4. BATI TRAKYA AZINLIĞI’NIN DERNEK ÇATISI ALTINDA
4.4. Batı Trakya Türkleri Dayanışma Derneği
4.4.3. Batı Trakya Türkleri Dayanışma Derneği’nin Faaliyet Alanları
4.4.3.1. Kültürel Faaliyetler
Com o objetivo de analisar as operações desencadeadas pelos pronomes indefinidos alguém, ninguém, algum e nenhum, buscamos suas ocorrências em textos orais e em textos escritos produzidos pelos alunos.
As duas séries escolhidas para a realização e aplicação das atividades são bastante numerosas: a primeira tem 38 alunos e a segunda 36 alunos frequentes. Nessas turmas, os alunos, em sua maioria, são muito curiosos, criativos e críticos quando instigados a novos conhecimentos ou desafios, além de serem muito participativos em qualquer tipo de atividade proposta.
As atividades foram desenvolvidas de forma igual nas duas turmas. Escolhemos essas turmas não apenas pelo fato de apresentarem qualidades positivas, mas por dois fatores que consideramos importantes: o primeiro fato é porque a professora pesquisadora ministra aulas de Língua Portuguesa para eles desde a quinta série (sexto ano); o segundo é o fato de eles já terem estudado o conteúdo pesquisado, por fazer parte do currículo de quinta e sexta séries (sexto e sétimo anos).
As atividades desenvolvidas para obtenção do corpus da pesquisa e a discussão das atividades para observação de como os alunos manipulam e verificam a variação e regulação da língua materna, tendo como elemento de observação o uso dos pronomes indefinidos (alguém, ninguém, algum e nenhum) se procedera em várias etapas. Primeiramente, fizemos uma revisão expositiva, e para que o aluno não ficasse perdido quanto ao conteúdo abordado, entregamos uma cópia xerocopiada com todos os tipos de pronomes, porém enfatizando os pronomes indefinidos, principalmente os que fazem parte de nossa pesquisa.
Também tínhamos a preocupação de não deixar o assunto da revisão ficar solto, sem sentido, uma vez que os alunos sempre confundem os tipos de pronomes. Essa revisão seguiu, no primeiro momento, o posicionamento tradicionalista focando as classificações, para mais tarde tomar o posicionamento conferido pela gramática enunciativa.
Na sequência das aulas, dentro do desenvolvimento do conteúdo da série, se trabalhava o gênero textual artigo de opinião (gênero textual exigido nas provas do governo estadual (SARESP)). Logo após o estudo e a análise de textos do referido gênero, os alunos, sob orientação da professora, fizeram suas produções textuais que ocorreram entre os meses de fevereiro a abril. É importante afirmar que nem todos os alunos produziram os artigos de opinião, logo não teremos o total de redação igual ao número de alunos, mas podemos afirmar que praticamente 90% dos alunos produziram os textos solicitados.
As duas últimas atividades propostas buscaram desenvolver um fazer pedagógico que valorize o saber inconsciente do aprendiz. Primeiramente, solicitamos a produção de uma narração com diálogo e, na sequência, a elaboração de bilhetes, ambas desenvolvidas no mês de abril.
Nessas atividades, foi solicitado aos aprendizes que refletissem sobre sua língua e sobre os elementos linguísticos utilizados na representação de suas ideias. Pedimos a eles, que na medida do possível, empregassem em seus textos os pronomes de nossa pesquisa, incentivando-os a refletir sobre o uso de tais marcas.
Optamos, não apenas pela narração, mas também pelo bilhete porque acreditamos que, por ser um gênero textual informal, praticamente natural, é uma espécie de língua ou enunciado oral no registro escrito, portanto o uso das palavras dentro de um contexto de variação é muito maior.
Assim que os textos foram corrigidos, alguns fragmentos com os termos em estudo foram selecionados, digitalizados e organizados em slides de PowerPoint. Apresentamos aos alunos esses recortes de fragmentos dos textos produzidos por eles para que fizessem uma reflexão, num primeiro momento, metalinguística com os pronomes indefinidos (alguém, ninguém, algum e nenhum) e, em seguida, uma reflexão epilinguística conduzindo-os a perceber as operações constitutivas dos termos dentro dos enunciados. Salientamos que foram expostos aos alunos outros pronomes indefinidos com valor igual ou semelhante ao dos pronomes analisados.
No entanto, percebemos que, no decorrer do diálogo, que será apresentado na próxima subseção, surgiram novas análises e observações importantes para nossa pesquisa. Foram apresentadas, aos alunos, situações em que os pronomes indefinidos atuavam como intensificador, evidenciando um alto grau de determinada noção ou que dependendo do tipo de uso pode haver o apagamento de alguma informação na oração por apagamento de traços.
De forma dinâmica e diferenciada, apresentamos os fragmentos dos três gêneros textuais elaborados pelos alunos e solicitamos que refletissem sobre os sentidos dos pronomes dentro de cada enunciado e, se possível, operassem substituições dos pronomes indefinidos, que sugerissem alterações lógicas, que reconhecessem os preconstrutos e, acima de tudo, comentassem o que percebessem com as modificações em cada manipulação. Sugerimos que
agrupassem as ocorrências de mesmo valor: indefinição, negação, quantificação e generalização.
Dentre as produções, foram selecionadas para análise junto aos alunos 32 textos da oralidade e 36 fragmentos de textos escritos. As abordagens com os alunos ocorreram em nove aulas dividas em três semanas (final do mês de maio e começo de junho de 2013).
Resolvemos fazer por etapas para que, no decorrer da semana e das aulas, os alunos também fossem amadurecendo suas reflexões e notando as possibilidades de variações dentro dos questionamentos que aconteciam durante a aula, pois sempre que aparecia um dos termos estudados, alguém comentava algo, o que nos proporcionou uma satisfação muito grande. Assim poderíamos conduzi- los a perceber as operações constitutivas dos termos dentro dos enunciados a todo momento, não apenas no momento da aula destinada para a reflexão.
Dentre todos os textos selecionados e trabalhados com os alunos e refletindo sobre as operações constitutivas, as variâncias e invariâncias, em nossa pesquisa apresentaremos apenas 09 fragmentos para elaborar a análise sob a TOPE.
Através da realização dessa atividade, o aluno adquiriu amadurecimento e entendeu que há termos diferentes com sentido muito próximos. Logo que os alunos começaram aplicar as variações, verificamos que as invariâncias que estão à margem da noção e formando uma lexis podem acrescentar determinantes tanto da esquerda quanto da direita para encontrar o sentido dado ao termo dentro do enunciado analisado.
Antes de apresentamos os fragmentos de textos elaborados pelos alunos, mostraremos algumas situações que ocorreram durante uma das aulas sobre a reflexão dos pronomes indefinidos em estudo. Nesse momento não ocorre a análise sob a teoria da TOPE. Apenas algumas observações pessoais notadas e relatadas pelos alunos sob a ótica da experiência semântica internalizada dos aprendizes, ou seja, através de suas intuições pessoais.
6.3 Reflexão Enunciativa sob a Ótica dos Aprendizes dos Pronomes