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2. KABLOSUZ MOBİL İLETİŞİM

2.4. Kablosuz Uygulama Protokolü (WAP)

2.4.6. Kablosuz Uygulama Ortamı (WAE)

A intervenção pode acontecer de que forma? Que tipo de mudança a prática da pesquisa-ação pode causar?

Pesquisa-ação e intervenção não se excluem (Dubost e Levy, 2002), elas qualificam a maneira pela qual se constrói e se põe em movimento o dispositivo de trabalho por meio do qual colaboram o(s) pesquisador(es), também chamados de pesquisadores ação e autores e os demais que, conforme o caso e o quadro teórico, podem ser chamados de práticos, clientes, parceiros, atores, sujeitos, indivíduos, participantes ou co-pesquisadores.

Pesquisa-ação é fundamentalmente mudança: pesquisa-ação é aplicado para entendimento, planejamento e implementação de mudança em empresas e organizações. (COUGHLAN e COGHLAN, 2002; BASKERVILLE, 1999; WESTBROOK, 1995; THIOLLENT, 2011). Como pesquisa-ação é fundamentalmente sobre mudança, são necessários conhecimento e habilidade em organizações dinâmicas. Outro aspecto salientado

pelos mesmos autores é que a pesquisa-ação deve ser conduzida em tempo real: é considerado um estudo de caso “vivo”.

A questão prática, também para Dubost (1987), trata-se de uma experiência que acontece no mundo real, em uma situação concreta e não apenas no mundo do pensamento; os atos dos atores adquirem o caráter de acontecimentos para todos aqueles que estão implicados; deste ponto de vista, cada operação tem um caráter irreversível. Ainda pelo mesmo autor, esta experiência se desencadeia em escala restrita. Esta limitação pode ser o resultado do caráter local ou de aplicação de um princípio de amostragem.

A pesquisa-ação exige que o desenvolvimento da teoria de valor geral seja disseminado de maneira que desperte o interesse de uma audiência mais ampla do que aquele totalmente envolvido com a ação e/ou com a própria pesquisa. (ÉDEN e HUXHAM, 2000)

Ainda pela ótica dos autores Éden e Huxman (2000), o processo completo da pesquisa-ação envolve uma série de ciclos interconectados, em que a redação dos resultados nos estágios finais de um projeto de pesquisa é um aspecto importante da exploração e do desenvolvimento da teoria, que combina os processos de explicar o pré-entendimento e a reflexão metódica para explorar e desenvolver formalmente a teoria.

A teoria na pesquisa-ação para Dubost (1987) é desde seu início, planejada para produzir ensinamentos passíveis de generalização, para guiar ações ulteriores ou evidenciar princípios ou leis.

É importante enfatizar que a principal vocação da pesquisa-ação é principalmente investigativa, dentro de um processo de interação entre pesquisadores e população interessada, para gerar possíveis soluções aos problemas detectados. De acordo com (LIU, 1997), a pesquisa-ação não se limita à resolução dos problemas práticos dos usuários, não deve ser confundida com uma simples técnica de consultoria, já que a ambição que lhe é associada consiste também em fazer progredir os conhecimentos fundamentais.

Para Reason e Bradbury (2001), existe uma forma de saber denominado prático, onde o principal objetivo da ação é o de produzir conhecimento prático que seja útil para as pessoas no cotidiano de suas vidas. O maior objetivo da pesquisa-ação é o de contribuir, através deste conhecimento prático para o aumento do bem estar - econômico, político, psicológico, espiritual - de pessoas e comunidades humanas, e para uma mais justa e duradoura relação com a mais vasta ecologia do planeta.

Na obra de Gustavsen (2003), pode-se encontrar um farto material que discute a questão da relação da teoria e da prática. Com isso, o autor afirma que a pesquisa-ação tem sempre existido em um campo de tensão entre a teoria e a prática e conclui que para aprender por meio da prática, a pesquisa precisa desenvolver as relações sociais tanto internamente dentro da comunidade de investigação, bem como em relação aos outros atores. A nova produção do conhecimento é acima de tudo, uma rede social de atividade e a pesquisa não pode ficar fora deste processo e permanecer como indivíduos isolados olhando o mundo de forma distante. Como fator histórico, nada melhor do que resgatar a frase do próprio Lewin "não há nada tão prático como uma boa teoria" (LEWIN, 1951, p. 169).

Um aspecto importante que deve ser explicitado é com relação aos objetivos da pesquisa-ação, que podem ser vistos por meio da relação entre os objetivos de pesquisa e os objetivos de ação, como Thiollent (2011, p. 24) destaca:

a) objetivo prático: contribuir para o melhor equacionamento possível do problema

considerado como central na pesquisa, com levantamento de soluções e proposta de ações correspondentes às soluções para auxiliar o ator (participante) na sua atividade transformadora da situação. Deve ser visto com realismo, isto é, sem exageros na definição das soluções alcançáveis, pois nem todos os problemas têm soluções em curto prazo;

b) objetivo de conhecimento: obter informações que seriam de difícil acesso por meio de

outros procedimentos, aumentando o conhecimento de determinadas situações (reivindicações, capacidades de ação).

Manter o equilíbrio entre os dois objetivos deve ser uma constante, porém as exigências cotidianas da prática, com determinada frequência, limitam o tempo de dedicação ao conhecimento (THIOLLENT, 2011). Para finalizar este raciocínio, pode-se dizer que quando da aplicação e desenvolvimento da pesquisa-ação, o pesquisador pode dar ênfase a um dos três seguintes aspectos: resolução de problemas, tomada de consciência ou produção de conhecimento. Para Thiollent (2011), muitas vezes a pesquisa-ação só consegue alcançar um ou outro desses aspectos.

O que se pode afirmar é que não existe uma verdadeira pesquisa-ação sem a ocorrência de uma intervenção no seio do problema e que esta intervenção promoverá mudanças de forma coletiva, seja para o ambiente como um todo, seja para o indivíduo que está inserido neste contexto.

Benzer Belgeler