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Küçüklük: Okullar, öğrenci ve öğretmenleri birbirlerini tanıyacak kadar küçük ve kişiye özel olmalıdır;

EĞİTİM KURUMLARINDA ÖRGÜTSEL KÜÇÜLME 3.1 Okullarda Küçülme Hareketinin Tarihçesi Ve Gelişim

1. Küçüklük: Okullar, öğrenci ve öğretmenleri birbirlerini tanıyacak kadar küçük ve kişiye özel olmalıdır;

Pela análise de Gramsci (1982), a escola é o instrumento para elaborar os intelectuais de diversos níveis. A complexidade da função intelectual está fortemente veiculada à quantidade das escolas especializadas e pelos graus de sua hierarquização. ―[...] Quanto mais extensa for a "área" escolar e quanto mais numerosos forem os "graus" "verticais" da escola, tão mais complexo será o mundo cultural, a civilização, de um determinado Estado‖ (GRAMSCI, 1982, p. 9).

Como prova disso, observou que o grau de industrialização de um país era medido pela capacidade de construir máquinas; pela fabricação de instrumentos cada vez mais precisos para construir máquinas e instrumentos que construíssem mais máquinas. Instituía- se que o país que possuísse a melhor capacitação para construir instrumentos para os laboratórios dos cientistas e para construir instrumentos que fabriquem estes instrumentos era considerado o mais complexo no campo técnico-industrial; assim recebia o selo de o mais civilizado. Pela mesma lógica, a escala de preparação de intelectuais se organizava nas escolas e nas instituições de alta cultura. Neste campo, igualmente, a quantidade não pode ser destacada da qualidade.

Gramsci assim descartou a escola tradicional por estar embasada nas formas produtivas pré-industriais, do mesmo modo a escola jesuítica, em face de seu espólio autoritário, doutrinário e classista. Discordou das escolas modernas pelo industrialismo como princípio pedagógico de modo interesseiro, denominando-o de escola ―interessada‖, interesseira, mesquinha, imediatista63.

62 Neste recorte histórico, não foram tomados os pensamentos de Pistrak62 ou outros expoentes dessa

tendência, visto que é Gramsci, por excelência, a principal matriz desse pensamento que se entendeu por pesquisar.

63 Em relação à ―desinteressada‖, Gramsci contrapõe-se ao termo usado por Feurbach ―schmutzig jüdisch”, o

sordidamente judaico. Acreditava que o socialismo pensou na escola do trabalho como desinteressada, enquanto o Estado em uma escola interesseira. Desinteressada e interesseira são denúncias gramscianas frente

É no contexto do debate italiano, no início do século XX, sobre a escola profissional e escola de cultura geral que Gramsci consagrou a terminologia específica ―escola do trabalho‖ e ―escola do saber desinteressado‖.

Neste recorte histórico, não serão tomados os pensamentos de Pistrak64 ou outros expoentes dessa tendência, visto que é Gramsci, por excelência, a principal matriz desse pensamento.

Gramsci, desse modo, estabeleceu um paralelo didático entre escola e fábrica, uma relação entre processo capital e pedagógico. A partir das relações de produção e de novas formas de organização do trabalho é que são concebidos e veiculados novos modos de vida, comportamentos, atitudes e valores.

A expressão ―desinteressada‖, no sentido gramsciano, não alude à neutralidade, mas ao resgate do sentido de ―cultura desinteressada‖, como sendo cultura de ampla visão, séria, profunda, universal, coletiva, que interessa à humanidade. É sob a égide desse debate que Gramsci acusa o governo italiano de movimentar-se pelo interesse mesquinho, interesseiro ao utilizar o alunado para trabalhar nas oficinas; pelo interesse de projeto educacional sem finalidade à ―escola do trabalho‖ ou à ―escola de cultura interessada‖, um mero pretexto para prolongar a guerra (NOSELLA, 2004, p. 47).

Com pontual atenção às escolas modernas, Gramsci considerou errôneo que o instrumento de trabalho fosse apenas objeto material, uma máquina singular. Compreendeu essas escolas como representantes de um trabalho material, um utensílio individuado.

Preocupado com a formação política dos intelectuais tradicionais, uma vez que os outros intelectuais, os orgânicos eram razoavelmente formados pelo Partido, propõe o desencadeamento de valorização e de engajamento dos mesmos. Essa formação recebeu respeito pelo modo específico de sua composição, pois tratava de formar simpatizantes do socialismo, não engajados diretamente aos quadros do partido como professores, jornalistas, médicos, entre outros. Eram os novos intelectuais.

Secco (2009) observa que Mannheim restringe o conceito de intelectuais aos pensadores e profissionais da ideologia, acreditando que a intelectualidade constitui uma

à imposição do Estado italiano em criar a Escola do Trabalho, o que, para ele, era a Escola do Emprego: um interesse implícito de produzir munições para a guerra, um interesse mesquinho e interesseiro de utilizar o alunado das escolas para trabalhar nas oficinas (NOSELLA, 2004, p. 47).

64 Entretanto, assinala-se sua relevância, especialmente a partir das obras com as quais se vem tendo

camada social independente. Mills incorpora os intelectuais à nova classe média, a um conjunto de colarinhos brancos, formando um grupo mais heterogêneo dessa classe média, como pessoas que produzem símbolos e formas de consciência.

Para Gramsci, todo ser humano é filósofo, pois todas as ações são reflexivas. Não há dicotomia entre pensamento e prática desde as mais simples até as mais ressignificadas, mesmo reconhecendo-se que nem todos são especialistas em Filosofia. Por ser a prática humana pensada, reflexiva, não é mecânica. O agir humano é um agir que ocorre pelo significado da práxis. Prática formada pelo conhecimento é teoricamente produzida pelo exercício de subjetividade (SEVERINO, 2009).

Nessa contextura, Gramsci compreende que a fábrica é a fábrica, pois ―a escola, quando funciona com seriedade, não deixa tempo para a oficina e vice-versa‖ (1980, p. 537,

apud NOSELLA, 2004, p. 24). Assim, não admite superficialismos ou grotescas confusões

quanto ao problema pedagógico que envolve a educação e a fábrica moderna, alertando que a escola será sempre a scholé, ou seja, a suspensão do trabalho produtivo.

Não obstante, se a escola é a suspensão do trabalho produtivo, não é fuga dele, negação ou esquecimento. O trabalho pertence à vida assim como a educação. Trabalho e educação estão interligados pelos modos de aprender e de produzir, logo aos modos de ser, de estar no mundo. É sob esse ideal que o trabalho é reconhecido como o princípio, o princípio educativo. Gramsci o entende como um trabalho especialmente desenvolvido a partir das escolas elementares e

[...] que não se pode realizar em todo seu poder de expansão e de produtividade sem um conhecimento exato e realista das leis naturais e sem uma ordem legal que regule organicamente a vida recíproca dos homens, ordem que deve ser respeitada por convenção espontânea e não apenas por imposição externa, por necessidade reconhecida e proposta pelos próprios homens como liberdade e não por simples coação. O conceito e o fato do trabalho (da atividade teórico-prática) é o princípio educativo imanente à escola elementar, já que a ordem social e estatal (direitos e deveres) é introduzida e identificada na ordem natural pelo trabalho. O conceito do equilíbrio entre ordem social e ordem natural sobre o fundamento do trabalho, da atividade teórico-prática do homem, cria os primeiros elementos de uma intuição do mundo libertador de toda magia ou bruxaria, e fornece o ponto de partida para o posterior desenvolvimento de uma concepção histórico-dialética do mundo, para a compreensão do movimento e do devenir, para a valorização da soma de esforços e de sacrifícios que o presente custou ao passado e que o futuro custa ao presente, para a concepção da atualidade como síntese do passado, de todas as gerações passadas, que se projeta no futuro (GRAMSCI, 1982, p. 130-131).

O sentido gramsciano dado à relação escola-trabalho é traduzido pela expressão ―psicologia de construtores‖. O trabalho moderno se une organicamente à escola quando a inspira pelo seu espírito de laboriosidade, seu método disciplinar produtivo e de precisão, sua ética de solidariedade universal com os interesses objetivos, sua lógica produtiva de organização de muitos para um fim. A classe trabalhadora vai à escola para entender mais profundamente a fábrica, seu instrumento de trabalho e a organização produtiva em perspectiva histórica, universal e política (GRAMSCI, 1982).

Gramsci compreende a escola como escola e a fábrica como fábrica; enfim, uma escola como escola do trabalho.

A escola produz o trabalho intelectual, a fábrica, o trabalho material. É pela organicidade entre fábrica e escola que ocorre o método.

Assim como a fábrica se enuclea ao redor do instrumento de trabalho moderno considerado objeto material de produção, a escola se estrutura ao redor desse mesmo instrumento de trabalho, entendido, porém, como processo de desenvolvimento científico, criativo e ético da história dos homens. O instrumento de trabalho para a escola unitária é um feixe de relações políticas, sociais e produtivas. É, sobretudo, a possibilidade concreta de liberdade universal (GRAMSCI, 1987, p. 622, apud NOSELLA, 2004, p. 25).

A Escola Unitária torna-se, portanto, a contraproposta gramsciana. Concreta, orgânica, desinteressada, tem como base a reforma industrial democrática, mas deve ser subordinada às reformas agrária, financeira, tributária, pois estes [estas] representam sólido terreno para as reformas intelectual e moral.

Esta escola, a Escola Unitária, tem como princípio tanto o estudo como o trabalho: são atividades que exigem extremos cuidados e máxima seriedade. Nenhuma contingência histórica ou social deve justificar os aligeiramentos, protecionismo, rebaixamentos e aviltamentos das condições e dos métodos, uma submissão às aventuras reformadoras dessas atividades, pois são, por demais, sérias e importantes.

Para Gramsci, é indispensável à classe trabalhadora uma escola que ensine a ser livre, que não ensine migalhas, um organismo francamente burguês. Não é possível continuar com a cultura e a escola enquanto privilégios. É preciso uma escola desinteressada, uma escola que se dedique ao projeto da formação da criança-adulto, com uma formação humana em que prevaleça a aquisição de critérios gerais que sirvam para o

desenvolvimento do caráter, pois a escola desinteressada é uma escola humanista, como bem entendiam os antigos e, mais recentemente, os homens do Renascimento. É desinteressada porque não hipoteca o futuro de crianças e de jovens, que constringe a vontade, a inteligência, a consciência em formação a mover-se num sentido cujo objetivo seja prefixado. Aspira-se a uma escola de liberdade e de livre iniciativa, jamais de escravidão ou de orientação mecânica. A escola profissional não deve se transformar numa incubadora de pequenos monstros aridamente instruídos para o ofício, sem ideias gerais, sem alma, mas apenas com olho infalível e mão firme (GRAMSCI, 2009, p. 2)65.

Gramsci duvidou das conexões entre os ensinos politécnico e tecnológico, por centrarem-se no instrumento de trabalho e não no momento histórico-humano em busca de libertação. Rejeitou a instrução atribuída pela universidade popular, uma instrução amesquinhada pelo assistencialismo cultural, pois não concentra esforços e preocupação em encontrar o método adequado para que as pessoas possam se aproximar, de forma eficaz, do mundo do conhecimento.

Culpou seus dirigentes, porque apenas distinguiam que a Instituição estava a serviço de uma determinada categoria de pessoas que não pode cursar regularmente a escola, assinalando que estes copiam um mesmo modelo de outros institutos de cultura, um modelo reproduzido e copiado, uma caricatura.

Não chegam a pensar que a Universidade pública é a foz natural de todo um trabalho anterior: não pensam que quando o estudante chega à universidade passou pela experiência das escolas médias onde disciplinou seu espírito de investigação e com o método drenou sua impulsividade de amador; o estudante regular foi forjado lentamente, tranquilamente, errando e corrigindo-se, vacilando e reconquistando firmeza. Não entendem esses dirigentes que as informações, fora de todo esse trabalho de pesquisa, se tornam dogmas, verdades absolutas (GRAMSCI, apud NOSELLA, 2004, p. 51).