anos de existência exigidos nos critérios estabelecidos para a escolha das unidades de pesquisa.

Quadro 10 – Ano de Fundação e Faturamento Bruto Anual das Empresas

Fonte: Relatórios internos das respectivas empresas entre os anos de 2000 e 2005.

Além disso, elas apresentaram um faturamento crescente e se enquadraram nos critérios de classificação de empresa de pequeno porte do BNDES (2002), com exceção da Reason e da Reivax no ano de 2005. Mesmo assim optou-se por mantê-las na pesquisa por alguns fatores. Em primeiro lugar, dos seis anos pesquisados sobre o seu faturamento ela ultrapassou o valor máximo da classe de pequenas empresas segundo o BNDES (2002), somente no último ano, ainda assim, não sendo muito elevado o valor ultrapassado. Como a pesquisa versa sobre o processo de formulação de estratégias dessas empresas a experiência em formulação de suas estratégias aconteceu ao longo de todo o período, e não somente no último ano, o de 2005. Assim, os relatos destas experiências basearam-se muito mais na sua realidade de empresa de pequeno porte do que de médio porte. E por último, como é possível verificar no quadro 10,

1 A empresa não autorizou a divulgação dos números de seu faturamento bruto anual no período. No entanto, se

enquadra na classificação de pequena empresa do BNDES (2002) e apresentou aumento em seu faturamento no período, conforme informações obtidas na entrevista.

Ano\Empresa Reason Cebra Reivax Cianet Directa Brasystem Ano de

fundação/Tempo de existência

1991/

15 anos 16 anos 1990/ 19 anos 1987/ 12 anos 1994/ 18 anos 1988/ 13 anos 1993/ Faturamento anual bruto por empresa (em mil R$)

Ano\Empresa Reason Cebra Reivax Cianet Directa Brasystem1 2000 R$ 3.245 R$ 2.564 R$ 3.483 R$ 300 R$ 1.040 - 2001 R$ 8.712 R$ 3.518 R$ 6.869 R$ 1.050 R$ 1.300 - 2002 R$ 7.623 R$ 1.627 R$ 10.486 R$ 1.500 R$ 1.450 - 2003 R$ 8.474 R$ 3.092 R$ 6.925 R$ 2.400 R$ 1.610 - 2004 R$ 6.669 R$ 4.750 R$ 7.787 R$ 1.700 R$ 2.450 - 2005 R$ 11.259 R$ 5.228 R$ 13.468 R$ 2.000 R$ 1.900 -

as empresas às vezes, apresentam variação no faturamento de ano para ano, o que prova que talvez a nova classificação em média empresa ainda não seja permanente.

Benzer Belgeler