2.2. İş Tatminine Etki Eden Faktörler
2.2.1. Bireysel Faktörler
2.2.1.6. Beceri ve Yetenek
Na análise da produção agropecuária a sua dependência em relação ao meio ambiente (solo, clima, relevo, temperatura, entre outros) deve ser considerada, uma vez que esse determina o tipo de produto possível da produção agropecuária, os diversos sistemas de produção que podem ser adotados (MARTIN, 1993) e influi diretamente na produtividade, qualidade e forma com que os insumos serão alocados.
O relevo influencia diretamente o uso de máquinas e tratores na produção agropecuária. Áreas com declividade superior a 8% apresentam algum grau de limitação; se a declividade for superior a 13%, o uso de máquinas e implementos de uso comum será inviabilizado, mas podendo-se utilizar a tração animal e máquinas especiais. Entretanto, acima de 20% de declividade, as terras serão impróprias para a mecanização. Além da declividade, o uso de
40 Análises sobre o comportamento da agropecuária brasileira para períodos anteriores podem ser consultadas em
máquinas no manejo do solo também deve considerar a pedregosidade, que pode impedir a mecanização (PEREIRA; LOMBARDI NETO, 2004).
O relevo do Mato Grosso é predominantemente plano e suave ondulado (3 a 8% de declividade). Esse relevo compreende a depressão do Sul da Amazônia e Planaltos do Sul da Amazônia ao Norte do Estado. Mais ao centro do estado, tem-se o Planalto e Chapada dos Parecis e a Depressão dos Rios Araguaia/Tocantins/Xingu e ao Sul tem-se o Planalto dos Guimarães e o Pantanal Mato-Grossense e do Guaporé. Esse estado possuiu seis tipos de climas diferentes, a saber: o Clima Tropical Monçoico (AM), Clima Tropical de Savana (AW), Clima Tropical de Savana com Primavera Quente, Clima Tropical do Pantanal, Clima Tropical de Altitude, Clima Tropical com Verão Chuvoso, apresentando temperatura mínima média de 17ºC, nas regiões de clima tropical de altitude, e máxima média de 32ºC no Tropical do Pantanal (FERREIRA, 2001).
No estado de São Paulo atenção deve ser dada para as áreas com declividade acima de 12% e que inviabilizam a colheita mecânica da cana (MANZATTO et al., 2009). O relevo desse estado é plano e suave ondulado a oeste. À medida que se desloca para leste, o relevo se torna ondulado (8 a 20% de declividade) e montanhoso. Assim, tem-se o Planalto da Bacia do Paraná ao oeste, enquanto ao leste tem-se o Patamares da Bacia do Rio Paraná, a Depressão Paulista, o Planalto Paulistano/Paranaense, a Serra da Mantiqueira e a Serra do Mar próximas ao litoral. A quase totalidade do estado se insere na zona climática Tropical Brasil Central e uma pequena porção está na zona de clima temperado (IBGE, 2012). Utilizando a classificação climática de Koeppen-Geiger, o clima do estado de São Paulo pode ser classificado em Clima equatorial (Af), Clima de monções (Am), Clima tropical de savana, com estação seca no inverno (Aw) ou no verão (As); Clima subtropical úmido, com inverno seco e verão quente (Cwa) ou com inverno seco e verão temperado (Cwb) e Clima oceânico, com versão quente (Cfa) ou verão temperado (Cfb), conforme Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura/Universidade de Campinas – CEPAGRI/UNICAMP (2014).
Considerando os biomas, no estado do Mato Grosso podem ser encontrados os biomas Amazônico (54% da superfície do estado), Cerrado (39%) e Pantanal (7%), enquanto que no estado de São Paulo podem ser encontrados o bioma Cerrado e da Mata Atlântica, correspondendo a 32% e 68%, respectivamente, do seu território (IBGE, 2014c). O mérito em considerar o bioma está na sua definição ampla, que incorpora as condições físicas
predominantes (clima, geomorfologia, pedologia, etc.), a vegetação e biodiversidade. Deve-se distinguir o bioma Amazônico da Amazônia Legal. O primeiro é uma divisão fisiográfica, enquanto o segundo é uma divisão política definida pela Lei nº 5.173, de 27 de outubro de 1966 e Lei Complementar nº 31, de 11 de outubro de 1977. A Amazônia Legal compreende todo o estado do Mato Grosso27F
41, enquanto o bioma Amazônico compreende 54% desse estado.
No estado do Mato Grosso, o bioma Pantanal apresenta algumas limitações para a exploração agropecuária. Segundo Brasil (2010) e IBGE (2012), a produção agrícola é desaconselhável nessa área devido às enchentes periódicas e aos solos pouco férteis. Essas características fazem com que a pecuária extensiva seja predominante nessa área. Ademais, a Lei nº 8.830/2008 no seu Artigo 9º proíbe a implantação de projetos agrícolas, exceto a atividade agrícola de subsistência e a pecuária extensiva, na Planície Alagável da Bacia do Alto Paraguai do Mato Grosso.
Analisando os solos e sua potencialidade agrícola em cada estado (fertilidade do solo e as características físicas e morfológicas) a maior parte do estado do Mato Grosso apresenta baixa fertilidade, com baixa disponibilidade de nutrientes e excesso de alumínio, mas com boas características físicas e relevo plano a suave ondulado (IBGE, 2012). Assim, segundo Castro (2014), para que a produção agropecuária apresente boa produtividade os solos da região necessitam de adubação, para melhorar a fertilidade do solo, e aplicação de calcário para reduzir a acidez do solo, melhorar a disponibilidade dos nutrientes e reduzir a disponibilidade do alumínio. Ao sul do estado, a maior proporção das áreas é desaconselhável à prática agrícola pela fertilidade muito baixa, alta salinidade, reduzida profundidade, presença de pedregosidade ou rochosidade e textura arenosa (BRASIL, 2010; IBGE, 2012).
O estado de São Paulo, por sua vez, apresenta solos de baixa disponibilidade de nutrientes e excesso de alumínio na região dos Cerrados, solos com elevada potencialidade agrícola no oeste do estado e potencialidade regular no leste do estado pelo seu relevo montanhoso e declives acentuados advindos da Serra do Mar, restrições de drenagem e excesso de alumínio (IBGE, 2012). Assim, o estado de São Paulo também demanda fertilizantes e aplicação de calcários, mas
41 Segundo Artigo 45 da Lei nº 31, de 11 de outubro de 1977 “A Amazônia, a que se refere o art. 2º da Lei nº 5.173,
de 27 de outubro de 1966, compreenderá também toda a área do Estado de Mato Grosso. ” (BRASIL, p. 13729, 1997).
em menor quantidade, proporcionalmente, ao estado do Mato Grosso, haja vista que o primeiro apresenta solos com fertilidade natural mais alta que o segundo.
Desta forma, o relevo permite o uso de máquinas e implementos na quase totalidade dos estados, exceção da parte Sul no Mato Grosso (Pantanal) e na porção leste de São Paulo (Serra do Mar). Ambos os estados demandam o uso de calcário e fertilizantes para que a produção alcance boa produtividade, muito embora algumas áreas no estado de São Paulo apresentem mais alta fertilidade natural, o que reduz a necessidade de fertilizantes e calcário para que a produção agropecuária tenha boa produtividade.
Essas diferenças das características edafoclimáticas de cada estado e seus municípios determinam o potencial agrícola, a gama de atividades, ora limitando as atividades ora permitindo a diversificação e dinamismo da produção agropecuária.