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2.3. İş Tatmini İle İlgili Model ve Teoriler

2.3.1. Kapsam Teorileri

A produção agropecuária está sujeita a diversas legislações, instruções normativas, decretos e outras. Para exemplificar pode-se citar a Lei Ordinária que determina os parâmetros para que um estabelecimento seja produtivo e que trata da reforma agrária (BRASIL, 1993), o Estatuto da Terra (BRASIL, 1964), a Instrução Normativa nº 25 (BRASIL, 2011) que fixa o limite máximo de resíduos e de contaminantes tolerados em frutas, verduras e legumes, as Leis que dispõe da política agrícola (BRASIL, 1991), de programas de crédito, como o PRONAF (BRASIL, 2001), rastreabilidade da cadeia bovina e bubalina (BRASIL, 2009), especifica as técnicas que devem ser utilizadas para que um produto seja orgânico (BRASIL, 2003) e a forma como o produtor pode utilizar a propriedade, como o Código Florestal (BRASIL, 2012b).

Dentre as Leis e regulações à qual a agropecuária está sujeita, o Código Florestal apresenta destaque por determinar áreas dentro dos estabelecimentos agropecuários que tem seu uso restrito ou proibido, que são as áreas de Reserva Legal, Áreas de Preservação Permanente (APPs) e as Áreas de Uso Restrito. Essa última foi criada no Novo Código Florestal, Lei nº 12.651 de 25 de maio de 2012 (BRASIL, 2012b) e modificada pela Lei nº 12.727, de 17 de outubro de 2012. Foram classificadas como áreas de uso restrito os pantanais e planícies pantaneiras, onde foi permitida a exploração ecologicamente sustentável desde que atendendo a normas técnicas oficiais, e áreas de inclinação entre 25° e 45°. Ademais, essa legislação é aquela da qual esse trabalho se baseia.

O Novo Código Florestal substituiu o código anterior de 1965 e suas alterações (Lei nº 4.771/1965) apresentando algumas mudanças em relação ao anterior. Uma das principais modificações do Novo Código Florestal trata da criação da área consolidada, definida como “área de imóvel rural com ocupação antrópica preexistente a 22 de julho de 2008, com edificações, benfeitorias ou atividades agrossilvipastoris, admitida, neste último caso, a adoção do regime de pousio” (BRASIL, 2012b, p. 16). A medida do nível dos rios foi alterada do nível mais alto para o nível regular para fins de consideração das Áreas de Preservação Permanentes das margens dos rios.

Outro ponto importante foi a criação do Cadastro Ambiental Rural (CAR). Esse é um registro eletrônico de âmbito nacional e obrigatório para todos os imóveis rurais, que fornecerá as informações quanto às Áreas de Preservação Permanente, Reserva Legal, Áreas de Uso Restrito, as áreas consolidadas nas propriedades e posses rurais. Com a criação do CAR, deixa de ser exigido a averbação da Reserva Legal à margem da inscrição de matrícula do imóvel28F

42. O CAR

foi um mecanismo encontrado para a regularização das propriedades que estavam inadequadas conforme a lei florestal anterior, sendo a inscrição nesse cadastro condição obrigatória para a adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA). Assim, a criação do Cadastro Ambiental Rural criou diversos benefícios aos produtores rurais, como a regularização de Áreas de Preservação Permanente e Reserva legal alteradas até 22/07/2008 no imóvel rural e a

42 O artigo 17, § 4º da Lei nº 12.727, de 2012 define que “O registro da Reserva Legal no CAR desobriga a

averbação no Cartório de Registro de Imóveis, sendo que, no período entre a data da publicação desta Lei e o registro no CAR, o proprietário ou possuidor rural que desejar fazer a averbação terá direito à gratuidade deste ato” (BRASIL, 2012b).

suspensão de sanções pelo uso irregular até 22/07/2008 de APP, Reserva Legal e Áreas de Uso Restrito

A Lei nº 4.771/1965 no seu artigo 16, parágrafo 6º, permitia o cômputo de áreas de preservação permanente no cálculo do percentual de reserva legal, entretanto, era necessário que a soma dessas duas áreas excedesse 80%, 50% e 20% da área total das propriedades rurais localizadas na Amazônia Legal; nas demais regiões do País; e para a pequena propriedade, respectivamente. A nova legislação concedeu maior flexibilidade nesse cômputo no seu artigo 15, condicionando que o benefício não implique em conversão de novas áreas, que a área a ser computada esteja conservada ou em processo de recuperação e que a inclusão do estabelecimento rural no CAR tenha sida requerida.

Foi criado o Programa de Apoio e Incentivo à Conservação do Meio Ambiente por meio da Lei nº 12.651 de 25 de maio de 2012, que permite que o governo federal apoie e incentive a conservação do meio ambiente e a adoção de tecnologias e boas práticas que reduzam os impactos ambientais por meio de pagamentos a serviços ambientais ou incentivos fiscais. Estão incluídas nesse programa o sequestro de carbono, conservação da beleza cênica, biodiversidade; das águas e dos serviços hídricos, regulação do clima, entre outros. Dentre os benefícios estão incluídos a concessão de crédito rural com menores taxas de juros, melhores condições na contratação do seguro agrícola, dedução das Áreas de Preservação Permanente, de Reserva Legal e de uso restrito da base de cálculo do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR), isenção de impostos para insumos e equipamentos, etc. Esse programa também instituiu a Cota de Reserva Ambiental (CRA), que é um título que representa a área com vegetação nativa, existente ou em processo de recuperação sob regime de servidão ambiental e que correspondente a área da Reserva Legal que excede aos percentuais mínimos exigidos conforme o Novo Código Florestal.

O Novo Código Florestal adicionou uma série de benefícios ou mecanismos específicos para a agricultura familiar, definida pela Lei nº 11.326/2006 (BRASIL, 2006), como a adoção de planos simplificados de manejo da Reserva Legal e elaboração, análise e aprovação dos Planos de Manejo Florestal Sustentável (PMFS), priorização dos agricultores familiares no pagamento e incentivos previstos no Programa de Apoio e Incentivo à Conservação do Meio Ambiente, dispensa de que o produtor familiar realize o levantamento das coordenadas geográficas da Reserva Legal no registro do CAR, devendo o registro no CAR ser gratuito e fornecido apoio

técnico e jurídico ao produtor, dispensa de autorização para intervenções e cortes de vegetação em APP e RL para imóveis inscritos no CAR e permissão de que árvores frutíferas, ornamentais ou industriais plantadas com árvores nativas em sistemas agroflorestais possam ser contados para completar a área mínima exigida para a Reserva Legal

Por fim, cabe destacar que o Novo Código Florestal não modificou os percentuais mínimos da lei anterior estipulados para a Reserva Legal, de forma que estabelecimentos rurais localizados Amazônia Legal devem manter 80%, 35% e 20% de sua área total com RL se o imóvel estiver situado em área de florestas, cerrado e campos gerais, respectivamente. Para demais regiões do país o percentual mínimo também continuou fixado em 20% da área.

Benzer Belgeler