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ISO/TS 16949 KALİTE SİSTEMİNİN İLAVE TALEPLERİ

de densidade menor que cont´ınuo com

poucos operadores

Usando uma itera¸c˜ao de forcing da forma R(A) como na se¸c˜ao anterior, nesta se¸c˜ao iremos construir consistentemente um espa¸co C(K) com poucos operadores e densidade menor que cont´ınuo.

Seja G um R(A)-gen´erico sobre o modelo inicial M. Em M[G] seja g = S{p−1 : ∃p1 ∈ A∃µ1, ..., µn ∈ M(S(A))∃ε > 0((p−1, p1; µ1, ..., µn; ε) ∈ G)}.

Defina AG a ´algebra gerada por A∪ {g} e seja ˙AG um R(A)-nome para AG.

Considere P a itera¸c˜ao com suportes finitos (Pα)α<ω1 definidos por Pα

˙

Qα = R(Aα), onde A0 ´e a ´algebra dos subconjuntos finitos e os cofinitos de

ω, Aα =

S

β<αAβ, se α ´e um ordinal limite, e Aα+1 ´e a ´algebra gerada por

Aα∪ {gα}, onde e G{α} ´e um R(Aα)-gen´erico sobre M[Gα] e gα ´e definido

por [

{p−1 :∃p1 ∈ A∃µ1, ..., µn ∈ M(S(Aα))∃ε > 0((p−1, p1; µ1, ..., µn; ε)∈ G{α})}.

O modelo M[Gα] tamb´em ser´a denotado por Mα.

Lema 4.8. Para qualquer ´algebra enumer´avel A em P(ω) o forcing R(A) ´e c.c.c. e, portanto, o forcing P ´e c.c.c.

Demonstra¸c˜ao: Como A×A× Q ´e enumer´avel, numa fam´ılia n˜ao-enumer´avel de condi¸c˜oes de R(A) existem p′e p′′distintos tais que p= (p

−1, p1; µ1, ..., µn; ε)

e p′′ = (p

−1, p1; ν1, ..., νm; ε). Tomando q = (p−1, p1; µ1, ..., µn, ν1, ...νm; ε) te-

mos que q ∈ R(A) e q ≤ p, p′′.

Por ser uma itera¸c˜ao com suportes finitos de forcings c.c.c., P tamb´em ´e c.c.c.

 Em M[G] definimos Aω1 =

S

α<ω1Aα.

Lema 4.9. Sejam ˙µ um P -nome para uma medida em Aω1 e seja ˙z um P -

nome para um ponto de S(Aω1). Ent˜ao os seguintes conjuntos s˜ao fechados

ilimitados em ω1.

a) C˙µ ={α < ω1 : P ˙µ|A˙α ∈ Mα e | ˙µ|| ˙Aα =| ˙µ| ˙Aα|};

b) C˙z ={α < ω1 : P ˙z∩ ˙Aα ∈ Mα}

Demonstra¸c˜ao: Tome α0 ∈ ω1. Construiremos, por indu¸c˜ao, uma seq¨uˆencia

crescente (αn)n∈ω em ω1 tal que P for¸ca as seguintes senten¸cas:

e

(∗∗) ∀a ∈ ˙Aαn(| ˙µ|(a) = | ˙µ|Aαn+1|(a)).

Trabalhando em M[G], para G um P -gen´erico sobre um modelo inicial M, dado n, encontramos αn+1 > αn tal que ˙µG ∈ Mαn, pois Aαn ∈ M[Gα] ´e

enumer´avel e ˙µG|Aαn pode ser identificado como uma seq¨uˆencia enumer´avel de

seq¨uˆencias enumer´aveis de naturais. Da mesma forma, podemos tomar αn+1

suficientemente grande para conter todos os elementos de Aω1 que decidem

o valor de | ˙µG|(a), para a ∈ Aα, uma vez que | ˙µG|(a) ´e o supremo de somas

finitas de medidas de borelianos disjuntos, e cada boreliano em S(Aω1) pode

ser aproximado por abertos-fechados.

Portanto, para cada p ∈ P achamos q ≤ p que for¸ca (∗) e (∗∗), para algum αn+1. Isto ´e, o conjunto D formado pelas condi¸c˜oes p ∈ P tais que,

para algum β < ω1,

p β = min{β < ω1 : ˙µ|Aαn ∈ Mβ ∧ ∀a ∈ ˙Aαn(| ˙µ|(a) = | ˙µ|β|(a))},

´e denso em P . Para cada p ∈ D definimos βp como o menor β tal que p

for¸ca (∗) e (∗∗) para β no lugar de αn+1. Observe que, se βp 6= βq ent˜ao p e

q s˜ao incompat´ıveis. Como P ´e c.c.c. temos que p : p∈ D} ´e enumer´avel.

Como D ´e denso em P , tomando αn+1 = sup{βp : p∈ D} teremos (∗) e (∗∗)

satisfeitos.

Tomando α = supn: n∈ ω}, temos que α ∈ C˙µ, provando que C˙µ n˜ao

´e limitado. Para mostrar que C˙µ´e fechado o argumento ´e an´alogo. Com isso

conclu´ımos item a). O item b) ´e an´alogo.

 Lema 4.10. Sejam α < ω1, ε > 0 racional e p ∈ P tais que p(α) =

( ˙pα

−1, ˙pα1; ˙µ, ˙ν1, ..., ˙νm; ˇε). Sejam ( ˙µn)n∈ω e ( ˙xn)n∈ω seq¨uˆencias de P -nomes

tais que p for¸ca:

1. ˙µn ∈ M(S( ˙Aω1)); 2. ˙xn∈ S( ˙Aω1); 3. µn|A˙α ∈ Mα; 4. ˙xn∩ ˙Aα ∈ Mα; 5. | ˙µn| ˙A α| = | ˙µn|| ˙Aα;

6. ˙µn|A˙α({ ˙xn∩ ˙Aα}) n

−→ 0;

7. | ˙µn| ˙Aα| converge fracamente∗ para ˙µ;

8. { ˙µn|A˙α : n ∈ ˇω} n˜ao ´e ˇ5ˇε-fracamente relativamente compacto;

9. existe (an)n∈ω ⊆ ˙Aα dois a dois disjuntos tal que || ˙µn|| − | ˙µn|(a∗n) < ε

18|| ˙µn||.

Ent˜ao existem δ1, δ2 > 0 tais que p ∀k ∈ ˇω∃n1, n2 > k| ˙µn1( ˙gα)| >

ˇ

δ1, | ˙µn2( ˙gα)| < δ2 e ˙gα ∈ ˙xn1 ∩ ˙xn2 ou − ˙gα ∈ ˙xn1 ∩ ˙xn2.

Demonstra¸c˜ao: Seja G um P -gen´erico sobre um modelo inicial M tal que p ∈ G. Trabalhemos em M[Gα]. Sejam µn = ( ˙µn)Gα e xn = ( ˙xn)Gα. Pelas

hip´oteses deste lema podemos aplicar o Lema 4.7, obtendo δ′

1 > δ2′ > 0

tais que para todo q ≤ p e todo k ∈ ω, existem n1, n2 > k e r ≤ q tais

que |µn1|Aα(r ∗ −1)| > δ1′, |µn2|Aα(r ∗ −1)| < δ′2 e |µni|Aα|((−(r−1∪ r1)) ∗) < δ1′−δ2′ 3 ,

para i = 1, 2. Da genericidade de Gα conclu´ımos que, para cada k, existem

n1, n2 > k e r ≤ p como acima tais que r−1 ⊆ gα e gα∩ r1 =∅. Da hip´otese

5 do lema temos |µni|((−(r−1∪ r1))

) < δ′1−δ2′

3 , para i = 1, 2. Portanto, para

todo k ∈ ω, existem n1, n2 > k tais que

|µn1(gα)| > δ ′ 1 − δ′ 1− δ2′ 3 e |µn2(gα)| < δ ′ 2+ δ′ 1 − δ2′ 3 . Tomamos δ1 = δ1′ − δ′ 1−δ′2 3 e δ2 = δ ′ 2 + δ′ 1−δ′2 3 , e obtemos que δ1 > δ2 > 0

satisfazem a tese do lema. A segunda parte do lema segue do item 5 do

Lema 4.7, uma vez que q−1 ≤ g e q1 ≤ −g. 

Lema 4.11. Seja α < ω1. Sejama, b∈ Mα subconjuntos disjuntos deω tais

que {n∩ A

α : n∈ a} ∩ {n∗∩ Aα : n∈ b} 6= ∅, em Mα, tomando os fechos

em S(Aα). Ent˜ao {n∗∩ Aω1 : n ∈ a} ∩ {n∗∩ Aω1 : n∈ b} 6= ∅, em M[G],

Demonstra¸c˜ao: Observamos que, se{n∩ A

β : n ∈ a}∩{n∗∩ Aβ : n∈ b} =

∅, em Mβ, para β um ordinal limite, existem ¯a, ¯b ∈ Aβ disjuntos tais que

a ⊆ ¯a e b ⊆ ¯b. Logo existe γ < β em que a separa¸c˜ao acontece. Por- tanto, para mostrar o lema, ´e suficiente mostrar que {n∩ A

α+1 : n∈ a} ∩

{xn∩ Aα+1 : n ∈ b} 6= ∅, e prosseguimos por indu¸c˜ao. Para isso, mostrare-

mos que, se A ´e uma sub´algebra enumer´avel de P(ω) contendo os unit´arios de ω, e a, b⊆ ω s˜ao como na hip´otese do lema, ent˜ao

R(A) {n∗∩ ˙A

G: n∈ ˇa} ∩ {n∗∩ ˙AG : n∈ ˇb} 6= ∅, em S( ˙AG).

Seja p = (p−1, p1; µ1, ..., µm; ε)∈ R(A). Mostraremos que existe q ≤ p tal

que q {n∗∩ ˙A

G : n∈ ˇa} ∩ {n∗∩ ˙AG : n∈ ˇb} 6= ∅.

Das defini¸c˜oes de convergˆencia e do espa¸co de Stone de A ´e f´acil verificar que, para todo M ⊆ ω e todo v ∈ S(A),

n∗∩ An∈M−→ v ⇔ v = {c ∈ A : |M r c| < ∞}

Como A ´e enumer´avel, S(A) ´e metriz´avel. Logo, pela hip´otese, existem u ∈ S(A) e subconjuntos infinitos a⊆ a e b⊆ b tais que n∩ A −→ u en∈a′

n∗∩ A−→ u. Isto ´e, u = {c ∈ A : an∈b′ ′rc ´e finito} = {c ∈ A : brc ´e finito}.

Consideramos trˆes casos. Se existe q ≤ p tal que q−1 ∈ u, temos que

a′rq

−1 e b′rq−1 s˜ao finitos. Logo

q |ˇa′r ˙g| < ∞ e, para todo a1 ∈ u e a2 ∈ A,

q |ˇa′r(ˇa1˙g∪ ˇa2)| ≤ |(ˇa′raˇ1)∪ (ˇa′ r ˙g)| < ∞,

de onde temos que

q n∗∩ ˙AG n∈ˇa′

−→< ˇu ∪ { ˙g} >,

onde < u∪ {g} > ´e o ultrafiltro em AG gerado por u e g. Repetindo o

argumento temos q n∗∩ ˙AG n∈ˇb′ −→< ˇu ∪ { ˙g} >, concluindo que q {n∗∩ ˙A G: n ∈ ˇa} ∩ {n∗∩ ˙AG : n∈ ˇb} 6= ∅.

No segundo caso, existe q ≤ p tal que q1 ∈ u. Analogamente ao caso

anterior mostramos que

q n∗∩ ˙AG n∈ˇa′∪ ˇb

−→ < ˇu ∪ { ˙g} > .

Suponhamos que n˜ao acontecem os casos anteriores. Seja q ≤ p. Como u /∈ (q−1∪q1)∗, temos que a′r(q−1∪q1) e b′r(q−1∪q1) s˜ao infinitos. Usando

isso e que µi({n∗}) n∈ω

−→ 0, para todo i ∈ {1, ..., m}, para cada k ∈ ω fixamos n0,k, n1,k> k tais que 1. n0,k∈ a′, n1,k∈ b′; 2. n0,k, n1,k∈ (q/ −1∪ q1)∗; 3. µi({n0,k, n1,k}∗) < ε−µi((q−1∪q1) ∗) 2k+1 , para todo i∈ {1, ..., m}.

Tome r = (q−1∪ {ni,k: (i, k)∈ {0, 1} × ω}, q1; µ1, ..., µm; ε). As condi¸c˜oes

2 e 3 acima garantem que r ∈ R(A). Tomando a′′ = {n

0,k : k ∈ ω} e

b′′ ={n

1,k: k ∈ ω}, repetimos os argumentos anteriores para mostrar que

r n∗∩ ˙AG n∈ˇa′′∪ˇb′′ −→ < ˇu ∪ { ˙g} >, isto ´e, r {n∗∩ ˙A G: n∈ ˇa} ∩ {n∗∩ ˙AG : n∈ ˇb} 6= ∅.  Lema 4.12. Se U, V s˜ao abertos em S(Aω1) tais que U∩V 6= ∅, ent˜ao U ∩V

n˜ao ´e unit´ario.

Demonstra¸c˜ao: Sejam ˙U e ˙V P -nomes para abertos disjuntos de S(Aω1)

tais que

P ˙U∩ ˙V 6= ∅. Para α < ω1, sejam ˙Uα e ˙Vα P -nomes tais que

P πα[ ˙U ] = ˙Uα, πα[ ˙V ] = ˙Vα.

Em M[G], como Aω1 ⊆ P(ω), Aω1 ´e c.c.c. Logo, se V ´e aberto de S(Aω1),

modelo inicial podemos assumir que ( ˙U )G e ( ˙V )G s˜ao P -nomes para uni˜oes

enumer´aveis de abertos b´asicos. Tomemos γ < ω1 e p∈ P tais que

p ∀α ≥ γ( ˙U = π−1

α [ ˙Uα] e ˙V = πα−1[ ˙Vα]).

Seja q ≤ p. Seja ˙z um P -nome para um ponto de S(Aω1) tal que

q ˙z ∈ ˙U ∩ ˙V .

Pelo Lema 4.9, existe α > γ, supp(q) tal que P ˙z∩ ˙Aα ∈ Mα. Tome ˙y

um P -nome tal que P ˙y = ˙z ∩ ˙Aα. Como P “{n∗ ∩ ˙Aω1 : n ∈ ω} ´e

denso em S( ˙Aω1)”, existem P -nomes ˙a e ˙b para subconjuntos disjuntos de ω

pertencentes a Mα tais que

q ∀n ∈ ˙a(n∗ ∈ ˙U), ∀n ∈ ˙b(n∈ ˙V ), n∩ ˙A α n∈ ˙a −→ ˙y, n∗ ∩ ˙A α n∈˙b → ˙y. Seja r≤ q definido por r(β) = q(β), se β 6= α, e r(α) = (0, 0; δ˙y; 1).

Trabalhemos em Mα. Sejam a = ˙aGα, b = ˙bGα e y = ˙yGα, para um P -

gen´erico G. Em R(Aα), n˜ao existe s ≤ r(α) tal que s−1 ∈ z ou s1 ∈ z, pois

ter´ıamos |δy|((s−1∪ s1)∗) = 1, contradizendo a condi¸c˜ao do forcing. Assim,

analogamente `a demonstra¸c˜ao do Lema 4.11, conclu´ımos que existem a′ ⊆ a

e b′ ⊆ b infinitos tais que

r(α) n∗∩ ˙Aα+1 n∈ ˙a′∪˙b

−→ < ˇy ∪ { ˙gα} >

e, repetindo o argumento em 4.11 mas obtendo a′′, b′′⊆ q

1, mostramos que r(α) n∗∩ ˙Aα+1 n∈ ˙a ′′∪˙b′′ −→ < ˇy ∪ {− ˙gα} >, de onde temos r(α) < ˇy∪ { ˙gα} >∈ {n∗∩ ˙Aα+1 : n ∈ ˇa} ∩ {n∗∩ ˙Aα+1 : n∈ ˇb} e r(α) < ˇy∪ {− ˙gα} >∈ {n∗∩ ˙Aα+1 : n∈ ˇa} ∩ {n∗∩ ˙Aα+1 : n∈ ˇb},

concluindo que, no modelo inicial M,

r π−1α+1[< ˇy∪ { ˙gα} >] ⊆ ˙U ∩ ˙V , π−1α+1[< ˇy∪ {− ˙gα} >] ⊆ ˙U ∩ ˙V ,

ou seja,

r | ˙U ∩ ˙V | ≥ 2.

 Lema 4.13. Todo operador em C(S(Aω1)) ´e multiplicador fraco.

Demonstra¸c˜ao: Trabalhemos em M[G]. Denotaremos S(Aω1) por K. Po-

demos identificar cada medida como uma fun¸c˜ao de Aω1 em R.

Suponha que exista T : C(K) −→ C(K) que n˜ao ´e multiplicador fraco. Seja D ={m∗∩ A

ω1 : m ∈ ω}. Temos que D ´e denso em K. Pelo Lema 4.3

existem xn ∈ D distintos tais que, para toda f : K −→ R limitada, T∗(δxn)−

f δxn formam um conjunto n˜ao relativamente fracamente compacto. Tome

f : K −→ R definida por f(xn) = T∗(δxn)({xn}), para todo n ∈ ω, e

f (x) = 0 nos demais pontos de K. Pelo Corol´ario 4.6, passando a uma subseq¨uˆencia, podemos assumir que existem medidas (µn)n∈ω duas a duas

disjuntas e uma seq¨uˆencia de medidas (λn)n∈ω fracamente convergente para

λ tais que T∗

xn)− fδxn = µn+ λn.

Considere C =T

n∈ωC˙µn, onde ˙µn s˜ao P -nomes para µn e C˙µn ´e definido

como em 4.9. Pelos Lemas 4.9 e 1.25 C ´e fechado ilimitado em ω1. Tome

α ∈ C.

Tamb´em podemos assumir que n|Aα : n ∈ ω} n˜ao ´e fracamente relati-

vamente compacto, tomando α suficiente para conter uma seq¨uˆencia a′ n em

Aω1 tal que |µn(a

n)| > ̺, para algum ̺ > 0. Do mesmo modo, usando a

Proposi¸c˜ao 4.4, assumimos que existe uma seq¨uˆencia (an)n∈ω de elementos

dois a dois disjuntos de Aαtal que||µn||−|µn|(a∗n) < ̺

90. Al´em disso, veremos

que podemos escolher α de modo que

T∗(δxn)|Aα({xn∩ Aα}) = T ∗ xn)({xn}), f δxn|Aα({xn∩ Aα}) = fδxn({xn}) e λn|Aα({xn∩ Aα}) = λn({xn})

Para isso, usando regularidade das medidas, tomamos an,m, bn,m, cn,m ∈ xn

tais que |T∗(δxn)(a ∗ n,m)− T∗(δxn)({xn})| < 1 m, |fδxn(b ∗ n,m)− fδxn({xn})| < 1 m, |λn(c∗n,m)− λn({xn})| < 1 m

e tomamos α suficientemente grande para conter todos an,m’s, bn,m’s e cn,m’s.

Vejamos que µn|Aα({xn∩ Aα}) n −→ 0. De fato, µn|Aα({xn∩ Aα}) = µn({xn}) = T ∗ xn){xn} − fδxn({xn}) + λn({xn}).

Pelo Teorema de Dieudonn´e-Grothendieck, aplicado a vizinhan¸cas de xn de

medidas pequenas em rela¸c˜ao a λn, temos que λn({xn}) n −→ 0. Por outro lado temos T∗(δxn){xn} − fδxn({xn}) = T ∗ xn){xn} − Z {xn} f δxn = T∗(δxn){xn} − f(xn) = T ∗ xn){xn} − T ∗ xn){xn} = 0.

Trabalhando em Mα, como Aα´e enumer´avel, S(Aα) tem peso enumer´avel

e, portanto, C(S(Aα)) ´e separ´avel. Logo, BX∗, a bola unit´aria de X∗, com

a topologia fraca∗ ´e metriz´avel (Proposi¸c˜ao 3.24 de [Fa]). Como, pelo Te-

orema de Alaoglu, BX∗ ´e compacto na topologia fraca∗ (Teorema 3.21 de

[Fa]), podemos assumir, passando a uma subseq¨uˆencia, que n|Aα| converge

fracamente∗, em M(S(A

α)). Seja µ o limite fraco∗ de |µn||.

Sejam ˙µn P -nomes para µn e ˙xn P -nomes para xn.

Passando a uma subseq¨uˆencia assumimos que (xn∩Aα)n∈ω´e uma seq¨uˆencia

convergente.

Seja ε = ̺5 Tome q ∈ P definido por q(α) = (∅, ∅, µ, ε) e q(β) = p(β) para β 6= α.

Tome r ≤ q de modo a satisfazer as hip´oteses do Lema 4.10. Usando o Lema 4.10 obtemos δ1 > δ2 > 0 tais que

r ∀k∃n1, n2 > k| ˙µn1(gα)| > δ1 > δ2 >| ˙µn2(gα)|, gα ∈ ˙xn1 ∩ ˙xn2

ou

r ∀k∃n1, n2 > k| ˙µn1(g)| > δ1 > δ2 >| ˙µn2(gα)|, −gα ∈ ˙xn1 ∩ ˙xn2.

Encontramos, ent˜ao, subconjuntos infinitos disjuntos aα, bα ∈ Mα[Gα] de

ω tais que |µn(gα)| > δ1, para n ∈ aα, e |µn(gα)| < δ2, para n ∈ bα, e,

ou gα ∈ xn, para todo n ∈ aα ∪ bα, ou −gα ∈ xn, para todo n ∈ aα∪ bα.

Refinando aα e bα, podemos assumir que existe L ∈ R tal que, para todo

n∈ aα∪ bα,

|f(xn)− λ| <

δ1− δ2

Como convergˆencia fraca implica convergˆencia fraca∗, tamb´em assumimos que |λn(g∗α)− λ(g ∗ α)| < δ1− δ2 8 ,

para todo n ∈ aα∪ bα. Como (xn∩ Aα+1)n∈aα e (xn∩ Aα+1)n∈bα convergem

a < z ∪ {gα} >, onde z ´e o limite de (xn∩ Aα)n∈ω, temos

{xn∩ Aα+1 : n∈ aα} ∩ {xn∩ Aα+1 : n∈ bα} 6= ∅

em S(Aα+1). Como aα, bα ∈ Mα[Gα] = Mα+1, pelo Lema 4.11 temos

{xn : n∈ aα} ∩ {xn: n ∈ bα} 6= ∅,

em K. Mas, usando que T (χg∗

α)(xn) = T ∗( xn})(g ∗ α) e f δxn(χg∗α) = f (xn) temos T (χg∗ α)(xn) = µn(gα)+f (xn)+λn(g ∗ α)∈ {x ∈ R : |x−L−λ(g∗α)| > δ1− δ1 − δ2 4 }, para n ∈ aα e T (χg∗ α)(xn) = µn(gα)+f (xn)+λn(g ∗ α)∈ {x ∈ R : |x−L−λ(g∗α)| < δ2+ δ1− δ2 4 }, para n∈ bα, de onde temos, pela continuidade de T (χg∗

α), que {xn : n∈ aα}

e {xn: n ∈ bα} s˜ao disjuntos, chegando numa contradi¸c˜ao. 

Teorema 4.14. ´E consistente com ZF C que existe um espa¸co de Banach C(K) de densidade ω1 < 2ω tal que todo operador em C(K) ´e da forma

gI + S, onde g ∈ C(K) e S ´e fracamente compacto.

Demonstra¸c˜ao: Suponha ¬CH no modelo inicial M. Como P ´e c.c.c. (Lema 4.8), P preserva cardinais e, como (2ω)M ≤ (2ω)M[G], ¬CH ´e pre-

servado em M[G]. Por ser uma uni˜ao de uma fam´ılia de cardinalidade ω1

de ´algebras enumer´aveis, Aω1 tem cardinalidade ω1 em M[G] e, portanto, a

densidade de C(K) ´e igual ao peso de K, que ´e ω1 < 2ω. Dos Lema 4.13,

4.12 e 1.10 e do Teorema 1.11 segue que todo operador em C(K) ´e da forma

Cap´ıtulo 5

Um espa¸co C(K)

indecompon´ıvel de densidade

ω

1

< 2

ω

Adaptando a constru¸c˜ao do Cap´ıtulo 4 para o caso conexo, obtemos um espa¸co C(K) indecompon´ıvel de densidade menor que cont´ınuo. Como no Cap´ıtulo 4, o resultado aqui obtido ´e independente de ZFC +¬CH, uma vez que o axioma de Martin implica que todo C(K) de densidade menor que cont´ınuo n˜ao ´e de Grothendieck e, portanto, cont´em c0 complementado.

Com isso respondemos parcialmente sobre as poss´ıveis densidades de espa¸cos de Banach C(K) indecompon´ıveis, embora muito pouco ainda sa- bemos sobre isso. Vimos que C(K) separ´avel de dimens˜ao infinita n˜ao pode ser indecompon´ıvel, pois teria c0 complementado. Os espa¸cos C(K) inde-

compon´ıveis constru´ıdos em [Ko2] e [Pl] tˆem densidade 2ω. Por resultados

de [Fr] sabemos que ´e consistente, mesmo assumindo ¬CH, que todo espa¸co C(K) de densidade menor que cont´ınuo ´e decompon´ıvel (vide introdu¸c˜ao do Cap´ıtulo 4.) Mostramos, neste cap´ıtulo, que ´e consistente a existˆencia de C(K) indecompon´ıvel de densidade ω1 < 2ω.

Em [Ko3] foi mostrado que existe consistentemente C(K) de densidade maior que cont´ınuo com poucos operadores. Por´em ainda n˜ao sabemos se existe C(K) indecompon´ıvel de densidade maior que cont´ınuo. Esse pro- blema permanece em aberto mesmo para espa¸cos de Banach em geral. Outro problema em aberto ´e se existe um limitante superior para a densidade de espa¸cos de Banach indecompon´ıveis (da forma C(K) ou geral).

5.1

Constru¸c˜ao do forcing

Sejam α < ω1 e K ⊆ [0, 1]α compacto sem pontos isolados. Seja Bα a base

de abertos de [0, 1]α formada pelas uni˜oes finitas de abertos elementares da

forma Πβ<αIβ, onde Iβ´e um intervalo aberto, em [0, 1], de extremos racionais

e {β < α : Iβ 6= [0, 1]} ´e finito. Notamos que Bα ´e uma base de abertos de

[0, 1]αfechada por uni˜oes e intersec¸c˜oes finitas. Conforme vimos na Se¸c˜ao 1.1,

uma medida em [0, 1]α pode ser representada por uma fun¸c˜ao de

Bα em R.

Uma medida em K pode ser representada por uma medida µ em [0, 1]α tal

que|µ|([0, 1]αrK) = 0.

Se α < β, interpretamos Bα como subconjunto de Bβ, identificando V ∈

Bα com V × [0, 1]βrα ∈ Bβ. Assim, se µ ´e uma medida em [0, 1]β e ν ´e uma

medida [0, 1]α, dizer que µ|

Bα = ν significa que µ(π

−1

α [E]) = ν(E), para todo

E ⊆ [0, 1]α boreliano.

Definimos um forcing R(K) formado pelas condi¸c˜oes p = (fp, Ωp, Mp, εp, ∆p)

tais que

A.1. fp : K −→ [0, 1] cont´ınua;

A.2. Ωp ∈ Bαr{[0, 1]α};

A.3. supp(fp)⊆ K ∩ Ωp;

A.4. Mp ´e um conjunto finito de medidas positivas em K;

A.5. εp ∈ Q ∩ (0, ∞);

A.6. µ(Ωp) < εp, para todo µ∈ Mp;

A.7. ∆p ∈ Bα+1;

A.8. πα[∆p] = Ωp;

A.9. Gr(fp|Ωp∩K)⊆ ∆p.

A ordem ≤ em R(K) ´e dada por q ≤ p se, e somente se, B.1. Ωq ⊇ Ωp;

B.2. Mq ⊇ Mp;

B.4. ∆q∩ (Ωp× [0, 1]) ⊆ ∆p.

Dado p∈ R(K) definimos

diam(∆p) = sup{|y1− y2| : ∃x ∈ Ωp({(x, y1), (x, y2)} ⊆ ∆p)},

quando ∆p 6= ∅. Caso contr´ario convencionamos que diam(∆p) = 0. ´E f´acil

verificar que, para toda condi¸c˜ao p ∈ R(K) e todos q, r ≤ p, temos (∗) ∀x ∈ Ωp ∩ K |fq(x)− fr(x)| ≤ diam(∆p).

Lema 5.1. Dados p ∈ R(K) e ε > 0 existe q ≤ p tal que fq = fp, Ωq = Ωp,

Mq = Mp, εq = εp e diam(∆q)≤ ε.

Demonstra¸c˜ao: Usando o Teorema de Tietze, encontramos f : [0, 1]α

−→ [0, 1] que estende continuamente fp. Seja L o gr´afico de f . Usando a continui-

dade de f , para cada x ∈ L considere Vx ∈ Bα um aberto elementar contendo

x tal que |f(y) − f(x)| < ε

8, para todo y ∈ Vx. Tome Ix um intervalo aberto

em [0, 1] de extremos racionais tal que (f (x) ε 8, f (x) + ε 8)∩ [0, 1] ⊆ Ix ⊆ (f(x) − ε 4, f (x) + ε 4)∩ [0, 1]. Considere Wx = Vx× Ix ∈ Bα+1. Por constru¸c˜ao, (y, f (y))∈ Wx, para todo

y ∈ Vx. Logo,{Wx: x∈ [0, 1]α} ´e um recobrimento de L. Como L ´e fechado

em [0, 1]α+1, por ser gr´afico de uma fun¸c˜ao cont´ınua, e, portanto, ´e compacto,

podemos tomar F ⊆ [0, 1]α finito tal que L ⊆ ∪{W

x : x ∈ F }. Defina

∆q = ∆p∩ (∪{Wx : x ∈ F }). Como L ⊆ ∪{Wx : x ∈ F }, a condi¸c˜ao A.9 do

forcing ´e satisfeita. Pela constru¸c˜ao de ∆q temos ∆q ∈ Bα+1, satisfazendo

A.7. De A.9 e do fato que ∆q ⊆ ∆p seguem A.8 e B.4. Falta mostrarmos

que diam(∆q)≤ ε.

Sejam (x, y1), (x, y2) ∈ ∆q. Sejam x1, x2 ∈ F tais que (x, y1) ∈ Wx1

e (x, y2) ∈ Wx2. Como y1 ∈ Ix1 temos que |y1 − f(x1)| <

ε 4, pois Ix1 ⊆ (f (x1)−4ε, f (x1) + 4ε). Como x∈ Vx1, temos|f(x) − f(x1)| < ε 8. Logo |y1− f(x)| ≤ |y1− f(x1)| + |f(x1)− f(x)| ≤ ε 4+ ε 8 < ε 2.

Lema 5.2. Seja p ∈ R(K), para K ⊆ [0, 1]α compacto. Sejam

∈ Bα tal

que Ω ⊇ Ωp, f : K −→ [0, 1] cont´ınua com suporte inclu´ıdo em Ω ∩ K tal

queGr(f|Ωp∩K)⊆ ∆p, M um conjunto finito de medidas positivas em [0, 1]

α

contendo Mp e ε ∈ Q ∩ (0, εp] tal que µ(Ω) < ε, para todo µ ∈ M. Ent˜ao

existeq ≤ p tal que fq = f , Ωq = Ω, Mq = M e εq = ε.

Demonstra¸c˜ao: Pelas hip´oteses do lema, tudo que precisamos ´e definir ∆q

de modo a satisfazer A.7, A.8, A.9 e B.4 da condi¸c˜ao do forcing.

Observamos que, se V ∈ Bα, ent˜ao [0, 1]αrV ∈ Bα. De fato, considere

V = Πβ<αIβ onde Iβ0 ´e um intervalo aberto em [0, 1] de extremos racionais,

para um β0 < α, e Iβ = [0, 1], para todo β 6= β0. Temos que [0, 1]αrV =

Πβ<αJβ, onde Jβ = [0, 1], para β 6= β0 e Jβ0 = [0, 1] r Iβ0, que ´e a uni˜ao de

dois intervalos abertos (possivelmente um deles, ou ambos, vazio) em [0, 1] tamb´em de extremos racionais. Portanto [0, 1]αrV

∈ Bα. Para o caso geral,

basta verificar que todo elemento de Bα ´e uma uni˜ao finita de intersec¸c˜oes

finitas de abertos dessa forma. Como W r V = W ∩ ([0, 1]α rV ), para

V, W ∈ Bα, teremos tamb´em W r V ∈ Bα.

Portanto, Ωq rΩp ∈ Bα. Para concluir o lema basta tomarmos ∆q =

(ΩqrΩp)× [0, 1] ∪ ∆p. 

Lema 5.3. Sejam α < ω1 e K ⊆ [0, 1]α compacto. Ent˜ao

∀ ε > 0 ∀ p ∈ R(K) ∃ q ≤ p ∀ p1, p2 ≤ q ∀ x ∈ Ωq∩ K |fp1(x)− fp2(x)| < ε.

Demonstra¸c˜ao: Sejam ε > 0 e p ∈ R(K). Pelo Lema 5.1 temos que Dε = {q ∈ P : diam(∆p) < ε} ´e denso em R(K). Logo existe q ≤ p tal

que diam(∆q) < ε. Por (∗), para todos p1, p2 ≤ p e x ∈ Ωp ∩ K temos

|fp1(x)− fp2(x)| < ε. 

Seja M um modelo transitivo enumer´avel para ZFC, com R(K) ∈ M, e seja G um R(K)-gen´erico sobre M. Observamos que, como RM 6= RM[G],

poderemos ter que K n˜ao seja compacto em M[G]. Os abertos da base Bα

tamb´em podem mudar, mas usaremos a mesma nota¸c˜ao para eles, pois os identificamos com as extremidades racionais correspondentes. Por exemplo, se K ⊆ [0, 1]2, se definirmos um aberto V = (1

2, 1]× [0, 1] ∈ Bα, usaremos a

mesma nota¸c˜ao V tanto em M quanto em M[G], pois conjuntos finitos de racionais s˜ao absolutos. Mas, como adicionamos reais, teremos VM 6= VM[G].

Seja p ∈ R(K). Como fp ´e cont´ınua em um compacto K, no modelo

M, fp ´e uniformemente cont´ınua em M e, portanto, o ´e em M[G], pois

ser uniformemente cont´ınua ´e uma f´ormula absoluta em rela¸c˜ao a modelos transitivos 1. Portanto, em M[G], podemos estender f

p continuamente para

uma fun¸c˜ao ˜fn : K −→ [0, 1], definindo ˜fp(x) = limn∈ωfp(xn), para xn ∈ K

tal que xn n

−→ x . Seja ˙fp um R(K)-nome para ˜fp.

Lembramos a defini¸c˜ao de limite em um sistema dirigido: Se F ´e um filtro em uma ordem parcial P , (xp)p∈F ´e uma seq¨uˆencia de reais indexada em F ,

e x ∈ R, dizemos que limp∈F xn = x se para todo ε > 0 existe p ∈ F tal

que |xq− x| < ε, para todo q ≤ p. Como acontece com seq¨uˆencias indexadas

em ω, ´e f´acil verificar que um sistema dirigido (xp)p∈F converge para algum

x ∈ R se, e somente se, para todo ε > 0 existe p ∈ F tal que |xq− xr| < ε,

para todos q, r ≤ p.

Em M[G], defina ΩG=Sp∈GΩp e fG : ΩG∩ K −→ [0, 1] dada por

fG(x) = lim p∈G

˜ fp(x).

A boa defini¸c˜ao de fG segue do Lema 5.3 e da genericidade de G. Seja KG

o fecho do gr´afico de fG. Iremos denotar por ˙fG e ˙KG os R(K)-nomes para

fG e KG, respectivamente.

Lema 5.4. Seja K ⊆ [0, 1]α um compacto sem pontos isolados, no modelo

inicial M, e seja G um R(K)-gen´erico sobre M. Ent˜ao, em M[G] temos: (a) ΩG∩ K ´e denso em K;

(b) fG ´e cont´ınua;

(c) Se K ´e conexo em M, KG ´e conexo em M[G].

Demonstra¸c˜ao: Em M, mostraremos que, dados x ∈ K, V uma vizi- nhan¸ca aberta de x pertencente aBαe p∈ P , existe q ≤ p tal que V ∩Ωq 6= ∅.

Isso ser´a suficiente para concluir (a), usando, em M[G], a genericidade de G e que K ´e denso em K.

1

Podemos escrever a f´ormula da continuidade uniforme como ∀n ∈ ω r {0} ∃m ∈ ω r{0} ∀x, y ∈ K (|x − y| < 1n → |f(x) − f(y)| <

1

m), que ´e logicamente equivalente a

¬∃n(n ∈ ωr{0}∧¬∃m(m ∈ ωr{0}∧¬∃x(x ∈ K ∧∃y(y ∈ K ∧(|x−y| < 1

m∧|f(x)−f(y)| ≥ 1

n))))). Como f e K pertencem ao modelo inicial e ω ´e absoluto, essa f´ormula ´e ∆0 e,

Se x ∈ Ωp, tome q como p exceto que Ωq ⊇ Ωp preservando a condi¸c˜ao

µ(Ωq) < εp, para todo µ∈ Mp (´e poss´ıvel pela regularidade de µ), e usamos

o Lema 5.2 para definir ∆q. Se x /∈ Ωp, tome W ∈ Bα uma vizinhan¸ca aberta

de x contida em V e disjunta de Ωp. Como V ∩ K ´e aberto n˜ao-vazio em

um compacto sem pontos isolados, V ∩ K ´e n˜ao-enumer´avel. Logo, existe y ∈ V tal que µ({y}) = 0, para todo µ ∈ Mp. Seja γ = min{εp− µ(Ωp) :

µ∈ Mp}. Tome U ∈ Bα vizinhan¸ca de y contida em W tal que µ(U) < γ,

para todo µ ∈ Mp. Tome U′ ∈ Bα tal que x ∈ U′ ⊆ U′ ⊆ U. Defina

q = (fp, Ωp∪ U′, Mp, εp, ∆q), obtendo ∆q pelo Lema 5.2.

Provaremos item (b). Em M[G], sejam x∈ ΩG∩ K e ε > 0. Tome p ∈ G

tal que x ∈ Ωp e | ˜fp1(y)− ˜fp2(y)| <

ε

3, para todos y ∈ Ωp ∩ K e p1, p2 ≤ p

(usamos o Lema 5.3). Usando a continuidade de ˜fp, tome V ⊆ Ωp uma

vizinhan¸ca aberta de x tal que | ˜fp(y)− ˜fp(x)| < ε3, para todo y ∈ V ∩ K.

Teremos, para todo q≤ p, | ˜fq(y)− ˜fq(x)| ≤ | ˜fq(y)− ˜fp(y)| + | ˜fp(y)− ˜fp(x)| +

| ˜fp(x)− ˜fq(x)| < ε, concluindo que |fG(y)− fG(x)| ≤ ε (pois podemos tomar

q≤ p, tal que |fG(y)−fq(y)| e |fG(x)−fq(x)| s˜ao suficientemente pequenos),

provando a continuidade de fG em x.

Para provarmos item (c) primeiro veremos que, se K ´e conexo em M ent˜ao K ´e conexo em M[G]. De fato, se K n˜ao ´e conexo, pela compacidade de K existem U e V abertos de [0, 1]α tais que K∩ U ∩ V = ∅, K ⊆ U ∪ V ,

K ∩ U 6= ∅ e K ∩ V 6= ∅. Logo K ∩ U ∩ V = ∅, K ⊆ U ∪ V , K ∩ U 6= ∅ e K ∩ V 6= ∅. Pela compacidade de K podemos assumir que U, V ∈ Bα.

Portanto, como elementos deBαs˜ao determinados por coordenadas racionais,

K∩UM∩VM =∅, K ⊆ UM∪VM, K∩UM 6= ∅ e K ∩VM 6= ∅, contradizendo

a conexidade de K em M.

Mostrada a conexidade de K mostraremos que para todos x∈ K rΩG, V

vizinhan¸ca aberta b´asica de x, r∈ [0, 1] ∩ Q e n ∈ ω, existe y ∈ V ∩ K ∩ ΩG

tal que|fG(y)− r| < n1. Isso implicar´a que πK−1G,K(x) ={x} × [0, 1]. Podemos

assumir que x ∈ K, tomando x∈ V ∩ K r Ω

G, no lugar de x. Notemos

que podemos assumir que V ∩ K r ΩG 6= ∅, pois, se V ∩ K ⊆ ΩG, podemos

assumir que VM ⊆ Ω

p, para algum p∈ G, de onde ter´ıamos x ∈ ΩG.

Trabalhando em M, dados x∈ K, V ∈ Bα vizinhan¸ca de x, r∈ [0, 1]∩Q e

p∈ R(K), mostraremos que existe q ≤ p tal que diam(∆q)≤ n1 e, ou x∈ Ωq,

ou existe y ∈ V ∩ Ωq tal que|fq(y)− r| < 1n. Se x∈ Ωp, usando regularidade

das medidas encontramos um aberto W tal que Ωp ⊆ W e µ(W ) < εp, para

todo µ∈ Mp. Tome Ωq ∈ Bα tal que Ωp ⊆ Ωq ⊆ Ωq ⊆ W , Mq = Mp, εq= εp

diam(∆q) < 1n. Se x /∈ Ωp, tomamos W ⊆ V vizinhan¸ca aberta de x disjunta

de Ωp. Seja y ∈ W tal que µ({y}) = 0, para todo µ ∈ Mp. Seja U uma

vizinhan¸ca aberta de y contida em W tal que µ(U) < εp− µ(Ωp), para todo

µ ∈ Mp. Defina Ωq = Ωp ∪ U e, usando o Lema de Urysohnn, construa

fq : K −→ [0, 1] com suporte contido em Ωq tal que fq|Ωp = fp e fq(y) = r.

Defina εq = εp e Mq = Mp e usamos Lemas 5.1 e 5.2 para obtermos ∆q tal

que diam(∆q)≤ 1n.

Com isso conclu´ımos que, em M[G], se x ∈ K r ΩG, ent˜ao πK−1G,K(x) =

{x}×[0, 1]. Pelos itens (a) e (b), para x ∈ ΩGtemos πK−1G,K(x) ={(x, fG(x))}.

Logo πK−1G,K(x) ´e conexo, para todo x∈ K. Suponha que KGn˜ao seja conexo.

Sejam F1 e F2 fechados disjuntos n˜ao-vazios em KG tais que F1∪ F2 = KG.

Pela conexidade de K, π[F1]∩ π[F2] 6= ∅, em K. Tome x ∈ π[F1]∩ π[F2].

Temos que π−1(x) ´e um compacto conexo em K

G, mas π−1(x)∩F1 e π−1(x)∩

F2 s˜ao fechados n˜ao-vazios disjuntos em π−1(x) cuja uni˜ao ´e todo π−1(x),

contradizendo a conexidade de π−1(x).

 Do item a) do Lema 5.4 conlu´ımos que πα[KG] = K.

Lema 5.5. Para qualquer K ⊆ [0, 1]α compacto, para α < ω

1, o forcing

R(K) ´e c.c.c.

Demonstra¸c˜ao: Seja (pξ : ξ < ω1) uma fam´ılia n˜ao-enumer´avel de condi¸c˜oes

de R(K). Podemos assumir que Ωpξ, εpξ e ∆pξ s˜ao constantes, em rela¸c˜ao a

ξ, e ser˜ao denotados, respectivamente, por Ω, ε e ∆. Dados ξ, η < ω1 defina

p = (fpξ, Ω, Mpξ ∪ Mpη, ε, ∆). ´E f´acil verificar que p∈ R(K) e p ≤ pξ, pη. 

Lema 5.6. Sejam ε > 0, p ∈ R(K) tal que εp ≤ ε, µ ∈ Mp e K ⊆

[0, 1]α, para α < ω

1. Sejam (µn)n∈ω uma seq¨uˆencia em M([0, 1]α) e (xn)n∈ω

uma seq¨uˆencia de pontos de K tais que µn({xn}) n

−→ 0, (|µn|)n∈ω converge

fracamente∗ para µ, n : n ∈ ω} n˜ao ´e 5ε-fracamente relativamente com-

pacto, e existem abertos An ∈ Bα dois a dois disjuntos tais que ||µn|| −

|µn|(An) < 18ε ||µn||.

Ent˜ao existem δ1 > δ2 > 0 tais que, para todo k ∈ ω existem q ≤ p e

n1, n2 > k tais que

1. |R

Kfqdµn1| > δ1;

2. |R

3. n1|(K r Ωq) < δ1−δ2 3 ; 4. n2|(K r Ωq) < δ1−δ2 3 ; 5. xn1, xn2 ∈ Ωq, |fq(xn1)− fq(xn2| < 1 k; 6. diam(∆q)≤ 1k.

Demonstra¸c˜ao: Pela Defini¸c˜ao 4.1, passando a uma subseq¨uˆencia pode- mos assumir que existe uma seq¨uˆencia de abertos disjuntos (Wn)n∈ω tal que

|µn(Wn)| > 5ε, para todo n ∈ ω.

Como (µn)n∈ω n˜ao ´e fracamente convergente (pelo Lema 4.2), ||µn|| n˜ao

converge a 0. Passando a uma subseq¨uˆencia assumimos que ||µn|| converge

a r > 0.

Tomamos δ1 = 5ε3r e δ2 = 3ε2r. Para simplificar a nota¸c˜ao, assumiremos

que r = 1, substituindo µn por µrn, para cada n, e µ por µr. Passando a uma

subseq¨uˆencia e usando a hip´otese, assumimos que |µn|(An) > 1− 18ε, para

todo n.

Fixe um δ > 0 tal que δ < εp−ν(Ωp)

6 , para todo ν ∈ Mp. Existe tal δ pela

defini¸c˜ao de R(K). Usando Lema de Rosenthal e a hip´otese de que µn({xn})

converge a 0, passando a uma subseq¨uˆencia, assumimos que n({xm})| < δ,

para todos n, m∈ ω.

Fixemos k ∈ ω. Como |µn| converge fracamente∗ para µ, e µ(Ωp) < ε

tomamos k0 ≥ k tal que, para todo n ≥ k0,

|µn|(Ωp) < ε

e, portanto,

| Z

fpdµn| < ε.

Tomando Un= WnrΩp temos, para todo n > k0,

|µn(Un)| > 5ε − ε = 4ε.

Mas

|µn|(K r An) <

ε 18,

de onde segue que n(Un∩ An)| > 3ε. Defina Bn = Un∩ An.

Como An’s s˜ao dois a dois disjuntos, podemos tomar k1 ≥ k0 tal que, para

que ν(Ωp)≤ εp− 4δ, para todo ν ∈ Mp, teremos ν(Ωp∪ An∪ Aj) < εp− 2δ,

para todos n, j > k1 e ν ∈ Mp.

Iremos cuidar do item 5. Passando a uma subseq¨uˆencia, assumimos que xnconverge a um x∈ K. Se x ∈ Ωppodemos assumir que x∈ Ωp, estendendo

p para p′ tal que Ω

p ⊆ Ωp′ (isso pode ser feito usando regularidade das

medidas). Nesse caso, passando a uma subseq¨uˆencia, assumimos que xn ∈ Ωp,

para todo n, e defina Cn = ∅. Se x /∈ Ωp, assumimos que, para todo n,

xn ∈ Ω/ p e |ν({xn})| < δ, para todo ν ∈ Mp. Tome Cn ∈ Bα disjunto de Ωp

tal que xn ∈ Cn, ν(Cn) < δ, para todo ν ∈ Mp, e |µn|(Cm) < δ, para todos

n, m ∈ ω. ´E poss´ıvel escolher tais Cn’s, pois assumimos que µn({xm}) < δ,

para todos n, m.

Usando a continuidade de fp achamos n1, n2 > k1 dois inteiros distintos

tais que |fp(xn1)− fp(xn2)| <

1

k. Defina

Ωq= Ωp∪ An1 ∪ An2 ∪ Cn1 ∪ Cn2.

Como|µn(Bn)| > 3ε, pela regularidade de µn achamos um fechado Fn⊆

Bn tal que |µn(Fn)| > 3ε.

Tome f : K −→ [0, 1] cont´ınua tal que f|Fn1 = 1 e f|KrBn1 = fp|KrBn1 e

g : K −→ [0, 1] cont´ınua tal que g|Kr(Cn1∪Cn2) = 1 e g(xn1) = g(xn2) = 0, no

caso Cn 6= ∅, e g = 1 caso contr´ario. Defina fq = f · g, Mq = Mp, εq = εp e

construa ∆q como no lema 5.2. Pelo Lema 5.1 assumimos que diam(∆q) < 1k.

´

E f´acil ver que q ∈ R(K) e fq|Ωp = fp|Ωp, pois Bn∩Ωp =∅ Logo q ≤ p. Temos

| Z fqdµn1| ≥ |µn1(Fn1)| − |µn1|(Ωp)− |µn1|(Cn1 ∪ Cn2) > 3ε− ε − 2δ ≥ 5ε 3 e | Z fqdµn2| ≤ |µn2(Bn1)| + | Z fpdµn2| + |µn2|(Cn1 ∪ Cn2) < ε 18 + ε + 2δ < 3ε 2 . Como An1 ∪ An2 ⊆ Ωq, temos |µn|(K r Ωq) < ε 18 = δ1− δ2 3 ,

para n ∈ {n1, n2}. Conclu´ımos, portanto, os itens 1 a 4. O item 5 segue da

escolha de k1 e k2, no caso x ∈ Ωp, pois teremos fq(xn) = fp(xn). No caso

x /∈ Ωp, isto ´e, Cn6= ∅, o item 5 segue de que fq(xn1) = fq(xn2) = 0. O item

6 ´e segue da constru¸c˜ao de ∆q.

Benzer Belgeler