2.4. OFDM’de Kanal Kestirim Yöntemleri
2.4.3. Kör Kanal Kestirimi
A inspeção de uma cobertura apresenta uma certa complexidade, pois uma das maiores dificuldades centra-se em detetar as zonas de infiltrações, já que estas geralmente não correspondem com o local em que a infiltração aparece na superfície, dado que a água pode ser transportada a distância considerável (Cordeiro, 2011).
As anomalias não estruturais que podem ocorrer nas coberturas dos edifícios, são dos seguintes tipos (Paiva, Aguiar, & Pinho, 2006):
anomalias devidas à ação da humidade: destacando-se a humidade de condensação e a humidade de precipitação;
desajustamentos face a determinadas exigências: correspondendo aos casos em que as coberturas se revelam inadequadas para satisfazer cabalmente certas exigências de segurança não-estrutural, de conforto e de eficiência energética, referindo-se os seguintes casos:
- relativamente às exigências de segurança não-estrutural: a existência de desajustamentos perante exigências de segurança ao incêndio, contra choques acidentais e contra a intrusão;
- relativamente às exigências de conforto e eficiência energética: a existência de insuficiente isolamento térmico e de uma deficiente ventilação dos desvãos de coberturas, prejudicando eventualmente as condições de conforto de Verão nos edifícios e podendo propiciar a ocorrência de condensações nesses desvãos.
3.2.3.1.1. Cobertura inclinada
Este tipo de coberturas faz parte da tradição portuguesa, em especial a que faz uso de telhas cerâmicas, e tem como princípio drenar a água pelo caminho mais rápido, devido às suas
Comparativamente a outros elementos constituintes de um edifício, são as coberturas que se encontram mais expostas às precipitações, sendo habitual que as mesmas estejam mais sujeitas à ocorrência de infiltrações de água para o interior dos espaços subjacentes.
A sua estanquidade relativamente à humidade de precipitação deve ser total e permanentemente garantida, sendo fundamental cumprir as seguintes condições (Paiva, Aguiar, & Pinho, 2006):
estanquidade e resistência a água dos revestimentos;
pendentes e comprimentos de sobreposição entre peças de revestimento (no caso de coberturas inclinadas com revestimentos descontínuos);
disposições construtivas adequadas.
É de salientar que devido aos perigos inerentes, não é recomendável caminhar nas coberturas inclinadas, sem que nestas existam caminhos de circulação, executados por meio de telhas passadeira. Caso tal não esteja previsto, aconselha-se a começar a inspeção da cobertura distanciando-se do edifício para ser possível avistar os pormenores da cobertura através de uma caminhada à volta do mesmo, sendo útil neste caso a utilização de binóculos e de escada, para uma melhor perceção das anomalias visualizadas (Cordeiro, 2011).
As patologias espectáveis de ocorrer numa cobertura inclinada, desenvolvem-se frequentemente nas suas zonas mais críticas, sendo as mesmas as seguintes (Rocha, 2008):
juntas de sobreposição entre telhas cerâmicas, em especial nas vertentes mais expostas à chuva e a ventos dominantes;
junções de contorno de peças emergentes na cobertura;
beiras, bordos, cumeeiras e larós com recobrimentos insuficientes; ligações do revestimento a platibandas ou a paredes emergentes;
caleiras e tubos de queda de águas pluviais incorretamente dimensionados e executados.
Associadas a estas patologias, é importante referir que muitas vezes a estrutura de suporte da cobertura inclinada, sendo esta constituída por madeira encontra-se degradada (ver seção “3.2.1.6 - Degradação/Apodrecimento”), apresentando-se como sendo uma das principais preocupações a ter em consideração neste elemento. As principais e mais importantes causas de degradação das madeiras são decorrentes da própria natureza do material, podendo ser organizadas da seguinte forma (Rocha, 2008):
condições ambientais: humidade, temperatura, vento, gravidade;
agentes biológicos: bolores, fungos da podridão, bactérias, insetos xilófagos; ação do Homem: tecnologia, manutenção, vandalismo.
Em forma de síntese, na Tabela 46 presente no Anexo AIII.3.1, são apresentadas as anomalias não estruturais que possam ser eventualmente encontradas durante a inspeção de uma cobertura inclinada.
3.2.3.1.2. Cobertura em terraço
As coberturas planas têm como finalidade delimitar o espaço interno e proteger o meio interior dos agentes externos, criando um ambiente adequado às condições de utilização, em função das condições de exposição. Deste modo, face à diversidade de materiais e sistemas construtivos existentes, o revestimento de impermeabilização de coberturas em terraço deve garantir que sejam satisfeitas as exigências funcionais de segurança, de habitabilidade e de durabilidade (Sousa, 2009).
Geralmente só se reconhece que existem patologias na cobertura em terraço, quando no interior dos espaços subjacentes são indicadas manifestações de humidade devidas a infiltrações. Geralmente, esta patologia ocorre depois de períodos de chuva muita intensa ou de longa duração, incidente em elementos construídos com materiais inapropriados e/ou pormenores mal executados, frequentemente localizados em zonas de descontinuidades, nomeadamente nos pontos singulares (Rocha, 2008). Evidentemente que estas ocorrências incidem com maior frequência em espaços cujo teto é a cobertura, mas em edifícios mais altos, estas anomalias podem não se limitar a essas zonas e aparecerem em pisos intermédios (A.ARAÚJO, BRITO, & E.JÚLIO, 2008).
É de alertar que a humidade permanente pode conduzir à deterioração de qualquer material de construção, pois quando a água atravessa uma barreira podem acontecer duas coisas: fica aderente e produz uma mancha, ou, caso seja em maior quantidade, condensa até pingar. Isto leva a que o edificado vá sofrendo um progressiva desvalorização, referente à degradação dos seus componentes (Rocha, 2008).
De entre todas as camadas da cobertura em terraço, assume particular destaque o revestimento impermeabilizante, porque para além de ter que garantir certas exigências funcionais, tal como mencionado anteriormente, também é ele o garante principal da estanquidade da cobertura, que constitui a exigência funcional mais reclamada (Cordeiro, 2011).
Neste nível é muito comum o aparecimento de defeitos quer de conceção, de falta de manutenção ou de inadequada utilização (Cordeiro, 2011).
Identicamente ao que foi apresentado para o caso da cobertura inclinada, na Tabela 47 do Anexo AIII.3.2, são apresentadas as anomalias não estruturais correntemente encontradas durante a inspeção de uma cobertura em terraço.
3.2.3.2. Paramentos exteriores (paredes exteriores, muros)
Os revestimentos de paredes têm uma influência significativa nas condições de habitabilidade dos edifícios, pois para além de apresentarem um papel importante na estanqueidade à água, condicionam o especto estético dos edifícios, influenciam o isolamento térmico e protegem as alvenarias, afetando diretamente a sua durabilidade (Gonçalves, Brito, & Branco, 2007).
Os fenómenos patológicos com maior expressão nas paredes são a fissuração e os defeitos associados à ação da humidade (Gonçalves, Brito, & Branco, 2007), defeitos estes muitas vezes dependentes, pois a existência de um aumenta a probabilidade do outro. Tal como mencionado na seção 3.2.1.1- Fissuração/Fendilhação, é importante diferenciar as situações em que ocorre fissuração na parede como um todo ou só no seu revestimento.
A fissuração do suporte está normalmente associada a fenómenos de movimentos da fundação, concentração de cargas externas, ataques químicos, ação do gelo, deformação da estrutura de suporte (estruturas de betão armado) e variações hidrotérmicas (Gonçalves, Brito, & Branco, 2007), enquanto, que a humidade existente nos paramentos é responsável por acelerar a degradação das características mecânicas dos materiais, dando origem a eflorescências e criptoflorescências. Desta forma, os revestimentos têm de contribuir para assegurar uma correta impermeabilização das paredes, embora seja a parede no seu todo que deva garantir as exigências de estanquidade.
Segundo Censos 2001, os principais revestimentos exteriores de paredes são o reboco tradicional (61,9 %), as placas de pedra (14,6 %) e os ladrilhos cerâmicos (4,5 %) (Gonçalves, Brito, & Branco, 2007), sendo nestes elementos que se centralizarão as anomalias retratadas neste documento.
Na Tabela 48, pertencente ao Anexo AIII.3.3, apresentam-se as patologias que podem ser frequentemente encontradas em revestimentos de paramentos exteriores de um edifício, sendo parte constituinte as paredes exteriores, muros, entre outros.
3.2.3.3. Paredes interiores e tetos
Em paredes e tetos existe uma grande variedade de revestimentos e acabamentos aplicáveis, com características muito distintas. Do mesmo modo, as anomalias que ocorrem neste tipo de revestimentos e acabamentos são variadas, sendo que algumas afetam a generalidade dos revestimentos e acabamentos enquanto, que outras são específicas de um determinado tipo de solução (Paiva, Aguiar, & Pinho, 2006).
Na Tabela 49 do Anexo AIII.3.4, apresentam-se as anomalias não estruturais que vulgarmente são encontradas nos revestimentos das paredes interiores e tetos e que constam na Ficha de Intervenção/Registo.