1.3. Karar Verme Sürecini Etkileyen Faktörler
1.3.2. İçsel Kaynaklı Faktörler
1.3.2.3. Kamuoyu
Bally (1951 apud Guiraud, 1970, p. 74) usa como referência Saussure ao aceitar que a
linguagem expressa nossos pensamentos e idéias, mas acrescenta à sua teoria o argumento de
que esta não seria sua única função. Para ele, a linguagem, além de refletir a realidade, a
refrata, ou seja, lhe confere um tipo de deformação cujo germe é a natureza de cada usuário da
língua, o eu. O que compõe o eu seria a parte afetiva de cada ser, as emoções, os sentimentos,
os impulsos e os desejos.
Estilística é um campo da Lingüística que analisa todos os elementos de uma obra ou
da linguagem falada, o efeito de sentido que o escritor ou falante deseja comunicar ao leitor
ou receptor do discurso falado e os termos, torneios estilísticos e estruturas complexas que os
tornam mais ou menos eficazes. Pretende estabelecer princípios capazes de explicar os
motivos que levam um indivíduo ou um grupo social a selecionar expressões particulares no
uso da linguagem, a socialização desses usos e a produção e recepção dos significados.
No dizer de Guiraud (1970, p. 35), “a retórica é a estilística dos antigos”. Nilce
Sant’anna Martins (2000, p. 03) nos diz que somente no século XX a Estilística surge como
disciplina integrante da Lingüística. Ela ainda destaca que há quatro tipos de Estilística: a do
som, a da palavra, a da frase e a da enunciação. Em nossa pesquisa nos interessa a Estilística
da palavra. De acordo com a professora (2000, p. 71), a Estilística Léxica investiga a face
expressiva das palavras relacionadas aos seus componentes semânticos e morfológicos, os
quais não podem ser separados dos sintáticos e contextuais.
Segundo Martins (2000, p. 01), a Estilística é um ramo da Lingüística que se volta
para o fenômeno da linguagem e que tem como objeto principal o estilo. O conceito de estilo,
segundo Mounin (1997, p. 158 e 159), não seria suscetível de definição absoluta, já que é:
“[...] um fenômeno humano de grande complexidade. É a resultante
lingüística de uma conjunção de fatores múltiplos, em que todas as hipóteses
evocadas têm o seu valor. [...] Se algum dia se chegar a atribuir ao estilo uma
fórmula, há-de ser uma fórmula extremamente complexa. Todas as reduções
lapidares da definição do estilo só podem ser e permanecer como empobrecimentos
unilaterais. Não damos ainda por findas as nossas tentativas para compreender o
porquê do efeito que certas obras têm sobre nós. Nesta encruzilhada onde talvez
compreendamos o por que é que certo poema nos envolve e nos possui e nos toca
de determinada maneira, tem que haver uma convergência de causas lingüísticas
formais, mas também de causas psicológicas, psicanalíticas, históricas,
sociológicas, literárias, etc. E será indubitavelmente o conjunto que poderá dar
conta dessa coisa ainda muito misteriosa que é a função poética: por que é que
certas mensagens produzem em nós efeitos incomensuráveis com os de todas as
outras espécies de mensagem que cotidianamente recebemos.”
O estilo reflete a força emotiva que o indivíduo usa na língua para adaptá-la ao modo
mais eficaz de exteriorização de seus sentimentos. Essa tonalidade emotiva da palavra pode
ser inerente ao seu conteúdo semântico ou ser resultante de seu uso particularizado, ou seja,
decorrência do contexto em que é utilizada, da sua entonação, de algum recurso gráfico
(aspas, grifos etc.).
De acordo com Lefebvre (1983, p. 357 apud POSSENTI, 1988, p. 187-188):
As noções de estilo que encontramos em nossa leitura da literatura sobre o
assunto revela duas tendências. Num caso, os estilos são considerados como
códigos dentre os quais os locutores de uma comunidade lingüística podem operar
uma escolha apropriada à situação, tanto do ponto de vista social quanto cultural,
situação definida por uma lista de fatores cujo número e configuração variam de
uma comunidade a outra. Estas escolhas estão igualmente disponíveis aos locutores.
No segundo caso, os diferentes estilos utilizados por uma mesma pessoa são
considerados como distanciamentos em relação a seu estilo de base, o vernáculo. A
noção de estilo é aqui definida numa só dimensão, a do grau de atenção dispensado
à linguagem. Para ter um estilo adequado a uma situação dada, o locutor deverá,
nesse modelo, prestar mais atenção à linguagem do que em outra situação.
Lapa (1988, p. 09) nos diz que as palavras desempenham papel diferenciado no
discurso, ou seja, têm maior ou menor importância umas que as outras. Isso porque elas se
encontram submetidas a escalas de valores expressivos. Devem-se diferenciar as palavras
reais (lexemas), que têm em si a responsabilidade de dar sentido à frase, tais como o
substantivo, o adjetivo e o verbo, dos instrumentos gramaticais (morfemas), os quais são
compostos por todos os outros elementos de relação e precisão, como o artigo, as preposições
etc. As palavras reais sobressaem muito em comparação aos instrumentos gramaticais
principalmente devido à sua força expressiva.
Os elementos emotivos são de grande valia para os estudos lingüísticos. Vejamos a
tonalidade afetiva das palavras.
As palavras de significado afetivo são aquelas que manifestam um estado psíquico
emotivo. Elas podem ser adjetivos (amoroso, gentil) ou substantivos abstratos (amor,
gentileza). Ex: O belo poema me enterneceu.
As palavras que exprimem um julgamento manifestam uma apreciação pessoal e têm
sua afetividade expressa por meio de uma qualidade positiva ou negativa, valorizadora ou
depreciativa. Em geral, ocorrem em adjetivos que atribuem uma qualificação positiva ou
negativa, em substantivos abstratos, entre outros. Ex: O policial teve uma atuação corajosa.
O elemento de avaliação carrega a palavra com um significado complexo no qual se
pode verificar um valor substantivo ou verbal mais um valor adjetivo ou adverbial. Utilizando
o exemplo de Nilce Sant’anna Martins (2000, p. 80), a palavra castelo, além de ter o
significado de moradia, agrega o valor de ostentação e riqueza. Já a palavra casebre
geralmente carrega um significado semântico oposto, desvalorizativo.
O sentido avaliativo relacionado a afixo pode ser avaliado, por exemplo, no uso da
palavra politicagem, em que o uso do sufixo agrega um valor pejorativo à palavra política.
As palavras evocativas têm sua tonalidade afetiva determinada por sua origem ou por
sua variedade lingüística. Os estrangeirismos, os arcaísmos, os neologismos, os termos
dialetais, as gírias são exemplo desse tipo de palavra.
quais se podem designar uma reunião de palavras na qual os elementos se encontram tão
intimamente ligados para exprimirem um determinado sentido que tal uso em conjunto torna-
se convencionado.
A coesão entre esse conjunto de vocábulos pode ser mais ou menos íntima. Chamam-
se série fraseológica os grupos de palavras nos quais a coesão é apenas relativa e unidade
fraseológica quando essa coesão é absoluta.
Lapa (1988, p. 59) comenta que as locuções estereotipadas são uma herança do
passado e, freqüentemente, contam com arcaísmos em sua construção.
Belgede
Davutoğlu dönemi Türk dış politikası(2009-2014)
(sayfa 40-44)