5. Renklerin Psikolojik ve Fizyolojik Etkileri
5.1. Kırmızı
A consideração da voz dos sujeitos faz parte de um conjunto de práticas a tornar potencialmente mais interessante ao aluno qualquer projeto educativo em ambiente on- line. Constatação trazida do trabalho de Célestin Freinet, marcado pela constante consideração da voz dos sujeitos nas práticas escolares.
Considerando a opinião dos sujeitos na escolha de seus trabalhos, na forma de expressão utilizando o texto livre, bem como na abertura à inserção das individualidades de cada aluno em sua vida escolar, a pedagogia Freinet lida com as vozes dos sujeitos nos âmbitos individuais e coletivos.
Através de bilhetes, os alunos são estimulados a escrever, individualmente, suas
opiniões na forma de “eu proponho”, “eu critico” e “eu felicito”. Através disso, é dada
aos estudantes a liberdade de opinião e o fundamental exercício de suas individualidades. Opinião que, inserida em um contexto democrático escolar, irá ser posta em perspectiva com as demais, através de discussões relacionadas à questões importantes do dia a dia da escola. Por meio de assembléias periódicas, os alunos trabalham, desde cedo, a relativização de suas opiniões às demais, em um imprescindível exercício de democracia e cidadania. Exercício a ampliar as atividades escolares de meras transmissoras de informações a práticas de formação para a vida, através da autoconstrução de sujeitos inseridos em uma atividade escolar dinâmica, coletiva, respeitosa, libertária e, por conseqüência, mais interessante. Uma ampliação de interesse nascida do estabelecimento de um ciclo virtuoso de inserções das categorias aqui propostas, das quais a consideração da voz dos sujeitos faz parte do alicerce básico. Nessa inter-relação, a consideração da voz desses emerge como requisito fundamental ao desenvolvimento da sensação de pertencimento dos usuários com o projeto educativo.
A importância do pertencimento é sublinhada pelo seu potencial gerador de uma atmosfera solidária e colaborativa em projetos educativos em ambiente on-line. Desenvolvimento manifestado, no caso usado como referência, o site guanabara.info,
94 no senso de comunidade presente nas ações espontâneas dos sujeitos que fazem uso dessa ação educativa fora do contexto escolar.
Mesmo que não o produzam diretamente, os usuários participam de forma ativa na configuração dos episódios do podcast do site através de enquetes para a escolha de temas abordados, especificidades do formato do programa - como tempo de duração, adição ou retirada de seções, ordem dos blocos, avaliação de episódios anteriores, escolhas dos próximos temas - além de e-mails de sugestões ao aprimoramento do podcast e comentários na seção de blog onde são postados os episódios. Sugestões e críticas, no geral, bastante acatadas, como perceptível na evolução do podcast a cada episódio.
Dessa forma, cria-se um círculo virtuoso na medida em que, além dos usuários se sentirem mais estimulados a participarem do projeto, interesse fundamental a seu êxito educativo, o projeto acaba tornando-se cada vez mais adequado aos sujeitos por atender suas demandas expressas na confecção de suas críticas e sugestões.
Entrevistador diz:
percebendo que você se propõe a ajudar o programa, na forma de comentários, você se sente parte do guanabara como um todo? Entrevistado A diz: Não. Entrevistado A diz: Ou melhor, sim.. Entrevistado A diz: Sei lá... Entrevistado A diz:
Depnde do ponto de vista... Entrevistado A diz:
Eu acho que contribuo. Mas todos contribuem... Entrevistado A diz:
Então acaba sendo meio que uma "comunidade" mesmo... Entrevistador diz:
você acha que essa sensação de comunidade estimula os usuários a baixar os programas e, além de tudo, a colaborarem?
Entrevistado A diz:
Sim. Essa "proximidade" do podcasts que dá essa sensação de comunidade... E acho que isso estimula sim...
A voz de todos os sujeitos é valorizada por esse constante estímulo à participação pela vinculação dos episódios, em suas temáticas e formato, à opinião dos usuários. Dessa maneira, ainda que a etapa do acesso ao conteúdo produzido, no caso
95 específico o podcast, configure um momento vertical, equivalente a uma relação entre aluno e professor-conteúdo, há uma quebra significativa da proporção de verticalidade desse instante educativo. Ao escutar e vincular as mudanças da estrutura do projeto à opinião dos usuários, os produtores acabam por aprimorar seu material em prol dos sujeitos, e esses desenvolvem laços de pertencimento com os produtores, bem como com o próprio projeto pela identificação natural com uma iniciativa educacional que molda-se ás características de seus usuários - criando um cenário dos mais ricos potenciais educativos. Nascendo, daí, a íntima relação entre a consideração da voz dos sujeitos e desenvolvimento do pertencimento para com o projeto, mote a ações solidárias cooperativas e ao despertar do interesse ao uso ativo de qualquer projeto educativo em ambiente on-line. Fato esse comprovado pela postura ativa dos usuários, na forma de comentários na seção de blog e constantes participações por e-mail.
Entrevistador diz:
Você acha que pelo fato de você poder participar através de votações sobre escolha de temas, formato do programa, bem como através de críticas e sugestões nos comentários do blog e por e-mails lidos nos episódios você acaba tornando-se parte do Guanabara.info?
Entrevistador diz:
Ou essa participação indireta na produção do programa não lhe caracteriza como parte do site, mas como um usuário, alguém que simplesmente acessa, apesar de poder participar das formas previamente relatadas? Em resumo: você se sente parte do Guanabara.info?
Entrevistado B diz: ah sim
Entrevistado B diz:
uma coisa que eu axo muito interessante é as rapidinhas Entrevistado B diz:
isso faz o ouvinte se tornar parte do cast Entrevistador diz:
humm
Entrevistador diz:
então, a partir do momento que vocÊ passa a ser considerado, ter sua opinião levada em conta, ter seu nome como parte do programa, você se sente mais estimulado a participar?
Entrevistado B diz: sim
Entrevistador diz:
em suma: sentir-se parte do projeto ajuda à sua educação. É isso? Entrevistado B diz:
sim
Entrevistador diz: legal
96 parace q eu ajudo o cast a crecer
Entrevistado B diz: crescer*
Uma valorização da voz dos usuários que acaba por criar um projeto melhor que, como relatado, acaba estimulando-os a ponto de assumirem uma postura solidária em favor do desenvolvimento do projeto, participarem ativamente através da disposição à colaboração em diversas formas - através de comentários para ampliar a visibilidade do site, sugestões sobre o aprimoramento do programa, até mesmo divulgação a amigos.
Entrevistador diz:
você já divulgou o Guanabara.info para algum amigo? Entrevistado C diz:
sim
Entrevistador diz: legal
Entrevistador diz: o que lhe levou a isso? Entrevistador diz:
por que você divulgou, se deu a esse trabalho? Entrevistado C diz:
pq o site é realmente incrivel e queria que outras pessoas o conhecessem também
Entrevistador diz:
e você acha que aquela coisa que você falou de sentir-se parte do guanabara, acabou por influenciar nessa sua atitude de divulgar a amigos, ou não, não existe relação entre as duas coisas?
Entrevistado C diz: acho que existe
4.2.1 A consideração da voz dos sujeitos em projetos educativos em ambiente on-line como imperativo ético e formador da educação
Além dos benefícios que apontam para o desenvolvimento de uma maior propensão a uma postura ativa de colaboração solidária, pelo desenvolvimento conseqüente do pertencimento, a consideração da voz dos sujeitos demonstra sua importância de anexação a projetos educativos em ambiente on-line também quando relacionada ao referencial teórico a nos guiar, construtor da visão de educação assumida neste estudo.
97 Na oposição já relatada entre educação e adequação, a consideração da voz dos sujeitos emerge como um dos principais instrumentos a agir contra práticas educativas que se direcionem a uma educação contra-sensual, baseada na adequação.
A idéia de entender que, na relação entre alunos e ambientes on-line, são os alunos que devem adaptar-se a esse - e não o contrário - é passível de leituras ricas a um entendimento mais aprofundado da noção de educação ainda muito praticada nos dias de hoje. Procurando observar além dos instrumentos técnicos e práticas avulsas, podemos colher indícios suficientes à elaboração de uma visão que entenda os posicionamentos assumidos em determinadas práticas. Uma observação constituída de modo a elucidar alguns princípios implícitos a embasar práticas que, de tão corriqueiras, acabam tendo seu significado ignorado, passando despercebidas no dia a dia da execução de projetos educativos em ambiente on-line.
Quanto a questão suscitada, podemos afirmar que o privilégio das tecnologias frente ao sujeitos, embora - por razões óbvias - não assumido abertamente, acaba transparecendo pela própria desconsideração da voz desses na forma de uso de plataformas on-line de EaD.
Embora fuja do foco de nosso delineamento de estudo uma análise crítica e minuciosa das plataformas de EaD - o que, portanto, não iremos fazer -, é pertinente afirmar que é de largo conhecimento no meio educativo que a aplicação prática dessas segue em geral um caráter vertical, em que os usuários devem adaptar-se ao ambiente, e não o contrário. Ambientes estanques onde, mesmo inserido em uma internet de tendências cada vez maiores à customização - no que foi designado de web 2.0 - não existe uma estrutura tão adequada quanto desejada, na qual os alunos possam exercer sua opinião crítica, ter sua voz ouvida de modo a promover mudanças constantes, em diversos âmbitos, na estrutura do projeto.
Contextualizando os objetivos educativos do referencial teórico seguido neste estudo à estrutura da escola em projetos por ambiente on-line, afirmamos que, se não é viável tecnicamente a constante alteração do layout ou funções do sistema, ainda sim são possíveis outras mudanças, mesmo a simples adoção de posturas que revelem uma preocupação nesse sentido. Assumindo uma postura prática - a ir além de discursos pedagógicos - em favor de tentativas de ceder voz aos sujeitos, é possível dar início a uma busca real por um processo de aprimoramento direcionado à criação de ambientes ou plataformas, projetos educativos em meio on-line, onde seja o meio que se adapte aos sujeitos, e não o contrário. Não sendo assim, nenhum discurso poderá apagar a
98 constatação de que a educação, tomando posicionamentos que apontem a uma menor ou ausente consideração da voz dos sujeitos na elaboração e prática desses projetos, segue uma linha de pensamento funcionalista, focada mais nas ferramentas que no processo educativo. Uma postura que, diante dos problemas que enfrenta o atual modelo de EaD em nosso país, prova a inadequação da forma de sua aplicação corrente de modo mais acentuado a cada dia.
Olhando além da superfície, percebemos como é anacrônica a utilização do que há de mais moderno em equipamentos na educação. Um cenário onde o novo serve de aporte ao velho. E, por velho, nos referimos não à sabedoria dos anciãos ou os ricos saberes da tradição, mas a inadequação do que a bastante tempo já se mostra ultrapassado.
Desconsiderando a voz dos sujeitos, o uso de ambientes on-line em educação segue uma visão de ensino/aprendizagem que remonta a outro século, criando um cenário onde aos sujeitos resta o papel de objetos, passivos, a mercê dos caminhos próprios elaborados pelos construtores de determinada plataforma ou ambiente. Um modelo educativo que, quando é falho, tem as razões de sua falta de resultados positivos bastante claras se observadas por uma ótica humana, que desconsidere o funcionalismo tecnicista em favor da eleição das demandas humanas dos sujeitos como principal preocupação na lida prática de projetos educativos em ambiente on-line. Adotar uma postura avessa a consideração da voz dos sujeitos nesse âmbito é ignorar os avanços alcançados pelo pensamento de Freire e Freinet. Avanços marcados por uma evolução, além de conceitual, de resultados práticos notórios; no êxito educativo da incorporação dos ideais de liberdade e da inserção da contextualização à identidade dos sujeitos nas práticas em sala de aula de Freire e do constante estímulo a ação espontânea dos sujeitos na pedagogia do trabalho freineteana. Ignorar os avanços da educação moderna na aplicação da educação que, supostamente, deveria ser a mais recente de todas - aquela praticada pelo ambiente on-line - acaba acentuando o grau de contradição da forma atual de aplicação prática dos projetos educativos em ambiente on-line 72.
A constatação do uso do novo para exercer uma mentalidade antiga - inadequada e danosa á educação - revela a necessidade de relativização e adoção de uma postura crítica nas práticas pedagógicas e no próprio pensamento acerca da estrutura educacional, desde suas bases filosóficas a quesitos técnicos. Não sendo assim, seremos
72 Ressaltamos que, baseados no pressuposto de que a educação é um só processo em ambiente físico e on-line, nos referimos como “mais recente” como um juízo relacionado a forma de aplicação da educação, referenciando-se à linhas pedagógicas, não à educação em si – como se houvesse várias “educações”.
99 ludibriados pela manipulação de uma propaganda que, de forma dissimulada, tenta eleger os meios e as tecnologias como, por si só, mote de transformações e inovações, ainda que estejam atuando em favor de uma mesma visão antiga que vem sendo disseminada e posta em prática ao longo dos anos. Uma visão que acarreta práticas que depõem em prol da manutenção de uma situação social que claramente favorece determinados grupos em detrimento de outros.
A consideração e trabalho de fatores humanos como hegemônicos em projetos educativos em ambiente on-line demanda, sem dúvidas, um maior esforço. No entanto, opera, como relatado nas falas dos sujeitos entrevistados por esta pesquisa e pela análise das práticas pedagógicas de Freire e Freinet, transformações muito mais significativas.
Neste momento, cabe-nos inserir um aspecto importante da visão de Freire sobre a educação. Para o autor, não há possibilidade da prática da educação como um ato neutro, desinteressado. Ampliando essa afirmação às condutas sociais em geral, Freire descarta a idéia de neutralidade diante do caráter notadamente parcial da própria forma de pensamento e das ações dos homens. Somos seres formados por nossos grupos sociais e nossas experiências. Dessa maneira, nossas práticas, inclusas as educativas, estão impregnadas com os valores de nossos grupos e de nossa origem própria. Construindo o conhecimento entre si, é natural a anexação individual de valores próprios dos grupos a partir dos quais nos educamos.
Do ponto de vista critico, é tão impossível negar a natureza política do processo educativo quanto negar o caráter educativo do ato político. (...) Isto significa ser impossível, de um lado, como já salientei, uma educação neutra, que se diga a serviço da humanidade, dos seres humanos em geral; de outro, uma prática política esvaziada de significação educativa. (...) é neste sentido também que, tanto no caso do processo educativo quanto no do ato político, uma das questões fundamentais seja a clareza em torno de a favor de quem e do quê, portanto contra quem e contra o quê, fazemos a educação e de a favor de quem e do quê, portanto contra quem e contra o quê, desenvolvemos a atividade política. Quanto mais ganhamos esta clareza através da prática, tanto mais percebemos a impossibilidade de separar o inseparável: a educação da política. (Freire, Paulo., 1989 , p. 15-16)
Baseados na percepção freireana da educação enquanto ato político, afirmamos que qualquer tentativa de excluir esse caráter de parcialidade das práticas educativas nasce,
100 se não da inocência de uma visão superficial e pouco reflexiva, da tentativa deliberada de manipulação de posicionamentos parciais, ludibriantes pelo uso de uma máscara de suposta imparcialidade. Manipulação que pode se estender por desde um veículo de mídia ou imprensa auto-classificado como “imparcial”, dito alheio a qualquer interesse comercial ou político próprio, até a lida na escola em suas práticas diárias, ou mesmo no modo de seu gerenciamento institucional.
Dessa elaboração advém a provocação: a quem, a quais grupos interessaria a manutenção do paradigma tecnicista nas práticas educativas envoltas na tecnologia? Questão já abordada por Freire em suas reflexões e posicionamentos sobre a relação dos aspectos técnicos e humanos na educação, bem como em qualquer outro movimento de evolução social. O autor critica:
Ao tradicionalismo, que pretende manter o “status quo", o messianismo tecnicista, de caráter burguês, opte a modernização das estruturas, à qual se chegará mecânicamente. Segundo esta concepção, a passagem da estrutura arcaica à nova, modernizada, se dá do mesmo modo como quando alguém transporta uma cadeira de um lugar para outro (FREIRE, Paulo., 1971, p. 38).
Considerando a fala de Freire, questionamos nos dias de hoje: a quais grupos atende o atual pensamento funcionalista, impregnado na educação que se utiliza das tecnologias, que coloca os meios antes dos sujeitos na elaboração e prática de muitos projetos educativos em ambiente on-line? Reflexão essa que, embora pertinente, por fugir ao alcance deste estudo, deixamos aos leitores deste texto, ou ainda para ser desenvolvida em estudo posterior.
O que podemos relatar ainda neste estudo é que, como esclareceu Freire, sendo a educação um ato político, suas mudanças, tal qual a abordagem a tomar como imprescindível a consideração da voz dos sujeitos em projetos educativos em ambiente on-line, sempre irão provocar reações diversas. Mais do que eleger “bons” e “maus”, o pensamento educativo adequado envolve, como esclarecemos repetidas vezes, a postura crítica em uma prática a considerar a problematização de cada cenário, contextualizado à cada realidade, relativizando posicionamentos, diagnósticos e proposições.
Assim como qualquer tentativa de mudança, esta proposição de ativa e perene consideração da voz dos sujeitos poderá suscitar reações contrárias por parte de
101 defensores construtores da estrutura tradicional de ambientes on-line relacionados à educação em contextos escolares. Uma dificuldade de implementação de cada proposição presente no modelo em construção advinda do caráter questionador desse, a ir contra muitos dos posicionamentos, detectados pela elaboração realizada previamente, implícitos na forma atual de lida de alguns projetos educativos em ambiente on-line. Dificuldades que também são fruto de consideração e análise neste estudo por estarem atreladas à contextualização da aplicação das proposições realizadas pelo modelo de referência em construção neste estudo.
Distante da busca por consensos, “muitas vezes empobrecedores” (ANDRADE, 2007), apontamos como obstáculo de resistência à anexação da categoria proposta neste capítulo não por acreditarmos na infalibilidade do modelo construído e proposto neste estudo, ou mesmo por achar que esse deve ser assumido sem nenhum tipo de crítica ou adaptação. O que criticamos é a resistência à mudanças baseada não em visões distintas de educação - positivas por estarem inseridas no eterno movimento de debates que findam na evolução dialógica das práticas educativas - mas em motivações terceiras; em favor do trabalho mais fácil - ainda que inócuo - ou mesmo de interesses políticos ou financeiros - na aplicação inadequada da busca da eficácia industrial na educação - que favorecem de forma desequilibrada determinados grupos sociais em detrimento de outros.
Como exemplo de enfrentamento de resistências escusas à novas práticas escolares podemos citar as dificuldades encontradas por Freinet em aplicar sua pedagogia inovadora.
Baseada em fatores largamente trabalhados por este estudo - como a consideração dos alunos enquanto sujeitos com voz e ação, bem como a utilização da tecnologia como modo de auxiliar ás práticas escolares - a pedagogia Freinet sofreu fortes resistências por parte da escola tradicional de seu tempo, seguidora de uma postura escolástica. Uma postura que, contextualizada a seu tempo, emergia como a mais adequada para muitos que, por motivos terceiros, agiam em prol de uma educação, nas palavras de Freire, extensionista; a tratar as crianças, jovens e adultos na escola como simples depositórios do saber produzido pelas ciências consideradas pelas elites sociais.