• Sonuç bulunamadı

4. SAYISAL VİDEO SIKIŞTIRMA YÖNTEMLERİ

4.2. MPEG-4 AVC (H.264) Standardı

4.2.1. ISO Temelli Çoklu Ortam Dosya Yapısı

O pólo moveleiro de Votuporanga é o segundo maior pólo moveleiro do Brasil, formado por 90% de micro e pequenas empresas, as quais produzem, essencialmente, móveis resi- denciais. Para confeccionar os móveis, são utilizadas, principalmente, chapas de madeira. A madeira pode ser ainda classificada como madeira maciça, painel de compensado, painel de aglomerado e painel de MDF (medium density fiberboard), que é produzido a partir de fibras de madeira aglutinadas com resinas sintéticas e possui consistência similar à da madeira. O MDF é a principal matéria-prima utilizada pela empresa de móveis visitada. Os móveis de madeira produzidos pelo pólo moveleiro podem ser classificados em dois tipos básicos: retilíneos (lisos, com formas retas e simples) e torneados (possuem detalhes de acabamento mais sofisticados, com formas retas e curvilíneas). Convém ressaltar que a empresa moveleira visitada produz, principalmente, móveis retilíneos, como camas de solteiro e casal, cômodas, criados e guarda-roupas de 3, 4 e 5 portas. Esses móveis podem ser de várias cores diferentes, como mogno, marfim, cerejeira, tabaco, maple, entre muitas outras.

Como a empresa visitada é uma empresa de móveis de pequeno porte típica do setor, o seu processo de produção é similar ao processo de produção de outras plantas moveleiras de pequeno porte. Assim, infere-se que o modelo matemático aqui desenvolvido representa “indústrias moveleiras” de pequeno porte em geral, ou pode representar após pequenas modificações no modelo. Entretanto, alguns detalhes do processo de produção não foram considerados para fins de modelagem e algumas suposições foram adotadas. Outros detalhes do pólo moveleiro de Votuporanga e da empresa visitada podem ser vistos em Cavali (2004), Figueiredo (2006), Mosquera (2007) e dos Santos (2008). A partir de agora, a empresa visitada é designada como Fábrica X.

2.2.1

Processo Produtivo na Indústria de Móveis

O processo de produção de uma empresa moveleira de pequeno porte é composto, em geral, pelos estágios descritos a seguir.

• Setor de corte primário: este setor, em geral, é composto por poucos funcionários que operam uma máquina seccionadora, na qual os objetos são cortados nos itens que irão compor o móvel. As máquinas seccionadoras mais sofisticadas podem cortar uma quantidade de placas bem maior por unidade de tempo, além de produzirem também cortes mais trabalhados.

que são utilizadas para o processo de aparo das sobras, corte de itens que foram processados de forma agrupada, e ainda são usadas para cortar itens menores. Neste setor, também são feitos os vincos nas peças que são encaixadas em outras na montagem de um determinado móvel. Esse setor pode também ser usado para processar pedidos inesperados ao longo do horizonte de planejamento, de forma a não comprometer a produção da máquina seccionadora principal, por exemplo. • Setor de furação: este setor é composto por furadeiras (manuais e automáticas),

sendo que a maior carga de serviços é realizada pelas máquinas automáticas. Neste setor, são feitos os furos nos itens para o encaixe das peças e montagem do móvel. A maior parte das furadeiras utilizadas pode ser operada apenas por uma pessoa, e tem capacidade para furar peças com um tamanho limite de espessura e largura. Além disso, é comum furadeiras que só podem furar uma peça por vez.

• Setor de montagem: este setor é formado por diversas máquinas, como lixadora e prensa. Nele, as peças são montadas e preparadas para a pintura. É o setor que agrega o maior número de funcionários.

• Setor de pintura: é formado por um conjunto de máquinas que operam interliga- das. O conjunto é operado por um número relativamente baixo de funcionários, em geral. O papel deles no processo de produção é preparar o conjunto, efetuando a limpeza das máquinas, a carga das tintas e o monitoramento do processo de pintura das peças do móvel.

• Setor de estocagem: é composto por máquinas que empacotam as peças e per- mitem que os kit’s (formados por todas as peças que compõem um determinado móvel e seus respectivos acessórios, como pregos, parafusos, entre outros) sejam armazenados e empilhados no estoque, até a data de entrega.

A Figura 2.1 ilustra o processo produtivo de uma planta moveleira de pequeno porte.

Na indústria de móveis, a maneira específica de se cortar as placas é denominada padrão de corte bidimensional, pois apenas duas dimensões são relevantes para o processo de corte. Há vários fatores que concorrem na elaboração de um padrão de corte, como a facilidade de processamento do padrão e a tecnologia da empresa. No pólo moveleiro considerado, são utilizados padrões de corte guilhotinados e padrões de corte tabuleiros devido às restrições da máquina seccionadora que, quando acionada, corta a placa de uma extremidade a outra.

Definição 2.1 Um corte é dito guilhotinado ortogonal, ou simplesmente guilhotinado,

Placas Móveis finais drilling Pintura Corte Furação Peças Montagem ou empacotamento

Figura 2.1: Processo produtivo simplificado numa indústria moveleira de pequeno porte. retângulos. Um padrão de corte composto apenas por cortes guilhotinados é chamado de padrão de corte guilhotinado.

Os padrões de corte guilhotinados podem ser classificados de acordo com o número de estágios de corte para o obtenção dos itens que nele aparecem. O número de estágios de um padrão de corte é determinado pela quantidade de vezes que o objeto deve ser

rotacionado de 90◦ para que todos os itens sejam cortados. A Figura 2.2 ilustra um

padrão de corte guilhotinado em 3-estágios, sendo que os cortes 1, 2 e 3 são feitos no primeiro estágio, seguidos dos cortes 4, 5 e 6 no segundo estágio e, por fim, os cortes 7 e 8 no terceiro estágio.

Definição 2.2 Um caso particular de padrão de corte 2-estágios é o chamado padrão de

corte guilhotinado 1-grupo ou padrão de corte tabuleiro, em que os cortes do segundo es- tágio são realizados simultaneamente nas faixas resultantes do primeiro estágio (Gilmore e Gomory, 1965). Quando um padrão de corte é formado pela combinação de padrões de corte tabuleiros, este é chamado de padrão de corte guilhotinado n-grupo (Gilmore e Go- mory, 1965; Yanasse e Morabito, 2006) ou padrão de corte tabuleiro composto (Figueiredo, 2006; Yanasse e Morabito, 2008).

Figura 2.2: Exemplo de padrão de corte guilhotinado em 3-estágios. Fonte: Biehl (2008).

A Figura 2.3 mostra um exemplo de padrão de corte tabuleiro e um exemplo de padrão de corte tabuleiro composto. O leitor interessado em estudos sobre problemas de corte em indústrias moveleiras e correlatos pode consultar Yanasse et al. (1991), Carnieri et al. (1994), Morabito e Arenales (2000), Rangel e Figueiredo (2008), entre outros.

Figura 2.3: Exemplo de padrão de corte tabuleiro. Fonte: Mosquera (2007).

Benzer Belgeler