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Kırgızistan’da Alkolizm Sorunu

I. BÖLÜM: KAVRAMSAL ÇERÇEVE

1.3. Kırgızistan’da Alkolizm Sorunu

A Opto Eletrônica iniciou suas atividades de internacionalização comercial no ano de 1993, a partir da exportação de refletores odontológicos para a Itália, iniciando sua atuação no mercado internacional com oito anos de fundada, o que sem dúvida é um período curto quando comparado a parâmetros brasileiros. Desde o início das atividades, a empresa já tinha como objetivo desenvolver estratégias que contribuíssem para o fortalecimento de sua atuação no mercado internacional.

Em seguida, a empresa passou a exportar também para a França, o que fez com que sua atuação internacional estivesse inicialmente concentrada em países europeus. De acordo com Jarbas Castro, o mercado europeu buscava produtos de maior nível tecnológico e qualidade superior, o que gerou uma oportunidade para a Opto, já que os refletores odontológicos produzidos pela empresa eram naquele momento considerados dos melhores do mundo.

Porém, no período recente a empresa tem exportado menores volumes desse produto já que o mercado para produtos de odontologia tem apresentado maior sensibilidade a preços, e os concorrentes chineses passaram a dominar o mercado internacional devido a vantagens em preços e maior capacidade de produção.

Jarbas Castro reconhece que o crescimento da empresa nos próximos anos está ligado ao desenvolvimento de atividades de internacionalização. Para tanto, destaca que o foco do processo de internacionalização está voltado para produtos da área médica oftalmológica, mesmo considerando dificuldades para atuar no mercado global, tais como os investimentos requeridos para a comercialização dos produtos - o que encarece as operações - e a existência de marcas já estabelecidas. Os principais mercados internacionais considerados pela Opto para produtos de oftalmologia são Europa, Estados Unidos, Oriente Médio e África.

Líder na produção de equipamentos oftalmológicos no Brasil e presente em mais de cem países através de suas exportações, os principais produtos exportados pela Opto são laser verde, laser vermelho, microscópio e retinógrafo.

Os mesmos produtos negociados no Brasil são exportados e a empresa não desenvolve produtos exclusivos para o mercado internacional. O mercado brasileiro representa cerca de 2% do mercado mundial para produtos desta categoria. A exportação de produtos de oftalmologia representa cerca de 25% do total das exportações da empresa. Assim, há uma

grande oportunidade para atuar no mercado global já que no Brasil os caminhos “já estão trilhados”.

Nesse sentido, a Opto tem maior capacitação em comercialização para atuar no mercado brasileiro, principalmente nas áreas de produtos oftalmológicos, aeroespacial e tratamentos anti-reflexo. Assim, o desenvolvimento das estratégias de atuação no exterior tem sido considerada como prioridade pela empresa.

A internacionalização comercial da Bematech teve início no ano de 2001 e teve como destino os Estados Unidos. O contrato foi fechado na feira de Hannover, na Alemanha, e envolveu a venda de 2.500 equipamentos utilizados em quiosques de atendimento ao público para a empresa American Airlines. Assim, as atividades de exportação foram iniciadas 11 anos após a fundação da empresa.

A empresa exporta seus produtos para os Estados Unidos, Europa, Ásia e América Latina e cerca de 7% do faturamento total da empresa tem origem nas exportações. Os maiores mercados para produtos da Bematech estão localizados nos Estados Unidos e na América Latina, com destaque para a Argentina.

Desde 2004 a empresa decidiu pelo desenvolvimento de produtos mundiais, definidos pelo Sr. Wolney Betiol como produtos que atendem normas internacionais, o que é essencial para o segmento em que a empresa atua, e que são produzidos através de processos passíveis de serem transferidos para qualquer país, sem dependência de fornecedores locais. Eles são ofertados em diversos países, a partir da absorção de tecnologias externas, maior interação e investimentos em aprendizagem.

Para tanto, a empresa passou a contar com consultores e fornecedores internacionais, o que contribui para que os custos de produção fossem competitivos mundialmente. O projeto de não desenvolvimento de produtos exclusivos para mercados internacionais já era considerado entre as estratégias iniciais de atuação internacional da Bematech.

Ainda no ano de 2004, a empresa introduziu o conceito de oferecer ao mercado uma “solução completa em automação comercial” para seus clientes. Neste ano, iniciou o desenvolvimento do Projeto One stop shop, que tem como objetivo o fornecimento de um pacote completo a seus clientes, o que inclui software, hardware e serviços.

A Lupatech iniciou suas atividades de internacionalização comercial em 1988 a partir da exportação de produtos originários de processos de microfusão para a Alemanha. Assim, a atuação comercial no exterior teve início após oito anos de fundação.

Nesse ano a empresa era definida como Microinox e suas atividades iniciais estavam concentradas no segmento Metal, especialmente a microfusão de ligas metálicas. Os mercados mais propícios para produtos deste segmento estavam localizados na Europa e nos Estados Unidos, já que no Brasil esse mercado ainda era pequeno.

Desde a fundação, o objetivo da empresa tem sido o desenvolvimento de produtos e serviços focados em tecnologia e voltados para mercados com alto potencial de crescimento. Assim, a internacionalização das atividades sempre foi considerada como um caminho importante para seu crescimento e desenvolvimento.

A Lupatech exporta seus produtos e serviços para cerca de 45 países, incluindo China, Rússia e Índia, e cerca de 20% de seu faturamento total tem origem nessas exportações. A empresa conta com escritórios comerciais para seus produtos e serviços nos seguintes países: Alemanha, Itália, México, Argentina e Estados Unidos, além das seis unidades produtivas na Argentina. De acordo com Nestor Perini, a atuação na América Latina apresenta vantagens ligadas principalmente à proximidade geográfica.

A empresa não desenvolve produtos exclusivos para o mercado internacional. Seus produtos passam por adaptações de acordo com o uso a que se destinam e não enfrentam problemas de regulação em mercados internacionais. A empresa adapta seu sistema de negociação em cada país em que atua, sem enfrentar restrições. Assim, para a Lupatech, o sistema de negociação vigente em cada país deve ser reconhecido como um ativo a ser absorvido.

Até o ano de 2006, a Lupatech atuava em apenas dois segmentos: Metal e Flow (válvulas). As unidades que compunham o segmento Metal eram as principais exportadoras, sendo responsáveis por cerca de 30% do faturamento da empresa em vendas ao exterior. Seus principais clientes internacionais eram montadoras e fabricantes de autopeças localizadas na Europa e nos Estados Unidos.

Já no segmento de válvulas, a maior parcela das vendas tinha como destino o mercado interno e a maior cliente da empresa era a Petrobrás. No mercado internacional, os principais clientes eram empresas de engenharia e montagem de empreendimentos petrolíferos localizadas na América Latina, Estados Unidos, Singapura e África (VALOR ECONÔMICO, 2006b).

A partir do ano de 2006, a Lupatech passou a atuar no segmento Energy. Nesse mesmo ano a empresa realizou a abertura de capital na bolsa de valores, o que facilitou o acesso a recursos e financiamento das atividades da empresa. Nessa fase, as exportações da empresa já eram responsáveis por entre 10% e 15% do faturamento da empresa.

A análise e comparação dos processos de internacionalização comercial das empresas consideradas permite algumas conclusões parciais:

a) Desde o ano em que foram estabelecidas, os fundadores das três empresas analisadas consideram a atuação em mercados internacionais como essencial para o

desenvolvimento das empresas.

A consideração da atuação em mercados globais desde o início das atividades é referenciada na literatura como uma das características de uma empresa “Born Global”, presente entre as empresas estudadas (KNIGHT e CAVUSGIL, 2004; MADSEN e SERVAIS, 1997).

O aspecto da atuação global é divergente das considerações do Modelo de Uppsala desenvolvido por JOHANSON e VAHLNE (1977), que considera que as firmas desenvolvem a internacionalização como um processo de ajustes incrementais. A evolução do processo de internacionalização é resultante da experiência e do conhecimento que a firma adquire sobre mercados internacionais, ou seja, o processo evolui em etapas. Como pode ser verificado, esses aspectos não estão presentes entre as empresas estudadas.

b) As três empresas concentram esforços no desenvolvimento e oferta de produtos

mundiais que podem ser adaptados de acordo com os mercados a que se destinam.

Dessa maneira, as empresas não desenvolvem produtos exclusivos para o mercado internacional.

De acordo com a Teoria do Poder de Mercado, proposta por HYMER (1960), uma das barreiras à entrada em outros países para empresas que se internacionalizam é a discriminação bem como a dificuldade em desenvolver produtos de acordo com as leis vigentes no país a que se destinam os investimentos. Essa dificuldade não está presente entre as empresas estudadas pois elas desenvolvem, desde que foram fundadas, produtos mundiais que passam por adaptações de acordo com o mercado em que são negociados.

A capacidade de adaptação dos produtos de acordo com os segmentos de mercado também é uma das características de empresas classificadas como “Born Globals” (KNIGHT e CAVUSGIL, 2004; MADSEN e SERVAIS, 1997).

c) As empresas Opto Eletrônica, Bematech e Lupatech passaram a desenvolver atividades de internacionalização comercial após, em média, nove anos desde a fundação. Portanto, quando comparadas com a maioria das grandes firmas brasileiras consideradas na literatura, essas empresas desenvolveram atividades de internacionalização em um

curto período de tempo a partir das datas em que foram fundadas.

Essa é uma característica importante que revela que as empresas estudadas não se internacionalizaram tardiamente conforme a maioria de empresas brasileiras consideradas na literatura (FLEURY e FLEURY, 2007; BARRETO e ROCHA, 2003; ROCHA et al, 2007).

A internacionalização precoce também é um aspecto considerado na definição de empresas “Born Globals” sendo, portanto, outra característica presente entre as empresas estudadas (KNIGHT e CAVUSGIL, 2004; MADSEN e SERVAIS, 1997).

d) Com relação aos primeiros mercados conquistados por essas empresas no exterior, a Opto iniciou suas exportações na Itália, a Bematech exportou primeiramente para os Estados Unidos e a Lupatech para a Alemanha. Portanto, as três empresas consideradas não

iniciaram os processos de internacionalização comercial em países da América Latina.

Esse aspecto também é divergente do debate brasileiro sobre o tema. A maioria das empresas brasileiras iniciou o processo de internacionalização comercial em países da América Latina por questões ligadas à falta de conhecimento dos mercados internacionais e pelo fato desses países apresentarem menor “distância psíquica” (TANURE et al, 2007).

O Modelo de Uppsala desenvolvido por JOHANSON e VAHLNE (1977) considera que a distância psíquica envolve aspectos como idioma, nível educacional, práticas comerciais, cultura e desenvolvimento industrial que podem variar entre os países. A atuação em mercados em que a distância psíquica é menor contribui para o desenvolvimento da

experiência necessária para que as firmas passem a comprometer um maior volume de recursos em internacionalização, o que pode evoluir para a realização de investimentos diretos no exterior.

Conforme afirmado anteriormente, as empresas estudadas não iniciaram o processo de internacionalização comercial entre países da América Latina. Claramente, as características dos produtos exportados, principalmente a densidade tecnológica, contribuem para esse cenário.

As três empresas exportam para diferentes países. Para a Bematech, cerca de 7% do faturamento total da empresa tem origem nas exportações; para a Opto e Lupatech, cerca de 20%.

Porém, a atuação em mercado internacionais através das exportações é entendida como uma das dimensões da internacionalização. Assim, é importante a avaliação do processo de estabelecimento de unidades comerciais no exterior bem como suas relações com o desenvolvimento tecnológico das empresas.

Benzer Belgeler