BÖLÜM 4. ARAŞTIRMA BULGULARI VE TARTIŞMA
4.4. Isıl işlemin Yerli Portakal Sularının Bazı Özellikleri Üzerine Etkileri
4.4.6. Isıl işlemin portakal sularının toplam karotenoit ve karotenoit
intercomunicação entre os diferentes atores sociais, o compromisso com as classes subalternas, as iniciativas dos educandos e o diálogo entre saber popular e saber científico” (p. 30). Dessa forma, o trabalho é orientado para aproximar serviços de saúde e população, por meio de relações menos autoritárias e normatizadoras.
Há, então, um desafio diário para o trabalho multiprofissional, criativo e de adaptação não só dos conteúdos, mas também da forma como são propostos em cada realidade.
5.4 Participação: modelo tradicional X saúde da família
O tema da participação das pessoas nas atividades foi ganhando destaque no trabalho tanto nas entrevistas com os coordenadores de equipes como nas observações no Centro Comunitário, sendo considerada, de modo geral, baixa. Por parte dos profissionais a expectativa de que a participação seja significativa vem da “pré-concepção” de que se oferece algum atendimento ou serviço que as pessoas precisam, importante para a saúde e que, talvez, não teriam acesso a ele de outro modo. No entanto, observa-se uma dificuldade de participação da comunidade nos diferentes grupos ou, quando ela acontece, há pouca rotatividade ou ampliação de demanda, pois “são sempre as mesmas pessoas que participam”. Nesse momento também aparecem menções às prática corporais devido aos grupos oferecidos em algumas Unidades. De modo geral, a participação nos grupos de práticas corporais oscila de um grupo para outro ou então aparece menor ao que seria esperado. Nestes casos, alguns profissionais se remetem também à dificuldade de propor, acompanhar ou orientar, seja individualmente, seja nas consultas, seja nos grupos, devido à falta do profissional de Educação Física na UBS. Outro aspecto citado diz respeito ao “tempo de vida” dos grupos, que se iniciam, se desenvolvem por um tempo e depois acabam. Naquelas em que o NASF estava sendo implementado, havia uma boa expectativa nesse sentido.
As observações aconteceram em relação aos diferentes tipos de atendimento, desde consultas específicas, como as que acontecem com os enfermeiros, participação no conselho gestor e em grupos como: artesanato, práticas corporais, hipertensão e diabetes. Alguns casos relatam que há boa participação, mas depende do tipo de atividade oferecida, do
vínculo que se estabelece com a comunidade e também de uma situação condicional, em que a participação ocorre se o usuário “receber algo em troca”. Há também variações entre atendimentos de mesma temática de uma UBS para o outra, por exemplo, o grupo de educação alimentar tem uma boa participação, até com fila de espera, em uma Unidade, já em outra não. Fica a ideia de que é preciso um esforço para que a participação da comunidade aconteça e mesmo assim parece não atingir os níveis esperados.
Então, pros idosos é bem alta a participação, mesmo porque eles ficam em casa o dia todo, então quando tem alguma coisa eles vão mesmo. Então, o nosso grupo de hipertenso e diabético não é só um grupo de hipertenso e diabético, às vezes, a gente fala de vários assuntos eles participam todos, enche assim. Eu já tentei fazer mensal esse grupo, e eles se queixaram, eu tentei fazer a cada quinze e eles vão toda semana. Eu fazia a cada quinze a aí as minhas agentes “Julia! O pessoal tá aqui”, eu falava “mas não tem...”, então eu desisti, é toda semana e eles vão. É... agora, gestante vai muito pouco, mesmo porque elas trabalham né, então é dentro do nosso horário de trabalho, então elas falam “eu trabalho então eu não vou poder ir no grupo”, e no grupo de crianças também é pouca a adesão, a gente convida vinte, trinta mães com as crianças, vai cinco, seis. Julia
Olha, precisa que a coisa seja bem bolada né. Por exemplo, eu tava aqui na minha sala reunião de diabete, convido as pessoas, aí eu pego meu computador viro aqui pra eles e vou mostrando porque que a pessoa é diabética. Depois eu faço umas coisas mais simples, pros diabéticos eu comprei cinco daquelas luvas pra lavar o pé... aquela bacia que tem o formato de pé, que um dos problemas do diabetes é o pé, então sorteamos aqui. Se a gente não tiver essa criatividade e só chegar aqui e falar “ó, vai ter uma aula sobre diabetes!”, xi... ninguém vem. Então precisa realmente de motivação. Por exemplo, caminhada, pra fazer caminhada o pessoal começa, mas termina, não tem uma continuidade por falta de uma liderança. Claudio
[Tem] o de artesanato e tem o de gestante também que é uma vez por mês, que aí é junto com a equipe branca e vermelha né, que no início tinha também uma boa participação e hoje em dia também é muito pouca, mesmo a gente promovendo brindes, sorteios e tudo, a participação é difícil. E é uma pena né, porque a gente promove um monte de coisa, você não chega lá de cara limpa né. Então você tem uma preparação, utiliza as pessoas pra preparar, a gente leva profissionais, não vai só a equipe né, às vezes, vai o pessoal da odonto, vai a assistente social, vai a psicóloga, vão as outras multiprofissionais também, então é uma judiação né. Beatriz
[...] desde que você tenha uma coisa superficial pra oferecer pra eles, então se você oferece comida eles vêm, se você oferece remédio pra obesidade eles vêm, se você oferece uma coisa dessas é... que vai... cobrir a demanda deles, eles oferecem e eles atendem e vêm, em uma quantidade absurda. Mas se você quer descobrir qual é a real necessidade atrás daquela demanda e trabalhá-la aí eles não vêm muito não [...]. Quando você chama por uma necessidade de saúde, tentando transformar aquela demanda, quando você chama pra discutir um caso ou pra entrar no Conselho Gestor e tal eles não vêm muito não. Pedro
O [grupo] de reeducação tem fila de espera, muita, mais de cem pessoas, daí a gente chama a pessoa pra participar ela participa de três encontros e não vem mais e o resto não participa muito. Caminhada também, não tem muita participação. O pessoal é difícil de se envolver né? Jaqueline
[...] grupo de artesanato o pessoal tem uma aderência muito boa, enche a sala né, já o grupo de educação alimentar já não tem tanta aderência. Grupo de caminhada, por exemplo, eu passo de manhã o pessoal tá se reunindo pra fazer né, eu percebo assim... pouca gente lá né [...]. Então, muitas vezes você tem que barganhar um pouco também né, tem que dar alguma coisa, oferecer alguma coisa pro usuário poder vir. Então isso é... difícil, e a gente nem sempre tem muita coisa pra oferecer. Marcelo
No decorrer das entrevistas, a própria percepção da relação dos profissionais com a comunidade e desta com o serviço, fornece indicativos para se compreender um pouco a problemática da participação. Percebe-se que os impedimentos de avançar e melhorar o nível de envolvimento da comunidade nas atividades oferecidas estão relacionados, sobretudo, à falta de entendimento da proposta da ESF e do papel das UBSs na atenção à saúde em relação ao padrão tradicional de atendimento à saúde ao qual a população foi “condicionada”47. Tal situação gera uma expectativa no usuário diferente do que é oferecido no atendimento das equipes e vice-versa. Dificuldade compreensível, uma vez que nós próprios profissionais ainda pelejamos para nos apropriar e agir segundo referenciais que tragam um olhar ampliado sobre a saúde e os modos de intervir sobre ela.
[...] eu acho que a comunidade não entendia muito bem como é que funcionava, ela tinha uma exigência assim, achava que o médico a equipe de família tinha que tá em casa todo momento, atender a toda hora tudo o que precisasse. Ela não entendia que ela tinha responsabilidade também né [...]. Mas eu acho que hoje em dia isso já tá bastante esclarecido, é uma pessoa ou outra que ainda tem dúvida. Beatriz
[...] é difícil na medida em que pela própria forma que as políticas se configuraram as pessoas ficaram acostumadas a consumir consultas médicas e isso não é culpa delas, mas o que acontece, sempre foi assim né, antes do SUS sempre foi assim. Quem tinha dinheiro pagava o particular ou era trabalhador e ia até o INSS, quem não tinha dinheiro ficava a cargo das Casas de Misericórdia né, ou se virava com as questões aí caritativas. Aí
eles foram formatados, com o programa anterior que era o PAS48 que era só
pronto atendimento, você tem um plano de saúde você vai ser atendido, isso também se tornou um senso comum, eles foram formatados assim. A própria política do jeito que ela é feita, mesmo o PSF de atender hipertenso e diabético, úteros e mamas e menores de dois anos também formata as pessoas a procurar atendimento assim né [...]. Marisa
47A palavra “condicionada” é empregada pelos profissionais para se referirem a um padrão de atendimento dos
serviços de saúde que a população foi submetida por muito tempo, no qual prevalece o pronto atendimento focado na atenção biomédica e há pouca interação com o usuário.
48Refere-se ao Plano de Atendimento à Saúde, um sistema de cooperativas municipal criado na gestão do
[...] se você for perguntar, fazer uma pesquisa aqui com a comunidade, eles vão falar muito mais coisas negativas ainda do que positivas. Mas é por falta desse entendimento mesmo, por falta desse interesse mesmo dessa população [...]. Eu acho que se todo mundo tivesse essa consciência do que é uma Unidade, do que que é o atendimento do PSF, do que é primário, secundário, terciário, a gente conseguiria, o Brasil conseguiria um avanço muito maior, uma dimensão bem maior com a parte da saúde. Rosana Como o programa é novo, muita gente ainda tem uma certa resistência, não sabe muito bem a diferença de papéis de cada um na equipe. Pra que serve o programa, na verdade eles ainda não têm isso em mente, incorporado, e eu acho que vai demorar um pouco ainda. E em relação a grupos, trocas, têm ainda uma dificuldade de entendimento, porque você também tem uma parte de escolaridade e, assim, como eu falei, é... que tem dificuldade de entender mesmo. Mateus
Alguns não entendem né, que acha que a Unidade básica de saúde é um pronto socorro, e isso não é verdade. E a gente tenta mostrar pra eles isso no grupo, como é o trabalho da gente, o que a gente atende aqui dentro, quais são as bases pra diferenciar uma UBS, um AMA e uma hospitalização. Lúcia
As pessoas ainda estão atrás da medicina curativa, elas querem... e também quer que todos os problemas sejam resolvidos, o problema social, econômico, que tudo seja resolvido na mesma hora. Dulce
Apontamento 4 - Entendimento e compreensão não se fazem sozinhos
No caso da participação da comunidade nas atividades oferecidas, alguns elementos podem ser considerados até o momento, como as confusões entre o modelo anterior de assistência à saúde e a ESF. Os dados sugerem que a falta de entendimento do trabalho da UBS, das equipes e dos papeis de cada profissional, poder ser um dos elementos que explica a dificuldade de participação da comunidade. Além disso, é preciso levar em conta o contexto atual da sociedade em que vivemos que, de certo modo, nos condiciona ao imediatismo e, assim, se relaciona muito mais ao modelo anterior.
O modelo tradicional de atendimento à saúde é mais voltado para ações curativas, centralizado na figura do médico e do especialista, e no hospital com ações de pronto- atendimento (COELHO, 2008). A lógica do trabalho é verticalizada em relação ao sujeito e seu “problema”. Nesse sentido, as pessoas aprenderam a consumir um tipo de assistência à saúde em que eram pouco envolvidas nos processos de cuidado e na tomada de decisão sobre elas; o que leva, por sua vez, mais a uma postura de dependência do que de participação no serviço. Os profissionais, tradicionalmente, foram preparados para conceber e fazer o trabalho, que inclui desde o modo como a saúde é entendida, mais relacionada à sua dimensão
orgânica, até as relações que se estabelecem entre profissionais de diferentes áreas e destes com os usuário/pacientes. Assim, se a comunidade ainda está aprendendo o que é a proposta da ESF, do mesmo modo os profissionais ainda estão construindo também caminhos para compreender a comunidade e seus modos de ser.
Dessa forma, mesmo para modelos que procuram estabelecer relações mais horizontais entre a população e os serviços e ampliar o entendimento sobre a saúde e os elementos intervenientes na mesma, como aqueles apresentados no terceiro capítulo – saúde comunitária, educação popular em saúde, ESF – o desafio da compreensão para conciliar necessidades, interesses e desejos das partes envolvidas e, assim, desencadear processos mais participativos, ainda está presente. Desafio porque, a despeito de todo movimento de conciliação, de acordo com Campos (2007), sempre haverá diferenças entre profissional e usuário. O profissional é aquele que traz uma oferta técnica, um saber clínico e sanitário; seu interesse está voltado, predominantemente, para a sua sobrevivência e realização profissional. Por sua vez, o usuário conhece de modo único seu sofrimento e sua própria vida; seu objetivo é encontrar apoio que permita melhorar sua saúde ou da coletividade. Assim, o autor sugere reconhecer esse encontro de sujeitos como “espaço coletivo” no qual não se descartam as diferenças, mas refletem sobre elas, de modo que reorientem o trabalho em saúde.
Vasconcelos (2010) também contribui para percebermos tal dificuldade da perspectiva da educação popular em saúde. O autor afirma que muitas de suas práticas nos serviços de saúde “estão hoje voltadas para a superação do que fosse cultural existente entre a instituição e a população, em que um lado não compreende as lógicas e atitudes do outro” (p. 29). Do mesmo modo, no trabalho da perspectiva da ESF as entrevistas sugerem que a referência ao modelo anterior ainda é muito forte, o que pode trazer consequências para a participação nas propostas atuais, como nas atividades em grupo, na participação nos conselhos gestores, na corresponsabilidade no cuidado com a saúde, pois ainda não veem nessas ações possibilidades de suprir necessidades de saúde.
Por isso, um primeiro passo seria reconhecer essas diferenças entre as partes e a partir disso incrementar ações mais dialogadas que favoreceriam o esclarecimento de papeis49
49 Em uma reunião que acompanhei na Escola Estadual Maria Alice no período de observação, esta situação
também foi percebida. Participaram dela três instituições diferentes: a UBS, com profissionais de vigilância em saúde, psicólogo, enfermeiras, assistente social; a escola, com equipe de professores, diretora e representante de pais de alunos; e o SAA, com a diretora. O objetivo do encontro era discutir e pensar um trabalho conjunto para os jovens da escola/comunidade. No entanto, no decorrer da reunião percebe-se que pouco se fala sobre os jovens, mas nota-se que há uma necessidade anterior, que diz respeito à compreensão do que faz e como trabalham os profissionais de cada instituição. Aos poucos, nota-se a falta de entendimento de como cada instituição funciona, dos tramites de cada uma delas nesse processo de encaminhar/receber/atender/retornar os casos e até mesmo de quais serviços são prestados.
(serviços, equipes, profissionais e usuários) e a composição entre interesses, desejos e necessidades diferentes, uma vez que, como lembra Campos (2007), elas não podem ser totalmente apagadas.
Também não podemos desconsiderar a interferência do próprio contexto atual no que diz respeito ao tipo de expectativa do usuário em relação às ofertas do serviço. Como lembra Martins (2008) na passagem citada na introdução desse trabalho, quando diz que na modernidade, temos a expressão da “permanência do transitório e da incerteza”, da angústia cotidiana de uma vida finita frente a um suposto progresso linear e sem fim. Para o autor, a modernidade não é somente a coleção dos signos do moderno que, de um modo ou de outro, perpassam nossas vidas, mas, principalmente, “[...] a realidade social e cultural produzida pela consciência da transitoriedade do novo e do atual”. Assim, modelos de saúde que propõe ações mais coletivas, longitudinais, portanto, mais duradouras, e o fortalecimento das relações entre as pessoas estariam na contramão ao que estamos expostos no dia-a-dia, que nos leva ao imediatismo, ao efêmero, ao individualismo e consequente enfraquecimento das relações. O que pode contribuir, por exemplo, para a resistência às ações preventivas e de promoção à saúde.
Lefebvre (1984) também fornece elementos para compreender a situação dessa perspectiva. Ele analisa a sociedade moderna e observa que ela tem como ponto marcante a pretensão de imprimir mudanças contínuas e sem limites, mas de caráter pouco profundo. Essa característica do mundo moderno faz com que obras, estilos, arte, enfim, a cultura se desfaça ao ser submetida ao consumo massivo. Para mantê-lo em funcionamento emprega-se o dispositivo da “obsolescência”, estudada e transformada em técnica. Com ela, os
especialistas atribuem tempo de vida às coisas mais diversas o que permite a indústria trabalhar com uma escala reduzida desse tempo para acelerar a rotação dos produtos.
Sobre essa constatação Lefebvre (1984) faz duas observações. A primeira considera que para tornar os objetos mais efêmeros há manipulação das motivações, da “expressão social do desejo”, isto é, para que ocorra a “obsolescência” das coisas é preciso que as necessidades também envelheçam para que novas necessidades se imponham. A estratégia utilizada é a do desejo. A segunda destaca que essa capacidade produtiva remete também a uma “extrema mobilidade da vida, dos objetos, das casas, das cidades, do habitar. A vida real poderia deixar de petrificar-se na cotidianeidade” (p. 105). Aqui é o efêmero que é utilizado para tornar o cotidiano mais rentável.
Nesse contexto os comportamentos em relação à saúde, como a ideia que se promove dos resultados esperados da atividade física50, também seguem essa lógica. Os ganhos nos diferentes âmbitos são decorrentes de um processo contínuo de prática, que passa a ser parte do cotidiano, de um indivíduo ou de um grupo, e não de uma consequência imediata em que se espera obter: mais saúde, menos peso, mais bem estar, o alívio de uma dor... Ao olhar rapidamente para o resultado final desejado anula-se um período de tempo, que seria vivido com a prática, o cuidado de si, a oportunidade de perceber o prazer que uma atividade pode propiciar, notar outras questões relativas à saúde em decorrência do convívio com o outro e da possibilidade de se expressar diante do seu problema ou do grupo.
Ao contrário do ritmo da modernidade, a visão do trabalho como um processo contínuo e dos ganhos atrelados a ele, sugere que não é simples conquistar situações de mudança com ações de caráter mais pontuais, a despeito de toda proximidade e conhecimento entre as partes. É preciso reconhecer que diversas questões estão implicadas e podem influenciar a adesão a um tratamento ou a participação em atividades. Há também os limites das prescrições, informações, muitas vezes frias e desconectadas dos interesses das pessoas ou que não surtem efeito, pois o contexto ao redor permanece o mesmo, como os vários casos citados em relação ao lixo ou ao saneamento básico. Assim, para obter conquistas são necessárias ações diversificadas, nas quais não basta oferecer o serviço, mas que ações sejam desenvolvidas entrelaçando a dinâmica familiar e comunitária, a cultura local. É ao interagir com a comunidade que o trabalho vai ganhar uma direção e construir seu significado, podendo sobressair-se ao efêmero e superficial.