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Kalbi ve Şühudi ilim: Bu da, hissî ve aklî ilimlerden daha ileri ve daha üstün olan ilimdir

ÖNSÖZÜN DİPNOTLARI 1 Nehcül-Belağa, Hutbe: 108

I. Bölüm Kur’an’da Kadın

3- Kalbi ve Şühudi ilim: Bu da, hissî ve aklî ilimlerden daha ileri ve daha üstün olan ilimdir

As instituições escolares públicas vivem um momento de conflito, bem como nossa sociedade atual, na busca constante de alternativas para melhorar a qualidade do serviço oferecido, em um mundo cada vez mais complexo e que exige dos indivíduos saberes que nem sempre conseguiram obtê-los na escola se as mesmas, continuarem reproduzindo o que vemos ainda hoje.

A busca da qualidade de ensino tem sido uma preocupação de várias décadas, esse desejo é imbuído do princípio da igualdade, que almeja nesta busca a diminuição das diferenças sociais existentes, proporcionando o direito de uma educação de qualidade para todos.

Os mecanismos externos de avaliação estão, cada vez mais, expondo- nos às fragilidades dos sistemas educacionais, proporcionando uma reflexão sobre como podemos fazer para reverter esta situação.

É necessária uma grande mobilização nacional para esta discussão envolvendo toda a sociedade, para que a responsabilização desse empenho não fique somente nas mãos das escolas, pois entendemos que ela faz parte de um sistema e se queremos realmente alguma mudança, as estratégias para alcançarem melhores resultados, devemos envolver o maior número de agentes sociais possíveis.

As escolas também devem começar sua mobilização, pois essa empreitada deve se iniciar dentro das instituições escolares, para fora delas, pois é nelas que se constitui o currículo, este, que é possível de ser construído, como mecanismo essencial de constituição de identidade individuais e sociais atravessadas por relações de poder.

É com esse panorama que o gestor, importante agente articulador de ações no ambiente escolar, pode contribuir para a melhoria da realidade educacional: no momento que se coloca num papel de um “gestor” e não de um

“administrador de tarefas”. Ser gestor, na sua concepção mais complexa, envolve a articulação nas várias dimensões da função e suas interrelações. Será necessário assumir o seu papel de líder na constituição de uma comunidade participativa e corresponsável na melhoria da educação.

Porém, estas não são tarefas simples de serem realizadas, e o uso de algumas ferramentas gerenciais pode contribuir para a organização das ações do cotidiano da escola. Uma delas é o Planejamento Estratégico.

As etapas do planejamento estratégico sugeridas neste trabalho que inicia com a identificação do perfil da realidade escolar, com a avaliação dos critérios de eficiência escolar, a realização da avaliação estratégica e finalmente com a elaboração do plano de ação, proporcionam uma movimentação na organização da rotina da escola que contribui para a reflexão e responsabilização, por todos os envolvidos, na efetivação dos objetivos traçados.

Quando a comunidade escolar, por meio de representação, se mobiliza para pensar como é que a mesma se compõe quanto às questões sociais, culturais, econômicas, estruturais internas e externas, consegue projetar o cenário em que está envolvida e, entendendo-o, melhor consegue pensar nas suas fragilidades e potencialidades.

Já na fase da avaliação da eficácia escolar alguns critérios de qualidade permearam a discussão: Ensino e aprendizagem; Clima escolar, pais e comunidade; Gestão de pessoas; Gestão de processos; Infraestrutura e Resultados, ficando ainda mais evidenciado as reais fragilidades da instituição escolar.

No momento da Avaliação Estratégica é sugerido o uso da ferramenta FOFA que propõe uma reflexão sobre: forças, fraquezas como fatores internos e oportunidades e ameaças como fatores externos à instituição escolar. Este é outro momento privilegiado do Planejamento Estratégico, onde equipe envolvida nesta etapa começa a traçar quais são seus reais problemas e quais suas possibilidades de superação.

E, finalmente, no momento da elaboração do Plano de Ação, é quando a equipe traça os objetivos, ações, prazos, responsáveis e avaliação para atender suas necessidades.

Por meio desse percurso conseguimos perceber como o planejamento estratégico contribui de forma didática com a reflexão da comunidade escolar sobre sua realidade e a traçarem estratégias de ação para atingirem melhores resultados.

A análise, feita neste trabalho, dos 31 Planos de Ação, pode ajudar a concluir o modo como que as equipes gestoras, ao se dedicarem na realização do Planejamento Estratégico escolheram o critério ensino aprendizagem como o mais importante para traçarem ações, num total de 80,6% das escolhas.

Quando analisamos as ações elaboradas para estes objetivos, percebemos que estão, em grande maioria centradas na ação do professor (totalizando 69,1%), que estão relacionadas a inovações metodológicas, provocando mudança de atitudes, interdisciplinaridade, criatividade, diversidade e atendimento individualizado proporcionando um aprendizado significativo.

Outro fator a destacar é o número de ações voltadas para a solução dos casos de indisciplina como ações que incidem no critério ensino aprendizagem, totalizando 21,8%. Isso demonstra que as equipes envolvidas acreditam que a indisciplina em sala de aula prejudica a aprendizagem dos alunos.

Respondendo a questão de pesquisa sobre os gestores escolares, se, ao utilizarem o Planejamento Estratégico como um instrumento de gerenciamento das ações do cotidiano escolar privilegiam ações efetivas para proporcionar uma melhora na aprendizagem dos alunos, podemos concluir que, sim, a maioria das equipes escolheu este critério como o mais importante para melhorar a aprendizagem de seus alunos.

Na questão sobre quais ações são evidenciadas para a melhoria da aprendizagem também podemos observar ações que podem provocar melhoras significativas na qualidade do ensino e da aprendizagem. Ações como mudanças metodológicas inovadoras, criativas, significativas, atendimento individualizado aos alunos, monitoramento da aprendizagem, cuidado com a indisciplina, redução da taxa de evasão e retenção, promoção da formação dos professores, trabalhar interdisciplinarmente, entre tantas outras.

Sobre a última questão, se o uso do Planejamento Estratégico é uma ferramenta que contribui para articular as ações do gestor escolar, concluo que o próprio instrumento existe para este fim, então a questão a ser respondida é, se, ao usarem o instrumento estratégico os gestores conseguem qualificar suas ações em busca da melhoria da aprendizagem. O que posso concluir através das discussões feitas pelos supervisores, nos fóruns de discussões, que destacam como efetivamente, o uso do instrumento proporcionou grande reflexão sobre a realidade escolar e na elaboração de ações para sua melhoria, evidenciado em vários depoimentos. O gestor, posicionado como integrador, democrático, participativo, que trabalha em equipe, que lidera ações no interior da escola e que elabora e implementa um Planejamento Estratégico (o Projeto Político pedagógico), pode atingir melhores índices de aprendizagem de seus alunos. Portanto espero ter contribuído, com a relevância deste trabalho, trazendo aos gestores de escolas públicas um instrumento para contribuir com a sua atuação: o Planejamento Estratégico.

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ANEXO I - Critérios: requisitos e características, para Avaliação da Eficácia Escolar