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4. TARTIŞMA

4.2. In vivo Ortamda Bitki, Ekstraktının Etkisi

TÍTULO Satisfação e motivação no trabalho do enfermeiro.

AUTOR (ES) Arthur Velloso Antunes, Lígia Rodrigues Sant Anna.

PERIÓDICO Revista Brasileira de Enfermagem. Brasília - DF.

ANO PUBLICAÇÃO 1996.

OBJETIVOS

Verificar se o enfermeiro se sente satisfeito no trabalho. Verificar se o enfermeiro se sente motivado em seu trabalho.

Verificar se existe relação das condições de trabalho (fatores higiênicos) com a satisfação e das características do trabalho (fatores motivacionais) com a motivação.

POPULAÇÃO ESTUDADA 52 enfermeiros, de um hospital de clínicas de Minas Gerais, 420 leitos.

AMOSTRA 37 (71.15%).

INSTRUMENTO COLETA DE

DADOS Questionário.

RESULTADOS / CONCLUSÕES

Enfermeiros que se sentem satisfeitos no trabalho: 20 (56%). Insatisfeitos: 16 (44%).

Enfermeiros que se sentem motivados no trabalho: 15 (42%). Desmotivados: 21 (58%).

Enfermeiros que se sentem satisfeitos e motivados no trabalho: 13 (36%). Insatisfeitos e desmotivados: 14 (39%).

“Uma pequena parte dos enfermeiros se sente satisfeita e motivada, pronta para o bom desempenho, enquanto a grande maioria precisa ter seu trabalho enriquecido por se sentir insatisfeita e/ou desmotivada”. Relações fator higiênico – satisfação e fator motivacional – motivação existentes e válidas.

RECOMENDAÇÕES PARA A ENFERMAGEM

“A análise dos fatores que levam à satisfação e motivação do enfermeiro constitui, portanto, um componente significativo no estudo do serviço de enfermagem e da organização hospitalar”.

REFEREM-SE À LIDERANÇA? Aos chefes e gerentes, como ‘lideranças democráticas’, necessárias como um apelo, para fazer com que as pessoas trabalhassem mais.

REFEREM-SE À QUALIDADE? Não.

TÍTULO A motivação do trabalho do gerente de enfermagem.

AUTOR (ES) Norma Lúcia de Matos.

PERIÓDICO Mundo saúde.

ANO PUBLICAÇÃO 1985.

OBJETIVOS

Testar as seguintes hipóteses (resumidas):

- Gerentes de enfermagem devem participar do planejamento global da organização;

- Motivados, eles aumentam a eficiência profissional da equipe, os riscos da empresa são menores, e o resultado final é uma atenção de enfermagem melhor ao paciente e à comunidade;

- Trabalho em si traz satisfação, mas, para assumir a gerência, o salário não é compensador.

POPULAÇÃO

ESTUDADA Gerentes e supervisores de enfermagem, de duas organizações, uma particular e uma pública.

AMOSTRA 23 enfermeiros: 08 (36%) com funções de gerência, da organização particular. 15 (14%) enfermeiros encarregados de serviço, setor ou turno, da organização pública.

INSTRUMENTO

COLETA DE DADOS Questionário.

RESULTADOS / CONCLUSÕES

97% satisfeitos com o trabalho em si.

91.4% valorizam sua profissão, vêem nela pleno sentido e se identificam com ela. 87% sentem que seus esforços levarão à valorização profissional e aumento da eficácia e eficiência.

78% não supõem que perdem tempo na execução do trabalho, pela má organização da empresa ou do próprio trabalho, e reconhecem suas aptidões e o alto grau de habilidade que elas exigem.

73.9% têm algum ‘feedback’ do seu desempenho procurando melhorá-lo sempre. 82.6% insatisfeitos quanto ao salário, para o nível de supervisão e gerência. “Dados confirmam as hipóteses ou:

- Há falta liberdade do gerente de enfermagem participar no planejamento global, do serviço de enfermagem e do seu trabalho, o que promove insatisfação e não aproveitamento de suas capacidades e habilidades, dificultando o alcance dos objetivos da organização, do serviço, e do próprio profissional.

- O trabalho em si, ou partes do mesmo, são motivantes para o gerente de enfermagem, levando-os a executar seu trabalho com vontade, sem perda de tempo, valorizando-o e procurando maior eficiência e desenvolvimento no desempenho de suas funções, não desejando mudança de área ou de emprego, mas altamente insatisfeitos com o baixo nível salarial”.

RECOMENDAÇÕES PARA A ENFERMAGEM

Recomendações para as organizações particulares e públicas: - Adoção de política salarial mais condizente para os gerentes; - Política de desenvolvimento de recursos humanos;

- Administração mais participativa;

- Feedback aos gerentes quanto ao seu desempenho; - Política de promoção dos enfermeiros na empresa.

“Consequentemente, teremos gerentes mais motivados com desempenho muito mais eficiente e eficaz, trazendo mais satisfação aos pacientes em relação ao atendimento recebido, mais satisfação aos funcionários pela orientação e gerenciamento consciente e motivado, diminuindo os riscos das organizações, aumentando seus lucros e melhorando sua imagem perante o paciente, família e comunidade”.

REFEREM-SE À

LIDERANÇA? Citam Kast et al (1976) “... tornam a enfermeira importante força de influência e LIDERANÇA, não formal na organização...”.

REFEREM-SE À

QUALIDADE? Gerente motivado: atenção melhor ao paciente.

TÍTULO Enfermagem: fatores de satisfação.

AUTOR (ES) Sérgio Ribeiro dos Santos, José Rodrigues Filho.

PERIÓDICO Revista Brasileira de Enfermagem. Brasília - DF.

ANO PUBLICAÇÃO 1995.

OBJETIVOS

Identificar os principais fatores geradores de satisfação e insatisfação no trabalho dos enfermeiros;

Apresentar sugestões para um melhor ajustamento das necessidades individuais e organizacionais, na prestação de assistência ao paciente. POPULAÇÃO ESTUDADA Enfermeiros que trabalhavam nas instituições hospitalares (públicas e privadas) e nas unidades de serviços de saúde da cidade de João

Pessoa – PB.

AMOSTRA Não especificada. 20 enfermeiros realizaram um teste piloto.

INSTRUMENTO COLETA DE

DADOS Questionário.

RESULTADOS / CONCLUSÕES

“Os componentes que mais contribuíram, em ordem fatorial, para que os enfermeiros avaliassem diretamente seus sentimentos em relação a vários aspectos concretos do trabalho foram os seguintes:

Fator 1 – Autonomia com interação social.

Fator 2 – Reconhecimento da importância do trabalho. Fator 3 – Pagamento.

Fator 4 – Política organizacional.

Fator 5 – Relação administração – enfermagem. Fator 6 – Trabalho em si”.

“Portanto, tornou-se imperativa a necessidade de se reestruturar o ambiente de trabalho dos enfermeiros”.

“... os resultados aqui apresentados sugerem que a motivação não deve ser descartada”.

RECOMENDAÇÕES PARA A ENFERMAGEM

Recomendações aos administradores hospitalares, para que gerenciem os fatores identificados neste estudo, “... promovendo uma atmosfera mais intelectual, através de programas de educação em serviço, organização racional do trabalho (sistematização da assistência), valorização do trabalho por meio de um salário compatível com a responsabilidade e capacidade do enfermeiro, interação multiprofissional, condições materiais e tecnológicas para assistir ao paciente, oportunidades aos enfermeiros para participar do processo decisório entre outras medidas relacionadas às necessidades comportamentais do indivíduo”.

REFEREM-SE À LIDERANÇA? “... Nota-se ainda que aos enfermeiros é exigida uma postura de LÍDER da equipe de enfermagem”.

REFEREM-SE À QUALIDADE? Por todo o texto. Qualidade do trabalho, qualidade de vida no trabalho do enfermeiro, da assistência de enfermagem.

Quadro 29. Estudo 25-MOT. Fonte: Dados analisados pela autora (2007).

Reunidos aqui os estudos 2, 18 e 25-MOT, os quais tiveram a satisfação no trabalho como objeto de pesquisa, relacionando-a aos fatores de motivação.

No estudo 2, Antunes e Sant'Anna (1996) entenderam que o grau de satisfação/motivação das pessoas que trabalham em um hospital é importante para

o seu equilíbrio interno enquanto organização. Embasados na Teoria dos dois Fatores de Herzberg (1959) e na interpretação de Maximiano (1989) sobre a mesma, os autores determinaram fatores que levam à satisfação e à motivação da população estudada. Sugerem que a análise destes fatores pode se constituir componente significativo no estudo do serviço de enfermagem e da organização hospitalar, podendo ser assim entendida como uma estratégia potencialmente eficaz.

Matos (1985) desenvolveu sua pesquisa (estudo 18) analisando a atuação do enfermeiro gerente na organização. Entre os aspectos da satisfação no trabalho apresentou a valorização profissional, a participação no planejamento da organização e a insatisfação salarial para o nível de supervisão e gerência. O baixo nível salarial foi apontado como fator de alta insatisfação entre a população estudada. A autora sugeriu algumas recomendações às organizações particulares e públicas e seus dirigentes, entre estas a adoção de uma política de desenvolvimento de recursos humanos e de promoção dos enfermeiros na empresa. Defendeu que a satisfação dos pacientes em relação ao atendimento recebido e a satisfação dos funcionários pela orientação e gerenciamento consciente e motivado podem aumentar os lucros da organização e melhorar sua imagem perante o paciente, família e comunidade.

O estudo 25-MOT referiu-se aos fatores geradores de satisfação e insatisfação no trabalho do enfermeiro. Santos e Rodrigues Filho (1995) apontaram que há ausência de satisfação no trabalho em virtude da burocracia que o enfermeiro é obrigado a lidar, por ele entendida como sinônimo de tramitação de papéis e cumprimento de rotinas e normas. Além disso, apontam que há presença de insatisfação por causa do excesso de atividades desenvolvidas pelo enfermeiro,

inviabilizando o bom desempenho no trabalho. Os autores afirmaram que torna - se imperativa a necessidade de se reestruturar o ambiente de trabalho dos enfermeiros, sugerindo que "a motivação não deve ser descartada". Sugeriram aos administradores hospitalares o gerenciamento destes fatores de satisfação e motivação.

Benzer Belgeler