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BÖLÜM 3: KADIN KONULU YORUMLAR

3.1. Birey Olarak Kadın

3.1.1. Yaratılış Bağlamında Kadın Figürü

3.1.1.1. Kadın-Erkek Eşitliği Konusu

A epidemia mundial de morbidades crônicas ameaça o desenvolvimento econômico, social, a vida e saúde de milhões de pessoas. Dados da OPS (2007) referem que aproximadamente 35 milhões de pessoas morreram por morbidades crônicas no mundo em 2005; e no continente americano estas morbidades foram as responsáveis de dois de cada três falecimentos na população.

Na presente pesquisa encontrou-se que as morbidades auto-referidas mais prevalentes no idoso foram: hipertensão arterial, problemas de coluna, problemas de visão, sofrer de outras doenças e doença vascular periférica. A média das morbidades no idoso foi de 5,9 com um desvio padrão de ± 2,86.

Dados obtidos no sistema Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS) (BRASIL, 2010), em relação às hospitalizações com pessoas

de 60 anos e mais, revelaram que as morbidades do aparelho circulatório lideram a listagem com 26,1%, seguidas pelas respiratórias 16,3%, as digestivas 10,4% e as neoplasias com 8,4%. Destaca-se ainda que na morbidade do aparelho circulatório no idoso a maioria dos adoecimentos foi por hipertensão arterial e outras morbidades hipertensivas com 11,09% do total geral existe, assim, uma concordância com os achados do estudo.

Hervas e Jalón (2005) realizaram uma investigação na Espanha com 147 idosos, com o objetivo de conhecer a influência do estado cognitivo dos diferentes fatores de fragilidade destacam que as morbidades crônicas mais prevalentes foram hipertensão arterial, diabetes mellitus (DM) tipo II, dislipidemia e Acidente Vascular Cerebral (AVC). Concluíram ainda, que existe significância estatística entre o déficit cognitivo e sofrer múltiplas morbidades; além disso, referiram maior prevalência de fatores de risco de fragilidade e de quedas.

A saúde da população brasileira está em transição epidemiológica constante e as morbidades crônicas não transmissíveis foram responsáveis por 66,3% das doenças no país, as doenças infecciosas somaram 23,5% e as causas externas 10,2% (RODRIGUES, 2008).

Na pesquisa realizada por Pedrazzi et al., (2007) no interior de São Paulo, foi encontrado que as morbidades mais referidas foram: hipertensão arterial, problemas de coluna, problema para dormir, problemas cardíacos, má circulação, osteoporose, artrose, DM, AVC e incontinência urinária. Os autores verificaram que as morbidades com maior prevalência ocorreram no sexo masculino, na faixa etária de 70 a 79 anos. Concluíram ainda que o número de morbidades foi um dos fatores fortemente associado às incapacidades funcionais e pode levar à dependência do idoso; dados esses que diferem com os do presente estudo, em que a maior prevalência de morbidades foi no sexo feminino.

O IBGE (2010d) indica que dos idosos de 60 anos ou mais, 22,6% declaram não possuir nenhuma morbidade e em maiores de 75 anos a proporção cai para 19,7%. Além disso, 48,9% sofriam de mais de uma morbidade crônica, e nos maiores de 75 anos a proporção era de 54%, destacando-se a hipertensão arterial em torno de 50%, seguida de dores de coluna ou costas (35,1%) e artrite (24,2%).

No estudo realizado por Stalenhoef et al. (2002) com 311 idosos, com o objetivo de determinar o valor preditivo de risco para quedas recorrentes e a construção de um modelo na avaliação da mobilidade em idosos, identificaram

algumas variáveis de risco, como ser sexo feminino, sofrer de doença neurológica crônica, usar de medicamentos antidepressivos, ser maior de 80 anos, sofrer dores e/ou rigidez nos músculos e nas articulações, além de apresentar alteração do equilibrio.

Sofrer de múltiplas morbidades crônicas e ingerir medicamentos para diminuir a sintomatologia destas, propiciam o aumento e a ausência de uma forte associação do risco de sofrer queda, como encontrado no estudo realizado por Lawlor et al. (2003) no Reino Unido com 4050 participantes de idade entre 60 a 79 anos.

No presente estudo encontrou-se que entre as morbidades que apresentaram significância estatística (p<0,05) com a ocorrência de queda estão a ansiedade/transtorno do pânico, depressão, doença gastrointestinal alta, incontinência urinária e/ou fecal, problemas de coluna e visão prejudicada.

Lord et al. (2003) referem que as quedas podem estar associadas a múltiplas morbidades crônicas como: diminuição da visão, da força, do reflexo, da postura do corpo, do balanço e da habilidade para parar e sentar da cadeira. Yu et al. (2009) encontraram que as doenças mais relacionadas com as quedas foram: diabetes mellitus, hipertensão arterial, hipotensão ortostática, sequela de AVC, cataratas, artrite, demência e depressão.

Em outra investigação Curcio et al. (2009) na Colômbia, pesquisando 224 idosos de 60 anos e mais, objetivaram descrever e identificar os principais fatores associados com quedas recorrentes. Evidenciaram que existe maior prevalência de incontinência urinária e sintomas depressivos relacionadas com as quedas e que os fatores intrínsecos são preditores de quedas recorrentes e que trazem consequências graves.

Biderman et al. (2002) confrontam a hipótese que existe uma relação entre sofrer quedas e depressão, identificando cinco fatores de risco: apresentar um estado de saúde precário, prejuízo cognitivo, incapacidade para as ABVD, realizar duas ou mais visitas ao médico no mês e caminhar devagar. Além disso, destacaram que a associação com doenças crônicas aumenta o risco de sofrer quedas.

O uso de múltiplos medicamentos para diferentes doenças pode aumentar o risco de sofrer queda, devido a uma associação forte do tratamento de diversos medicamentos relacionado às debilidades funcionais e precárias condições de saúde (SCHIAVETTO, 2008). Além do processo natural do envelhecimento, a

presença de doenças agudas e crônicas são condições para que o idoso desenvolva a síndrome de fragilidade, levando-o uma incapacidade funcional pela queda (SERRANO; TENA-DAVILA, 2004).

As morbidades podem interferir na vida do idoso, aumentando o risco de sofrer quedas devido à polifarmácia, presença dos efeitos secundários dos remédios afetando na capacidade funcional que podem agravar a situação de saúde do idoso.