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10.5. Kaçınılması gereken maddeler HIDROKLORIK ASİT
A nutrição dos povos indígenas, bem como a da sociedade envolvente está em constante processo de mudança, devendo ser levado em consideração todo o envolvimento histórico, político e sócio-econômico das populações. Segundo a OMS, a desnutrição continua a ser uma das causas de morbimortalidade mais comuns entre as crianças de todo o mundo. Aproximadamente 9% das crianças menores de cinco anos de idade apresentam índices de peso/altura abaixo de –2DP dos valores de referência do National Centre for Health Statistics (NCHS)/OMS e estão em risco de morte ou de grave depreciação do seu crescimento e do seu desenvolvimento psicológico. Em 1998, mais do que um terço das crianças menores de cinco anos apresentavam baixo peso para a idade e no ano 2000, a desnutrição esteve associada com 60% de todas as mortes infantis. Em relação à população indígena da América Latina e Caribe, 67,8% apresentavam desnutrição crônica, 34,6% apresentavam desnutrição aguda e 9,9% das crianças indígenas tinham BPN (Kac et al., 2000; Who/World Bank, 2001; Parodi, 2001).
A prevalência relativamente baixa de peso ao nascer (7,3%) das crianças Tremembé, parece não ter se mantido com o passar dos anos, visto que foram encontradas prevalências muito altas de desnutrição, principalmente entre as crianças menores de ano. Estas informações se fundamentam no fato de que, segundo Clavero et al. (2000) , quando são
bem cuidadas e não sofrem estados patológicos graves, as crianças com BPN entram na área de normalidade da curva em diferentes momentos de acordo com o padrão de crescimento.
No que diz respeito, a desnutrição nas crianças Tremembé menores de cinco anos, de acordo com os três índices preconizados pela OMS, foram observadas as seguintes taxas de prevalências: para o índice altura/idade (A/I) 22,1%; para o peso/idade (P/I) 14,9% e para o peso/altura (P/A) 1,4%. Esta prevalência é considerada alta conforme o índice de altura/idade e baixa para os índices peso/idade e peso/altura, segundo os critérios epidemiológicos propostos por Gorstein (1994) para avaliar a severidade da subnutrição em populações.
No que concerne, ao índice A/I por faixa etária, 43,2% das crianças entre 48 e 59 meses encontravam-se abaixo de (-2DP) sendo considerada portanto, uma prevalência muito alta. Para o índice P/A, embora tenha sido verificado uma baixa prevalência de desnutrição nos menores de cinco anos, quando se restringe as crianças, às faixas etárias entre 24 e 35 meses observou-se um quadro de média prevalência. Em relação ao índice P/I, foram detectadas 22,7% das crianças nas faixas etárias de 6 a 11 e 48 a 59 meses, caracterizando uma média prevalência de desnutrição.
Outro aspecto importante a ser salientado é que os índices de A/I no grupo etário de 6 a 23 meses foram de 11,8%, enquanto que entre no grupo de 24 a 59 meses foi de 11,6%; já para o índice P/I na faixa etária de 6 a 23 meses foi de 9,2% e na faixa de 24 a 59 meses foi de 8,3%. Resumindo, os maiores percentuais de déficits dos índices altura/idade e peso/idade foram obtidos entre as crianças de 6 a 23 meses em comparação com as de 24 a 59 meses.
Corroborando os dados encontrados entre as crianças Tremembé, verifica-se que em geral se mantêm uma maior incidência de déficit nutricional entre o segundo semestre e os dois anos de idade, o que se relaciona com alimentação deficiente em quantidade e/ou qualidade depois do desmame (Tardel & Rojas, 2002). Dados similares, foram verificados por Engstrom & Anjos (1999) analisando a nível nacional o déficit estatural das crianças brasileiras em relação com as condições sócio-ambientais e estado nutricional materno. Observou-se uma prevalência de desnutrição por déficit estatural , principalmente nas crianças menores de 5 anos (14,4%). A menor prevalência foi observada na faixa etária de menores de 6 meses (7,2%), com duplicação da prevalência para as duas faixas seguintes, de 6 a 24 (14,3%) e de 25 a 60 meses (14,9%). De acordo com estes dados, De Onis et al. (2001), sugerem que os programas de intervenção nutricionais deveriam centralizar seus esforços nas crianças até três anos, já que é esta a idade em que mais se manifestam as alterações do crescimento. Bem como, fazer um esforço especial para melhorar a situação das mulheres
como principais cuidadoras das crianças, prestando grande atenção à sua saúde e sua nutrição durante toda a sua vida.
De acordo com a classificação de Waterlow, 22,1% das crianças Tremembé menores de cinco anos apresentam déficit de A/I, mas adequação P/A caracterizando o quadro de nanismo nutricional (desnutrição crônica ou “stunting”); 1,4% têm déficit de P/A, mas adequação de A/I, indicando emaciação (desnutrição recente ou vigente ou “wasting”) e 76,4% das crianças são eutróficas. Conforme esta classificação, 23,5% das crianças Tremembé menores de cinco anos apresentam algum tipo de desnutrição.
Em relação aos dados encontrados no presente estudo e levando em consideração o contexto geográfico em que estão inseridas as crianças Tremembé foi observado que o índice A/I foi 2 vezes maior que o verificado entre as crianças brasileiras menores de cinco anos para o período de 1995-2000 (11%) e 2,5 vezes maior que o identificado para o peso/idade (6%) (UNICEF, 2002a); em comparação com o índice P/I das crianças menores de dois anos do Estado do Ceará durante o ano de 2000 (13%), foi verificado que entre os Tremembé este mesmo índice foi 1,7 vezes maior (MS, 2002). Isto significa que as crianças indígenas Tremembé estão em condições nutricionais mais desfavoráveis que as demais crianças brasileiras.
Monteiro et al. (1993), ao compararem os resultados dos dois inquéritos nutricionais de abrangência nacional realizados no Brasil, o ENDEF – Estudo Nacional de Despesas Familiar em 1974-75 e a PNSN – Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição em 1989, concluíram que os grupos de maiores prevalências em 1975, os que viviam nas regiões Norte e Nordeste, foram menos beneficiados do que os demais, de modo que os diferenciais regionais e econômicos, já marcantes em 1975, intensificaram-se em 1989. Ou seja, mesmo com a evolução da economia brasileira ao longo das décadas de 70 e 80, verifica-se que as tendências não são homogêneas no período. Um modelo dinâmico da causalidade do estado nutricional infantil deve considerar eventuais modificações conjunturais demográficas (crescimento populacional, migração, composição das famílias) e seus efeitos, quer sobre a renda familiar, sobre o alcance de programas e serviços públicos.
Desta forma, mesmo após as recentes melhoras nos índices dos déficits nutricionais, a Região Nordeste continua apresentando as maiores prevalências de desnutrição. Pois, quanto mais elevado o nível sócio – econômico de populações ou sub – grupos populacionais, maior o potencial de preditor da estatura dos pais em relação à estatura dos filhos. Verificou-se que 97,1% dos municípios nordestinos estão submetidos a risco muito alto e alto de desnutrição. Sendo que, a situação mais desfavorável é encontrada no Maranhão,
Piauí, Ceará e Alagoas, onde predominam largamente os municípios submetidos a risco muito alto de desnutrição. Estudos de georreferenciamento efetuados no Ceará apontam para o deslocamento da “fronteira epidemiológica da desnutrição” para os espaços mais afastados do interior (Benício & Monteiro, 1997; Guimarães et al.,1999; Carvalho et al., 2000)
Dados superiores aos encontrados entre os Tremembé, foram observados por Soares & Parente (2001) avaliando um grupo de crianças menores de cinco anos inscritas em um programa de reabilitação nutricional na cidade de Fortaleza; verificou-se entretanto, concordância quanto à faixa etária que apresentou maior percentual de déficit peso/altura. Os autores encontraram prevalências de desnutrição de 33,6% para o índice de peso-idade, 30% para altura-idade e 8,6% para o peso-altura. Ao serem restringidas as faixas etárias observou- se que, os maiores índices para peso-idade (16,4%) e altura-idade (15,0%) se encontraram entre 12 e 23 meses, enquanto para o peso-altura (5,0%) a prevalência foi maior na faixa etária de 24 a 35 meses. Dados também superiores foram identificados por Silva e Tonial (1995), em inquérito domiciliar realizado nos meses de agosto a setembro de 1994, a onde encontraram prevalência de desnutrição de 36,7% pelo critério peso/idade; de 46,9% segundo a altura/idade e de 18,9% para peso altura.
Características antropométricas análogas com as da população estudada, foram evidenciadas por Post et al. (1999), entre crianças de baixa renda de um bairro de Pelotas, a onde foram identificados déficits de altura/idade de 26%, de peso/idade de 14% e de peso/altura de 3,5%. O peso ao nascer foi 2 vezes maior que entre os Tremembé, tendo sido de 14%. Quanto a faixa etária de maior percentual de déficit de altura/idade foi representada pelo grupo de 12 a 23 meses.
A desnutrição prossegue sendo um problema que afeta as crianças na América Latina e Caribe, particularmente nas áreas rurais onde residem as populações indígenas. González & Vega (1994), avaliando o estado nutricional de lactentes das áreas periféricas de Guadalajara verificaram que 18,4% dos menores de ano, quase um quinto das crianças, não tinham alcançado o peso adequado de acordo com a idade. Lastra-Escudero et al. (1998), obtiveram entre as crianças tabasqueñas menores de cinco anos, taxas de prevalência de desnutrição de 41%, segundo o índice peso/idade. Dados da OPAS (1998a), verificaram que na Venezuela, no ano de 1995, o percentual de desnutrição nos menores de 2 anos foram mais altos que a média nacional (13,8%), nos estados de Delta Amacuro (21,3%), Apure (17,5%), Amazonas (16,9%) e Trujillo (16,4%). Tabares (2000), estudando três grupos indígenas da Colômbia, encontrou os seguintes dados de “stunded”, entre os Awa-kwaiker (24,5%), entre os Embera (49,6%) e entre os Paez (44,2%); com taxas de prevalência mais elevadas entre as
faixas etárias de 0 a 24 meses. Segundo, Monárrez & Martínez (2000), entre as crianças indígenas Tarahumaras em Chihuahua, foram identificadas prevalências de desnutrição de 36,4% para peso/idade, 3,5% para peso/altura e 57,1% para altura/idade; sendo que as crianças mais afetadas, de acordo com os índices peso/altura (10,3%) e peso/idade (52,6%), foram as do grupo etário de 12 a 23 meses de idade. De acordo com o UNICEF (2002b), em 1996, os índices de peso/idade (8,3%) nas crianças indígenas mexicanas foram duas vezes e meia maiores do que os das não indígenas (3.2%). Segundo Ávila-Curiel et al., (1998), as prevalências de desnutrição se elevam quanto mais população indígena possuir a comunidade. Em estudos realizados em comunidades rurais do México, de acordo com o índice peso/idade, nas comunidades não indígenas a prevalência de desnutrição na população menor de cinco anos era de 38,5%; nas comunidades com presença indígena era de 45,2% e se elevava até 58,3% nas comunidades indígenas. De acordo com o índice altura/idade, a desnutrição afetava a 50,9% das crianças das comunidades não indígenas; a 59,5% nas comunidades com presença indígena e a 73,6% das crianças das comunidades indígenas. Consoante dados do governo mexicano, México (2002b), a prevalência de desnutrição entre as crianças indígenas menores de cinco anos para o ano de 1999 foi de 58,3%.
Em relação às causas de desnutrição, pode-se presumir em nível de causa imediata, que o consumo insuficiente de alimentos e as doenças que interferem no emprego adequado desses alimentos, inserido em um contexto de condições sanitárias, sócio- econômicas e de saúde desfavoráveis; tais como, mães analfabetas,mães com idade inferior a 18 anos, mães com baixo peso (IMC7 <20, irmão desnutrido, intercorrências pré-natais graves,crianças com BPN, dentre outros), sejam obstáculos para que as crianças venham a alcançar seu pleno potencial de crescimento linear. Contudo, para a maioria das populações, os dois fatores exógenos mais importantes que influenciam o crescimento são possivelmente a nutrição e a presença/ausência de doenças (Puccini et al., 1997; Engstrom e Anjos, 1999; Kac, 1999; Sandoval-Priego et al., 2002).
Monteiro (2002), coordenou recente pesquisa na cidade de São Paulo com o objetivo de estudar o comportamento da saúde de crianças menores de cinco anos , ao longo das últimas décadas e avaliar no mesmo período como se comportaram variáveis como pobreza, condições de saneamento e assistência à saúde, entre outras, buscando elementos para tentar identificar o que determinou aquela situação, seja de melhora ou piora. De acordo com os resultados:
“O retardo de crescimento, ou crescimento inferior ao potencial genético, origina-se, na maioria dos casos, de um inadequado estado nutricional da criança, resultante de más condições de alimentação e saúde. Três inquéritos realizados na cidade de São Paulo num intervalo de dez anos (1974/75, 1984/85, 1995/96), e abrangendo todos os estratos econômicos da população, mostraram que o retardo de crescimento de crianças naquela faixa etária vem caindo gradativamente há duas décadas. Entre as crianças mais pobres, a queda foi de 55%; foi de 84% na faixa intermediária, e de 100% entre as crianças mais ricas. Mas, a melhoria das condições de crescimento e estado nutricional das crianças da cidade se deve apenas em pequena parte ao aumento da renda familiar, que de fato ocorreu nos últimos anos. ‘Contribuíram de forma mais significativa para isso melhores condições de saneamento básico, maior acesso da população aos serviços de saúde, níveis mais altos de escolaridade das mães e queda pronunciada de fecundidade’, assegura o pesquisador ““.
No que diz respeito às conseqüências da desnutrição no desenvolvimento do intelecto , vários estudos revelam que a desnutrição, principalmente nas crianças menores de três anos, está relacionada com um menor desenvolvimento intelectual destas crianças, dificultando sua capacidade de aprendizagem. É estimado que as crianças desnutridas perdem entre 12% e 15% de seu potencial intelectual (Di Iorio et al., 1998; Montes, 2002; México 2002a).
No Brasil várias pesquisas tem sido realizadas com a finalidade de avaliar o estado nutricional infantil de populações de baixa renda, e alguns mais recentes, abordam a questão em comunidades indígenas. Existem incontestáveis indícios que sugerem que as elevadas prevalências de baixa estatura para a idade entre as crianças indígenas, estejam de alguma forma relacionadas com condições de saúde e nutrição aquém dos níveis adequados (Dufour, 1991; Santos, 1993). A seguir serão relacionados alguns estudos entre as populações indígenas.
Coimbra Jr. & Santos (1991), encontraram elevadas prevalências de nanismo nutricional entre as crianças Suruí menores de 9 anos. Os índices encontrados foram: altura/idade (46,3%), peso/idade (31,9%) e peso/altura (6,6%).
Martins & Menezes (1994), em inquérito realizado durante três anos consecutivos entre as crianças Parakanã menores de cinco anos, verificaram resultados, via de regra, superiores aos obtidos entre os Tremembé. Para o ano de 1989, para o índice de peso/idade (42,3%), para a altura/idade (53,5%) e para o peso/altura (11,3%); já para o ano de 1990, para o índice de peso/idade (19%), para a altura/idade (48,1%) e para o peso/altura (1,3%) e finalmente para o ano de 1991, os índices obtidos foram 10,1% para P/I; 50,6% para A/I e para o peso/altura não obtiveram valores.
Santos & Coimbra (1994) em estudos realizados entre as crianças Tupí-Mondé (Gavião, Suruí e Zoró) menores de 11 anos, revelaram taxas de desnutrição energético-
protéica de 38% para as crianças Gavião, 58% para as Suruí, e 64% para as Zoró, totalizando 55% para os três grupos .
Levantamentos de dados antropométricos de crianças Kaingáng menores de 5 anos, durante o ano de 1994, revelaram que 39% das mesmas, apresentavam baixo peso para idade, tendo esse percentual aumentado para 42% no ano seguinte (Oliveira & Kohatsu, 1997).
Baruzzi et al. (2001), observaram taxas de prevalência de desnutrição entre os índios Panará (Kreen-Akarôre), segundo o índice altura/idade de 16,7% no grupo etário de 0 a 23 meses e de 10% entre os de 24 a 59 meses e de acordo com o índice peso/altura, verificaram taxas semelhantes aos Tremembé de 5% na faixa etária de 24 a 59 meses.
Silva (2000), verificou uma prevalência de desnutrição muito elevada (35%) em crianças abaixo de 4 anos, entre os Jenipapo Kanindé, no Ceará e de desnutrição elevada (32%) no total de crianças menores de 10 anos.
Serafim et al.(2001), avaliando o estado nutricional de crianças Guarani menores de 5 anos das Aldeias de Parati e de Angra dos Reis no Rio de Janeiro, encontraram prevalências de desnutrição superiores às encontradas entre os Tremembé, a saber, para os índices de baixo peso/ idade (5,7%), de peso/estatura (37,7%) e estatura/ idade (73,6%). Dados similares aos obtidos entre os Tremembé também foram verificados entre os índios Teréna menores de cinco anos, conforme Alves et al.(2002), em que foram observados índices de altura/idade de 20,7% e de peso/altura (1,4%).
Em estudo também realizado entre os Teréna por Ribas et al. (2001) foi observado, que na faixa etária de 6 a 11 meses ocorreram os maiores percentuais de déficits de crescimento linear, justificados por ser um período de grande vulnerabilidade em razão da introdução de novos alimentos e início da dependência dos suprimentos alimentares do domicílio.
Embora, como já foi dito anteriormente alguns autores questionem o fato de utilizarem os pontos de corte e as curvas preconizadas pela OMS, o fato é que as condições sócio-econômicas, de saúde e nutrição da maioria das populações indígenas, dentre elas, os Tremembé, estão inferiores aos níveis de adequação necessários para um bom crescimento e desenvolvimento da população em geral, e em especial das crianças. Desta forma, de acordo com Campos Jr. (2001), é de se esperar que a população infantil tenha perfil de crescimento precocemente comprometido em conseqüência do impacto negativo das condições referidas acima, e as quais estas crianças foram submetidas nos primeiros anos de vida. No entanto, Gugelmin et al. (2001), com base em seus estudos com as crianças indígenas Xavántes, sugere
que no caso das crianças por eles estudadas, as curvas do NCHS podem ser aplicadas para avaliar o estado nutricional da população infantil. Consoante ao estudo de Gugelmin et al., Ávila-Curiel et al. (1998) e Amigo et al. (2000), referem que a população indígena quando melhor alimentada e exposta a condições sociais adequadas tende a crescer de forma similar às das curvas de referência, independente da etnia e da vulnerabilidade social. E por fim, estudo realizado por Bhandari et al. (2002), em crianças indígenas de famílias prósperas, similares às dos países desenvolvidos mostrou que, as crianças indígenas possuíam características semelhantes as da população de referência NCHS/OMS, no que diz respeito aos indicadores antropométricos.
É importante destacar que, epidemiologicamente, a magnitude da prevalência de desnutrição verificada nas comunidades indígenas constitui uma situação de alarme que exige uma atenção urgente. Visto que, dentre as metas epidemiológicas previstas pelo PCCN – Programa de Combate às Carências Nutricionais para o período de 2000/2003 está prevista a redução da taxa de prevalência de desnutrição, em menores de cinco anos, de 5,7% para 3,7%. Considerando que, entre os Tremembé esta taxa foi de 14,9%, faz-se necessário que haja uma redução de 11,2% no período de 3 anos (Brasil, 2001b).