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Please indicate your other reasons for being late (if there is

Shiu, S.,(2001), Issues in the education of students with chronic illness International Journal of Disability

11. Please indicate your other reasons for being late (if there is

A Apple Computer, com sede em Cupertino, Califórnia, é reconhecidamente uma empresa altamente inovadora, não somente no Vale do Silício, mas no mundo. Há algum tempo vem sendo considerada como um modelo para o mundo dos negócios, devido à sua capacidade de inovar em seus produtos e, mais do que vender eletrônicos, vender bens de consumo desejados e venerados por todos.

Inovadora desde a sua criação, por volta de 1978, lançou o primeiro computador pessoal, o sistema operacional baseado em GUI – Graphic User Interface (MacOS), o mouse, o Macintosh, o iMac e uma série de inovações de ponta, que culminou nos recentes sucessos estrondosos do iPod e do iPhone. Mais do que desenvolver tecnologia, hoje é consenso que o segredo da Apple é atender adequadamente às necessidades humanas, especialmente as psicológicas, cognitivas e sociais, oferecendo produtos bonitos, fáceis de utilizar e que se transformem em símbolos de status e desejo. A Apple é uma empresa baseada no design.

Sobre a importância do design na Apple, a introdução do iMac não apenas ampliou sua fatia de mercado e lucros, mas também iniciou uma tendência orientada ao estilo e moda em computadores pessoais (GEMSER e LEENDERS, 2001). O mesmo pode ser dito sobre o iPod, um fenômeno de vendas mundial que chegou ao ponto de se tornar um ícone ubíquo e o recente iPhone, numa quebra de paradigma que reinventou a forma como se utiliza um celular multifuncional, muito pela tecnologia aplicada, mas mais ainda pela forma inovadora como a interface desta tecnologia é feita com o ser humano.

ELGAN (2007) argumenta que é possível dividir os fabricantes de eletrônicos de consumo em dois grupos: Apple e o resto. Sua influência no mercado global é de diversas ordens de magnitude superior a de qualquer competidor próximo. Ela engendra lealdade nos consumidores de forma significantemente maior do que é ganho por qualquer outra empresa de eletrônicos; sua marca e seu reconhecimento na cultura geral excedem grandemente o que seria esperado, dado as vendas atuais da empresa. Alguns dos seus segredos – poder-se-ia denominar “Boas Práticas” são:

- A engenharia ajuda o design – sem exceções: a maioria das empresas traz os designers tardiamente no processo de desenvolvimento de produtos para criar uma embalagem50 ao redor de todas as funcionalidade e tecnologias que os engenheiros e o pessoal de marketing criaram. Na Apple, os designers ditam as regras, desenvolvendo como o produto irá parecer, ser sentido e funcionar, e os engenheiros são chamados a fazer isto acontecer;

- Menos é melhor: muitas empresas dão muito poder para analistas de marketing e substituem uma visão de produto, resultando em supersegmentação. A Apple tenta desenvolver o menor número possível de produtos, com apelo para o maior número possível de pessoas. A sobreposição de características é perto de zero, permitindo aos usuários pouca ansiedade em descobrir qual o produto que melhor se encaixa em suas necessidades;

- A experiência é o produto: o produto vai além do aparato técnico, mas envolve todos os pontos de contato com o usuário/consumidor: da embalagem, ao manual; da loja ao estacionamento;

- Não se pode agradar a todos. Então, agrade pessoas com bom gosto: pesquisas de marketing levadas a cabo por empresas para descobrir o que elas querem são um problema,

pois as pessoas são pouco precisas ou não sabem o que querem – ou não sabem expressar em palavras.

- A filiação de grupo é a tônica: “a mãe de todos os segredos”, que explica porque as pessoas compram os produtos Apple. A identidade é uma motivação primária humana e um dos maiores componentes da identidade pessoal é a filiação a um grupo – observável através da defesa ferrenha que os “macmaníacos” fazem dos produtos da Apple. As pessoas querem pertencer a um grupo que imediatamente os identifique como sendo superior às outras pessoas em outros grupos. Comprar um laptop, um tocador de mídia ou celular é como comprar roupas ou um carro (…); é menos sobre funcionalidade e mais sobre o que o objeto comprado diz para as outras pessoas sobre quem você é a qual grupo pertence.

É perceptível a relação destas práticas com o design industrial: o projeto centrado no usuário, não apenas na ergonomia e estética, mas no atendimento de necessidades intangíveis como os simbólicos e psico-sociais; o projeto de uma “experiência” ampla, ao invés de projetar um aparato tecnológico; a simplicidade no uso e o foco no benefício do produto, ao invés das características técnicas.

É claro, também, a partir da primeira prática/segredo, que o design industrial desempenha um papel importante, não apenas participando desde o início, mas sendo central, não sendo limitada pelas engenharias como normalmente acontece. Esta noção é reforçada nas palavras de Steve Jobs, CEO da Apple, ao comentar os erros cometidos pela maioria das organizações e afirmar que na Apple, o design é o ponto de partida e a base de tudo:

“O que acontece nas outras empresas é que os designers vêm com uma grande idéia, mas os engenheiros dizem que não podem fazer aquilo. E então o produto fica pior. Aí o projeto é levado ao pessoal da manufatura, que também diz que não pode construir aquilo. E então o produto fica muito pior. Na Apple, esse ciclo simplesmente não existe.” (EXAME, 1997, p.27).

Desta forma, podemos inferir como “Boas Práticas” principais aplicadas no PDP da Apple:

- O design industrial é envolvido desde o início;

- As diretrizes de design industrial são mantidas ao longo do projeto;

- O produto é desenvolvido de forma a atender a performance de interface, além da performance técnica.

Benzer Belgeler