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4. DENEYSEL BÖLÜM

4.2. Kaliks[4]aren Türevlerinin Sentez Şeması

Tang (2006) entende a mitigação como ações colaborativas e coordenadas entre os membros da cadeia, com o intuito de melhorar as operações na cadeia de suprimentos, podendo ser classificadas em quatro categorias: gestão de suprimentos, gestão de demanda, gestão do produto ou gestão da informação (Figura 17).

A partir das quatro categorias, Tang (2006) sugere as seguintes estratégias mitigadoras: colaborar e coordenar com os fornecedores para garantir a eficiência de suprimentos, assim como deve fazer com os seus clientes, para influenciar a demanda certa. A firma também pode modificar o produto ou o processo para ser mais fácil suprir a demanda e colaborar e coordenar com os seus parceiros, para acessar vários tipos de informações disponíveis para cada parceiro individualmente.

Figura 17 - Quatro abrodagens para gestão do risco em cadeia de suprimentos. Fonte: TANG, 2006. Tradução nossa.

Já Manuj e Mentzer (2008b), propõem três fatores antecedentes e determinantes à escolha da estratégia de gestão do risco. São eles: (1) Foco temporal, pois a gestão do risco é um processo contínuo que envolve dedicação a longo prazo, diferentemente de abordagens a curto prazo, com foco em resultados imediatos e baixo custo de investimento; (2) Flexibilidade da cadeia de suprimentos, ou seja, habilidade de reagir rapidamente, sem muito esforço e com baixo custo. As cadeias flexíveis são aquelas que podem responder mais rápido aos efeitos do risco que os seus concorrentes; (3) Ambiente da cadeia de suprimentos, relacionado ao alinhamento da gestão do risco aos riscos do ambiente externo (demanda e fornecimento), em outras palavras, é capacidade de elaborar e dimensionar ações que se encaixem da melhor maneira possível aos efeitos das fontes de risco do ambiente.

Para Juttner, Peck e Christopher (2003), o ambiente externo da cadeia deve influenciar a orientação da escolha estratégica entre os antecedentes das ações mitigadoras, pois o contexto do setor no qual a firma está inserida determina o conceito de risco dos gestores que, por sua vez, influência a abordagem utilizada para mitigar o risco.

A partir do desenvolvimento dos antecedentes da estratégia Manuj e Mentzer (2008b), sugerem seis tipos de estratégia de gestão do risco em cadeia:

 Postergação: atrasar um compromisso atual de um recurso ou custo para manter os níves de flexibilidade e competitividade.

 Especulação: é a estratégia de gestão do risco da demanda oposta à postergação, pois envolve a seleção dos riscos assumidos através da previsão de mudanças na demanda e antecipação de ações que podem minimizar ou anular um risco futuro.

 Hedging: é uma estratégia de gestão do risco que envolve o investimento em múltiplas opções como forma de minimizar ou anular um risco de fornecimento.

 Controle / Compartilhamento / Transferência: através da verticalização, contratos e acordos com empresas-chave é possível aumentar o controle, a colaboração e as barreiras de mobilidade, diminuindo riscos de novos entrantes e acesso a recursos, tecnologias e matéria-prima.

 Segurança: é relecionada à habilidade da cadeia de solucionar e identificar riscos causados por vandalismo, terrorismo, crime e sabotagem no sistema de informação e transporte.

 Evitação: dependedo da possibilidade do gestor de poder mudar de opção, a evitação pode ocorrer pela troca de um produto ou fornecedor ou, se não há escolha, pode-se estabelecer mecanismos para evitar possíves riscos causados por esses produtos ou fornecedores, como por exemplo: análise de amostras e lote piloto de produtos para aprovação antes da aquisição.

Chopra e Sodhi (2004) sugerem abordagens de gestão do risco por meio da ampliação do número de fornecedores, aumento da capacidade produtiva, da responsabilidade, do inventário, da flexibilidade e da demanda. Contudo, os autores afirmam que o maior desafio dos gestores é mitigar os riscos através de um posicionamento inteligente na cadeia e do estalecimento de reservas (“pulmão”), sem reduzir os lucros. Assim, o sucesso da mitigação depende de um bom

entendimento dos riscos e da inovação de estratégias mitigadoras para novas fronteiras de efieciência.

Peck et al. (2003) ressaltam três barreiras para a implementação efetiva de técnicas e ferramentas mitigadoras de risco: o treinamento do efetivo, uma vez que funcionários não treinados podem cometer equívocos; consenso sobre terminologias, já que existem diferentes entendimentoss de termos-chave; e a visibilidade da cadeia de suprimentos, visto que o entendimento da cadeia é geralmente até o primeiro membro à montante e jusante.

Juttner, Christopher e Peck (2003) sugerem a investigação de estratégias de mitigação em conjunto com direcionadores de risco (busca por eficiência, globalização, entre outros), pois há um trade-off entre os custos extras gerados pelas estratégias de mitigação, a eficiência e a entrega de valor na gestão da cadeia de suprimentos.

Juttner, Christopher e Peck (2003) adaptaram para a cadeia de suprimentos as estratégias genéricas de mitigação do risco desenvolvidas por Miller (1992), que são: evitação, controle, cooperação e flexibilidade.

A evitação é associada ao risco de mercado que não precisa ser aceito, como reduções na especificação de produto ou a transação com um fornecedor ou cliente não confiável. O controle sobre a fonte de risco é lidar, de maneira ativa ao invés de ser reativo, perante à incerteza; deve-se controlar as contigências das fontes de risco, como a utilização de inventário “pulmão” e contratos com fornecedores. A cooperação envolve parceiras para redução de incertezas em detrimento de um controle unilateral, como o compartilhamento de informações na cadeia sobre exposição a fontes de riscos. A flexibilidade é relacionada à capacidade de resposta aos efeitos do risco, como a postergação de embarques na exportação, reduzindo a dependência de previsões duvidosas.

Sheffi (2005) sugere três formas para mitigar o risco em cadeia de suprimentos: aumentar a redundância, construir flexibilidade e mudar a cultura corporativa. A primeira proporciona um benefício limitado devido à redução da competitividade, pois, ao aumentar a redundância (por exemplo, a capacidade de estoques e

quantidade de trabalhadores), elevam-se o custos e reduz-se a eficiência da cadeia de suprimentos.

Já as duas estratégias seguintes, flexibilidade e cultura corporativa, são essenciais para a gestão de risco, segundo Sheffi (2005). A flexibilidade aumenta a resistência da cadeia a rupturas e melhora a resposta em flutuações de demanda. Sheffi (2005) cita quatro formas de aumentar a flexibilidade: (a) adoção de processos padronizados, que possibilita mover produções entre diferentes plantas ou equipamentos pelo uso de peças e processos semelhantes e intercambiáveis; (b) usar processos concorrentes ou simultâneos, ao invés de sequenciais, em áreas chaves para aumentar a velocidade de recuperação quando houver uma ruptura; (c) estabalecer um plano de postergação, desenvolvendo produtos e processos de maneira a prorrogar o máximo de operações e decisões na cadeia, como manter produtos semi-acabados, ao invés de produtos acabados, em estoque; (d) alinhar a estratégia de compra e o relacionamento com fornecedores, pois a manutenção de relacionamentos estreitos aumenta a probabilidade de lealdade do fornecedor no momento de crise.

A terceira forma, cultura organizacional, é um fator notório em empresas que recuperam-se rápido após uma ruptura (SHEFFI, 2005). Essa forma de mitigação manifesta-se pela comunicação contínua entre as pessoas, ou seja, troca de informações regulares sobre metas, estratégia e riscos; pela distribuição de poder, onde funcionários têm o poder para tomar as ações necessárias no momento do risco; pelo condicionamento para rupturas, na qual deve-se acostumar a organização a enfrentar frequentes rupturas; e a paixão pelo trabalho, pois empresas de sucesso têm funcionários comprometidos com a empresa (SHEFFI, 2005).

Christopher e Peck (2004), organizando de maneira diferente as estratégias sugeridas por Sheffi (2005), observaram quatro princípios para promover a resiliência na cadeia de suprimentos, que serão adotados neste trabalho. O primeiro é o princípio de que a cadeia deve ter um design de modo a favorecer a resiliência. Em segundo lugar, deve haver colaboração entre os membros da cadeia, já que os riscos precisam ser identificados e gerenciados. Em terceiro, a cadeia deve ser capaz de reagir rapidamente a eventos imprevisíveis. Por último, deve-se

estabelecer uma cultura de gestão do risco para que o principal risco seja externo, ao invés de interno, a organização (Figura 18).

Figura 18 - Criação de resiliência em cadeia de suprimentos. Fonte: CHRISTOPHER; PECK, 2004.

O design ou redesign depende do entendimento da arquitetura da rede de abastecimento, com as suas conexões e gargalos, e da estratégia de fornecimento. A aplicação de técnicas de mapeamento como critical paths e pinch points podem ser utilizadas para identificar a rede. Paralelo ao entendimento da cadeia, pode-se registrar as vulnerabilidades em nó e links para monitoramento e mitigação. A estratégia de base de fornecimento deve considerar o potencial risco que o fornecedor pode trazer para a cadeia. Manter diversas opções disponíveis de fornecimento e a reavaliação constante da eficiência versus a redundância, como um inventário acima do nível mínimo requerido pela cadeia, pode aumentar a capacidade de resposta a variações repentinas de demanda. Todas essas são ações para mitigar o risco da base de fornecimento (CHRISTOPHER; PECK, 2004). O segundo princípio é a colaboração entre os membros da cadeia de suprimentos para reduzir as incertezas e favorecer a mitigação dos riscos. O processo de compartilhar informação e gerar conhecimento entre os membros da cadeia é um

aspecto chave para a colaboração, assim como confiança, transparência e cooperação (CHRISTOPHER; PECK, 2004).

Outro princípio é a agilidade da cadeia manifestada pela velocidade no fluxo de produto e habilidade de resposta rápida a mudanças imprevisíveis em demanda ou suprimentos. Segundo Christopher e Peck (2004), o fator-chave para a agilidade é o tempo de resposta dos membros à montante e jusante na cadeia. A visão clara dos inventários, demanda, produção e escalonamento de compras entre as empresas da cadeia pode favorecer a agilidade.

Por último, Christopher e Peck (2004) sugerem a criação de times de gestão de risco e avaliação de risco em processos de tomada de decisão com envolvimento de lideranças para favorecer o surgimento da cultura de gestão de risco na organização.

A utilização de diferentes estratégias em conjunto pode maximizar seus benefícios, por exemplo, a maior colaboração entre firmas pode aumentar a agilidade de reposta da cadeia e, consequentemente, minimizar a probabilidade de ocorrência de um risco de variação de fornecimento (CHRISTOPHER et al., 2011).

Embora existam muitas ferramentas e técnicas sobre gestão de risco na literatura, muito pouco foi adaptado para o uso em SCM (JUTTNER, PECK, CHRISTOPHER, 2003).

Benzer Belgeler