• Sonuç bulunamadı

Fizibil Alan

ISITMA SİSTEMİ ÖZELLİKLERİ

Na resposta à pergunta – há quanto tempo se encontra casado ou união de facto, verificamos que a média dos anos de casamento / união de facto é de 45 anos (Vide, Anexos).

Dos trinta e um inquiridos que responderam ter cônjuge ou companheiro (a), trinta responderam que o mesmo está presente no seu dia-a-dia (Vide, anexos). A quase totalidade (98%), ou seja, cinquenta e dois inquiridos tem filhos. Quinze inquiridos (28,3 %) referiram ter filhos emigrantes (quadro n.º 27). O facto de existirem filhos emigrantes pode dar origem à ideia de que estes deixam os pais sem apoio na velhice. No entanto, esta falta de apoio não está manifesta nos inquiridos da nossa amostra, uma vez que os inquiridos têm outros filhos que residem perto e lhes dão todo o apoio necessário.

Quadro 27 – Tem filhos (s) emigrantes?

Pergunta do inquérito n.º 21.2. - Tem filho (s) emigrantes? N %

Válido Sim 15 28,3

Não 36 67,9

Total 51 96,2

Ausente Sistema 2 3,8

Fonte: Inquérito aplicado em Jovim

Pode-se concluir das informações reunidas nos presentes quadros que o afastamento geográfico da residência dos filhos não constitui um constrangimento de relevo nesta amostra: mais de metade dos inquiridos com filhos tem um filho que reside a uma distância inferior a 1 km da sua própria casa (54,7%). Na resposta à pergunta - VII – 21- 5 – O Filho que lhe presta mais apoio é o que mora perto de si?, verificou-se que em 83% dos casos o filho que reside mais próximo é o que presta mais apoio (quadro n.º 29), residindo a menos de 1 km. Na esmagadora maioria dos casos, é então o filho que reside mais perto, ou seja, a menos de 1 km, que presta apoio e, quando tal não

70

acontece, a residência dos filhos que prestam apoio não ultrapassa a distância de 5 km, havendo apenas seis (6) filhos que vivem a mais de 5 km.

Quadro 28 – Distância a que reside o filho que vive mais próximo (%)

Pergunta inquérito n. º 21.3- O filho (s) que reside mais próximo de si, mora

aproximadamente: N % Válido < 1 km 29 54,7 1 a 5 km 15 28,3 5 a 10 km 3 5,7 10 a 20 km 1 1,9 > 20 km 2 3,8 Total 50 94,3 Ausente Sistema 3 5,7 Total 53 100,0

Fonte: Inquérito aplicado em Jovim

Quadro 29 – Apoio prestado à população envelhecida pelo filho que reside mais próximo (%)

Pergunta inquérito n. º 21.5 – O Filho que lhe presta mais apoio é o que mora

perto de si? N % Válido Sim 44 83,0 Não 5 9,4 Total 49 92,5 Ausente Sistema 4 7,5 Total 53 100,0

Fonte: Inquérito aplicado em Jovim

Quadro 30 – Caso não seja o filho que reside mais próximo a prestar apoio à população envelhecida,

distância a que reside o filho que presta apoio (%) Pergunta inquérito n. º 21.5.1 – O Filho que lhe

presta mais apoio é o que mora perto de si? N % % válida %

acumulativa Válido < 1 km 18 34,0 78,3 78,3 1 a 5 km 3 5,7 13,0 91,3 5 a 10 km 1 1,9 4,3 95,7 10 a 20 km 1 1,9 4,3 100,0 Total 23 43,4 100,0 Ausente Sistema 30 56,6 Total 53 100,0

Fonte: Inquérito aplicado em Jovim

Quarenta e um dos inquiridos referiram que os filhos que prestam apoio exerciam uma atividade profissional (77,4 %). Dos que não exercem qualquer atividade profissional

71

(Vide anexos), dez encontram-se desempregados e uma ocupa-se das tarefas do lar (Vide anexo 6, questão n.º 21.3.2).

Quadro 31 - O filho (s) que reside mais próximo de si exerce uma atividade profissional

Pergunta inquérito n. º 21.3.1. - O filho (s) que reside mais próximo

de si exerce uma atividade profissional N %

Válido Sim 41 77,4

Não 10 18,9

Total 51 96,2

Ausente Sistema 2 3,8

Total 53 100,0

Fonte: Inquérito aplicado em Jovim

Foi importante perceber que tipo de proteção recebe o idoso no seio dos grupos primários, se a proteção é ao nível instrumental ou/e ao nível das sociabilidades: sendo que a proteção instrumental está ligada a satisfação das necessidades biológicas; enquanto a proteção ao nível de sociabilidades está ligada à satisfação das necessidades de sociabilidade.

Ao nível instrumental destaca-se o apoio dos filhos no acompanhamento dos pais às consultas médicas, sendo a saúde uma questão das mais prementes e que revela um maior nível de preocupação. Tal implica a necessidade de entendimento preciso das diretrizes do médico (41% dos inquiridos responderam que os filhos acompanhavam sempre e 24,5 % dos inquiridos responderam serem acompanhados pelos filhos muitas vezes). Relativamente a outras atividades de apoio instrumental estas são feitas pelos filhos de uma forma esporádica e pontual, caso as situações o justifiquem. Muitos dos nossos inquiridos ainda são pessoas independentes e autónomas, não necessitando de apoio instrumental, tendo eles referido que no caso pontual de doença ou incapacidade este lhes é dado pelo cônjuge (pois vinte e quatro vivem com o cônjuge). Na inexistência de cônjuge recorrem aos filhos, outros familiares ou pessoas que lhes sejam próximas. Foi referido pelos inquiridos ao longo do inquérito, ainda que de um modo informal, que devido à proximidade geográfica, os filhos iam muitas vezes a casa dos pais, algumas vezes, faziam-no diariamente.

Embora a proximidade não seja condição para a solidariedade, facilita consideravelmente os contatos e interações sociais, como refere Roussel:“…Tout se passerait, en somme, comme si les nouveaux ménages fixaient leur domicilie en fonction de celui de leur parents. La proximité des résidences exprimerait une certaine volonté de rester ensemble…” (1976:76).

72

Ao nível das sociabilidades, destaca-se a disponibilidade para conversar (73, 0 % responderam que os filhos estavam disponíveis para conversar com eles muitas vezes), assim como a partilha de momentos festivos (em que 49,1% responderam sempre, e 30,2%, muitas vezes).

Face ao exposto, podemos concluir que a tipologia de família predominante na nossa amostra é a nuclear ou clássica. Sendo que o número mediano de filhos por idoso é de 3 filhos e que estes segundo os dados apresentados perpetuam a função protetora das redes de sociabilidade primárias. Esta tipologia familiar da amostra converge com a tendência ao nível nacional, em que o tipo de família predominante é o casal com filhos, sendo a média nacional de um filho por casal. Relativamente ao número de filhos, a nossa amostra ultrapassa a média nacional (INE, 2013).

Neste momento, relativamente a composição do grupo doméstico, um grande número de filhos autonomizou-se, fazendo com que predominem as famílias nucleares. No entanto, estão patentes na nossa amostra outras tipologias familiares, como são os casos da tipologia familiar extensa,55 alargada ou complexa56 e unipessoal57. O que

permite aos idosos de coabitar com outros núcleos familiares.

De acordo com dados do (INE, 2013), existem cada vez menos idosos a viverem em unidades domésticas de família alargada ou complexa (tendo havido decréscimo em 2001 para 2011, de 19,6% para 15,8%), paralelamente aumentou o número de idosos a viverem sós.

Nesta situação concreta, a proximidade geográfica da família contribui para que os laços primários se mantenham. Relativamente à existência ou não de netos, quarenta e oito pessoas inquiridas referiram a existência de netos (90,6%).

Quadro 32 – População com netos (%)

Pergunta inquérito nº 22 - Tem neto/a (s)? N %

Válido Sim 48 90,6

Não 5 9,4

Total 53 100,0

Fonte: Inquérito aplicado em Jovim

55 As famílias extensas são compostas pelo núcleo familiar e agregados que coabitam na mesma habitação (retirado da

ligação web http://www.jmphc.com/ojs/index.php/01/article/download/165/122)

56 Agregados de família complexa: 1 núcleo com outras pessoas (família alargada) retirado da ligação web:

https://www.google.pt/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=3&cad=rja&uact=8&ved=0CC0QFjACahUKEwimkvGggarIAhVBPRoKHSNQDMI&url=https%3A%2F%2Fwww.ine.pt%2Fngt_ server%2Fattachfileu.jsp%3Flook_parentBoui%3D208022128%26att_display%3Dn%26att_download%3Dy&usg=AFQjCNGFnP2FqC2QMsktpyowIB8na8W_8

73

Das pessoas inquiridas que responderam ter netos, 64,2% referiram que os mesmos estariam presente no seu quotidiano e 26,4 % responderam que não estavam presentes (cfr. Quadro n.º 33). O número mediano de netos por idoso é de 1 neto (Vide, Anexo 6, questão n.º 22.1).

Quadro 33 – Está (ão) presentes no seu dia-a-dia?

Pergunta inquérito n-º 22.2 Está (ão) presentes no seu dia-a-dia? N % % válida % acumulativa Válido Sim 34 64,2 70,8 70,8 Não 14 26,4 29,2 100,0 Total 48 90,6 100,0 Ausente Sistema 5 9,4 Total 53 100,0

Fonte: Inquérito aplicado em Jovim

Em relação ao apoio prestado pelos netos, ao nível instrumental, é muito residual, praticamente inexistente, devido aos fatores acima mencionados. Ao nível das sociabilidades, a única atividade em que eles têm alguma participação é na partilha de momentos festivos, exceto no caso de duas pessoas inquiridas que vivem com os netos já adultos e porque têm a mobilidade reduzida são eles que estão presentes nas atividades do dia-a-dia, quer ao nível instrumental, quer das sociabilidades e que prestam todo o apoio necessário. É curioso verificar-se que a perceção dos idosos relativamente à presença dos netos no dia-a-dia é contrariada pelo apoio efetivo dos mesmos aos avós, dado que trinta e quatro afirmarem que estão presentes no quotidiano, e, no entanto, o apoio verificado é residual. Esta incongruência pode ser explicado pelo facto dos inquiridos ter um número elevado de netos ainda crianças, acrescido do facto de serem pessoas ainda com um elevado grau de autonomia e independência. Em casos pontuais de doença, o cônjuge presta-lhes o apoio necessário. O facto dos filhos dos inquiridos morarem perto e se deslocarem frequentemente à casa dos pais, prestando-lhes o apoio necessário, evita que os idosos tenham que recorrer ao apoio dos netos adultos.

Trinta nove pessoas mencionaram a existência de outros familiares próximos. A questão “qual o familiar próximo que está mais presente no seu dia-a-dia?”, vinte e quatro referiram ser o irmão/irmã; seis responderam cunhado/cunhada; cinco facultaram outro

74

tipo de resposta, das quais três válidas, nomeadamente, um inquirido referiu que era a nora, outros os tios, e outro ainda, sobrinho/sobrinha.

Quadro 34 - Outros familiares próximos

Pergunta inquérito n.º 23-Tem outros familiares próximos? N %

Válid o

Sim 39 73,6

Não 14 26,4

Total 53 100,0

Fonte: Inquérito aplicado em Jovim

Quadro 35 - outros familiares próximos – presença no seu dia-a-dia

Pergunta inquérito 23.1. - Se sim, indique

qual o que está mais presente no seu dia-a- dia? N % % válida % acumula tiva

Válido Irmã / Irmã 24 45,3 61,5 61,5

Cunhado / Cunhada 6 11,3 15,4 76,9 Sobrinho / Sobrinha 4 7,5 10,3 87,2 Outro 5 9,4 12,8 100,0 Total 39 73,6 100,0 Ausente Sistema 14 26,4 Total 53 100,0

Fonte: Inquérito aplicado em Jovim

O apoio prestado por estes outros familiares é residual e pouco significativo. Relativamente à pergunta “Pode contar com eles para conversar consigo?” vinte responderam muitas vezes e cinco algumas vezes. Sendo esta a única atividade com alguma relevância em que os familiares em questão participam.

Procurando prolongar a análise da sociabilidade primária e da sua persistência no quotidiano da população envelhecida, interessa dar alguma atenção às relações de vizinhança e de amizade. As respostas à pergunta: “tem amigos/vizinhos próximos?” sugerem que no habitat em estudo estas redes continuam a ter significado. De facto, mais de 98,1 % dos inquiridos responderam afirmativamente e 83% referiram que os mesmos estão presentes no seu dia-a-dia. No entanto, verificou-se que a relação com os vizinhos se restringia a prática quotidiana de momentos de conversa, porquanto 52,8 % referiu que pode contar com os vizinhos para conversar.

75

Quadro 36 - Tem amigos / vizinhos próximos?

Pergunta n.º 24- Tem amigos / vizinhos próximos? N %

Válido Sim 52 98,1

Não 1 1,9

Total 53 100,0

Fonte: Inquérito aplicado em Jovim

Quadro 37 – Os vizinhos / amigos está (ão) presentes no seu dia-a-dia ?

Pergunta do n.º 24.1. - Está (ão) presentes no seu dia a dia? N %

Válido Sim 44 83,0

Não 7 13,2

Total 51 96,2

Ausente Sistema 2 3,8

Total 53 100,0

Fonte: Inquérito aplicado em Jovim

De acordo com Hoff (2008:257), as relações de entreajuda com amigos e vizinhos são menos seguras que as relações com familiares. Tal deve-se ao facto de estas se regerem em grande medida pela regra da reciprocidade. Esta ajuda de amigos/vizinhos será muito provavelmente uma ajuda a curto prazo, que certamente não poderá ser mantida a longo prazo. Enquanto a ajuda recebida dos membros da família pode ser retribuída num período indeterminado de tempo, a troca de ajuda com amigos e vizinhos pressupõe uma reação mais imediata.

A família é, geralmente, o centro do apoio recebido e prestado, mas o seu carácter “não voluntário” ou obrigatório tem, por vezes, efeitos complexos e mesmo negativos na qualidade de vida dos idosos (Paúl, 2005-a: 21-41). Nos dias de hoje, a presença dos amigos no quotidiano das pessoas é crescentemente significativo, uma vez que a mobilidade laboral afasta os pais dos filhos, o que não se verifica na população em estudo, uma vez que os filhos residem próximos dos pais. Os amigos vão assumindo uma importância crescente, quer ao nível da proteção instrumental, quer ao nível das sociabilidades. Na população em estudo verificou-se que os idosos inquiridos se encontravam frequentemente com os amigos para conversar.

Os idosos percecionando o apoio recebido como sendo espontâneo vão sentir-se recompensados a nível psíquico e emocional.

76

Benzer Belgeler