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Ainda que sua capacidade instalada em ER seja pouco representativa, altas taxas de crescimento desse componente têm sido percebidas nos últimos 5 anos. Ainda que não seja um dos principais produtores de ER do mundo, possui metas bem definidas para expansão da capacidade de energia eólica e solar, já para 2011. Também foi um dos países que apresentou um dos mais representativos pacotes verdes de combate à recessão econômica, em 2008, relativamente ao tamanho de seu PIB, atingindo a marca de US$ 18 bilhões.

Quadro 18 - Coréia do Sul: Painel sobre ER

Investimentos em ER Energia elétrica renovável instalada

Investimento total em ER em 2009 (US$ Bi.) Ranking de investimento no G-20 + Espanha % do total do G-20 Taxa de crescimento 5 anos Capacidade instalada em ER (GW) % da matriz energética que é ER % do total do G20 Crescimento capacidade instalada nos últimos 5 anos (%) 20 19 0,02% n/a 0,7 0,8% 0,3% 249,4%

Informações gerais:

Fonte: Adaptado de Bloomberg New Energy Finance (2010); The Pew Charitable Trusts (2010); World Wind Association (2009).

Quadro 19 - Coréia do Sul: metas em destaque

Metas

Prazo 2011

Capacidade Instalada em Energia Eólica 2.250 MW Capacidade Instalada em Energia Solar 1.300 MW

Fonte: IEA - Policies and Measures Database

4.9.1. Principais políticas “guarda-chuva”

Plano energético nacional

Traça a direção das futuras políticas de energia, tais como a transição para uma sociedade de baixo carbono no período 2008-2030. Tem como objetivo aumentar a segurança energética e o uso racional de energia e trazer melhorias à proteção ambiental.

Aborda múltiplas fontes de ER, passando por biocombustíveis, energias solar FV, eólica, geotérmica e de marés. Também estabelece metas com vistas a 2030 em relação à intensidade energética (0,185 tpe45 por US$ 1.000) e à participação de ER no atendimento da demanda energética do país (11%).

4.9.2. Principais políticas de incentivo às energias renováveis (ER)

Segundo plano básico para o desenvolvimento, utilização e expansão de ER

Instituída em 2003, tem como objetivo principal desenvolver e fazer com que 11 onze novas fontes de ER “decolem” no âmbito interno ao país. O plano consiste de dois componentes: um de P&D e outro para decolagem da tecnologia.

Investimento por setor (entre 2005 e 2009)

100% eólica

Principais Setores de ER do país (capacidade instalada em 2009)

Solar 356 MW Eólica 304 MW

Dentre as tecnologias, eólica, solar FV e células à combustível foram selecionadas para receber uma atenção especial, em razão vantagens comparativas identificadas para o país. Planeja-se um investimento total de US$ 7,6 bilhões de dólares entre 2004 e 2011, provenientes do orçamento do governo. A meta é fazer com que fontes primárias de ER representem 5% em 2011 (incluindo grandes centrais hidrelétricas).

Em termos de incentivos, serão oferecidos empréstimos com baixas taxas de juros e prazos longos para companhias que desenvolvam e implementem tecnologias, processos ou equipamento associados a ER. São oferecidos: crédito fiscal de 10% para companhias que estejam investindo em projetos de P&D e prioridade no recebimento de créditos fiscais às companhias que estejam guardando fundos para investir em projetos de P&D em ER. Planeja- se ainda fortalecer as compras mandatórias a preços fixos de ER e oferecer subsídios de custo de capital de até 75% de placas solar FV e de 25% em energia eólica para projetos de P&D. Tarifas feed-in para fontes renováveis

Criada em 2001, institui a compra e um preço fixo para geração de energia elétrica por meio de fontes renováveis. Todo gerador de ER, independentemente da fonte, que está conectado ao grid pode vender eletricidade a preços fixos. O estabelecimento de uma política feed-in diferenciada é considerada pelo governo sul-coreano como um dos principais meios para estimular o desenvolvimento das fontes de ER.

O governo garante taxas fixas por 5 anos para PCH, biomassa e lixo, e por 15 anos para eólica e solar FV. A Korean Eletric Power Corporation (KEPCO) é responsável pela compra de ER. As tarifas feed-in variam de acordo com a tecnologia:

‐ Solar FV: US$ 0,7/kWh ‐ Eólica: US$ 0,105/kWh ‐ PCH: US$ 0,072/kWh ‐ Marés: US$ 0,061/kWh ‐ Gás de aterro: US$ 0,06/kWh

Desde que o programa foi implantado, em 2002, até 2004, o governo pagou quase US$ 10 milhões de dólares e financiou a instalação de 110 MW de ER. Dentre as alterações que o programa sofreu em 2008, foi aplicada uma redução anual de 2% nas taxas para energia eólica e de 4% para energia solar FV.

Desde 2009, as plantas geradoras de energia solar FV, eólica e de células à combustível devem ter capacidade mínima de 500 MW, 1.000 MW e 50 MW, respectivamente, para serem elegíveis ao sistema de feed-in.

Certificação de novas ER

Lançada em 2004, com o fim de certificar as obras de geração de ER. Na primeira etapa, o importador ou fabricante de equipamentos recebe uma avaliação de desempenho dos equipamentos da agência competente. A segunda etapa consiste na solicitação da certificação. Na terceira etapa, após a certificação ter sido concluída, o Centro de Energias Novas e Renováveis emite a certificação e, no último estágio, há um monitoramento pós-certificação e gestão à distancia dos centros geradores como forma de manter sua credibilidade.

Em 2007, 17 itens, incluindo painéis solares FV e sistemas geradores de energia eólica de pequeno porte eram objeto desse processo de certificação.

Programa de subsídios para “decolagem” da ER

Instituído em 1987, tem o objetivo de oferecer subsídios para decolagem de novas fontes de geração de energia. Desde a data de sua implantação, subsidia 80% dos custos de programas- piloto, 70% das obras para geração de energia e 50% das obras para geração de calor.

Fundos para o desenvolvimento de fontes de ER

Por meio dessa iniciativa, o governo da Coréia do Sul investiu US$ 751 milhões em geração a partir de fontes renováveis, desde sua criação, em 1988, até 2007.

Isenção de auditoria fiscal

Instituída em 2008, garante a exclusão da lista de empresas que passarão por auditoria fiscal às empresas envolvidas no processo de desenvolvimento de energias alternativas. Tais empresas não terão de se submeter a auditorias durante três anos, contando a partir do primeiro período em que há lucro.

4.9.3. Principais políticas de incentivo à eficiência energética (EE)

Rotulagem de carbono para veículos e eletrodomésticos

Implementada em 2008, determina que os fabricantes de veículos indiquem em novos veículos os gastos com combustível e o nível de emissões de CO2, medidos em km percorridos/litro de combustível e quantidade de CO2/ km. Tais informações devem constar nas janelas dos carros. A partir de 2009, a rotulagem de emissão de CO2, se estende para refrigeradores, máquinas de lavar roupa e louça, secadoras, limpadoras a vácuo, ventiladores elétricos, limpadores de ar, equipamentos de ar-condicionado e bulbo de lâmpadas.

A rotulagem dos eletrodomésticos indicará o nível de emissões por hora de uso, utilizando uma fórmula em que 1 kWh de eletricidade é equivalente a 0,425 gramas de CO2 emitido. Esse dado é baseado nas emissões de CO2 para produção de eletricidade entre os anos de 2003-2007.

Redução fiscal para investimentos em instalações relacionadas à redução de consumo energético

Criado em 2005, o programa oferece uma isenção de imposto de renda para indivíduos que queiram investir em projetos relacionados a uso mais eficiente de energia. A redução fiscal é de 20% do custo total do investimento. Os produtos que se enquadram no programa são: motores elétricos, lâmpadas de maior eficiência, janelas de alto isolamento térmico, caldeiras e bombas de calor de alta eficiência, fornos industriais mais eficientes e instalações que utilizem combustíveis renováveis.

Energy Efficiency Label and Standard Program

Vigente desde 1992, tornou obrigatória a afixação dos níveis de consumo elétrico em diversos produtos como eletrodomésticos e eletro-eletrônicos. Os produtos são qualificados dentro de uma escala de 1 a 5, quanto maior o número menor a eficiência no consumo de eletricidade do produto. Produtos que forem classificados com nível de eficiência superior a 5 na escala não podem ser vendidos no país.

Carbon Cashbag Programme

Em vigor desde 2009, tem a intenção de promover a conscientização e a participação voluntária em atividades que contribuam para a mitigação de emissão de CO2 no dia a dia. Para tal, instituiu-se um sistema de pontos de carbono, em que os consumidores ganham pontos ao comprarem produtos de baixo carbono. Esse pontos podem ser utilizados para conseguir descontos em transporte público, taxas básicas de utilitários, compra de outros eletrodomésticos ou eventos culturais. Esse ainda é um programa piloto e abrangendo um número limitado de produtos que podem ser comprados com os pontos. O governo esta planejando expandir o escopo desse programa.

Plano de uso racional da energia

Criado em 1993, estabelece metas de aumento de eficiência em consumo de energia elétrica, que são renovadas a cada 5 anos. A meta atual estipula que, até 2012, a intensidade energética46 do país seja reduzida em 11,3%.

Selo de alta eficiência para eletrodomésticos

Criado em 1996, o selo é conferido a produtos considerados altamente eficientes no consumo de energia elétrica. Este programa é diferente do Energy Efficiency Label and Standard

Program, pois não estabelece nenhuma escala de eficiência, o que o torna semelhante ao Energy Star, amplamente utilizados nos Estados Unidos e na Europa.

Benzer Belgeler