TÜRKİYE’DE İŞSİZLİKLE MÜCADELEDE UYGULANAN İSTİHDAM POLİTİKALAR
3.6. KADINLARIN ÇALIŞMA HAYATINDA YAŞADIĞI SORUNLAR
A fração argila dos solos estudados revela uma mineralogia mista, condizente com as condições conservadoras a qual estão submetidos estes solos, com contribuição de sedimentos alóctones, pré-intemperizados, com minerais provenientes de condições pedogenéticas distintas das atuais.
Os picos de 0,72-0,36-0,23 nm, referem-se à caulinita. A presença deste mineral é esperada já que são os principais minerais secundários nos solos brasileiros, sendo originadas de diversos tipos de minerais primários, principalmente micas e feldspatos, que intemperizados em condições ácidas e
69
com intensa lixiviação de bases liberam Si e Al no meio favorecendo a gênese da caulinita. A presença de Si em grande atividade no meio, neste caso favorecida pelo pH elevado, principalmente acima de 8,5 onde espécies iônicas contribuem significativamente para a sílica total em solução e favorece a formação de minerais silicatados do tipo 2:1. No entanto a presença da caulinita foi identificada em todos os perfis estudados, e remete a uma condição físicoquímica de formação distinta da existente atualmente. A gênese deste mineral está associado a condições de pH mais baixo e maior lixiviação de bases, o que provavelmente está relacionado com condições climáticas precedentes mais úmidas que as atuais. As caulinitas identificadas a partir dos DRX podem ter origens genética distintas, uma proveniente diretamente da intemperização de minerais primários em condições de maior acidez e maior remoção de bases, e outra relacionada com uma mudança nas condições pedogenéticas onde o pH se elevou e a atividade do Si aumentou, neoformando caulinita.
Os picos 0,26-0,33-0,45-0,50-1,00 nm estão relacionados com a presença de ilita, mineral do grupo dos filossilicatos do tipo 2:1, que tem sua gênese e sua estabilidade favorecidas pelas condições atuais em que os solos se encontram. Este parece ser o principal mineral do grupo dos 2:1 presente nos solos estudados. Sua ocorrência variou principalmente com a profundidade das camadas em alguns solos como na Lapa do Boquete e do Malhador, além do Sítio Terra Brava, onde este mineral apareceu com maior intensidade nas camadas mais profundas. Na Lapa Pintada e na Lapa Grande não se observou esta variação, sendo a ilita presente em todas as camadadas com intensidade semelhante.
Foi identificado o pico (0,30 nm) referente a presença de minerais carbonáticos, principalmente calcita. Apesar de ser um mineral de solubilidade elevada, fragmentos compostos de unidades cristalográficas bem definidas podem apresentar certa resistência a essa reação. No caso dos solos estudados o pico referente à calcita foi identificado nos solos das Lapas do PARNA Cavernas do Peruaçu e na Lapa Pintada. Nos DRX’s referentes a estes perfis, em todas as camadas, exceto a camada 8 da Lapa do Malhador, o pico (0,30 nm) demonstra a presença de um mineral de estrutura cristalina bem definida, conforme expresso pela forma do pico bem definida, com a base estreita e de forte intensidade. A forma do pico reforça a hipótese deste mineral estar
70
presente na fração argila devido a sua resistência a solubilidade, proveniente da elevada cristalinidade.
Os óxidos de Fe presentes no solo foram detectados a partir dos picos 0,25 nm e 0,27 nm para hematita e ou maghemita, e 0,42 nm para a goethita. O óxido de Fe predominante nos solos dos abrigos calcários é a hematita, que tem sua gênese favorecida em ambientes mais secos, bem drenados e com temperaturas mais elevadas, condições que favorecem a desidratação, além de pH’s próximos ou superiores a neutralidade. Dessa maneira o ambiente dos solos estudados é propício para a formação de hematita e não de goethita. Esse fato pode ser constatado pelos DRX’s que apresentam com recorrência a presença dos picos 0,25 e 0,27 nm, referentes à hematita.
Nos solos das Lapas do Boquete e do Malhador, que apresentam uma composição mineralógica bem similar, identificam-se nas camadas mais superiores apenas a presença dos picos referentes à hematita, e somente nas camadas mais profundas como é que se identifica com clareza o pico da goethita. No DRX da Lapa do Boquete (Figura 11) identifica-se com nitidez o pico 0,42 nm (Gt) somente nas camadas 5 e 8, que são camadas bem oxídicas, onde a goethita pode estar presente ainda como uma precursora da hematita, já que esta não se forma a partir de nucleação de íons Fe3+ em solução e sim por via sólida. Também contribuem nestas camadas para a gênese da goethita a maior umidade em profundidade e os valores de pH que embora altos estão entre os menores do perfil. Na Lapa do Malhador (Figura 12) observa-se um incremento na intensidade do pico referente a goethita das camadas mais superiores para as mais inferiores, evidenciando a maior presença deste mineral nas camadas mais profundas, geradas em condições mais úmidas.
Os picos que indicam a presença de hematita aparecem de maneira clara em todas as camadas de todos os solos desenvolvidos sob abrigos. Porém parece existir uma sobreposição de picos entre a hematita e a maghemita, pois estes solos apresentam atração magnética, em todas as frações, inclusive na argila. Além disso, o pico 0,25 nm é característico da maghemita, cuja formação se dá a partir de oxidação de partículas de magnetita ou pela transformação de outros óxidos como goethita ou lepidocrocita, provocada por aquecimento e ou presença de material orgânico (SCHWERTMANN & TAYLOR, 1989). Neste contexto, a atividade antrópica parece ter desempenhado um papel chave na gênese deste mineral magnético (maghemita), pois o uso freqüente e intenso do
71
fogo com aporte constante de material orgânico, contribuiram para a formação de maghemita presente hoje nos solos estudados.
Figura 11. DRX da fração argila natural do solo da Lapa do Boquete; Il: ilita; Ct: caulinita; Ca: calcita; Hm: hematita; Mh: maghemita; apatita.
Figura 12. DRX da fração argila natural do solo da Lapa do Malhador; Il: ilita; Ct: caulinita; Ca: calcita; Hm: hematita; Mh: maghemita; Gt: goethita; apatita.
72
Quando-se analisa o DRX proveniente da Lapa Grande, que apresenta o perfil mais heterogêneo dentre os perfis estudados (Figura 13), observa-se que as camadas 2 e 4 que apresentam através de suas carcterísticas morfológicas, bem como pelos seus teores de COT e valores de P disponível e P obtido no ataque total, uma maior intensidade de ocupação antrópica, são exatamente as camadas onde ocorre o pico 0,25 nm, referente a maghemita, bem mais definido do que nas outras camadas.
Figura 13. DRX da fração argila natural do solo da Lapa Grande; Il: ilita; Ct: caulinita; Ca: calcita; Hm: hematita; Mh: maghemita; Gt: goethita.
O sítio Terra Brava, que por sua vez não apresenta atração magnética em nenhuma de suas camadas, não mostrou o pico 0,25 nm em DRX’s (Figura 14). No solo deste sítio ocorrem os dois picos referentes a goethita (0,24 e 0,42 nm) e nenhum de hematita, evidenciando as condições de formação destes óxidos conforme discutido anteriormente. Neste caso, a goethita é favorecida, pois por estar em um ambiente aberto este local recebe maior umidade e apresenta valores de pH bem inferiores àqueles encontrados nos abrigos. A cor destes solos, já discutida na carcterização física, demonstra claramente a presença deste oxihidróxido no solo.
73
Figura 14. DRX da fração argila natural do solo do sítio a céu aberto Terra Brava; Il: ilita; Ct: caulinita; Ca: calcita; Gt: goethita; Vm: vermiculita.
Pela análise dos DRX’s da fração argila, encontram-se picos (0,28 e 0,38 nm) que indicam presença de apatitas provavelmente associada exclusivamente à ocupação antrópica, através da adição de ossos ou materiais ricos em P (Figura 15). Esses picos permitem identificar a presença de formas secundárias de fosfatos de cálcio, pouco cristalinas, e que tem sua origem associada à grande quantidade de Ca e de P disponíveis nestes sistemas e a afinidade existente entre estes elementos. Por outro lado os picos podem representar fases provenientes da degradação de fragmentos ósseos maiores que passaram por ciclos de maior umidade e acidez. De qualquer maneira ambas as formas de apatitas (biogênica ou neoformadas) estão presentes no solo, e tem sua origem ligada ao intenso processo de ocupação antrópica que se processou nestas áreas ao longo de milhares de anos. O DRX da Lapa Grande novamente permite uma visualização mais clara desta influência antrópica na presença deste material fosfático. Observando-se com cuidado esse DRX nota-se que os picos (0,28 e 0,38 nm) que indicam a presença apatitas, só aprecem nas camadas 2 e 4. Estas conforme descrito anteriormente são as que apresentam os aspectos mais claros da ocupação antrópica em suas características morfológicas, físicas e químicas.
74
Figura 15. DRX da fração argila natural do solo da Lapa Pintada; Il: ilita; Ct: caulinita; Ca: calcita; Hm: hematita. Ap: Apatita.