4. BULGULAR VE DEĞERLENDİRME
4.2. Kadın Öğretim Üyelerinin Toplumsal Kökenleri
4.4.8. Kadın Öğretim Üyelerinin Bilimsel Aktiviteleri
Um primeiro exemplo que pode ser atestador dessa regularidade discursiva é encontrado na Revista Catolicismo, em sua edição de número 111, de março de 1960. Nesta foi inaugurada uma nova seção que passou a fazer parte do mensário brasileiro denominada ―Revolução e Contra-Revolução em 30 dias‖. Tratou-se, como a própria denominação indica, de uma coluna que iria repercutir, das mais diferentes maneiras, o ensaio ―Revolução e Contra-Revolução‖ (adiante RCR), de Plinio, publicado na edição de número 100, em abril de 1959. Os editores se preocuparam em explicar, aos seus leitores, os motivos dessa nova seção:
Para ajudar nossos leitores a passar daí - revelação e filosofia – para o terreno dos fatos cotidianos, nos quais se vai travando passo a passo a luta entre os filhos de luz e a serpente [...] parece oportuno que estudemos nestas colunas os acontecimentos atuais, mostrando suas relações essenciais ou acidentais com o grande fenômeno central da Revolução e da Contra-Revolução. (Editorial, Nº 111, 1960)
Mesmo que a editoria tenha advertido que ―Revolução não é só o comunismo, nem a Contra-Revolução é só o anticomunismo‖, a primeira matéria que foi publicada na nova seção, também assinada por Plinio, tratou exclusivamente do comunismo, aspecto que será constante no espaço. Os próprios editores reconheceram a importância de falar sobre o tema naquele contexto: ―Por um conjunto de circunstâncias muito explicável nesta quadra histórica, os acontecimentos atuais mais importantes se relacionam com o comunismo, que, pois, estará presente do início ao fim em nossos comentários de hoje‖ (Editorial, Nº 111, 1960). Na coluna de Plinio propriamente dita, entretanto, ficou sinalizada a importância do comunismo, no tocante à manifestação revolucionária, não somente circunscrita a um contexto específico,
mas, fundamentalmente, à constatação de que uma nova e perigosa frente de manifestação revolucionária se abria naqueles anos sessenta:
A Revolução passa no momento por uma metamorfose transitória [...] Fundamentalmente sombria em seu espírito, violenta em seus métodos e apressada em seu ritmo, sob o signo de Nikita Kruchev - URSS - ela se vem mostrando cada vez mais risonha, pacífica e moderada. (Oliveira, Nº 111, 1960)
Conforme já mencionado acima, a Revista Cruzada constantemente divulgava em suas páginas os escritos de Plinio. RCR recebeu uma primeira divulgação na edição de abril de 1960 (imagem abaixo), coincidentemente um mês após o lançamento da coluna em
Catolicismo.
Imagem 8 (Cruzada, abril de 1960)
Contudo, foi no mês de maio de 1961 que uma primeira publicação integral na Revista argentina reproduziu a coluna ―Revolução e Contra-Revolução em 30 dias‖, de autoria de Plinio e originária de Catolicismo (abril de 1961, na edição 124). Nesta é possível identificar um modelo de manifestação anticomunista que implicou em apresentar algumas possibilidades de avanço dos mecanismos da ―revolução‖ que poderiam, consequentemente, contribuir para a ampliação do comunismo em escala mundial. Plinio, então, partiu de uma análise da luta ―revolucionária‖ e ―contra-revolucionária‖ na Inglaterra, especificamente entre o setores ―mais católicos‖ e ―mais protestantes‖ da Igreja Anglicana, para, em seguida, abordar também a problemática de uma forma mais geral no tocante aos protestantes, setor
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religioso que, para ele, seria bastante vulnerável à ―infiltração‖comunista. O autor trouxe alguns exemplos onde essa vulnerabilidade teria se manifestado, inicialmente citando um parágrafo de um artigo publicado no jornal Correio do Povo, de Porto Alegre: ―Em Francia, cerca del 50% de lós órganos de imprenta católica se convierteron em veículos de las tesis filo-soviética‖. Posteriormente, citou um exemplo em que sobressaíram as atuações dos protestantes dos Estados Unidos: ―en lós EE.UU el primer gran manifesto em favor del reconocimento del gobierno comunista de Pekín partió de la Asociación de Iglesias protestantes [...]‖ (Oliveira, Nº 022, 1961).
Ainda que a coluna supracitada tenha sido um canal de manifestação anticomunista com uma periodicidade constante, majoritariamente na Revista Catolicismo, possibilitando condições, como visto no exemplo anterior, de reproduções na Revista Cruzada, os enunciados anticomunistas assentados na perspectiva do estudo RCR passaram a ter constante presença nos textos e matérias dos articulistas da Revista argentina. Em diversas passagens, e nos mais variados assuntos, a obra era mencionada direta ou indiretamente como ―a‖ grande referência para tratar do tema, o que implica em aceitar a ideia de uma profunda influência do autor - no tocante ao ideário - em seus confrades argentinos, sem, no entanto, esta ser necessariamente caracterizada como uma estrita dependência, tendo em vista que o ideário foi apropriado e ressignificado de acordo com as problemáticas internas (Argentina). A passagem a seguir, assim como diversas outras, pode exemplificar perfeitamente essa questão. Ao tratar sobre a questão política da Argentina, especificamente sobre o entendimento de que a influência liberal estadunidense estaria repercutindo não somente no país, mas em toda América do Sul, o articulista Augusto Jose Padilla se apoiou na obra de Plinio, destacando, entre outras questões, o lugar assumido pelo comunismo na onda revolucionária:
Plinio Correa de Oliveira ha escrito un pequeño ensayo – incomparable en su tipo - , llamado ―Revolución y contrarevolución‖. Define el escritor brasileño a la revolución diciendo [...] Su causa profunda es una explosión de orgullo y sensualidad que inspiro, si no un sistema, cuando menos toda una cadena de sistemas ideológicos. De la gran aceptación dada a éstos en el mundo entero derivan las tres grandes revoluciones de la historia de Occidente: la pseudo Reforma, la Revolución Francesa y el comunismo‖. (Padilla, Nº 022, 1960).
Imagem 9 (Lutero, Robespierre e Che Guevara representando o desenvolvimento das ―Três faces da Revolução‖ na Revista Catolicismo, Nº 229, de setembro de 1961).