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KALİTE KOORDİNATÖRLÜĞÜ

Belgede İDARE FAALİYET RAPORU (sayfa 118-0)

5. ÜNİVERSİTE TARAFINDAN SUNULAN HİZMETLER

5.5. DİĞER BİRİMLER

5.5.10. KALİTE KOORDİNATÖRLÜĞÜ

A ferramenta My Notes funciona como um caderno eletrônico onde o aluno faz suas anotações durante o curso. É uma ferramenta onde o aluno pode escrever e editar texto aparentemente sem recursos gráficos.

O My Notes aparece em cada uma das páginas de conteúdo e o aluno tem acesso a ele clicando no ícone da ferramenta que aparece na parte superior da tela. Clicando no ícone, uma pequena janela de texto se abre e fica sobreposta à página de conteúdo onde o aluno está trabalhando. Assim, o aluno acompanha as instruções ou informações da página de conteúdo em questão e, simultaneamente, pode fazer suas anotações.

As anotações feitas no My Notes são automaticamente organizadas de acordo com a divisão de páginas de cada unidade, isto é, se o aluno está trabalhando em uma

página com o título Introduction, a anotação feita para aquela página também aparece com o mesmo título no My Notes, como mostra a figura 39 seguinte.

Figura 39: My Notes quando acessada em uma página de conteúdo

Como pode-se observar na figura 39, a ferramenta My Notes aparece sobreposta à tela mas em tamanho menor do que a tela abaixo. Existe também a possibilidade de o aluno ver todas as suas anotações juntas, clicando no botão View All em uma outra interface da ferramenta, como mostra a figura 40 a seguir.

Figura 40: Interface da ferramenta My Notes

Clicando em View All, a janela que mostra as anotações aparece em forma de lista, incluindo anotações de todas as páginas que tiveram alguma anotação, como mostra a figura 41, a seguir31.

31 (as anotações que aparecem não são anotações de alunos, mas apenas testes feitos pelo professor,

Figura 41: My Notes com a lista de anotações

Clicando no botão Page List (mostrado na figura 40 acima), aparece a lista de todas as páginas de conteúdo da unidade. Esse recurso facilita ao aluno visualizar as anotações de cada página de conteúdo separadamente sem precisar estar na própria página de conteúdo com o mesmo título. A figura 42 seguinte mostra essa interface da ferramenta.

Figura 42: My Notes com a lista das páginas de conteúdo

Essa ferramenta é interessante, pois muitas vezes o aluno prefere e até precisa fazer anotações para poder elaborar melhor sua produção antes de enviá-la ao professor ou ao colega. Ela é também bastante prática devido ao fato de que as anotações são automaticamente organizadas e fáceis de serem encontradas a partir de qualquer uma das páginas de conteúdo. Nesse sentido, se o aluno fizer anotações ou rascunhos nessa ferramenta, tudo já estará digitalizado (ao contrário da anotação em papel, que lhe dará o trabalho de digitar tudo posteriormente para poder enviar no ambiente do curso),

sendo necessário apenas usar o recurso de “copiar” e “colar” quando ele estiver satisfeito com a sua produção final.

O acesso a essas anotações só é permitido ao próprio aluno, considerando que essa é uma ferramenta onde ele está fazendo rascunhos ou armazenando notas para posterior revisão e elaboração final da atividade. Parece que esse seria como um caderno pessoal ao qual o professor ou seus colegas não precisariam ter acesso. Entende-se implicitamente que – pela característica da ferramenta – o processo inicial de elaboração das atividades feitas pelo aluno parece não interessar ao professor. As atividades, depois de passadas pelo processo de edição e enviadas pelo aluno quando ele se sente satisfeito com o resultado para poder compartilhá-la, é que poderão interessar ao professor e, por isso, podem ser acessadas por ele.

Ao desenhar a unidade Listening to a Documentary, não pude analisar a deficiência dessa característica atentamente. Eu sabia que não teria acesso às anotações dos alunos, por esta razão, com o intuito de suprir essa falta, optei por instruir o aluno a compartilhar suas anotações em alguns momentos que considerei importantes poder acompanhar esses dados. O aluno, dessa forma, foi instruído a copiar suas anotações e compartilhá-las com o grupo usando a ferramenta Bulletin Board. A figura 43 a seguir mostra uma dessas instruções.

Figura 43: Instrução referente a produção na ferramenta My Notes

A associação de ferramentas me parecia suficiente quando minha expectativa era de ter acesso às anotações dos alunos feitas no My Notes. No entanto, durante a implementação da unidade, os dados mostraram o contrário. Muitas vezes o aluno deixa de fazer algumas etapas da tarefa e deixar de enviar as anotações ao Bulletin Board foi um exemplo. Nesse caso, devido ao fato de a ferramenta My Notes não permitir o acesso do professor, fiquei totalmente incapacitada de recuperar esses dados dos alunos sem mesmo poder saber se ele chegou a fazer essa parte da tarefa no My Notes e qual foi sua

maior dificuldade nesse ponto. Nenhum aluno enviou essa tarefa ao Bulletin Board tal como foi sugerida e, portanto, não consegui observar e acompanhar essa parte de seu processo.

Enquanto designer, também acreditei que o aluno por si só iria associar a função da ferramenta My Notes a um bloco de anotações e achei que ele poderia utilizá-la apropriadamente e sem dificuldades por ser uma ferramenta aparentemente simples. Eu tinha conhecimento de algumas das dificuldades do público-alvo em relação à habilidade com o uso do computador e da Internet, mas minhas medidas e expectativas estavam além da realidade dos alunos. Refiro-me, mais especificamente, à competência digital do público-alvo. Se pensarmos em um aluno com um perfil de usuário de computador e de Internet mais experiente, parece que o uso do My Notes pode ser mais adequado e positivo, pois nesse caso muitas das dificuldades apresentadas por nossos alunos talvez nem tivessem surgido no contexto do curso.

Os alunos do módulo Compreensão Oral em Inglês não possuíam experiência com o meio digital e muitos deles tinham grandes dificuldades em relação ao uso do computador em todos os sentidos. A ferramenta My Notes, que poderia ser facilitadora por ser um caderno digital, estava dificultando o trabalho do aluno por ser mais um item que ele deveria aprender a usar e entender. Além disso, ainda incluía o lado prático da necessidade de lidar com, no mínimo, duas janelas na tela do computador ao mesmo tempo e até mesmo o recurso “copiar e “colar”, que pareciam tarefas complicadas para um usuário totalmente inexperiente.

A figura 44 seguinte mostra uma das páginas de conteúdo da unidade Listening to a Documentary onde o aluno é solicitado a usar a ferramenta My Notes. A página de conteúdo Word Stress contém várias instruções que devem ser seguidas para que ele consiga concluir as tarefas nela sugeridas. Inicialmente, essa página deve se manter na tela porque nela estão as principais instruções. Sem considerarmos a primeira instrução, que sugere uma revisão, as ações que o aluno deve executar e a quantidade de janelas que cada passo implica são as seguintes: 1) janela para o arquivo de áudio; 2) janela da lista de quizzes; 3) janela do quiz: Word Stress; 4) janela do My Notes; e 5) janela do Bulletin Board. Para as janelas do arquivo de áudio e My Notes, o aluno teria que voltar 2 e 3 vezes respectivamente.

Figura 44: “Manobras” em uma página de conteúdo

Esses passos parecem simples, mas para o aluno sem experiência no contexto digital e nos recursos do computador, tudo isso pode ser muito complicado e ele pode facilmente se perder nessa tarefa. Se o aluno conseguir “abrir nova janela” ao invés de sobrepor a janela que ele está visualizando no momento, ele terá cinco janelas minimizadas para trabalhar simultaneamente. Em se tratando de um aluno sem experiência, ele pode não saber “abrir nova janela” e ter que voltar para onde estava antes (na página de conteúdo onde se encontram as instruções) a fim de poder reencontrar as informações de que precisa para poder continuar a tarefa.

Esse excesso de operações para a execução de uma só tarefa, interfere de forma negativa na navegabilidade do curso, levando a que os usuários sintam-se desestimulados a dar continuidade ao exercício proposto (Nielsen, J. 1999). É importante lembrar que o fator navegabilidade, pode ser determinante no sucesso do curso.

Pensando nesse aspecto, é importante minimizar o número de ações necessárias para a realização de uma tarefa. Sendo assim, eliminar as ferramentas que num determinado momento possam não ser totalmente relevantes parece ser uma solução positiva. A ferramenta My Notes no exemplo acima não tem uma função didático-

pedagógica e está servindo como um recurso de anotações que poderia ser substituído por uma folha de papel que o aluno utilizaria ao lado de seu computador enquanto trabalha com as outras ferramentas na tela (mesmo considerando as limitações da folha de papel como mencionado anteriormente). A ausência da ferramenta My Notes nesse momento parece não afetar o resultado do trabalho do aluno e diminui o stress derivado da necessidade de ter que lidar com tantos recursos digitais ao mesmo tempo, em se tratando de um aluno sem experiência.

Com ou sem o My Notes, o resultado apresentado para o professor pode ser o mesmo, pois o professor apenas tem acesso ao que o aluno enviar no Bulletin Board. Isso demonstra que nesse caso o My Notes é uma ferramenta irrelevante e que pode inclusive ter sido prejudicial no desenvolvimento da tarefa, por ser mais um elemento novo para o aluno, causando dificuldade, não apresentando função didático-pedagógica clara e definida nesse momento, e ainda não facilitando ao professor o acompanhamento do processo da realização da tarefa.

Como designer, a minha falta de experiência com o uso da ferramenta e suas limitações associada ao conhecimento (também falho, de certa forma) sobre as limitações do público-alvo podem ter sido a causa da escolha má-sucedida dessa ferramenta durante o curso. Entender detalhadamente suas limitações e dificuldades teria ajudado a elaborar mais adequadamente as atividades que utilizassem a ferramenta, mantendo funções didático-pedagógicas voltadas para seu uso e compreensão na tentativa de diminuir as dificuldades dos alunos no próprio meio digital. Conforme salienta Braga, D. B. (2001:s.p.), “a falta de familiaridade com as novas possibilidades e com os limites impostos pelo meio digital para o desenho de material é certamente um dos grandes problemas encontrados pelos professores-designers em suas tentativas de usar o computador como uma ferramenta para o ensino de língua”.

Entendo que essa falta de familiaridade não está apenas relacionada ao conhecimento do professor-designer em relação ao meio e às ferramentas utilizadas, mas também ao conhecimento do aluno em relação ao ambiente e à percepção do professor-designer no que diz respeito às limitações do aluno.

No modelo sócio-construtivista, o processo e o contexto onde o aprendizado se desenvolve têm um valor significativo. Nesse sentido, é necessário pensarmos em

estratégias que nos permitam criar condições para o aluno desenvolver as habilidades que esperamos dele e, ao mesmo tempo, associarmos esses elementos a recursos que nos permitam acompanhar o processo de aprendizagem do aluno.

No módulo Compreensão Oral em Inglês o aluno é exposto a inúmeras atividades novas com as quais ele tem que lidar para realizar as tarefas propostas. Essas atividades estão relacionadas à utilização do programa WebCT e da Internet, juntamente com outras ligadas ao meio digital. Muitos dos alunos estão aprendendo essas habilidades ao mesmo tempo em que estão tentando fazer o curso. São habilidades diferentes, porém totalmente inter-dependentes nesse momento. Isso faz com que o desempenho do aluno em certas tarefas não alcance as expectativas iniciais, pois apesar de conhecer as dificuldades do público-alvo, é natural que se tenda a idealizar os objetivos propostos.

Na unidade Listening to a Lecture, que segue a unidade Listening to a Documentary, a ferramenta My Notes teve melhor aproveitamento por ter sido utilizada como um recurso necessário para a realização da tarefa. Nessa unidade os alunos trabalham com palestras e a atividade de tomar notas foi um dos tópicos abordados. Com atividades direcionadas para a prática de anotações, o aluno foi levado a usar a ferramenta com esse propósito. Esse tipo de tarefa pode ter levado o aluno a perceber melhor a função da ferramenta para, a partir daí, passar a usá-la livremente para suas próprias anotações.

De qualquer forma, para que seja possível analisar o aproveitamento do aluno em relação ao uso dessa ferramenta na unidade Listening to a Documentary, me parece necessário ter acesso às atividades dos alunos feitas na ferramenta. Ao mesmo tempo, é preciso pensar na real necessidade de sua utilização ou, alternativamente, na sua substituição por uma outra que permita o rastreamento do processo de produção das atividades do aluno.

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